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FINALIZADA MESA DE NEGOCIAÇÃO: GOVERNADOR RECEBERÁ APEOC E DEFINIRÁ PENDÊNCIAS SEGUNDA-FEIRA

Após um dia inteiro de negociação, a diretoria do Sindicato APEOC, reunida na sexta-feira (28), com a vice-governadora, Izolda Cela, ...

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domingo, 29 de dezembro de 2019

66% dos professores já precisaram se afastar por problemas de saúde

Ansiedade, estresse, dores de cabeça e insônia estão entre os principais problemas que afetam educadores, segundo estudo realizado pela NOVA ESCOLA                                                                        Por Larissa Teixeira                                                        Experimente perguntar a um professor como anda a sua saúde – você provavelmente ouvirá queixas a respeito do esgotamento físico e mental causado por uma rotina cada vez mais desgastante.

Uma pesquisa online realizada pela Associação Nova Escola com mais de cinco mil educadores, entre os meses de junho e julho de 2018, reuniu mais informações sobre o problema e identificou que 66% das professoras e professores já precisaram se afastar do trabalho por questões de saúde. O levantamento também mostrou que 87% dos participantes acreditam que o seu problema é ocasionado ou intensificado pelo trabalho.

Entre os problemas que aparecem com maior frequência então a ansiedade, que afeta 68% dos educadores; estresse e dores de cabeça (63%); insônia (39%); dores nos membros (38%) e alergias (38%). Além disso, 28% deles afirmaram que sofrem ou já sofreram de depressão.

Os dados revelam uma realidade alarmante para os professores do país. Segundo Heleno Araújo Filho, presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), a não aplicação das políticas educacionais previstas na legislação impede que sejam oferecidas condições adequadas de trabalho para o desempenho da profissão.

“A falta de infraestrutura, o excesso de alunos por sala de aula, a dupla jornada, a falta de segurança nas escolas e a má remuneração contribuem para desvalorizar a carreira e desestimular os profissionais, causando uma série de doenças”, aponta.

A professora Iêda Soares Pinto, que leciona no Ensino Fundamental II, Ensino Médio e EJA no Distrito Federal, conta que começou a tomar remédios para controlar a ansiedade. “Trabalho em três escolas e raramente consigo fazer todas as refeições ou praticar atividades físicas. Além disso, levo muito trabalho para casa e fico sem tempo para nada”, relata.

Para a professora Angela Calenzani, que trabalha na rede estadual do Espírito Santo, a falta de um plano de saúde e de apoio psicológico para os docentes compromete o trabalho. “Neste ano tive problemas com pressão alta e estresse, ocasionados por uma rotina de 10 horas diárias. O professor precisa de condições e recursos para trabalhar; sozinhos não conseguimos atender às reais necessidades dos alunos”, opina.

Problemas vocais

Outra questão recorrente no dia a dia dos professores são os problemas de voz. Uma pesquisa que está sendo realizada pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) em parceria com o Ministério da Educação, com 6.510 professores de todo o Brasil, identificou em seus resultados preliminares que 17,7% deles sofrem com problemas vocais, seguidos por problemas respiratórios (14,6%) e emocionais (14,5%).

O estudo também mostrou que 69,1% dos professores faltaram ao menos um dia no último ano, na maioria dos casos por questões de saúde. “São múltiplos fatores que estão relacionados com esse adoecimento. Entre eles, um ambiente de trabalho com condições precárias, a violência verbal praticada pelos alunos, falta de apoio dentro da escola e dificuldade de relacionamento com os colegas”, afirma Adriane Mesquita de Medeiros, professora e pesquisadora do Núcleo de Estudos em Saúde e Trabalho da UFMG.

Em alguns casos, a ansiedade é ampliada por fatores locais, como clima escolar e excesso de trabalho. A professora Eliane*, que leciona no Ensino Fundamental II e Médio no Recife, conta que a pressão e as cobranças que ela considera exageradas são alguns dos principais fatores que afetam a sua saúde. “O clima com os superiores é de desconfiança e há muitas exigências com relação a atividades burocráticas. Além disso, os docentes não têm liberdade na sala de aula e muitos são perseguidos quando tocam em temas considerados polêmicos”, relata.

Para Araújo Filho, da CNTE, é preciso que haja uma gestão democrática dentro das escolas, que permita que o educador tenha voz ativa na construção do projeto político-pedagógico e se sinta confortável no ambiente escolar.

Repercussão na sala de aula

A desvalorização da carreira e o acúmulo de problemas de saúde também trazem efeitos de longo prazo e prejudicam o processo de ensino e aprendizagem. De acordo com o relatório Políticas Eficientes para Professores, divulgado em junho deste ano pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), apenas 2,4% dos jovens brasileiros de 15 anos querem ser professores.

“O adoecimento do professor repercute na sala de aula, na dinâmica escolar, nas políticas públicas e na carreira docente, fazendo com que o aluno perca na figura do professor a sua referência como profissional fundamental na mediação do conhecimento. O absenteísmo prejudica a formação dos nossos jovens e resulta em uma educação aquém do que se espera em termos de qualidade”, destaca Cristina Miyuki Hashizume, doutora em Psicologia Escolar e do Desenvolvimento Humano pelo Instituto de Psicologia da USP e professora da Universidade Metodista de São Paulo e da Faculdade Messiânica.

Segundo ela, as políticas públicas educacionais devem ser formuladas a partir do mapeamento real dos dados sobre o adoecimento docente, para que sejam elaboradas estratégias para melhorar a qualidade de vida dos professores. “Plano de carreira, aumento de salário, diminuição do número de horas trabalhadas e políticas de valorização docente são fatores que podem amenizar esse adoecimento”, aponta.

*O nome da entrevistada foi trocado para preservar a sua identidade                                                                                                                                                                                      https://novaescola.org.br/conteudo/12302/pesquisa-indica-que-66-dos-professores-ja-precisaram-se-afastar-devido-a-problemas-de-saude?utm_source=facebook&utm_medium=social&utm_campaign=Conte%C3%BAdo_Site_seguidores_ne&utm_content=afastamento&fbclid=IwAR3OnFhH69vWQAU0BgDiZ9GSrJpK1AD4CaZ5rssk1vRey1OvwTUBUg8Tuhs

Morre a líder feminista Nilcéa Freire, ex-ministra e ex-reitora da UERJ

Durante sua gestão à frente da Secretaria Especial de Política para Mulheres, debateu e implementou a Lei Maria da Penha

Morreu na noite deste sábado (28), aos 66 anos, a médica, professora, líder feminista, ex-ministra e ex-reitora da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) Nilcéa Freire. Ela vinha lutando contra um câncer.

Nilcéa foi ministra da Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres da Presidência da República durante quase todos os dois mandatos do ex-presidente Luiz Inácio Lula da silva, entre janeiro de 2004 e dezembro de 2010. Foi uma das principais responsáveis pela realização da I Conferência Nacional de Políticas para as Mulheres, com mais de 120 mil mulheres de todo o país.

Como resultado da mobilização, foi elaborado o Plano Nacional de Políticas para as Mulheres no final de 2004, que estabelecia 199 ações com objetivos como garantir a igualdade no mundo do trabalho e cidadania, a educação inclusiva e não sexista, assegurar o direito à saúde das mulheres, direitos sexuais e direitos reprodutivos, e estabelecer medidas contra a violência dirigida às mulheres.

Uma das metas do plano foi implantada em 7 de agosto de 2006 com a aprovação da Lei Maria da Penha, feita com o intuito de coibir e prevenir a violência doméstica contra as mulheres. Durante sua gestão, Nilcéa lutou pela efetiva implementação das medidas previstas na lei, atuando pela ampliação do serviço Disque-Denúncia Mulher e cobrando que delegacias e varas especiais pudessem aplicar a nova legislação.

Nesse sentido, em agosto de 2009, a ministra ingressou no STF com pedido de Ação Declaratória de Constitucionalidade da Lei Maria da Penha, com o objetivo de padronizar a sua aplicação em todo o território nacional. Em 2012, a Corte, por votação unânime, declarou a constitucionalidade, propiciando uma interpretação judicial uniforme dos dispositivos contidos na lei.
Sistema de cotas na UERJ

Nilcéa foi também a primeira reitora da UERJ, eleita para exercer seu mandato entre 2000 a 2003, tornando-se a primeira mulher a ocupar o cargo em universidades públicas do estado do Rio de Janeiro.

Em sua gestão, foi responsável por liderar o processo de implantação do sistema de cotas no vestibular para alunos negros e oriundos da rede de educação pública. A UERJ foi a primeira instituição pública de ensino a implementar a medida no Brasil.

Ela deixa dois filhos e três netas.

sábado, 28 de dezembro de 2019

Governo Bolsonaro vai acionar na Justiça mais de 580 mil estudantes devedores do Fies

Em mais um ataque a setores da população com dificuldades financeiras, o governo Bolsonaro vai acionar na Justiça cerca de 584 mil estudantes com prestações atrasadas do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies). A dupla Bolsonaro/Weintraub age no sentido de desidratar o programa despertando também a preocupação de empresários do setor de ensino privado


O Ministério da Educação (MEC) comandado por Abraham Weintraub mudou regras do Fies para poder cobrar na Justiça cerca de 584 mil estudantes com prestações atrasadas há mais de um ano. 

Reportagem de O Estado de S.Paulo informa que o governo de Bolsonaro publicou nesta sexta-feira (27) no Diário Oficial da União resolução liberando a cobrança judicial dos estudantes considerados inadimplentes. 

Até então a cobrança era feita apenas por meios administrativos, não sendo permitida a judicial. 

O Fies é um programa federal que financia parte do valor de cursos em faculdades privadas por juros mais baixos do que os de mercado e o aluno começa a pagar a dívida 18 meses após a formatura. 

Empresários do setor da educação superior privada temem que o MEC use a alta inadimplência como justificativa para desidratar o Fies, com regras que o tornem inviável. 

A resolução do governo prevê também reduzir para a metade o total de vagas oferecidas em 2019 – são previstos 54 mil financiamentos por ano a partir de 2021.



Diário do Bolso | hoje é dia 28, então tenho que dizer quem é o meu funcionário do mês

Diário, hoje é dia 28, então tenho que dizer quem é o meu funcionário do mês.

Vou dar uma pista: esse mês ele faz aniversário.

Isso mesmo. É ele: Jesus!


Tá, eu sei que Cristo não tem nenhum cargo no meu governo, mas o cara trabalhou à beça pra mim. Começou já na eleição. Um monte de pastor disse que Ele estava comigo e assim eu consegui sei-lá-quantos milhões de votos.

Mas não parou por aí, não. No meu último discurso pela tevê, a Michelle usou uma camisa onde estava escrito “Jesus”. Foi a coisa mais comentada do meu pronunciamento. O cara é um garoto propaganda excelente.

Ele também ajuda a me vingar de uns inimigos. Do pessoal do Porta dos Fundos, por exemplo. Jogaram umas bombas lá na sede deles porque os engraçadinhos fizeram um programa de tevê na internet com um Jesus gay. Bem feito, pô! Isso não pode. Tanto que eu e o Moro ficamos na nossa. Nenhuma palavra contra. Fazer arminha na Marcha para Jesus pode. Beicinho, nunca!

Enfim, esse mês eu quero homenagear esse sujeito que transformou água em vinho (se bem que eu prefiro cerveja), que era contra a violência (se bem que esse negócio de dar a outra face é uma bobajada, tem é que sentar a mão!) e que foi torturado (se bem que eu sou a favor da tortura, desde que seja no cara certo, pô, não em Jesus ou no Flavinho para ele confessar a raspadinha.

Enfim, Diário, Jesus é um dos meus melhores empregados! E nem pede décimo-terceiro, kkk!

Olha, um dia, para homenagear o cara, prometo que ainda mando colocar umas beretas na estátua dEle. Se quer proteger o Brasil, tem que estar armado, pô!

Amém.

NEGOCIAÇÃO RETOMADA: PAUTA ENTREGUE, RESOLUÇÃO E ENCAMINHAMENTOS DAS PENDÊNCIAS 2019


O Sindicato APEOC reuniu-se na sexta-feira (27), com o governador Camilo Santana e seu secretariado para tratar das pendências da Pauta da Educação 2019 e entregar a Pauta 2020. Em discussão: homologação e convocação do Concurso para professor, ampliação definitiva e redução de carga horária e retroativos do reajuste dos aposentados e das promoções sem titulação.


ENCAMINHAMENTOS:

  1. HOMOLOGAÇÃO E CONVOCAÇÃO DO CONCURSO – homologado e definida a primeira convocação de 500 professores e continuidade das negociações para outra convocação ainda em 2020;
  2. AMPLIAÇÃO DEFINITIVA – Portaria publicada para início de adesão para 200 professores, para ampliar ou reduzir carga horária;
  3. RETROATIVO DO REAJUSTE DOS APOSENTADOS – Definição de desembolso será prioridade na mesa de negociação do dia 15 de janeiro;
  4. RETROATIVO PROMOÇÕES SEM TITULAÇÃO – Analisado e definido calendário dia 15 janeiro;
  5. PAUTA DA EDUCAÇÃO 2020 – Análise e discussão no dia 15 de janeiro;
  6. PRECATÓRIOS DO FUNDEF DA REDE ESTADUAL – Criação da comissão paritária APEOC e Governo para tratar judicialmente a destinação dos recursos, destacando ainda a espera do processo com trânsito em julgado em andamento;
  7. NOVO FUNDEB – Fortalecer a luta conjunta pela aprovação da PEC 15/15;
  8. REFORMA DA PREVIDÊNCIA ESTADUAL: Abrir debate e negociação sobre a Reforma da Previdência Estadual com intuito de encontrar mecanismos compensatórios para ativos e aposentados.


https://apeoc.org.br/negociacao-retomada-pauta-entregue-e-resolucao-e-encaminhamentos-das-pendencias-2019/

quinta-feira, 26 de dezembro de 2019

Bolsonaro usa universidades para demagogia autoritária. É só ‘balbúrdia’


Não existe, como exige a Constituição, nenhuma urgência ou relevância, na medida provisória com que Jair Bolsonaro quer limitar a autonomia das comunidades universitárias na escolha de seus reitores (e diretores, nas escolas e institutos federais).

A razão de ter baixado esta norma – na verdade a “elevação” a MP de uma nota técnica do MEC baixada no apagar das luzes do governo Temer, que dizia que seriam anuladas as eleições onde o corpo docente não tivesse 70% dos votos – é apenas a de tumultuar um processo de eleições diretas quem, com erros e acertos, consolidou-se na comunidade universitária.

Mais uma oportunidade de espetáculos e declarações selvagens de Abraham Weintraub, que considera as escolas federais instituições a serem destruídas, para que reine absoluto o ensino privado.

O efeito será zero ou próximo disso, excesso para criar “balbúrdia”.

O mais provável é que a medida caduque sem apreciação ou até que venha a ser devolvida ao Executivo, por falta dos requisitos legais para sua edição.

Até lá, porém, o showman do MEC terá bastante tempo para dizer que há um complô do comunismo drogado e devasso para controlar as universidades.

quarta-feira, 25 de dezembro de 2019

Diário do Bolso | Eu sou mesmo um Papai Noel. Pelo menos para os policiais e militares que mataram alguém e foram presos

Ho, ho, ho, Diário! Eu sou mesmo um Papai Noel. Pelo menos para os policiais e militares que mataram alguém e foram presos.

Às vezes o pessoal dá um tiro “sem querer, querendo” e acaba na cadeia. Mas agora acabou isso daí. Liberei todo mundo que já cumpriu um sexto da pena. E não é aquela saidinha de Natal, não. O pessoal tá liberado para sempre. É perdão total.

Foi um indulto seletivo. Eu podia ter dado um perdão para todo mundo que cometeu um crime culposo, sem intenção. Mas não. Vai ser só para os agentes públicos do sistema nacional de segurança. E é claro que tem um monte de milicianos nesta turma, ho, ho, ho.

Até no Natal eu apronto das minhas, Diário. Comigo não tem feriado.

O bom é que o Moro assinou o decreto comigo. Ele criticou os indultos anteriores, dizendo que eram indultos “salva-ladrões ou salva-corruptos”. Mas achou legal o nosso indulto salva-miliciano.

Se o Capitão Adriano, que era chefe do Escritório do Crime (aquela milícia que matou a Marielle), já tivesse se entregado, podia estar livre agora, pô! O cara tinha que confiar mais na gente, ho, ho, ho.

Bom, por hoje chega, já escrevi demais.

Agora vou almoçar na casa do Ricardo Salles. Será que ele tem árvore de Natal?

Gin com Bell’s, gin com bell’s...

terça-feira, 24 de dezembro de 2019

‘Indulto de Bolsonaro de fato favorece a milícia’, diz membro do grupo Policiais Antifascismo

Leonel Radde é agente da Polícia Civil do Rio Grande do Sul, formado em História, Direito, mestre em Direitos Humanos, Especialista em Direito Penal.


Sobre o indulto natalino de Bolsonaro que, supostamente, favorece os policiais. Ele favorece de fato a milícia. Policial Antifascismo comenta.
171 pessoas estão falando sobre isso

https://www.diariodocentrodomundo.com.br/indulto-de-bolsonaro-de-fato-favorece-a-milicia-diz-membro-do-grupo-policiais-antifascismo/?fbclid=IwAR2YFu3-DzsyqovTR2kF5Y7kAoL86ZhKW3kpcs1xCsKKpKYhk_1A98HR40s

Diário do Bolso | Tomei um tombo, Diário. Ainda bem que só bati a cabeça, kkk

Tudo bem comigo, não adiantou a vermelhada torcer contra. Mas essa minha queda tem um monte de gente suspeita

Por José Roberto Torero 

Pô, Diário, eu caí. Mas não do jeito que os vermelhos querem. Caí no banheiro.

Não tá certo isso. O Ciro que bebe uísque e eu que caio?

Ainda bem que foi só uma rachadinha.

Será que o Mourão passou sabão no chão do meu box? Ou o Moro? Ou o Maia? Tem muito suspeito nisso aí, talkei?

O pior é que eu tive que ir para o hospital. E lá o médico disse que eu tinha que fazer um exame.

Acho que o nome do exame é tombografia. Deve ser porque eu levei um tombo.

Aí, depois do exame, eu perguntei para o médico:

– Doutor, eu tenho alguma coisa na cabeça.

E ele respondeu:

– Nada, presidente, nada.

Só não entendi por que ele deu uma risadinha quando disse isso.

No Facebook: @diariodobolso

Nota da redação:

O presidente Jair Bolsonaro sofreu uma queda em um dos banheiros do Palácio da Alvorada, na noite de segunda-feira (23), e foi levado para o Hospital das Forças Armadas, em Brasília, onde passou por exame de tomografia computadorizada do crânio, que não detectou alterações. Depois de passar uma noite “sem intercorrências”, segundo boletim médico, Bolsonaro recebeu “alta hospitalar, com recomendação de repouso” e deixou o hospital, por volta das 7h30 desta terça-feira (24).

segunda-feira, 23 de dezembro de 2019

Flávio Bolsonaro relatou lucro 82% maior do que declarou à Receita

Valores relatados ao MP pelo filho ‘01’ do presidente divergem do informado pela loja Bolsotini à Receita Federal

O senador Flávio Bolsonaro (sem partido-RJ) informou ao Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) ter retirado R$ 793,4 mil de lucro nos três primeiros anos de operação da Bolsotini Chocolates e Café – franquia de chocolates da Kopenhagen suspeita de ser usada para lavar dinheiro oriundo do crime de “rachadinha”.

A declaração aprofunda as suspeitas envolvendo a loja. Isso porque, segundo a investigação do MPRJ, o valor é 82% superior ao declarado pela própria empresa à Receita Federal no período. Segundo noticiou o Globo, declarações socioeconômicas e fiscais (DEFIS) prestadas pela própria Bolsotini ao Simples Nacional informam que, entre 2015 e 2018, Flávio Bolsonaro retirou R$ 435,6 mil no período. Não há declaração de imposto de renda da empresa no período.

Também há discrepância em relação às retiradas do sócio de Flávio Bolsonaro na loja, Alexandre Santini. No período, Santini declarou ter retirado R$ 288,9 mil, cifra R$ 24 mil, abaixo do informado pela Bolsotini à Receita Federal.

Analisando os valores de fato retirados pelos dois sócios, o MP observou que Flávio Bolsonaro retirou R$ 500 mil a mais que Santini no período. O valor equivale à cota de participação na empresa que deveria ter sido paga por Santini. Para os investigadores, a “inexplicável desproporção na distribuição de lucros” agrava a suspeita de que Sanitni figurou inicialmente nos contratos como “laranja”.

O MP suspeita que Flávio Bolsonaro – também chamado de “zero um” por ser o primogênito do presidente da República, Jair Bolsonaro – usou a loja para lavar R$ 1,6 milhão de verba oriunda do esquema de rachadinha, quando assessores de gabinetes devolvem parte de seus salários.

O senador também é suspeito de usar a compra e venda de dois imóveis em Copacabana, bairro nobre do Rio, para lavar verba oriunda do esquema. Os dois imóveis foram adquiridos em 2012, por um valor 30% abaixo do que o comprador anterior havia pago. Eles foram vendidos um ano depois, com um lucro de 300%, muito acima da valorização imobiliária registrada pelo bairro na época.

Na semana passada, advogados de Flávio Bolsonaro entraram com um pedido de habeas corpus no Supremo Tribunal Federal (STF). O pedido foi protocolado horas após a loja de chocolates do senador ser alvo de busca e apreensão. No documento, a defesa torna a apontar irregularidades no acesso de promotores a dados do senador no antigo Coaf. Segundo noticiou a coluna Painel, da Folha de S.Paulo, o processo se encontra nas mãos do ministro Gilmar Mendes, mas a expectativa é de que a decisão fique ao encargo do presidente do STF, Dias Toffoli, durante o recesso do tribunal. Toffoli ficará no comando da Corte durante o recesso até o dia 18. A partir de então, assume o ministro Luis Fux.

Diário do Bolso | ontem eu fiz uma coisa muito perigosa. Dei uma de espião!

Diário, ontem eu fiz uma coisa muito perigosa. Dei uma de espião!

Botei uma barba postiça, um boné e fui até a Escola Nacional Florestan Fernandes. Uma escola do MST. É que ia ter um jogo de futebol lá entre Amigos do Lula e do Chico Buarque X Amigos do MST, e eu quis aproveitar para ver como se comporta o inimigo.

Bom, tá na cara que a frequência do lugar era péssima. Estava cheio de esquerdófilos, ecocomunistas, vermelhopatas, barbudinhos e mulheres de cabelo colorido. E tinha uns famosos, como o Lula, que não tirava um chapéu, o Chico Buarque (ainda bem que ele não me reconheceu, senão ia implorar para eu assinar aquele diploma dele), o Xico Sá, o Chico César, o Chicão Frateschi e o Chico Diaz. Meu deus, como tinha chicos! Ainda bem que não dei esse nome pra nenhum filho meu!

O juiz foi aquele tal do Juca Kfuro. E também estava lá o tal do José Ultrajante.

O primeiro gol foi do Lula. De pênalti. Também, pudera, deixaram o Lula Livre! Se o juiz fosse o Moro, tinha expulsado o Nove Dedos antes do apito inicial.

Foi um jogo bem estranho, porque os dois times só atacavam pela esquerda. E os jogadores do MST não podiam ver um pedaço de campo que já iam lá ocupar. Eles tanto invadiram a área dos lulochiquistas que conseguiram empatar o jogo.

Depois a coisa ficou meio devagar. Mais de meia hora sem sair gol nenhum. Então, faltando três minutos para acabar, entrou um cara ótimo! Um tal de Torresmo, Tornero, Tolero, sei lá o nome do sujeito. O que eu sei é que ele avançou até a linha de fundo, passando bravamente por um menino de oito anos e uma menina de doze, cruzou para a área, teve um salseiro e marcaram pênalti. O Chico Buarque cobrou, marcou e logo apitaram fim de jogo.

Olha, Diário, achei tudo muito estranho. As pessoas cantavam o tempo todo, tinha bandeira vermelha por todo lado, as paredes estavam com umas pichações coloridas e, tanto no campo como na arquibancada, tinha uma mistureba dessas que a esquerda gosta. Jogou criança, mulher, velho, grosso, craque, gordo, magro, preto, branco, cabeludo, careca e até gente de muleta!

Meu Jesus Cristo da Goiabeira! É essa balbúrdia que a gente tem que combater.

domingo, 22 de dezembro de 2019

Maioria dos brasileiros defende educação gratuita da creche à universidade

Pesquisa Datafolha mostra que 70% partilham da opinião no caso das creches, 79% no ensino fundamental e médio e 67% no ensino superior


A maior parte da população brasileira considera que o governo tem que oferecer educação gratuita a todos e não só aos que não podem pagar, da creche à universidade. É o que aponta pesquisa Datafolha divulgada neste domingo 22.

0% partilham da opinião no caso das creches, 79% no ensino fundamental e médio e 67% no ensino superior. A proporção dos que consideram que o Estado só deve oferecer educação a quem não pode pagar varia de 18% no caso do nível fundamental e médio a 28% e 29% no caso das creches e do superior.

Realizada nos dias 5 e 6 de dezembro, a pesquisa realizou 2948 entrevistas em todo o País. A margem de erro é de dois pontos percentuais.

A defesa pela educação gratuita aparece em todos os recortes da pesquisa: cor, gênero, escolaridade, idade, ocupação, região, religião, renda, porte do município, partido de preferência, avaliação do governo Jair Bolsonaro, confiança no presidente e autoclassificação política. Em alguns, no entanto, a defesa da gratuidade apenas para os que não podem pagar é maior do que a média, ainda que minoritária. Entre eles estão o dos menos escolarizados, o dos mais pobres, o dos mais velhos e o dos que se dizem à direita no espectro ideológico.

A Constituição brasileira prevê que o ensino deve ser gratuito em estabelecimentos oficiais. Em 2017, o Supremo Tribunal Federal (STF) entendeu que a definição não vale para cursos de especialização lato sensu oferecidos por universidades públicas, que podem ser pagos.

sexta-feira, 20 de dezembro de 2019

VEJA COMO VOTARAM OS DEPUTADOS NA DEFORMA DA PREVIDÊNCIA ESTADUAL

A DEFORMA da Previdência Estadual foi aprovada, e o governo conseguiu que a proposta passasse na Assembleia Legislativa sem que os sindicatos que representam as diversas categorias de servidores pudessem debater a pauta. À toque de caixa destruíram a Previdência Estadual de quem está na ativa, aposentados e dos futuros servidores.

O presidente do Sindicato APEOC, Anizio Melo, chama a categoria para além da resistência, fortalecendo a Campanha Salarial, fazendo com que as pendências da Pauta da Educação sejam garantidas. “Precisamos fazer com que a nossa pauta 2020, que foi aprovada na nossa Assembleia Geral, possa chegar ao governador com mais força. Por isso, não vamos desistir”, pontuou Anizio Melo.


Diário do Bolso | a fantástica fábrica de chocolate e de laranjas


"Já tão te chamando de Willy Wonka do crime organizado"

Por José Roberto Torero

Diário, que momento difícil… Estou tão deprimido que me dá vontade de me encher de chocolate.

É que o assunto Flavio voltou à tona. Na verdade, está boiando na piscina.

Foram sei lá quantos mandados de busca, pegaram celulares, arrombaram a loja de chocolate do menino, um escarcéu.

Claro que demoraram mais de um ano e nesse tempo daria para apagar tudo. Mas tem coisa que não dá para apagar. Extrato de banco, por exemplo.

Bom, no fim da quarta-feira chamei o Flavinho aqui no Palácio da Alvorada. Ele chegou às 17h30 num carro oficial do Senado.

O garoto já veio choramingando.

– Pápi…

– Não tem pápi, nem mãmi. Você tem que fazer uma live e dizer que é tudo armação.

– Claro, pápi.

– Como é que você vai explicar que tira mais dinheiro da loja de chocolate do que o seu sócio?

– Vou dizer que eu levo mais cliente.

– Mas você nem aparece por lá.

– Vou dizer com um ar bem indignado, aí todo mundo acredita.

– E como é que você vai justificar o tanto de compras em dinheiro vivo na loja?

– Vou dizer que meus acusadores são uns energúmenos, porque isso é normal no comércio.

– Mas as entradas de dinheiro vivo eram nas mesmas datas do recolhimento feito pelo Queiroz. E entre 22 de novembro e 7 de dezembro de 2015, período de pagamento do 13º dos servidores da Alerj, as compras em dinheiro explodiram.

– Hum… Acho que vou dizer que os funcionários tiraram o dinheiro e foram na loja comprar chocolate.

– É melhor não falar nada, talkei?

– Talkei, pápi.

– Já tão te chamando de Willy Wonka do crime organizado.

-Poxa, não tem nada pra distrair o pessoal, pai? Cadê aquele escândalo no BNDES que você prometeu?

– A caixa preta estava vazia.

– E a surra que a Karol Eller levou?

– Parece que ela que começou a briga, estava armada e drogada.

– O Moro não pode dar um jeito?

– Desconfio que o sujeitinho está fazendo corpo mole. Adversário em 2022, sabe como é…

– Assim fica difícil. Tá me dando até uma depressão…

Aí ele tirou do bolso um chocolate, desembrulhou e mordeu.

– Quer um pedacinho, pápi?

Tirei o treco da mão dele e comi tudo de uma vez. Era daqueles com recheio de laranja.

Soarte | Convite para o VII recital de Natal da Soarte


Jornalistas combinaram matérias e submeteram textos a procuradores da Lava Jato

Sergio Moro segurou a divulgação da chave numérica para permitir que os procuradores a fornecessem primeiro a repórteres de sua escolha

Nova matéria da Vaza Jato, feita em parceria entre Intercept e a Ilustríssima, publicada nesta sexta-feira (20), demonstra que, de acordo com áudios vazados, jornalistas combinaram matérias e submeteram textos a procuradores da Lava Jato.

De acordo com a matéria, “alguns repórteres submeteram ao coordenador da força-tarefa os textos de suas reportagens antes da publicação, para que apontasse erros ou imprecisões. Outros concordaram em publicar entrevistas que Deltan Dallagnol respondeu por escrito, inclusive com o acréscimo de perguntas que não tinham sido feitas”.

O jornalista diz que em dias em que novas fases da operação foram deflagradas, com prisões e buscas realizadas pela Polícia Federal pela manhã, Deltan informou alguns jornalistas com antecedência sobre as ações, encaminhando cedo a eles pelo Telegram as notas oficiais que só foram distribuídas aos outros jornalistas mais tarde.

“Em pelo menos duas ocasiões”, diz a matéria “após levantar o sigilo dos autos de um processo, Sergio Moro segurou a divulgação da chave numérica para permitir que os procuradores a fornecessem primeiro a repórteres de sua escolha, que assim teriam acesso à informação antes de outros veículos”.

Não se trata de vazamentos ilegais já que Moro tornara públicos os autos. Mas ao segurar a divulgação das chaves que davam acesso ao material, Ele garantiu vantagem para os jornalistas selecionados pela força-tarefa em detrimento da promessa original de transparência.

Deltan informou alguns jornalistas com antecedência sobre as ações, encaminhando cedo a eles pelo Telegram as notas oficiais que só foram distribuídas aos outros jornalistas mais tarde.

Deltan e o procurador Carlos Fernando dos Santos Lima eram os que mais se relacionavam com a imprensa. Ninguém devia falar sem que ambos soubessem. Eles tinham entre as suas atribuições a coordenação da assessoria de comunicação e a orientaram a lhes submeter todas as demandas recebidas.

“Deixem-me saber de tudo que acontece de imprensa”, disse Deltan à equipe de comunicação em fevereiro de 2016. “É importante estar situado e pensar juntos na mensagem global a ser passada”.

Até jornalistas que eram julgados confiáveis, de acordo com a reportagem, foram tratados com frieza quando sugeriram pautas que a força-tarefa achava negativas, arriscadas ou embaraçosas. Vários procuraram Deltan no Telegram para obter informações sobre acordos de delação premiada quando as negociações com os colaboradores estavam em curso e ficaram sem resposta.

“O repórter deu liberdade para fazer novas perguntas, desconsiderar o que entendesse impertinente, criar”, disse o procurador aos assessores certa vez. “Temos na nossa mão o que queremos para dar o foco em que quisermos… as perguntas que criarmos aparecerão como dele, mas temos que manter é claro sigilo sobre isso rs”.

Leia o texto completo aqui

STF suspende MP de Bolsonaro que extinguia DPVAT

Ministros do Supremo acataram pedido da Rede: contribuição cobre gastos e protege vítimas de acidentes no trânsito

Em sessão virtual do plenário na noite desta quinta-feira (19), a maioria dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) votou para suspender a Medida Provisória 904/2019, que extinguia o pagamento do DPVAT, o seguro obrigatório para cobrir gastos de acidentes causados por veículos. O relator da ação, Edson Fachin, atendeu pedido da Rede contra a MP assinada no mês passado pelo presidente Jair Bolsonaro.

Fachin foi seguido por outros cinco ministros – Alexandre de Moraes, Marco Aurélio Mello, Rosa Weber, Dias Toffoli, presidente da Corte, e Luiz Fux. Segundo o jornal Folha de S.Paulo, Ricardo Lewandowski, Gilmar Mendes e Celso de Mello rejeitaram o pedido de suspensão, Cármen Lúcia não participou do julgamento e Luís Roberto Barroso declarou-se suspeito. O mérito da ação ainda será analisado pelo plenário, em data a ser definida.

Bolsonaro editou a MP no dia 11 de novembro, justificando o fim do seguro, criado em 1974, devido a altos índices de fraudes em sua arrecadação e de elevados custos operacionais para sua aplicação. Fachin, no entanto, concordou com Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 6.262, proposta pela Rede, que defendeu a suspensão da MP por entender que os recursos são utilizados para proteção de vítimas de acidentes de trânsito no Sistema Único de Saúde (SUS).

O partido também alegou que não há urgência e relevância na matéria para justificar a edição por meio de medida provisória. E que a extinção do seguro obrigatório deveria ser feita apenas por meio de projeto de lei complementar e não por medida provisória, como quis o presidente.

Bolsonaro indica que vai tirar beneficiários do Bolsa Família

Governo quer mudar processo de triagem de quem recebe o benefício; verba destinada ao programa vai diminuir em 2020

Os mecanismos de escolha dos beneficiários do Bolsa Família devem mudar, de acordo com afirmação de Jair Bolsonaro. Durante participação na conferência nacional da bancada evangélica ele disse que o governo quer aperfeiçoar a triagem de quem recebe o benefício e mudar o nome do programa.

Nas palavras de Bolsonaro "tem gente que não precisa estar no Bolsa Família". A afirmação segue discurso adotado desde a campanha eleitoral, quando o presidente costumava afirmar que existe fraude de 30% no programa. Bolsonaro nunca explicou de onde tirou esse dado, que é contrariado por uma auditória recente.

Em outubro, o Ministério da Cidadania informou que um cruzamento entre dados do Tribunal de Contas da União e da Controladoria Geral indicou que 5,1 mil pessoas receberam o recurso indevidamente. Esse número representa 0,037% dos mais de 13 milhões de beneficiários.

A ex-ministra do Desenvolvimento Social e Combate a Fome, Tereza Campello, afirma que as pretensões do governo são de enfraquecer o programa e economizar às custas da população mais pobre.

“Ele diz que tem gente demais no Bolsa Família e tem gente que não merece. E que eles vão fazer uma nova triagem. Ou seja, eles vão excluir gente. O que é fazer triagem? Triagem é mudar o conceito, mudar as regras, para enxugar, para diminuir. O governo diz que vai reformar o Bolsa Família. Olha só o que é a reforma que eles agora estão revelando: cortar famílias e mudar o nome. Para que? Para tentar apagar a história.”

Também em outubro, Jair Bolsonaro assinou Medida Provisória para pagamento de 13º aos beneficiários do Bolsa Família. O repasse dos valores está em processo, mas como o orçamento aprovado para 2020 diminui o montante destinado ao programa, não há garantias de que o governo conseguirá manter a parcela extra.

"Morde assopra"

Moradora da Zona Sul de São Paulo e mãe de dois filhos em idade escolar, a beneficiária Ana Maria Gomes Santos, teme o fim do Bolsa Família e relata a angústia da incerteza frente às decisões e afirmações do governo. 

“Esse ano eles encontraram uma forma de enganar as pessoas. Eles pagam o 13º, fica todo mundo feliz e quando vier a notícia de vão cortar, o povo não vai reclamar muito. Funciona assim. É um morde e assopra.”

Nesta semana um grupo de parlamentares instalou uma comissão na Câmara dos Deputados para analisar e viabilizar a aprovação de um Projeto de Lei e uma Proposta de Emenda à Constituição que tratam do Bolsa Família.

O objetivo é tornar o benefício uma política de Estado e não mais de governo, garantir o crescimento acima da inflação nos pagamentos e assegurar a atualização monetária dos valores. 

Xadrez do cerco final ao esquema Bolsonaro


Vamos entender melhor as razões da Polícia Civil do Rio de Janeiro ter firmado convicção de um envolvimento maior de Jair Bolsonaro nas trapalhadas de seus filhos.

Peça 1 – o fim da rachadinha

As revelações sobre Flávio Bolsonaro, divulgadas nos últimos dias, confirmam que, através de seu gabinete, ele financiava a família de Adriano Nóbrega (foragido), o chefe do Escritório do Crime, e Fabrício Queiroz, entre outros. Com os escândalos estourando, o esquema foi desfeito. E os parceiros aparentemente ficaram à míngua.

No dia 27 de outubro passado, os jornais divulgaram áudio de Queiroz.

“Resolvendo essa pica que está vindo na minha direção, se Deus quiser vou resolver, vamos ver se a gente assume esse partido aí. Eu e você de frente aí. Lapidar essa porra”, afirmou ele ao interlocutor.

Ele se referia à formação do PSL no Rio de Janeiro. A “pica vindo em minha direção (…) do tamanho de um cometa” são as investigações do Ministério Público Estadual do Rio de Janeiro.

O início do áudio é significativo do seu estado de espírito: “O cara lá está hiper protegido, mas não vejo ninguém mover nada para tentar me ajudar aí”.

Peça 2 – o cerco ao laranjal

O mesmo apuro está passando Adriano Nóbrega. Apesar de foragido, continua sócio de duas pizzarias em Rio Comprido, zona de atuação das milícias, o Tatyara e a Pizzaria Rio Cap.

Ambas as pizzarias repassaram dinheiro para Fabrício Queiroz. Um de seus sócios é Francisco da Rocha Veras – mesmo sobrenome da mãe de Adriano, Raimunda Veras Magalhães, que também aparece como sócia de uma das pizzarias.

Tanto a mãe de Adriano, Raimunda, como a esposa Danielle Mendonça, ficaram lotados no gabinete de Flávio Bolsonaro na ALERJ de setembro de 2007 a novembro de 2018.
O curioso é que, segundo a nota do G1, “o MP suspeita que Adriano da Nóbrega seja sócio oculto dos dois restaurantes”. Bastaria uma consulta ao CNPJ para constatar que Adriano aparece como sócio visível dos dois estabelecimentos.

As investigações foram fundo no esquema de lavagem de dinheiro de Adriano e Queiroz, sufocando-os financeiramente, no momento em que a “pica do tamanho de um cometa” parte em sua direção.

Peça 3 – os PMs que vendiam segurança

Outro modus operandi do grupo já havia sido atingido ainda na gestão do ex-Secretário de Segurança José Maria Beltrame. Era um esquema de PMs que cobravam para retirar moradores de rua das calçadas dos prédios da Zona Azul.

Uma das empresas é a Santa Vigilância, registrada como Santa Clara Serviços LTDA., que tem entre os seus sócios o cabo da PM Diego Sodré de Castro Ambrósio. Ontem, o PM, lotado na Diretoria Geral de Pessoal (DGP) da Polícia Militar, foi exonerado da Secretaria estadual de Direitos Humanos, para onde havia sido cedido em 2014.

Quem é Diego Sodré de Castro? É justamente o sargento da PM que pagou R$ 16,5 mil de um imóvel adquirido pela esposa de Flávio Bolsonaro.


Em 2014, o policial abriu a empresa de vigilância Santa Clara Serviços. Nos anos seguintes (2015 a 2018), foram identificados transferências bancárias e depósitos em cheque do próprio Ambrósio e da Santa Clara para a conta corrente da loja de chocolates de propriedade de Flávio Bolsonaro. Segundo a investigação, a contabilidade da loja era usada por Flávio para mascarar dinheiro devolvido por seus asssessores na Alerj. Os promotores também identificaram, em 2016, transferências do policial para dois assessores de Flávio.

O esquema era claro.

Possivelmente a pedido de Flávio, um deputado (no caso o deputado estadual Pedro Fernandes) requisita o PM. Daí, ele é liberado para fazer bico e arrecadar dinheiro. Pedro Fernandes é de uma família de políticos, e, apesar de ser do PDT, foi nomeado Secretário de Educação do governo Wilson Witzel.

Em maio passado, a Receita anunciou a constituição de uma equipe especial para mapear o notável crescimento patrimonial de Flávio Bolsonaro e também as denuncias de que parte do dinheiro de Queiroz foi parar na conta da primeira dama. Até agora, nada foi divulgado.

Peça 4 – a armação do COAF

Como mostram as investigações do MPE, o esquema era amplo, pegando vários parentes próximos dos Bolsonaro. Já em janeiro, se soube que o COAF havia identificado R$ 7 milhões em movimentação nas contas de Queiroz, e não apenas o R$ 1,2 milhão divulgados. Evidentemente a interrupção do fluxo de recursos de tal ordem desestruturou a organização e abriu flancos perigosos nos laços de lealdade do grupo.

Além disso, as investigações do MPE trouxeram à tona outro possível crime administrativo cometido em 2018, para blindagem da candidatura de Jair Bolsonaro.

Até agora já se sabe que na conta do Queiroz foram depositados, no mínimo, mais de R$ 2 milhões (a suspeita final é de R$ 7 milhões). Significa que a movimentação financeira dele é no mínimo R$ 4 milhões, pois a movimentação é a soma de débitos e créditos na conta da pessoa.

O primeiro relatório do COAF sobre Queiroz apontou uma movimentação de apenas R$ 1,2 milhão. Obviamente foi fraudado.

O relatório COAF é um resumo de um conjunto de indícios de irregularidades que apontam para as autoridades investigativas uma situação que precisa ser esclarecida. Se uma parte desses relatórios são manipulados para esconder das autoridades investigativas a real situação de uma pessoa, seja para blinda-la, ou para colocá-la em evidência, então as autoridades investigativas são enganadas e induzidas ao erro.

Trata-se de um erro gravíssimo cujo objetivo foi deixar Queiroz e Flávio Bolsonaro de fora da lista de alvos da Operação Furna da Onça, comandada pela Lava Jato do Rio de Janeiro.

No Caso Queiroz, está evidente. Se o primeiro relatório COAF estivesse correto, é possível que todo o resultado eleitoral de 2018 teria sido diferente

Quem foi a autoridade que encomendou aquele relatório COAF manipulado?

A coordenação da Lava Jato?

O Ministério Público do RJ?

O núcleo de inteligência fiscal da Receita Federal que tinha acesso direto ao COAF?

Recorde-se que o chefe da inteligência da Receita Federal de Curitiba, Roberto Leonel, seria nomeado por Sérgio Moro para presidente do COAF. E o chefe da inteligência fiscal do Rio de Janeiro, Marco Aurélio Canal, também homem de confiança da lava jato, foi preso naquela operação extorquindo empresários alvos da Lava Jato

Peça 5 – o desmanche da ORCRIM

O modelo financeiro ruiu. Os principais parceiros – Queiroz e Adriano – ficaram desamparados. Ao se retirar da defesa de Fabricio Queiroz, o advogado Paulo Klein deu sinal de debandada final do sistema.

É aí que se entra na parte mais delicada.

Tudo tem a ver com a falta de dinheiro no esquema. Vários assessores tiveram que ser demitidos. Queiroz teve que ser mantido e tiveram que bancar todas as suas despesas.

Há os milicianos que perderam suas tradicionais fontes de renda. Há os foragidos que nem o Adriano do escritório do crime que têm que ser bancado.

De onde vem o dinheiro?

Peça 6 – o pedido de quebra de sigilo

Vamos desbastar mais um ponto da história.

Ontem à tarde, o Ministério Público Federal do Distrito Federal, a pedido do Ministro Sérgio Moro, divulgou uma denúncia contra o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil Felipe Santa Cruz. Moro havia entrado há tempos com a representação. A divulgação foi ontem, horas depois de uma nota em O Globo, na qual Felipe havia pedido abertura do sigilo de Jair e seus filhos Flávio, Carlos e Eduardo.

— As acusações são muito graves, mas devemos garantir aos Bolsonaro a presunção de inocência. Agora seria a hora do presidente e seus filhos abrirem seu sigilos e dos gabinetes da família provando que são inocentes. É hora de o presidente Bolsonaro abrir o sigilo e provar que não deve nada. É o momento do presidente desmonstrar que a prática não era sistêmica nos gabinetes da família.

Santa Cruz vai mais longe.

Acha que deveriam ser abertos também os sigilos dos parentes de Bolsonaro que moram no Vale da Ribeira, em São Paulo. Completa Santa Cruz:

— Tem que abrir inclusive do núcleo do Vale do Ribeira que explora atividades comerciais. Só assim Bolsonaro pode acalmar o país. À mulher de Cesar não lhe basta ser séria, tem que parecer séria. Basta que o presidente apresente ao ministro Sérgio Moro e ao MP a documentação necessária para auditoria.

Ali, pegou no nervo exposto e chega-se a um dos pontos enigmáticos do tema: o aumento exponencial dos gastos do cartão corporativo da presidência.


Até novembro, a Presidência gastou R$ 14,5 milhões com cartões corporativos.

Em novembro, o STF ordenou que se abrisse o sigilo do cartão. O Palácio simplesmente decidiu ignorar a decisão do STF. Recorreu à Lei de Acesso à Informação para fundamentar o grau de sigilo aplicado às despesas.

Alega que “as informações passíveis de pôr em risco a segurança do presidente, do vice-presidente e dos respectivos cônjuges e filhos serão carimbadas como reservadas, ficando sob sigilo até o término do mandato em exercício ou do último mandato, em caso de reeleição”. Que despesas poderiam colocar em risco a família do presidente?

Ouvida na ocasião, a secretária executiva do Fórum de Direito de Acesso a Informações Públicas, Marina Atoji, sustentou que o trecho da LAI citado pelo Planalto para manter os gastos com cartão corporativo em segredo não justifica essa decisão.

“Simplesmente porque as informações que eles classificaram sob essa justificativa não colocam em risco a segurança do presidente. Elas só são divulgadas depois que a compra foi feita. Ou seja, se alguém quisesse usá-las para atentar contra a vida dele (Bolsonaro), por exemplo, precisaria ter uma máquina do tempo (…) No máximo, uma ou outra despesa recorrente, a ponto de revelar brechas de segurança, trajetos ou outra coisa que comprometa a segurança dele, poderia ser enquadrada nesta lei. Mas todas serem dessa natureza, é impossível. Ou o cartão está sendo usado de forma indiscriminada”.

Seria muito, mesmo para uma família sem senso algum como os Bolsonaro, imaginar o uso do cartão corporativo para bancar amigos colocados ao relento, mesmo sabendo-se do desespero do grupo com a desestruturação financeira.

Mas é evidente que o cerco se fechou sobre os Bolsonaro. Desse enorme novelo sairão os fios capazes de se chegar ao mistério maior, da morte de Marielle.

Todos os personagens envolvidos no caso Marielle tem relação direta ou indireta com o esquema Flávio Bolsonaro. Daí, a convicção da Polícia Civil sobre o envolvimento dos Bolsonaro com a morte de Marielle.

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