Diário do Bolso | ... acordei arrancando os cabelos. Numa terra cheia de indianos

Agora me diz, Diário, dá pra abandonar um cara que me consegue 62 empresários? Não dá. E, no final das contas, quem é que liga pra esse negócio de ética?

Por JOSÉ ROBERTO TORERO

Diário, hoje eu acordei arrancando os cabelos.

Primeiro porque eu não gosto de índio e tô numa terra cheia de índio indiano.

Segundo, porque a comida daqui é horrível. Eu fico só no miojo. E sabor bolonhesa, que pra mim vaca não é sagrada, kkk!

E em terceiro lugar porque a Foice de S.Paulo fez mais uma reportagem contra o Fábio Waingarden…, Wajgengaten…, Waginagorden…, sei lá o nome dele. O Fabinho da Secom, pô.

O jornaleco falou que, na primeira parte da campanha de mídia da Previdência, a Globo ficou com a maior parte do dinheiro, porque era a tevê com mais audiência.

Mas, na segunda parte da campanha, quando o Fabinho já era chefe da Secom, a coisa foi bem diferente. Eles receberam só R$ 2,6 milhões. E as outras tevês ganharam bem mais. Mesmo com menos audiência.

A Record, do meu amigo Edir, recebeu R$ 6,5 milhões. O SBT, do meu broder Silvio, ficou com R$ 5,4 milhões. A Band, do meu chapa Datena, ganhou R$ 1,1 milhão.

A Folheca de S.Paulo insinua que essas tevês ganharam mais porque são clientes da FW, a empresa do Fabinho. Mas não é por isso, pô! É porque a gente não liga pro índice de audiência. Só pro índice de puxassaquismo. Quem me elogia mais, ganha mais.

Por exemplo, a Rede TV!, do Marcelo de Carvalho, que lambe a minha bota na internet, ganhou R$ 1 milhão. E olha que ninguém assiste aquilo lá.

Fora isso, o Fabinho também passou a distribuir dinheiro para emissoras pequenas, mas amiguinhas.

A Rede Gênesis, da Igreja Sara Nossa Terra, do ex-deputado Robson Rodovalho, embolsou R$ 176,3 mil. O Róbson é quase um irmão. Daqueles de dividir palito de dente. Tanto que de vez em quando até faço um discurso lá na igreja dele.

A TV Canção Nova, da Renovação Carismática Católica, recebeu R$ 146,9 mil. Ela não é evangélica, mas eu e o monsenhor Jonas Abib somos unha e carne.

A TV Gospel, da bispa Sonia, e a RIT TV, do R.R. Soares, ganharam R$ 54 mil cada.

Também demos R$ 69,9 mil pra TV Boas Novas, do irmão do Silas Câmara, líder da bancada evangélica na Câmara, e R$ 39,2 mil para a Rede Super, da Igreja Batista da Lagoinha, frequentada pela Damares.

Pros amigos, filé mignon. Pros inimigos, músculo.

Será que a Folha do Seu Paulo pensa que eu vou despedir o Fabinho só porque ele deu menos dinheiro para a Globo e mais para os clientes dele?

Não mesmo! Ele é meu amigo de fé, meu irmão camarada (opa!, camarada não, que camarada é coisa de comunista).

O Fabinho tá comigo desde o começo. E fazendo coisa importante. No dia 10 de agosto de 2018, num momento importante da campanha, ele chamou 62 empresários na sua cobertura pra me ouvir falar. Estavam lá o Flávio Rocha (Riachuelo), o Meyer Nigri (Tecnisa), o José Salim Mattar (Localiza), o Sebastião Bomfim (Centauro), o Bráulio Bacchi (Artefacto) e o Luciano Hang, da Havan.


Agora me diz, Diário, dá pra abandonar um cara que me consegue 62 empresários? Não dá.

E, no final das contas, quem é que liga pra esse negócio de ética?

Ética é titica.

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