Tecnologia do Blogger.

Featured Post

Demora na justiça fez prescrever ação que investigava Edir Macedo por lavagem de dinheiro

Além do bispo da Igreja Universal, ação do MPF investigava outras três pessoas; processo estava pronto para ter uma sentença desde 2018, o ...

APEOC

Postagens Populares

Sample Text

Lorem ipsum dolor sit amet, consectetur adipisicing elit, sed do eiusmod tempor incididunt ut labore et dolore magna aliqua. Ut enim ad minim veniam, quis nostrud exercitation test link ullamco laboris nisi ut aliquip ex ea commodo consequat.

Duis aute irure dolor in reprehenderit in voluptate another link velit esse cillum dolore eu fugiat nulla pariatur.

Arquivo do blog

Categories

Definition List

Definition list
Consectetur adipisicing elit, sed do eiusmod tempor incididunt ut labore et dolore magna aliqua.
Lorem ipsum dolor sit amet
Consectetur adipisicing elit, sed do eiusmod tempor incididunt ut labore et dolore magna aliqua.

Pages

Support

Need our help to upload or customize this blogger template? Contact me with details about the theme customization you need.

Ordered List

  1. Lorem ipsum dolor sit amet, consectetuer adipiscing elit.
  2. Aliquam tincidunt mauris eu risus.
  3. Vestibulum auctor dapibus neque.

Unordered List

  • Lorem ipsum dolor sit amet, consectetuer adipiscing elit.
  • Aliquam tincidunt mauris eu risus.
  • Vestibulum auctor dapibus neque.

Pesquisar este blog

Pacatuba Em Foco

Pacatuba Em Foco - A Melhor Calçada Virtual

segunda-feira, 29 de julho de 2019

OPERAÇÃO SPOOFING - Desdobramentos de investigação elevam pressão sobre Moro

Alas do STF e do Congresso consideram que Moro extrapolou suas funções ao acessar dados sigilosos de investigação da operação Spoofing

A notícia de que o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, acessou dados sigilosos da operação Spoofing, da Polícia Federal, aumentou a pressão para que o ex-juiz seja convocado para dar explicações sobre sua atuação.

Na avaliação de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e alas do Congresso, ouvidos pela Folha de S.Paulo, Moro extrapolou suas funções ao acessar os números de vítimas hackeadas e telefonar para as mesmas, além de anunciar que as mensagens colhidas seriam destruídas – algo que não depende da decisão do ministro, mas sim do Judiciário.

Na noite da última sexta-feira, 26, a Ordem dos Advogados do Brasil protocolou um pedido ao juiz Vallisney de Souza Oliveira, da 10ª vara federal do Distrito Federal, responsável pelo caso, para que não autorize a destruição das mensagens obtidas na investigação.

No pedido, a entidade destaca que a declaração de Moro foi confirmada pelo juiz presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), ministro João Otávio Noronha, uma das vítimas do grupo e hackers, que foi contatada por Moro. O pedido também destaca que a ação de Moro é uma afronta à “administração da justiça e ao pleno exercício do direito de defesa”.

“Qualquer intromissão do Ministro da Justiça é manifestamente imprópria diante da exclusiva competência do Poder Judiciário para decidir sobre o destino dos materiais coletados, mormente em procedimento investigativo que corre em segredo de justiça. É certo que, se o inquérito é mantido sob sigilo, não cabe ao Ministro da Justiça ter acesso aos dados, quanto menos interferir na sua utilização e destino”, diz o documento.

Na sexta-feira, a Polícia Federal contrariou a afirmação de Moro, informando que o conteúdo coletado nas investigações será preservado, até decisão da Justiça.

O caso envolvendo o ataque hacker ganhou novos elementos na última sexta-feira, quando a ex-deputada Manuela D’ávila (PCdoB-RS) confirmou ter sido contatada por uma pessoa não identificada, que afirmou ter posse de provas que apontavam “graves atos ilícitos praticados por autoridades brasileiras”. Em nota divulgada à imprensa, a ex-deputada informou que repassou ao invasor o contato do jornalista Glenn Greenwald, do Intercept, site que vem divulgando as mensagens por meio da série de reportagens intitulada Vaza Jato.

Na nota, Manuela D’ávila informou que está à disposição para auxiliar no esclarecimento dos fatos e se disponibilizou a entregar cópias das mensagens trocadas à Polícia Federal (confira aqui a nota na íntegra).

Um dos presos na operação, Walter Delgatti Neto, disse em depoimento ter repassado as mensagens ao jornalista de forma anônima, voluntária e sem cobrança financeira. A investigação não encontrou indícios de pagamento pelo conteúdo. O Intercept ressalta que a divulgação de conteúdos de interesse público configura parte do trabalho do jornalismo investigativo e que o sigilo da fonte é previsto na Constituição.

Parlamentares ouvidos em condição de anonimato pelo jornal Globo, afirmaram considerar que Moro usa a investigação para retirar o foco do conteúdo das mensagens, em especial as conversas com o procurador chefe da operação Lava Jato, Deltan Dallagnol. Moro, Dallagnol e seus apoiadores vêm acusando veículos que divulgam o conteúdo de ir contra a operação Lava Jato. Eles também questionam repetidamente a veracidade do conteúdo divulgado.

Neste sábado, 27, Glenn Greenwald se manifestou sobre o questionamento à veracidade do conteúdo. Em sua conta oficial no Twitter, o jornalista compartilhou uma matéria da Folha de S.Paulo, que aponta que o conteúdo foi submetido à perícia do Instituto Brasileiro de Peritos, que concluiu não haver indícios de alteração em áudios referentes a Dallagnol.

O jornalista também se manifestou sobre a recente portaria publicada no último dia 25, assinada por Moro, que permite a deportação sumária de estrangeiro considerado “pessoa perigosa ou que tenha praticado ato contrário aos princípios e objetivos dispostos na Constituição Federal”. A portaria não tem poder para deportar Greenwald, que é casado com o deputado brasileiro David Miranda (Psol-RJ) com quem tem dois filhos adotivos.

Em comunicado, André Furquim, diretor do Departamento de Migrações da Secretaria Nacional de Justiça, informou que a portaria não é isolada, mas fruto de um texto que vem sendo discutido desde 2017. Porém, na avaliação Greenwald o momento da publicação aponta uma tentativa de intimidação.

“Eu apenas decidi aleatoriamente para lembrar a todos sobre o meu poder de sumariamente expulsar estrangeiros. Pq alguém pensaria que isso tinha algo a ver com o jornalista que trabalha com outros jornalistas para expor minha corrupção? Foi uma coisa totalmente normal para fazer”, ironizou o jornalista, em referência á explicação da Pasta.

O mesmo entendimento teve a Associação Brasileira de Imprensa (ABI) que divulgou uma nota afirmando considerar a portaria “inconstitucional e um abuso de poder”. “A ABI está acompanhando o caso e tomará medidas, no campo judicial, caso a portaria seja usada para atingir Greenwald, em mais um caso arbítrio de atentado à liberdade de imprensa”, diz a nota.

Em outro front, um dos envolvidos nas mensagens vazadas, o procurador Deltan Dallagnol, corre o risco de ser alvo de nova ação no Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) por conta da revelação de que recebeu R$ 33 mil para uma palestra a uma empresa citada em delação premiada no âmbito da Lava Jato.

Segundo apurou a coluna Painel, da Folha, a Procuradoria-Geral da República (PGR) informou que já há maioria para abrir um procedimento contra o procurador.

Segundo a Folha, nomes de alto escalão do MPF consideram os relatos sobre a palestra “constrangedores”, por explicitarem “ganância e busca de notoriedade”. Recentemente, em entrevista ao jornal, a deputada estadual Janaina Paschoal (PSL-SP) defendeu a regulamentação de palestras com as dadas por Dallagnol. Segundo ela, embora não sejam ilegais, é preciso criar mecanismos que impeçam o conflito de interesses, bem como um limite de remuneração. “É valor de aula, não de show, entendeu? Acho importante ter um regramento (confira aqui a entrevista na íntegra). O caso será analisado em 13 de agosto, após o recesso parlamentar.

Também após o recesso, será retomado no STF o julgamento do pedido de suspeição de Moro no julgamento do caso Triplex, que resultou na prisão do ex-presidente Lula. O pedido foi protocolado pela defesa de Lula em novembro de 2018, após Moro aceitar o convite para integrar o governo de Jair Bolsonaro. Na época em que o pedido foi apresentado, a defesa não trazia em seus argumentos as mensagens divulgadas pela Vaza Jato. Porém, desde que a série de reportagens veio à tona, os advogados pedem que o tribunal leve em consideração os fatos, classificados por eles como “públicos e notórios”.

←  Anterior Proxima  → Inicio

Pacatuba Em Foco

Ouça-nos !

Agenda de Jogos da Semana



Mais Acessadas

Total de Transeuntes

Votar ao Topo