Operação contra Witzel repete esquema da Lava Jato e vazamentos acontecem em tempo real

Da mesma maneira que na Operação Lava Jato, a ação da PF no Rio vaza documentos supostamente encontrados poucas horas depois à imprensa conservadora. A operação é celebrada efusivamente pelo bolsonarismo e vários parlamentares da base governista anteciparam a ofensiva contra o governador do Rio

A operação da Polícia Federal contra o governador do Rio Wilzon Witzel repete o mesmo padrão da Operação Lava Jato comandada por Sérgio Moro e que tinha com alvo o PT e o ex-presidente Lula: documentos supostamente encontrados no escritório da esposa de Witzel na manhã desta terça-feira (26) foram vazados à imprensa conservadora praticamente em tempo real. Enquanto isso, o bolsonarismo celebra a ação policial contra Witzel,.

Às 8h20 desta terça, poucas horas depois de deflagrada a operação no Rio, a coluna Painel, da Folha de S.Paulo, publicava reportagem com o título: “PF encontra contrato de empresa investigada com primeira-dama do Rio, que vira alvo de operação”. A matéria informava: “A primeira-dama do Rio, Helena Witzel, também é alvo da operação da manhã desta terça (26), autorizada pelo STJ (Superior Tribunal de Justiça). A Polícia Federal encontrou um contrato do escritório de advocacia dela com uma empresa investigada”.

O padrão é o que foi adotado durante toda a operação Lava Jato: com a operação ainda em andamento, documentos e suspeitas são vazadas imediatamente à imprensa.

O bolsonarismo celebrou com efusão a ação policial contra Witzel. A operação foi antecipada por vários parlamentares da base governista, como Carla Zambelli (PSL-SP).

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