PGR abre investigação contra invasões a hospitais na pandemia, mas exclui Bolsonaro

No entanto, Augusto Aras já adiantou que Bolsonaro não é alvo do procedimento porque, na avaliação do PGR, o crime está no ato de invadir e não no discurso insuflando as invasões

A Procuradoria-Geral da República (PGR) abriu investigação contra os responsáveis por promover invasões a hospitais na pandemia. A determinação foi do procurador Augusto Aras, que determinou aos procuradores-gerais de Justiça que reúnam elementos sobre episódios ocorridos nos estados para responsabilização de políticos e outras pessoas que tenham promovido desordem ao entrar em unidades de saúde. A informação é da Veja.

Em live nas redes sociais, Jair Bolsonaro insuflou a invasão por parte de apoiadores a hopistais de campanha da Covid-19 com o suposto objetivo de ver se não estão sendo usados para fins políticos. Apesar disso, Bolsonaro não é alvo do procedimento porque, na avaliação da PGR, a conduta de Bolsonaro não configuraria crime, pois o crime está no ato dos invasores.

“Conforme amplamente divulgado nos meios de comunicação em massa, nos últimos dias, têm ocorrido, em variados locais do país, episódios de ameaças e agressões a profissionais de saúde que atuam no combate à epidemia do vírus Covid-19, além de danos ao patrimônio público. Nesse sentido, chegou ao conhecimento deste signatário o conteúdo de gravação audiovisual de evento supostamente ocorrido na última terça-feira (dia 09 de junho de 2020), em que um indivíduo ofende profissional de saúde em frente ao Hospital Regional de Ceilândia, causando perturbação ao funcionamento da mencionada unidade”, escreve Augusto Aras.

De acordo com o procurador, “condutas dessa natureza colocam em risco a integridade física dos valorosos profissionais que se dedicam, de forma obstinada, a reverter uma crise sanitária sem precedentes na história do país".

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