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Jornalista que pediu demissão ao vivo na Globo celebra saída de diretor algoz: “Justiça divina”

Por GABRIEL VAQUER Sentimento de Justiça divina. É isto o que pensa Kaio Cezar, narrador que pediu demissão ao vivo do Globo Esporte ...

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sexta-feira, 29 de março de 2019

Página Poética - Grupo: Você Já Escutou Poesia ? Recitando: Me Gritaram Negra de Victoria Santa Cruz

Grupo de Poesia: Você Já Escutou Poesia ?
Escola Casimiro Leite de Oliveira - Pacatuba
Me Gritaram Negra - Victoria Santa Cruz
Tinha sete anos apenas,
apenas sete anos,
Que sete anos!
Não chegava nem a cinco!
De repente umas vozes na rua
me gritaram Negra!
Negra! Negra! Negra! Negra! Negra! Negra! Negra!
“Por acaso sou negra?” – me disse
SIM!
“Que coisa é ser negra?”
Negra!
E eu não sabia a triste verdade que aquilo escondia.
Negra!
E me senti negra,
Negra!
Como eles diziam
Negra!
E retrocedi
Negra!
Como eles queriam
Negra!
E odiei meus cabelos e meus lábios grossos
e mirei apenada minha carne tostada
E retrocedi
Negra!
E retrocedi . . .
Negra! Negra! Negra! Negra!
Negra! Negra! Neeegra!
Negra! Negra! Negra! Negra!
Negra! Negra! Negra! Negra!
E passava o tempo,
e sempre amargurada
Continuava levando nas minhas costas
minha pesada carga
E como pesava!…
Alisei o cabelo,
Passei pó na cara,
e entre minhas entranhas sempre ressoava a mesma palavra
Negra! Negra! Negra! Negra!
Negra! Negra! Neeegra!
Até que um dia que retrocedia , retrocedia e que ia cair
Negra! Negra! Negra! Negra!
Negra! Negra! Negra! Negra!
Negra! Negra! Negra! Negra!
Negra! Negra! Negra!
E daí?
E daí?
Negra!
Sim
Negra!
Sou
Negra!
Negra
Negra!
Negra sou
Negra!
Sim
Negra!
Sou
Negra!
Negra
Negra!
Negra sou
De hoje em diante não quero
alisar meu cabelo
Não quero
E vou rir daqueles,
que por evitar – segundo eles –
que por evitar-nos algum disabor
Chamam aos negros de gente de cor
E de que cor!
NEGRA
E como soa lindo!
NEGRO
E que ritmo tem!
Negro Negro Negro Negro
Negro Negro Negro Negro
Negro Negro Negro Negro
Negro Negro Negro
Afinal
Afinal compreendi
AFINAL
Já não retrocedo
AFINAL
E avanço segura
AFINAL
Avanço e espero
AFINAL
E bendigo aos céus porque quis Deus
que negro azeviche fosse minha cor
E já compreendi
AFINAL
Já tenho a chave!
NEGRO NEGRO NEGRO NEGRO
NEGRO NEGRO NEGRO NEGRO
NEGRO NEGRO NEGRO NEGRO
NEGRO NEGRO
Negra sou!

quinta-feira, 28 de março de 2019

Ibama exonera servidor que multou Bolsonaro por pesca irregular

Ele foi o único de nove funcionários do mesmo nível hierárquico da diretoria a ser exonerado pelo novo governo


O Ibama exonerou nesta quinta-feira (28) o servidor do órgão ambiental que multou o presidente Jair Bolsonaro em R$ 10 mil por pescar em área protegida, em 2012. 

José Olímpio Augusto Morelli ocupava o cargo comissionado de chefe do Centro de Operações Aéreas do Ibama, subordinado à Diretoria de Proteção Ambiental. Ele foi o único dos nove funcionários do mesmo nível hierárquico dessa diretoria a ser exonerado pelo novo governo. ​
Foto feita por agente ambiental durante autuação de Jair Bolsonaro por pescar dentro da Estação Ecológica de Tamoios, região de Angra dos Reis (RJ) - 25.jan.12/Divulgação

Funcionário concursado, ele é o fiscal que assina o auto de infração e o relatório do flagrante de Bolsonaro. Morelli também é o autor da foto na qual o então deputado federal aparece de sunga branca sobre o bote inflável, dentro da Esec (Estação Ecológica) de Tamoios, categoria de área protegida que não permite a presença humana, em Angra dos Reis (RJ). 

A autuação ocorreu em 25 de janeiro de 2012 e desatou a ira de Bolsonaro. Semanas mais tarde, ele criticou diretamente Morelli em pronunciamento na Câmara.

“Fui abordado por um barco do Ibama. A primeira coisa que falou pra mim foi, que estava com duas pessoas da região, é: ‘sai!’. Como se fosse um cachorro, discursou Bolsonaro, em março de 2012. “Esse cidadão aqui, repito o nome dele, José Augusto Morelli, falou: 'Sai! Aqui, ninguém pode pescar, seja deputado ou não seja porque o decreto que vocês votam tem de ser respeitado.”

“Eu fui obrigado a responder no mesmo tom, adjetivando o senhor Morelli e dizendo que não votamos o decreto.”

O então deputado ainda anunciou: “Eu vou pescar no Carnaval lá. E não venham com ignorância porque o bicho vai pegar”. Bolsonaro, porém, não voltou a pescar ali.

No ano seguinte, em retaliação, Bolsonaro apresentou na Câmara um projeto de lei para desarmar todos os fiscais do Ibama e do ICMBio (Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade) em ações de campo, ainda que isso contrariasse seu discurso de defesa do armamento da população. O projeto acabou arquivado. 

Desde a campanha, o mandatário vem criticando reiteradas vezes o Ibama por uma suposta “indústria da multa”. Em dezembro, a superintendência do órgão no Rio de Janeiro anulou a multa, e o processo voltou à estaca zero. A decisão está sendo investigada pelo Ministério Público Federal

Em entrevista à Folha, o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, disse que o fato de ele estar com uma vara na mão em área protegida não era evidência suficiente para a autuação. Ele atribuiu a multa à “questão ideológica”.

"Ele não foi multado por pescar. Ele foi multado porque estava com uma vara de pesca. O fiscal presumiu que ele estava pescando. Então, veja bem, o exemplo que você deu já mostra como a questão ideológica permeia a atuação estatal nesses casos”, afirmou, em dezembro. 

A reportagem apurou que Morelli foi chamado para ser informado de sua demissão em 25 de janeiro, dia do desastre em Brumadinho (MG). O presidente do Ibama, Eduardo Bim, acabou convencido a adiar a exoneração da função, responsável pela operação das seis aeronaves do Ibama, em plena crise. 

O servidor estava no cargo desde 2017. Assumiu a coordenação das operações aéreas após um acidente com um avião fretado pelo Exército que matou três servidores do órgão. Sua missão incluía aprimorar os protocolos de segurança de operações aéreas. Morelli ainda não tem uma nova função no órgão. 

A exoneração ocorre em outro momento de crise. Três aeronaves do Ibama estão em Roraima para debelar focos de incêndio no estado, que atravessa um período de seca agudo. 

O novo diretor de Proteção Ambiental é o major da PM de São Paulo, Olivaldi Azevedo. Em fevereiro, ele visitou, junto com o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, um plantio de soja feito ilegalmente em uma área embargada em julho do ano passado pelo próprio Ibama, na Terra Indígena Utiariti (MT).

A reportagem enviou manhã desta quinta-feira (28) um pedido de esclarecimentos ao Ministério do Meio Ambiente, mas não houve resposta até a conclusão do texto. Neste mês, o Ibama ficou proibido de responder diretamente à imprensa, por determinação de Salles.

quarta-feira, 27 de março de 2019

Anizio Melo faz articulações em Brasília em defesa da Educação


O presidente Anizio Melo participou na última terça-feira (26), de uma audiência pública em Brasília, em comemoração a Lei do Piso Nacional do Magistério. O debate foi um requerimento do deputado federal Idilvan Alencar, ex-secretário da Educação do Ceará.
Anizio parabenizou a iniciativa do parlamentar. O professor ressaltou a luta do Sindicato APEOC para que a o Piso do Magistério se tornasse uma realidade. Falou ainda da necessidade de continuar a luta pela manutencão, recuperação e ampliação das conquistas da Educação Pública e a valorização de seus profissionais.
O presidente da APEOC aproveitou a ocasião para fazer articulações junto aos parlamentares e defender o financiamento permanente da Educação:
  • Anizio Melo falou com a deputada federal Professora Dorinha, que deve ser a relatora da PEC do Novo FUNDEB;
  • Articulou ainda a parceria entre os deputados Idilvan Alencar (PDT Ceará) e JHC (PSB Alagoas) para a defesa do Financiamento da Educação, com eixo nos Precatórios do FUNDEF, Royalties para a Educação e Novo FUNDEB;
  • Conversou com Maurício Holanda e Carlos Abicalil, com o objetivo de fortalecer a luta dos profissionais da Educação, com foco no financiamento e valorização;
  • Fortalecimento da Comissão Especial dos Precatórios e do PL de autoria do deputado Idilvan Alencar, que prevê que recursos desviados da Petrobras sejam investidos nas creches;
  • Articulações para o fortalecimento da Frente Norte e Nordeste pela Educação, com apoio de deputados e conversas com Todos Pela Educação, UNDIME e CONSED;
  • Por fim, a Pauta Estadual não poderia ficar de fora, Anizio pediu apoio do deputado Idilvan Alencar para agilização da Pauta Salarial 2019 da Rede Estadual.

APEOC recebe filiados para atualização do eSocial


É bom ficar atento! O prazo final para atualização do eSocial é até a próxima sexta-feira (29). A sede do Sindicato APEOC em Fortaleza tem recebido durante toda a semana os filiados para auxiliar na renovação cadastral.

A APEOC ressalta que todo o procedimento é feito online através do site Servidor Online ou do aplicativo Servidor Online CE, não sendo necessária a entrega de documentação presencial. Os servidores ativos, aposentados e pensionistas devem entrar no sistema com o CPF e a senha do Guardião.





terça-feira, 26 de março de 2019

Morre jornalista Rafael Henzel, sobrevivente da tragédia com avião da Chapecoense

O jornalista tinha 45 anos e foi um dos sobreviventes da tragédia que vitimou a delegação da Chapecoense, em dezembro de 2016; Rafael Henzel, que continuou trabalhando na Rádio Oeste Capital, sofreu um infarto e não sobreviveu

Profissional sofreu um infarto enquanto disputava uma partida de futebol
Morreu na noite desta terça-feira (26), aos 45 anos, vítima de uma infarto, o jornalista Rafael Henzel. O profissional era um dos sobreviventes do acidente aéreo que vitimou profissionais de imprensa e boa parte do elenco da Chapecoense, em novembro de 2016. A notícia foi confirmada pela Rádio Oeste Capital de Chapecó, onde Henzel trabalhava. 

Em 2017, Rafael Henzel lançou o livro Viva Como Se Estivesse de Partida, onde relatava a tragédia envolvendo o avião que transportava o clube catarinense para a final da Copa Sul-Americana, na Colômbia, e como teve força para se recuperar do episódio.

A mensagem (do livro) é acreditar. Considero que tudo o que aconteceu foi um milagre, mas eu não esperei um segundo milagre. Nunca pensei que ia morrer, mesmo acordando no meio do mato. Nunca pensei que iria morrer, não fiquei esperando. Fiz os exercícios que tinha que fazer, planejei voltar ao trabalho 40 dias depois do acidente e voltei. Enfrentei todos os medos, voltei a voar, fui ao estádio em que seria o jogo. Eu não fiquei esperando, não fiquei encostado no INSS. Busquei melhorar através do meu trabalho. A mensagem é acreditar na força que a gente tem. Às vezes, a gente está na zona de conforto e a força não aparece. Quero passar a mensagem de respeito às pessoas. Quando você está no hospital, é um pedaço de carne com um aparelho ligado. Todos têm a mesma importância. E há um conjunto de fatores positivos que te ajudam na recuperação — disse em entrevista a GaúchaZH à época

Página Musical - Caetano Veloso cantando: O Estrangeiro.



Caetano Veloso - O Estrangeiro

O pintor Paul Gauguin amou a luz na Baía de Guanabara O compositor Cole Porter adorou as luzes na noite dela A Baía de Guanabara O antropólogo Claude Levy-strauss detestou a Baía de Guanabara: Pareceu-lhe uma boca banguela. E eu menos a conhecera mais a amara? Sou cego de tanto vê-la, te tanto tê-la estrela O que é uma coisa bela? O amor é cego Ray Charles é cego Stevie Wonder é cego E o albino Hermeto não enxerga mesmo muito bem Uma baleia, uma telenovela, um alaúde, um trem? Uma arara? Mas era ao mesmo tempo bela e banguela a Guanabara Em que se passara passa passará o raro pesadelo Que aqui começo a construir sempre buscando o belo e o amaro Eu não sonhei que a praia de Botafogo era uma esteira rolante deareia brancae de óleo diesel Sob meus tênis E o Pão de Açucar menos óbvio possível À minha frente Um Pão de Açucar com umas arestas insuspeitadas À áspera luz laranja contra a quase não luz quase não púrpura Do branco das areias e das espumas Que era tudo quanto havia então de aurora Estão às minhas costas um velho com cabelos nas narinas E uma menina ainda adolescente e muito linda Não olho pra trás mas sei de tudo Cego às avessas, como nos sonhos, vejo o que desejo Mas eu não desejo ver o terno negro do velho Nem os dentes quase não púrpura da menina (pense Seurat e pense impressionista Essa coisa de luz nos brancos dentes e onda Mas não pense surrealista que é outra onda) E ouço as vozes Os dois me dizem Num duplo som Como que sampleados num sinclavier: "É chegada a hora da reeducação de alguém Do Pai do Filho do espirito Santo amém O certo é louco tomar eletrochoque O certo é saber que o certo é certo O macho adulto branco sempre no comando E o resto ao resto, o sexo é o corte, o sexo Reconhecer o valor necessário do ato hipócrita Riscar os índios, nada esperar dos pretos" E eu, menos estrangeiro no lugar que no momento Sigo mais sozinho caminhando contra o vento E entendo o centro do que estão dizendo Aquele cara e aquela: É um desmascaro Singelo grito: "O rei está nu" Mas eu desperto porque tudo cala frente ao fato de que o rei é mais bonito nú E eu vou e amo o azul, o púrpura e o amarelo E entre o meu ir e o do sol, um aro, um elo. ("Some may like a soft brazilian singer but i've given up all attempts at perfection").



REFORMA DE BOLSONARO TIRA “PROTEÇÃO À GESTANTE” DAS REGRAS PREVIDENCIÁRIAS

A reforma da Previdência do governo Jair Bolsonaro (PSL) retira da Constituição trecho que garante proteção à maternidade e à gestante nas regras previdenciárias.

Hoje, o inciso II do artigo 201 da Constituição, que trata das normas aplicadas ao INSS (Instituto Nacional do Seguro Social), estabelece “proteção à maternidade, especialmente à gestante”.

Na PEC (Proposta de Emenda à Constituição), o trecho é modificado e garante apenas o salário-maternidade como um dos direitos previdenciários.

Parte de especialistas em direito constitucional e previdenciário ouvidos pela Folha vê com preocupação a mudança. Há quem discorde do fim de proteção, porque o novo inciso garantiria a assistência às mulheres.

“Maternidade e gestante deixam de ser fatores geradores para a hipótese de cobertura previdenciária. No lugar, entra um benefício definido”, critica Érica Barcha Correia, doutora em direito social pela PUC-SP e professora universitária.

Para ela, o texto pode dificultar a ampliação da concessão administrativa de benefícios do INSS no futuro. “A intenção também é acabar com discussões judiciais, limitar a judicialização”, diz.

A opinião da professora é compartilhada pelo advogado Roberto de Carvalho Santos, presidente do Ieprev (Instituto de Estudos Previdenciários). “Quando há na Constituição uma proteção à gestante, há uma abertura maior [a direitos]”, afirma.

Ele cita decisões judiciais que têm concedido ampliação da licença-maternidade quando há o nascimento de um bebê prematuro. Por lei, o prazo é de 120 dias.

“Na minha opinião, o objetivo da PEC é, cada vez mais, tentar evitar que o Judiciário venha estabelecer ou conceder benefícios além daquilo que está taxativamente previsto na lei”, diz Santos.

Uma decisão da 17ª Vara Federal de Porto Alegre, por exemplo, garante que todas as seguradas do país com gravidez de risco recebam o auxílio-doença, mesmo que não tenham contribuído por 12 meses ao INSS.

“A Constituição Federal previu, no capítulo destinado à Previdência Social, a proteção à maternidade, especialmente à gestante, como um dos pilares a serem respeitados pelo legislador e pelos aplicadores da lei”, escreveu o juiz Bruno Risch Fagundes de Oliveira na decisão.

A ação civil pública foi ajuizada pela Defensoria Pública da União. O INSS recorre.

Para o professor de direito constitucional da FGV Direito SP Roberto Dias, a mudança para as gestantes representa um retrocesso.

“O Brasil está vinculado a tratados internacionais, entre eles o Pacto de San José da Costa Risca [Convenção Americana de Direitos Humanos], que apontam que os direitos humanos sejam implementados de forma progressiva”, afirma Dias.

Em nota, a Secretaria Especial de Previdência e Trabalho afirma que “a mudança não retira nenhum direito da gestante, apenas especifica que a proteção a ser oferecida pela Previdência Social é o salário-maternidade”.

Leia também a análise política: Reforma da Previdência: Cuidado com a desidratação
“A seguridade social continuará ofertando outros serviços e programas de proteção à maternidade por meio da assistência social, conforme previsto expressamente no inciso I do artigo 203”, diz.

O trecho citado da Constituição afirma que a assistência social é prestada a quem necessitar e tem por objetivos: “A proteção à família, à maternidade, à infância, à adolescência e à velhice”.

Na opinião da advogada Adriane Bramante, presidente do IBDP (Instituto Brasileiro de Direito Previdenciário), não haverá prejuízo à gestante porque a garantia previdenciária de afastamento na gestação em caso de doença ou incapacidade ainda consta do inciso I do próprio artigo 201 da PEC.

“Quando se olha a gestante, qual seria o benefício previdenciário que a protegeria? Seria a incapacidade temporária ou permanente, que está no inciso I”, afirma Bramante.

“Então, se a gestante tem algum problema de saúde durante a gestação, ela teria direito ao benefício por incapacidade. Não vejo como um prejuízo nesse sentido”, diz.

Tonia Galleti, do Sindnapi (Sindicato Nacional dos Aposentados), diz acreditar que a mudança, na prática, possa fazer com que a proteção seja ampliada, garantindo direitos a homens cujas mulheres morrem e, até mesmo, a casais homossexuais.

Ela diz que a PEC está desconstitucionalizando boa parte da proteção social, mas a mudança do termo proteção à gestante para salário-maternidade garante o pagamento desse benefício.

“É até mais abrangente que especialmente à gestante, porque hoje não se protege apenas com salário-maternidade a mulher, mas também o homem em caso de morte da mulher”, diz ela.

segunda-feira, 25 de março de 2019

Governo Bolsonaro suspende avaliação de alfabetização até 2021

Segundo o governo, os resultados só serão divulgados em 2021, para que as escolas estejam alinhadas às políticas de alfabetização


O governo Bolsonaro decidiu não avaliar a alfabetização dos estudantes pelos próximos dois anos. Uma portaria publicada pelo Inep nesta segunda-feira 25 aponta que, por solicitação da Secretaria de Alfabetização do Ministério da Educação (MEC), os resultados da avaliação serão adiados para o Saeb 2021.

A justificativa do governo é que, até lá, as escolas de todo o país terão implantado a nova Base Nacional Comum Curricular (BNCC) e estarão ajustadas às políticas de alfabetização propostas pela referida Secretaria.

A medida invalida a última portaria publicada em dezembro pelo governo Temer, que previa antecipar a avaliação e aplicá-la aos alunos do segundo ano do Ensino Fundamental, aos sete anos de idade. A medida tomou como base os dados da Avaliação Nacional de Alfabetização (ANA) 2016, que mostrou que 54% dos alunos de oito anos não conseguem fazer cálculos e têm nível de escrita e leitura insuficiente.

O texto da nova portaria exclui os alunos da etapa escolar do exame. Ficam mantidas as avaliações para os estudantes do fim dos ciclos do Ensino Fundamental, ou seja, 5º ano e 9º ano, e do ensino médio, no 3º ano.

Com a decisão, cria-se uma lacuna na análise da alfabetização, que foi medida em 2014, em 2016 e agora só em 2021.

Outras mudanças

A portaria publicada pelo Inep também altera o previsto para a educação infantil em relação à alfabetização. As crianças com até 5 anos, de creches e pré-escolas, não passariam por avaliações e nem fariam testes, mas seus professores e responsáveis pelas escolas responderiam a questionários sobre estrutura, projeto pedagógico e materiais. Agora, a portaria prevê que apenas uma amostra seja avaliada, “em caráter de estudo-piloto”.

Também se previa que os alunos do 9º ano fariam provas de ciências da natureza e ciências humanas. O Inep também prevê que isso aconteça em amostragem, que ainda será selecionada.

A entrada da educação infantil e de novas áreas no Saeb tinha sido apresentada pelo então ministro da Educação, Rossieli Soares, no ano passado. A justificativa era que o Saeb passaria a avaliar todo o percurso da educação básica, além da ampliação das áreas para além de Língua Portuguesa e Matemática, já prevendo a BNCC do Ensino Médio.

A opção pela amostragem em vez de avaliar todos os alunos indica uma intenção de economizar recursos, mas especialistas questionam se haverá influência nos resultados. Na educação infantil, por exemplo, como nunca foi avaliada, existe a dificuldade de se calcular uma boa amostra já que não se conhece o universo.

Alfabetização como prioridade?

A política de alfabetização foi sinalizada entre as 100 metas prioritárias do governo, que previa o lançamento de um programa nacional de definição de soluções didáticas e pedagógicas para alfabetização, com a proposição de método para redução do analfabetismo a partir de evidências científicas.

A agenda tem sido motivo de polêmica desde a criação da Secretaria da Alfabetização, uma das que vieram da extinção da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização, Diversidade e Inclusão (Secadi), responsável por ações políticas de Educação Especial, Educação de Jovens e Adultos, Educação do Campo, Educação Escolar Indígena, Educação Escolar Quilombola, Educação para as relações Étnico-Raciais e Educação em Direitos Humanos.

Foi chamado para assumir a pasta Carlos Nadalim, defensor do método fônico de alfabetização, que rompe com o histórico das políticas de alfabetização do País que a consideram no contexto do letramento.

O secretário rejeita o método global (que trabalha a partir das palavras), o método silábico (que considera a sílaba como a primeira unidade a ser aprendida) e o conceito de letramento, que, para ele, “nada mais é que a aplicação do construtivismo ao ensino de leitura e escrita, um conceito estritamente ideológico e político da arte de alfabetizar”, diz, no vídeo Letramento, o Vilão da Alfabetização no Brasil.

Uma das referências na área, a pesquisadora e professora emérita da UFMG Magda Soares, duramente criticada por Nadalim, entende que apostar no método fônico como única estratégia para alfabetizar é “uma medida simplista e ignorante”.

“Ele se mostra completamente ignorante na questão da alfabetização e letramento, faz uma grande confusão, não distingue o que é uma coisa e outra. Ele diz que o letramento é o vilão como se você só tivesse que ensinar a criança a ler e a escrever e não tivesse que, contemporaneamente, fazer isso vivenciando o seu uso social. Isso foi uma reação aos métodos artificiais criados para alfabetizar as crianças, como as cartilhas do “Eva viu a uva”. O letramento não é vilão, é um parceiro da alfabetização, são componentes indissociáveis da aprendizagem da língua escrita pela criança”, colocou a educadora.

Na última semana, como antecipou o jornal O Estado de S. Paulo, o MEC estaria elaborando uma minuta de decreto que vai priorizar o método fônico. Segundo informações do jornal, no texto, a família será um dos “agentes do processo de alfabetização”. Vale lembrar que Nadalim é um dos entusiastas da educação domiciliar.

O texto deixa claro que os Estados e municípios que aderirem à política receberão “assistência técnica e financeira” da União. Mas não indica de que maneira ela pode ser colocada em prática.

A pasta chegou a sinalizar um possível recuo com o uso do método fônico, com uma declaração da secretária de Educação Básica do MEC, Tânia Almeida, que afirmou: “a alfabetização de alunos não pode ser “pautada por uma única metodologia. Cada pessoa tem que ser avaliada como indivíduo”.

Campeonato Cearense Sub17 - Fortaleza 3 x 2 Itapipoca. Confira os Gols !!!



Equipe Show de Bola - Pacatuba Em Foco

Narração: Marcos Varela

Crédito do Vídeo: FCFTV

sábado, 23 de março de 2019

Página Musical - Choice & Azzy cantando: Buzz Lightyear


Choice & Azzy - Buzz Lightyear

Alinhado com o céu da tua boca
Minha pipa de papel com pouca linha Voou baixin' (voou baixin') Em poucas linhas te ensinei Como voar no sapatin' Agora vai Mostrar pro mundo o que mostrei Você vai caminhar por um mundo horrível (Sei que vou caminhar por um mundo horrível) Onde a maioria vai fingir te amar (Onde a maioria vai fingir me amar) Só que vai passar imperceptível (Só que eu vou passar imperceptível) Quem não tem amor, não pode te tocar (Quem não tem amor, não pode me tocar) Nós vivemos coisas inacreditáveis Mas que coisas bobas nos fazem lembrar (Mas que coisas bobas me fazem lembrar) Brigas nunca vão nos fazer esquecer O que nosso amor nos fez eternizar Vamos caminhar por um mundo horrível Onde a todo momento vão nos julgar Mas não estão nem perto do nosso nível Nós devemos simplesmente ignorar [Azzy] Eu não sei Por que insistem em tentar Mas eu sei Que nunca vão nos alcançar Te encontrei Seu abraço virou meu lar Eu dancei e cê pediu pra eu não parar Eu não sei Por que insistem em tentar Mas eu sei Que nunca vão nos alcançar Te encontrei Seu abraço virou meu lar Eu não me preocupo mais em ter um lugar pra voltar [Choice] Tipo Buzz Lightyear Além do infinito Cenário mais bonito São coisas que eu não explico Deixa eles latirem Nós finge que não escuta Calados são poetas Bando de filho da, putz Preta, deixa quieto, é quatro e pouca Ainda com a voz rouca porque ontem gastei lá no show da VK Poxa preta, as mina tava loca Foi tanta foto que eu quase não cheguei a tempo de te buscar Muitos diamantes, tipo glacial Pensamentos distantes Em blunts, muita classe, uau Nada casual, que isso se torne habitual E eu tô errado? Um casal favelado em suíte presidencial E eu beijo seus pés com pouca roupa Mais que nota dez, você merece um número que eu fiz pra ti Que vale mais que essas numerações escrotas Há quanto tempo estamos juntos Até o momento do tempo nos servir [Choice e (Azzy)] Eu sou seu Buzz Lightyear (você é meu Buzz Lightyear) Vamo voar (vamo voar) Pra bem longe daqui Ao infinito e além! [Azzy] Alinhado com o céu da minha boca Sua pipa de papel com pouca linha voou baixin' Em poucas linhas me mostrou Como voar no sapatin' Agora eu vou Mostrar pro mundo o que aprendi Flores no meu jardim já não secam mais Elas são regadas por lágrimas de quem se opôs Dores que já senti, hoje não sinto mais Desde o pedido que cê me propôs Agora a luz do sol não queima E o astro rei não reina Enquanto tu tiver no céu Namoramos nas estrelas Cê me levou pra Júpiter Depois que me envolveu nesse anel Rubís e safiras Olhos esmeraldas Cheios de jóias roubadas Tamo fugindo dos tiras Curtindo as quartas e quintas Trago vinho tinto e a gente brinda [Choice e Azzy] Ao infinito e além Ao infinito e além
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sexta-feira, 22 de março de 2019

Coordenadora regional do MAB, Dilma Ferreira Silva é assassinada em Tucuruí (PA)

Movimento afirma que outros militantes foram mortos na mesma ação, e que não há certeza sobre os motivos do crime

O Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB) informou nesta sexta-feira (22) o assassinato de Dilma Ferreira Silva, coordenadora regional do movimento em Tucuruí (PA). Segundo informações preliminares divulgadas pela assessoria de comunicação, a liderança do MAB no Pará teria sido morta junto ao marido e outros familiares.

"O MAB ainda não sabe ao certo o número de pessoas assassinadas e nem os motivos do crime. (…) É mais um momento triste para a história dos atingidos por barragens que o dia de hoje celebravam o dia internacional da água", diz a nota publicada pelo movimento. "O MAB exige das autoridades a apuração rápida deste crime e medidas de segurança para os atingidos por barragens em todo o Brasil".

Em 2011, Silva participou de uma audiência com a então presidenta Dilma Rousseff (PT) e entregou uma documento em que pedia uma política nacional de direitos para os atingidos por barragens, com atenção especial par as mulheres atingidas.

A usina hidrelétrica de Tucuruí, construída durante a ditadura civil-militar, é a maior hidrelétrica considerada genuinamente nacional. Ela localiza-se no rio Tocantins, a 310 km da capital Belém (PA). Cerca de 32 mil pessoas foram deslocadas de suas moradias para construção da barragem, e há mais de 30 anos lutam para garantir direitos.

Imagem de Nossa Senhora da Conceição, Igreja Matriz de Pacatuba desmorona ...

A cidade de Pacatuba ficou atônita, na quarta-feira, 20, com a triste notícia do desmoronamento da Imagem de Nossa Senhora da Conceição que ficava localizada à frente da Igreja Matriz da cidade, vizinha da Praça da Paixão de Cristo. 

A estrutura sacra foi erguida em 08 de outubro de 2010, por conta das fortes chuvas que assolam a nossa cidade e, obviamente, por conta da falta de manutenção, o Filme Triste, que, constantemente, figura em cartaz em nossa cidade, com diferentes temas, mais uma vez levou às lágrimas o já sofrido espectador pacatubano.



Pacatuba Em Foco

Enem terá “supervisão” do governo pela 1ª vez na história

Pela primeira vez em 22 anos, Enem terá “supervisão” do governo para garantir a “isenção política e partidária”. Desde a criação do exame, nem o Ministério da Educação, nem o próprio presidente da república havia interferido na elaboração das provas

Mais uma polêmica envolvendo o Ministério da Educação aconteceu nesta quarta-feira 20. A pasta criou uma comissão com três pessoas escolhidas para “avaliar” as questões do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). O jornal O Estado de S. Paulo revelou que o grupo inclui um ex-aluno do ministro Ricardo Vélez Rodríguez.

O grupo terá acesso à área restrita de segurança máxima onde ficam guardadas as provas. Os nomes escolhidos pelo ministro vão verificar se as perguntas do exame são pertinentes com a realidade social, de modo a assegurar um perfil consensual do exame.

Os membros da comissão são Marco Antônio Barroso Faria, ex-aluno de Vélez, que é secretário de Regulação e Supervisão da Educação Superior no MEC; o representante do Inep, Antônio Maurício Castanheira das Neves, que é diretor de estudos educacionais do Inep; e um membro da sociedade civil, Gilberto Callado de Oliveira, procurador de Justiça do Ministério Público de Santa Catarina, também indicado por Vélez.

Mesmo os membros da comissão tendo o poder de vetar questões, o MEC nega que a ação seja censura. O presidente Jair Bolsonaro já havia criticado questões do Enem. Ele não gostou de uma pergunta no último exame que falava de um dialeto usado por transexuais e afirmou que neste ano, primeira vez que o exame acontece em seu mandato, ele verá a prova antes de ser feita pelos alunos.

Desde a sua criação, em 1998, o Enem foi desenvolvido e pensado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (INEP), que é uma autarquia com independência para a elaboração de suas avaliações. Até então, nem o Ministério da Educação e nem o próprio presidente da República haviam interferido na elaboração das provas.

O novo indicado para comandar o Instituto, Marcus Vinicius Rodrigues, já deixou claro que quer alterar a maneira como são feitas as questões da prova. “Ele (Bolsonaro) é quem tem que dar as diretrizes, estamos aqui cumprindo uma missão do presidente. O dono do Enem termina sendo o nosso presidente, que é o único que teve 60 milhões de votos e é quem pode responder, mudar e realinhar (a prova). Ele tem esse aval”, defendeu Rodrigues.

A comissão tem dez dias para dar um parecer e dizer quais questões ficam e quais serão retiradas do maior vestibular do País. O Enem será realizado neste ano nos dias 3 e 10 de novembro.

Em novembro do ano passado, a então presidente do Inep, Maria Inês Fini, disse em entrevista ao El País que a elaboração das questões do Enem é de estrita responsabilidade da área técnica do Inep. Nem o próprio Ministério da Educação interfere na elaboração das questões. Tampouco o presidente.

quinta-feira, 21 de março de 2019

Em 2016, Lava Jato dispensou delação que levou à prisão de Temer

Michel Temer foi preso nesta quinta-feira com base em uma delação dispensada pela Lava Jato em 2016. Na época, documento teria sido arquivado para não inviabilizar o impeachment de Dilma Rousseff

A delação do engenheiro José Antunes Sobrinho, dono da construtora Engevix, que serviu de base para o mandado de prisão preventiva do ex-presidente Michel Temer, foi rejeitada pela Lava Jato em ao menos duas situações.

Na primeira, em 2016, a Lava Jato de Curitiba dispensou o acordo. Depois, quando ela foi apresentada à força-tarefa e à Procuradoria-Geral da República (PGR), os procuradores não viram indícios suficientes para justificar um acordo de delação.

No Rio de Janeiro, o Ministério Público também não se interessou pelas informações trazidas por Antunes Sobrinho. Ele havia sido preso em setembro de 2015 pela Lava Jato, mas solto por um habeas corpus em maio de 2016.

O empresário, que conta ter pago R$ 1 milhão em propina ao ex-presidente, só conseguiu fechar um acordo de delação premiada com a Polícia Federal em outubro de 2018, mais de dois anos depois da primeira investida com o MP. O ministro do Supremo Tribunal Federal Luís Roberto Barroso homologou o acordo, após a PGR não manifestar oposição.

“A denúncia descreve detalhadamente o funcionamento de um esquema duradouro de corrupção que se teria formado em torno do ex-presidente da República, Michel Temer. Em suma, o denunciado teria se valido largamente de seus cargos públicos, ao longo de mais de 20 anos para conceder benefícios indevidos a empresas do setor portuário, em troca de um fluxo constante de pagamento de propinas”, apontou Barroso, no despacho.

À época, a PF concluiu que Temer recebeu propina para beneficiar empresas e incluiu trechos da delação de Antunes Sobrinho no relatório final da investigação.

No primeiro momento, a Lava Jato de Curitiba não viu, na proposta de delação, elementos comprobatórios dos atos de corrupção relatados por Antunes Sobrinho.

Além disso, esses elementos não estavam relacionados ao foco principal da força-tarefa naquele momento: a Petrobras. Como ele contava sobre o pagamento de propina na Eletronuclear, no Rio, o Ministério Público entendeu ser melhor dispensar o acordo. No Rio de Janeiro, a Lava Jato também não demonstrou interesse.

Como ele conseguiu ser absolvido no processo que o envolvia em crimes relacionados à Petrobras, Sobrinho desistiu de procurar o MP para fechar o acordo. Apesar da falta de interesse nas informações, investigadores da Lava Jato se disseram surpresos com a desistência.

Depois disso, Antunes passou a perseguir um acordo de leniência para a Engevix a fim de que a empresa pudesse voltar a trabalhar com órgãos públicos.

“Quem faz o acordo de leniência? Como é que o acordo de leniência foi conduzido? Nós tínhamos inicialmente o Ministério Público, que não deveria fazer, mas fazia no Paraná. Hoje, nós temos a CGU, a AGU e o TCU. Passa pelo Ministério Público, segue passando e passa também pelo Judiciário”, afirmou durante uma palestra no final do ano passado. Até agora não há um acordo de leniência firmado pela empresa.

Com a homologação, em outubro, o processo caiu no colo do juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro. Fundamentada não somente nela, mas também em outras delações, Bretas pode pedir a prisão preventiva de Michel Temer e impedir que o processo seja relatado no Supremo Tribunal Federal (STF) pelo ministro Gilmar Mendes — na Suprema Corte, o ministro deve ser Edson Fachin, relator dos processos decorrentes da Operação Radioatividade, que já apurou, na Justiça Federal do Rio, desvios na Eletronuclear.

De quebra, pode rejeitar a tese de crime eleitoral, o que jogaria o processo para o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) — em sua decisão, Bretas ressalta que “não há elementos que indiquem a existência de crimes eleitorais”.

A Delação

Nos documentos que foram entregues nas diversas vezes à Lava Jato, e nas conversas que teve com os procuradores, Antunes dizia ter pago propina a operadores que falavam em nome do então vice-presidente da República, Michel Temer, e presidente do Senado, Renan Calheiros, ambos do PMDB — antigo MDB.

Segundo ele, nos governos dos ex-presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff, Temer e Calheiros indicaram afilhados políticos para cargos de estatais na Petrobras e na Eletronuclear.

Enquanto apresentava sua proposta de delação, Antunes afirmava que a Argeplan, uma empresa que havia conquistado um contrato de R$ 162 milhões numa licitação da Eletronuclear, era uma empresa ligada a Michel Temer. Os dois sócios eram o arquiteto Carlos Alberto da Costa e o coronel João Baptista Lima Filho, o Coronel Lima.

Segundo Antunes, o coronel Lima “é a pessoa de total confiança de Michel Temer”. Lima, que é do círculo próximo de Temer, também foi alvo de mandado de prisão pela Polícia Federal.

Antunes dizia que Lima era próximo do almirante Othon Pinheiro, presidente da Eletronuclear nos governos Lula e Dilma, que foi preso na Lava Jato, acusado de corrupção nos contratos de Angra 3. Lima teria convidado Antunes a entrar no consórcio para a construção da usinar nuclear.

Antunes afirmava ainda que foi por duas vezes ao escritório de Temer em São Paulo, sempre acompanhado por Lima, para tratar de assuntos que incluíam a Eletronuclear.

Por fim, foi cobrado por Lima, que dizia agir em nome de Temer, a fazer um pagamento de R$ 1 milhão, que iria para a campanha do peemedebista em 2014. Antunes disse ter feito o pagamento por meio de uma fornecedora da Engevix.

Machado da Costa e Ana Clara Costa, Revista Época

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