Diário, alguma coisa não está me cheirando bem

Diário, alguma coisa não está me cheirando bem. Vai ver foi porque eu fiz mais de um quilo de cocô pelo nariz.

A esquerdalha está comemorando a minha doença. Os caras não param de fazer piada comigo. Um disse “nunca pensei que o problema do presidente seria não fazer merda”, outro falou “ele mentiu até quando disse ‘caguei’” e um outro soltou: “o presidente anda muito cheio de si”. Demorei meia hora pra entender essa última.

Também aproveitaram as minhas frases antigas e disseram coisas como: “Não cagou? E daí?”, “Todo mundo vai morrer”, “Deixa de mimimi e põe um supositório”, e “Que que eu posso fazer? Não sou cocoveiro.”

Os canhotos riem, mas esse meu entupimento veio bem a calhar. Como estou com cagaço de enfrentar essa CPI da covid, aproveitei o meu estado descocomentoso pra me fazer de vítima. Aquela foto de mim cheio de tubo já foi isso. Porque o meu marquetim é esse: quando não tô matando, tô morrendo.

Nós, Messias, somos assim: uma hora dizemos que somos todo-poderosos, outra hora estamos sofrendo na cruz.

Se eu fosse uma pizza, ia ser mezzo “ninguém me segura”, mezzo “coitadinho de mim”.

Se eu fosse uma dupla sertaneja, seria “Fodão” e “Fodido”.

Pena que eu vou perder umas motociatas. Mas tudo bem. O Carluxo já teve a ideia de fazer um novo tipo de manifestação. Meu filho é um gênio!

Quer saber o que é, Diário? Então vou contar. É uma coisa muito melhor que um panelaço. É um privadaço!

Todos os meus bolsominions vão fazer cocô ao mesmo tempo. O barulho dos peidos vai ser muito maior que o das panelas. E o cheiro vai se espalhar pelo país inteiro. Todo mundo vai lembrar de mim por um bom tempo.

Bom, Diário, agora chega de escrever. Vou me levantar e escovar os dentes, que meu bafo não tá fácil. Só não sei se uso uma escova normal ou uma escovinha de privada.