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Pacatuba Em Foco

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Pacatuba Em Foco - A Melhor Calçada Virtual

terça-feira, 31 de julho de 2018

MEC quer aprovar BNCC a toque de caixa para acabar com ensino médio

A sindicalista se refere à determinação divulgada pelo MEC na terça-feira (24) para as escolas de ensino médio discutirem a proposta de BNCC do ministério e do Conselho Nacional de Educação, no dia 2 de agosto.


“O governo mostra claramente o seu objetivo de acabar com a qualidade da educação pública e tirar os filhos das classes mais pobres da escola e mais ainda tirar a possibilidade de ingresso no ensino superior”, afirma Marilene.

Ela acentua também as polêmicas causadas pelas propostas de BNCC, que levou até ao pedido de demissão do então presidente da comissão responsável pelo encaminhamento dos debates, César Callegari.

Isso porque a proposta do CNE, endossada pelo MEC, determina Língua Portuguesa e Matemática como únicas disciplinas obrigatórias, as outras ficam divididas em áreas de conhecimento.

Segundo a Conferência Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), existem no Brasil cerca de 28 mil escolas de ensino médio, com 509 mil professores. Marilene conta que todos “serão consultados em um único dia sobre um projeto que transfigura totalmente esse nível de ensino”.

Por isso, a CNTE orienta as educadoras e educadores a promoverem o debate mais amplo possível em suas escolas para “derrotarmos essa proposta curricular que prejudica tanto o magistério quanto os estudantes e a sociedade”, reforça a professora baiana.

Mesmo com o aparente recuo do ministro da Educação, Rossieli Soares, que admite mudanças na BNCC, após as inúmeras críticas, o movimento educacional mantém-se em estado de alerta e promete resistência.

“São mais de 500 páginas e o governo quer que os profissionais da educação discutam em algumas horas?”, questiona Marilene. Ela indica também a necessidade de ampliação do debate, inserindo a comunidade escolar nas discussões, mas “com tempo hábil para entender todas as propostas”.

Ela questiona ainda a reforma do ensino médio (Lei 13415/2017) e a Emenda Constitucional 95, que prejudicam a educação pública tremendamente. “As políticas desenvolvidas pelo governo golpista são mesmo de destruição”.

Tanto que o número de inscritos para realizar o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2018 é o menor desde 2011. Apenas 5.513.662 tiveram a inscrição confirmada. Em 2014, foram 8,7 milhões e em 2016, 8,6 milhões, que tentaram o ingresso no ensino superior pelo Enem.

“Isso mostra os efeitos dos projetos do MEC”, afirma Luiza Bezerra, secretária da Juventude Trabalhadora da CTB. “Mais de 170 mil jovens abandonaram a graduação por falta de condições, o Fies (Financiamento Estudantil) está inviabilizado para quem realmente precisa e o ProUni (Programa Universidade Para Todos) se exaurindo aos poucos. A finalidade parece ser a privatização”.

Para Marilene, “o objetivo de tornar o ensino médio meramente tecnicista visa manter um exército de reserva sem muita qualificação para manter os salários baixos e uma consciência crítica nula”. Por isso, a não obrigatoriedade de disciplinas fundamentais como Filosofia, Sociologia, Artes, entre outras, além disso, diz ela, "a possibilidade de contratação de profissionais por 'notorio saber', pode acarretar danos irreversíveis à qualidade na educação".

FAKE NEWS - GLEISI NEGA CARTA ENVIADA POR LULA EM APOIO A EUNÍCIO


A presidente nacional do PT, senadora Gleisi Hoffmann (PR), acusou o jornalista do Globo Lauro Jardim de "fake news" por publicar que o ex-presidente Lula e o senador Eunício Oliveira (MDB-CE) teriam trocado cartas e que o pré-candidato à presidência teria confirmado apoio à candidatura do cearense.

"Lauro Jardim faz Fake News. Lula não enviou nenhuma carta de apoio à candidatura de Eunicio de Oliveira ao Senado da República pelo Ceará. Nem tão pouco o PT decidiu apoiá-lo, nem o apoiará", postou Gleisi.

Neste fim de semana, os delegados da base do PT cearense decidiram, durante o Encontro Estadual de Tática Eleitoral, que o partido não vai indicar nenhum nome para compor chapa com o governador Camilo Santana (PT).

A intenção é liberar a vaga para que se permitam conversas entre Camilo Santana e o MDB do Estado, abrindo espaço para a candidatura de Eunício Oliveira ao Senado pela chapa. Leia aqui a nota divulgada pelo PT e a declaração de José Pimentel sobre o assunto.

segunda-feira, 30 de julho de 2018

DECISÃO INACEITÁVEL DO PT CEARENSE



Por Breno Altman - editor Opera Mundi

Vergonhosa a deliberação do PT cearense, por maioria, de interditar a candidatura de José Pimentel para a reeleição ao Senado, deixando aberta a vaga para o governador Camilo Santana, também do PT, fazer acordo com Eunício de Oliveira (MDB), um dos chefes do golpismo. 

A resolução diz que o partido local fará campanha apenas para Lula, Camilo e Cid Gomes, mas essa hibridez não atenua o absurdo. Ao contrário: aceita o pacto com o presidente do Senado por debaixo dos panos, sem assumir responsabilidade explícita. 

Um escárnio. Um tapa na cara da militância petista de todo o país. 

Não se luta por Lula e contra o golpe abraçados a um inimigo do povo, mesmo que o abraço seja escondido. 

Os defensores dessa inútil patifaria - Camilo não precisa desse acordo para se reeleger, além do mais - afirmam que tal concessão será compensado pelo compromisso do governador em marchar com Lula, não com Ciro. 

Outra ingenuidade ou outra falsidade. Ou ambos. Camilo conseguiu o que quis, fará o que quiser, e está abraçado ao projeto cirista até a última vértebra. 

Essa decisão não tem efeito apenas local. Conspurca a imagem do partido nacionalmente, gera ambiguidade e confusão, provoca desânimo e divisão. 

Oxalá o diretório nacional tenha vontade e força para imediatamente reverter essa decisão infame e estapafúrdia. 

domingo, 29 de julho de 2018

Festival Lula Livre materializou o sonho do ex-presidente: eram todos Lulas no Arco da Lapa



Os Arcos da Lapa ficaram lotados para o Festival Lula Livre. Cantores se revezavam com atores no palco, uns cantando, outros lendo manifestos. Foi grandioso sob qualquer ponto de vista e a liberdade de Lula foi o tema central, um grito que encontra paralelo em campanhas como a da anistia e a das diretas já.

O Festival Lula Livre ficou em primeiro lugar nos assuntos mais comentados noTwitter no Brasil e, em alguns momentos, em terceiro no mundo.

Apesar disso, o Jornal Nacional da Rede Globo dedicou apenas alguns segundos para uma nota coberta por imagens, em que o maior tempo foi dedicado a uma exdrúxula operação do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) para confiscar bandeiras e faixas do PT.

O argumento era que a lei veda campanha antecipada. No dia de convenções partidárias pela cidade, certamente os fiscais da justiça eleitoral tinham muito trabalho a fazer, mas foram se ocupar de uma manifestação artística em defesa de um líder político preso graças a um processo sem prova e sem demonstração de culpa.

Nos poucos segundos que dedicou ao evento na cidade em que tem a sua sede, a Globo também falou que era um festival com artistas famosos e lembrou da condenação de Lula em segunda instância. Ou seja, tentou reduzir o tamanho da liderança que ela persegue.

A notícia era outra, mas a Globo brigou com ela, como fez em outros tempos, desde que a força — seja dos tanques ou da justiça, o poder sem voto — se colocou como obstáculo à soberania popular.

O vídeo com a transmissão do evento, feita pela TVT, está disponível neste site. Foi uma sucessão de palavras em defesa do Brasil.

No final, Beth Carvalho, Chico Buarque e Gilberto Gil subiram ao palco. Chico e Gil cantaram Cálice, música que foi censurada em 1973, num show em São Paulo. Na época, os dois tentaram cantar mesmo assim, mas os microfones foram desligados. A própria gravadora, organizadora do show, não queria problema com a censura

Desta vez, os microfones do show ficaram ligados, mas o som de Cálice, nestes tempos estranhos, foi abafado justamente pela emissora que chegou à liderança de audiência com o poder e o dinheiro proporcionados pelos militares.

Lula, em artigo publicado na Folha de S. Paulo há alguns dias, tomou por empréstimo a expressão: Afasta de mim este cale-se, numa referência à prisão e ao veto a entrevistas e à gravação de vídeos.

Sem poder gravar, Lula enviou ontem uma carta em que agradece os artistas pela ação nos tempos mais difíceis do país.

“Eu só posso agradecer a solidariedade de vocês. Quantas vezes, quando a sociedade calou diante de barbaridades, foram os nossos músicos, escritores, cineastas, atores, dramaturgos, dançarinos, artistas plásticos, cantores e poetas que vieram lembrar que amanhã há de ser outro dia? Que ousaram acreditar em esperanças equilibristas e em flores vencendo canhões?”, escreveu.

“Onde querem silêncio, seguiremos cantando”, disse ainda.

Por fim, declarou:

“A gente ainda vai festejar, e muito. A alegria, a liberdade e a justiça de um povo que não tem medo e que não se entrega não.Muito obrigado pelo carinho de vocês. Aquele abraço!”

Atores leram um manifesto final, em que acentuaram: O festival não acabou ontem. Ele continuará em cada esquina, na voz dos brasileiros que não desistem, resistem.

Foi rodado o áudio do último discurso que Lula fez em liberdade, em frente ao Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, antes de ser preso:

“Os poderosos podem matar uma duas, três flores, mas não podem impedir a chegada da primavera.”

Naquele discurso histórico, Lula disse também:

“Não adianta eles acharem que vão fazer com que eu pare, eu não pararei porque eu não sou um ser humano, sou uma ideia, uma ideia misturada com a ideia de vocês. E eu tenho certeza que companheiros como os sem-terra, o MTST, os companheiros da CUT e do movimento sindical sabem. E esta é uma prova, esta é uma prova. Eu vou cumprir o mandado e vocês vão ter de se transformar, cada um de vocês, vocês não vão se chamar chiquinho, zezinho, joãozinho, albertinho… Todos vocês, daqui pra frente, vão virar Lula e vão andar por este país fazendo o que vocês têm que fazer e é todo dia! Todo dia! Eles têm de saber que a morte de um combatente não para a revolução.

Não para.

sábado, 28 de julho de 2018

Demi Lovato está consciente e recebe apoio de famosos

O caso de Demi Lovato foi mais sério do que podemos imaginar, o site "TMZ" informou que ela poderia ter morrido nesta terça-feira, 24, por causa da sua overdose.


"Demi está acordada e com a família e quer agradecer a todos pelo amor, orações e apoio. Algumas informações dadas estão erradas e eles pedem por privacidade e parem de especular sobre sua saúde e sua recuperação é o mais importante agora".

"Ela poderia ter morrido", diz uma fonte do TMZ com conhecimentos em primeiros socorros. Segundo uma fonte próxima à cantora, o caso de overdose de Demi foi grave. A cantora estava inconsciente em sua cama quando o serviço de emergência chegou ao local.

Nas redes sociais, famosos declararam seu apoio à cantora. "Eu te Amo, Demi", escreveu Ariana Grande."Eu amo tanto a Demi que parte o meu coração vê-la passando por isso. Ela é uma luz nesse mundo e estou enviando meu amor para ela e sua família", publicou a apresentadora Ellen DeGeneres.

"Minha menina linda, você é forte, você sempre foi", compartilhou Bella Thorne. "Todos nos a amamos e precisamos rezar para que ela se recupere. Ela é uma lutadora", escreveu Nick Jonas em seu Twitter.

Outros famosos como Bruno Mars, Lady Gaga e Dulce Maria compartilharam mensagens de apoio à cantora. No Twitter, a hashtag #prayforDemi ("Reze pela Demi") e #YouAreNotAloneDemi ("Você não está sozinha, Demi") seguem nos trend topics.

sexta-feira, 27 de julho de 2018

Carta de Lula aos que fazem do jornalismo independente trincheira da verdade

Ex-presidente destaca a peleja da blogosfera progressista contra as mentiras da mídia comercial, capitaneada pela Globo. "Plim-plim"

Por Luiz Inácio Lula da Silva

A história ensina que numa guerra, a primeira vítima é a verdade. Encontro-me há mais de 100 dias na condição de preso político, sem qualquer crime cometido, pois nem na sentença o juiz consegue apontar qual ato eu fiz de errado. Isso porque setores da Polícia Federal, do Ministério Público e do Judiciário, com apoio maciço da grande mídia, decidiram tratar-me como um inimigo a ser vencido a qualquer custo.

A guerra que travam não é contra a minha pessoa, mas contra a inclusão social que aconteceu nos meus mandatos, contra a soberania nacional exercida pelos meus governos. E a principal arma dos meus adversários sempre foi e continuará sendo a mentira, repetida mil vezes por suas poderosas antenas de transmissão.

Tenho sobrevivido a isso que encaro como uma provação, graças à boa memória, à solidariedade e ao carinho do povo brasileiro em geral.

Dentre as muitas manifestações de solidariedade, quero agradecer o espírito de luta dos homens e mulheres que fazem do jornalismo independente na internet uma trincheira de debate e verdade.

Desde que deixei a Presidência, com 87% de aprovação popular, a maior da história deste país, tenho sido vítima de uma campanha de difamação também sem paralelo na nossa história.

Trata-se, sabemos todos, da tentativa de apagar da memória do povo brasileiro a ideia de que é possível governar para todos, cuidando com especial carinho de quem mais precisa, e fazer o Brasil crescer, combatendo sem tréguas as desigualdades sociais e regionais históricas.

Foram dezenas de horas de Jornal Nacional e incontáveis manchetes dedicadas a espalhar mentiras – ou, para usar a linguagem da moda, fake news – contra mim, contra minha família e contra a ideia de que o Brasil poderia ser um país grande, soberano e justo.

Com base numa dessas mentiras, contada pelo jornal O Globo e transformada num processo sem pé nem cabeça, um juiz fez com que eu fosse condenado à prisão, por “ato indeterminado”, usando como pretexto a suposta posse de um imóvel “atribuído” a mim, do qual nunca fui dono.

Contra essa aliança espúria entre alguns procuradores e juízes e a mídia corporativa, a blogosfera progressista ousou insurgir-se. Sem poder contar com uma ínfima parcela dos recursos e dos meios à disposição dos grandes veículos alinhados ao golpe, esses homens e mulheres fazem Jornalismo. Questionam, debatem e apresentam diariamente ao povo brasileiro um poderoso contraponto à indústria da mentira.

Lutaram e continuam a lutar o bom combate, tendo muitas vezes apenas o apoio do próprio povo brasileiro, por meio de campanhas de financiamento coletivo (R$ 10 reais de uma pessoa, R$ 50 reais de outra).

Foram eles, por exemplo, que enfrentaram o silêncio da mídia e desvendaram as ligações da Globo com os paraísos fiscais, empresas de lavagem de dinheiro e a máfia da Fifa. Que demonstraram a cumplicidade de Sérgio Moro com a indústria das delações. Que denunciaram a entrega das riquezas do país aos interesses estrangeiros. Tudo com números e argumentos que sempre são censurados pela imprensa dos poderosos.

Por isso mesmo a imprensa independente é perseguida por setores do judiciário, por meio de sentenças arbitrárias, como vem ocorrendo com tantos blogueiros, que não têm meios materiais de defesa. Enfrentam toda sorte de perseguições: tentativa de censura prévia, conduções coercitivas e condenações milionárias, entre outras formas de violência institucional.

E agora, numa investida mais sofisticada – mas não menos violenta – agências de "checagem" controladas pelos grandes grupos de imprensa "carimbam" as notícias independentes como "Fake News", e dessa forma bloqueiam sua presença nas redes sociais. O nome disso é censura.

Alguns desses homens e mulheres que pagam um alto preço por sua luta são jornalistas veteranos, com passagens brilhantes pela grande imprensa de outrora, outros sem qualquer vínculo anterior com o jornalismo, mas todos movidos por aquela que deveria ser a razão de existir da profissão: a busca pela verdade, a informação baseada em fatos e não em invencionices. Lutaram e lutam contra o pensamento único que a elite econômica tenta impor ao povo brasileiro.

Quantas derrotas nossos valentes Davis já não impuseram aos poderosos Golias? Quantas notícias ignoradas ou bloqueadas nos jornalões saíram pelos blogues, muitos deles com mais audiência que os sites dos jornalões?

Mesmo confinado na cela de uma prisão política, longe de meus filhos e amigos, impedido de abraçar e conversar com o povo brasileiro, tenho hoje aprovação maior e rejeição menor que meus adversários, que fracassaram no maior dos testes: melhorar a vida dos brasileiros.

Eles, que tantos crimes cometeram – grampos clandestinos no escritório de meus advogados, divulgação ilegal de conversas entre mim e a presidenta Dilma, todo o sofrimento imposto à minha família, entre muitos outros –, até hoje não conseguiram contra mim uma única prova de qualquer crime que seja. A cada dia mais e mais pessoas percebem que o golpe não foi contra Lula, contra Dilma ou contra o PT. Foi contra o povo brasileiro.

Mais do que acreditar na minha inocência – porque leram o processo, porque checaram as provas, porque fizeram Jornalismo – os blogueiros e blogueiras progressistas estão contribuindo para trazer de volta o debate público e resgatar o jornalismo da vala comum à qual foi atirado por aqueles que o pretendem não como ferramenta capaz de lançar luz onde haja escuridão, mas apenas e tão somente como arma política dos poderosos.

A democracia brasileira agradece, eu agradeço a vocês, homens e mulheres que fazem da luta pela verdade o seu ideal de vida.

Hoje a (in)justiça brasileira não só me prende como impede sem nenhuma razão que vocês possam vir aqui me entrevistar, fazer as perguntas que quiserem. Não basta me prender, querem me calar, querem nos censurar.

Mas assim como são muitos os que lutam pela democracia nas comunicações e pelo jornalismo independente, e não caberiam aqui onde estou, essa cela também não pode aprisionar nem a verdade nem a liberdade. Elas são muito mais fortes do que as mentiras mil vezes repetidas pelo plim-plim, que quer mandar no Brasil e no povo brasileiro sem jamais ter tido um único voto. A verdade prevalecerá. A liberdade triunfará.

Forte abraço,

Lula

quarta-feira, 25 de julho de 2018

População brasileira deve chegar a 233,2 milhões em 2047, diz IBGE

A partir deste ano, o declínio será 228,3 milhões em 2060

Por Cristina Indio do Brasil - Repórter da Agência Brasil

A população do Brasil vai continuar em crescimento até atingir 233,2 milhões de pessoas em 2047. A partir deste ano, entrará em declínio gradual chegando a 228,3 milhões em 2060. A expectativa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), faz parte da Revisão 2018 da Projeção de População, que estima demograficamente os padrões de crescimento da população do país ano a ano, por sexo e idade para os próximos 42 anos.

Antes de 2048, 12 estados (Piauí, Bahia, Rio Grande do Sul, Alagoas, Minas Gerais, Paraíba, Rio de Janeiro, Ceará, Pernambuco, Maranhão, Paraná e Rio Grande do Norte) deverão ter redução na sua população. Segundo o IBGE, a principal característica dessas unidades da federação é o saldo migratório negativo. No limite da projeção em 2060, oito estados (Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Santa Catarina, Amapá, Roraima, Amazonas e Acre) não terão queda nas suas populações. O IBGE explicou que eles apresentam saltos migratórios positivos e/ou têm taxas de fecundidade total mais elevadas.

Fecundidade

O órgão acrescentou que o crescimento populacional é determinado pela combinação do perfil migratório, incluindo áreas de expulsão ou atração de pessoas; com taxas de fecundidade de uma unidade da federação. Os estados do Piauí e da Bahia apresentam quedas importantes de fecundidade nos últimos anos e, segundo o instituto, perdem população para outros estados do país. Apesar de não registrar altas quedas de fecundidade, atualmente, a situação já foi diferente para o Rio Grande do Sul, que é também um estado “emissor”. Na definição do IBGE, as três unidades da federação devem ser os primeiros a apresentar redução de população.

A taxa de fecundidade total para 2018 é 1,77 filho por mulher. Quando chegar a 2060, o número médio de filhos por mulher poderá cair para 1,66. Os estados de Roraima com 1,95; o Pará, Amapá, Maranhão, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, com 1,80, são os que deverão ter as maiores taxas de fecundidade. As menores poderão ser no Distrito Federal com 1,50; e em Goiás, no Rio de Janeiro e em Minas Gerais, esses com 1,55. A idade média de 27,2 anos em que as mulheres têm filhos em 2018, aumentará para 28,8 anos, em 2060.

Idade

A média de idade da população brasileira é 32,6 anos em 2018. Os estados da Região Norte, Alagoas e Maranhão têm a média em 30 anos. A explicação é que têm taxas de fecundidade total mais elevadas e se situam mais tardiamente na transição da fecundidade. O Acre tem a menor média (24,9 anos). Ao contrário, os estados das Regiões Sul e Sudeste registram média acima da projetada para o Brasil. O mais envelhecido é o Rio Grande do Sul com 35,9 anos. Para o IBGE, o avanço na idade populacional pode ser medido também com a comparação das pessoas com 65 anos ou mais e os menores de 15 anos, por meio do índice de envelhecimento da população.

Conforme o estudo, em 2060, um quarto da população (25,5%) terá mais de 65 anos. No total, para cada 100 pessoas com idade de trabalhar, que é a faixa compreendida entre 15 e 64 anos, o país teria 67,2 indivíduos acima desta idade ou abaixo de 15 anos. No nível do Brasil, o índice em 2018, indica que o país tem 43,2 crianças de até 14 anos para cada 100 idosos com 65 anos ou mais. Em 2039, a projeção aponta que o indicador vai passar de 100, o que representará mais pessoas idosas que crianças. O estudo mostra que, em 2029, o Rio Grande do Sul deverá ser o primeiro a ter uma proporção maior de idosos do que de crianças de até 14 anos. Mas em 2033, o Rio de Janeiro e Minas Gerais deverão ter relação semelhante. Com comportamento diferente, o Amazonas e a Roraima vão continuar com mais crianças e idosos até o limite da projeção em 2060.

Expectativa de vida

Com 79,7 anos, Santa Catarina, que, atualmente, tem a maior esperança de vida ao nascer para ambos os sexos, subirá para 84,5 anos em 2060. O Maranhão, com a menor expectativa de vida ao nascer (71,1 anos) em 2018, vai perder a posição para o Piauí que em 2060, terá a taxa de 77 anos.

Dependência

O IBGE estimou também que a razão de dependência da população brasileira em 2018 é 44%. Isso significa que 44 pessoas com idades menores de 15 anos e maiores de 64 dependiam de cada 100 indivíduos em idade de trabalhar. A proporção deve subir para 67, 2% em 2060.

O instituto chamou atenção que em 2010, a razão de dependência era 47,1% e atingiu o menor patamar em 2017, quando registrou 44%. Até 2028 a expectativa é crescer alcançando 47,4%, o mesmo do que foi anotado em 2010.

Eleitores

O IBGE informou que, em 2018, o Brasil tem 160,9 milhões potenciais eleitores, ou seja, pessoas com 16 anos ou mais. Em comparação com 2016 houve uma elevação de 2,5%, quando havia 156,9 milhões nesta faixa de idade.

Imigração

A Projeção de População avaliou os movimentos de migração internacional. A estimativa é que, entre 2015 e 2022, o número de venezuelanos imigrantes no Brasil chegue a 79 mil.

Estudo

A projeção detalha a dinâmica de crescimento da população brasileira, acompanhando suas principais variáveis: fecundidade, mortalidade e migrações. Além de projetar o número de habitantes do Brasil e das 27 unidades da federação no período entre 2010 e 2060. O estudo é uma parceria do IBGE com órgãos de planejamento de quase todos os estados brasileiros e segue as recomendações da Divisão de População das Nações Unidas.

terça-feira, 24 de julho de 2018

Fifa divulga 10 candidatos ao prêmio de melhor do mundo e deixa Neymar de fora

Brasileiro não é indicado entre os 10 indicados ao prêmio The Best. Cristiano Ronaldo, defensor do título, terá como rivais nomes como Messi, Modric, Mbappé, Griezmann, Salah e Hazard


temporada interrompida por uma lesão e marcada pelo desempenho sem brilho na Copa do Mundo tirou Neymar do rol de melhores jogadores do mundo, ao menos temporariamente. A Fifa divulgou nesta terça-feira os 10 indicados ao prêmio Fifa The Best e deixou de fora o brasileiro - que chegou a ser terceiro colocado em 2015 e 2017. Atual detentor do título, Cristiano Ronaldo está entre os candidatos e terá como rivais Messi, Modric, Mbappé, Griezmann, Varane, Salah, De Bruyne, Hazard e Kane.

Campeã do mundo, a seleção francesa tem três nomes entre os candidatos a levar o prêmio de melhor do mundo: Griezmann, Mbappé e Varane. A Bélgica, terceira colocada, conta com dois jogadores - De Bruyne e Hazard -, um a mais que a vice-campeã Croácia, que só conta com Modric como representante. Kane foi o indicado da quarta colocada Inglaterra.

Dos 10 candidatos, apenas Cristiano Ronaldo, Messi e Salah não chegaram às semifinais do Mundial. Tricampeão europeu com o Real Madrid, artilheiro da Champions e autor de quatro gols na Copa, Cristiano Ronaldo é considerado um dos favoritos à premiação, enquanto o argentino chega menos cotado do que em outras oportunidades. Salah, visto como forte candidato por conduzir o Liverpool à final da Liga dos Campeões, perdeu força com a queda do Egito na fase de grupos na Rússia.

A lista foi elaborada tomando como base as atuações entre 3 de julho do ano passado e 15 do mesmo mês deste ano, dia da decisão da Copa do Mundo 2018. As indicações saíram de um painel formado por 13 ex-jogadores e treinadores, entre eles, três brasileiros: Kaká, Ronaldo e Carlos Alberto Parreira. Para os prêmios de melhor técnico e jogador no futebol masculino, os responsáveis foram, ainda, Lothar Matthäus (Alemanha), Alessandro Nesta, Fabio Capello (Itália), Didier Drogba (Costa do Marfim), Frank Lampard (Inglaterra), Sami Al Jaber (Arábia Saudita), Emmanuel Amunike (Nigéria), Cha Bum-Kun (Coreia do Sul), Andy Roxburgh (Escócia) e Wynton Rufer (Nova Zelândia).

domingo, 22 de julho de 2018

Página Musical - Rossini cantando: Ainda aqui


Rossini - Ainda Aqui Sua escova ainda está aqui Cê esqueceu a luz acesa do nosso banheiro Em poucos metros te descobri Ainda está a pingar gota a gota do nosso chuveiro Que não é mais nosso Não posso esquecer Que minhas contas vencem E quem me lembrava era você E agora, como será ? Não tem mais alma pra animar a sala Vejo tua sombra procurando o controle da TV Até o café está desgostoso O tempo parou no instante que era pra gente correr Mas você correu Primeiro do que eu As mãos se soltaram E agora fiquei sozinho Com o eco da minha própria voz. E então Quando você vai Partir de vez E desocupar Minha casa e meu coração Preciso saber pra preparar minha vida. Olho pro quarto Consigo te ver Olho pra dentro Você a sorrir Mas pela janela Te vejo ir, rir, vir...



sábado, 21 de julho de 2018

A Praça da Juventude de Pacatuba será demolida ...

A nossa Calçada Virtual não poderia deixar de registrar e de se posicionar diante de mais uma cena do TRISTE FILME que figura em cartaz no cotidiano de nosso Condado, que dorme ao sopé da nossa bela Aratanha, a nossa ANTES bela PACATUBA.


Segue o mesmo roteiro desde as primeiras horas dessa administração: 

destruição ... lágrimas ... rancor ... 

Basta relembrar das primeiras ações dessa (des)gestão que, hoje, governa nossa cidade. Logo ao tomar o trono, a primeira atitude foi demolir as barracas do Grande Jereissati, prejudicando várias famílias pacatubanas que de lá extraiam o seu sustento. 

Ainda não satisfeita, o bonde da destruição seguiu rumo ao Bairro do São Luiz, onde lá pôs ao chão os muros que dividiam o Velho São Luiz do Novo Residencial Hugo Alencar Furtado. 

Em seguida, ainda na sua trajetória inglória de devastação, atentou contra os Quiosques do Alto São João que, desta feita, teve o seu intento cessado pela atuação austera dos permissionários com a intervenção cirúrgica da Justiça. 

O canhão da destruição do “El Demolidor” aponta agora para a Praça da Juventude que concentra a vida noturna de Pacatuba. Point frequentado pelas famílias pacatubanas que, costumeiramente, encontram naquele espaço o seu tão sonhado refúgio, a sua ordeira diversão. 

Nada contra a aquisição, propiciada por parte de gestores outros, da Praça Mais Infância; PORÉM julga-se salutar que a mesma venha fomentar a uma outra comunidade em nossa cidade. 

O concreto, as telhas ao chão coadunam com o cenário de nossas ruas esburacadas ao extremo, esperando a sorte de uma intervenção bendita do Gestor Estadual. Que por certo, como de costume, será decantada como feito dessa falida e pífia gestão municipal vigente. 

Apertem os cintos, o piloto talvez não tenha sumido, mas se faz ausente em atos e ações em benefício de nossos munícipes. 

Em tempo 

Ainda assim foi definida a nossa Praça da Juventude, no púpito da Assembleia Legislativa de nosso Estado, como sendo um ELEFANTE BRANCO e CONCRETO CAFONA ... 

OUÇAMOS COM ATENÇÃO O SOM QUE BROTA DO CORAÇÃO DE NOSSOS GESTORES ! 

... e que a tradução seja definida, por todos nós, na hora exata ...


Pacatuba Em Foco

Oito anos do Estatuto da Igualdade Racial

O Estatuto da Igualdade Racial completa, nesta sexta-feira (20), oito anos de combate a discriminação e preconceito no Brasil. A Lei nº 12.288/2010 sancionada pelo presidente Lula, é um marco no que diz respeito a políticas de propagação da equidade no país. Naquele mesmo dia, Lula também criou a Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira (Unilab).

Em um país marcado por sua herança escravocrata, o Estatuto foi pensado como um registro de medidas eficazes para a luta contra o racismo. Com 65 artigos, o documento abrange áreas como cultura, esporte, saúde, acesso a moradia, liberdade religiosa, entre outras. Sua criação possibilitou o alicerce legal necessário para que o Estado pudesse criar políticas efetivas para promover a igualdade racial.

O secretário Nacional de Combate ao Racismo do Partido dos Trabalhadores, Martvs Chagas, falou sobre a importância do Estatuto. “É o único marco legal que reconhece que o Brasil é um país racista”. Ele esclareceu que o documento permitiu a consolidação de políticas públicas que hoje são de extremo valor para a sociedade, como a lei de cotas que reserva para pessoas negras e pardas 20% das vagas em concursos para cargos na administração pública federal e 50% em universidades públicas, dividido entre vagas para negros e estudantesque cursaram o ensino médio em escolas públicas.

Apesar dos negros e negras serem a maior parcela da população brasileira (52,9% segundo dados da PNAD 2013), são minoria nas universidades e no mercado de trabalho. As cotas possibilitam a inclusão e acesso de pessoas que recebem os frutos podres do passado escravagista do país.

O estatuto também assegura a liberdade de crença, e protege as religiões de matriz africana e seus locais de culto.

“A existência do Estatuto legitimou o discurso de negros e negras que sofrem e lutam diariamente contra o racismo em um país embebido com a herança histórica da escravatura”, declarou Martvs.

Martvs explicou que uma das grandes conquistas do Estatuto foi a criação do Sistema Nacional de Promoção da Igualdade Racial (Sinapir), que permite organizar e articular de ações de combate ao preconceito, racismo e discriminação em conjunto com os estados e municípios.
Golpistas atacam estatuto

O secretário alertou também para as ameaças que o Estatuto vêm sofrendo por conta do governo irresponsável de Temer. “O Estatuto está sendo atacado por conta do golpe, atualmente não temos ações de combate ao racismo, vemos o aumento da violência, aumento da pobreza, do desemprego, que são coisas que afetam principalmente a população negra”.

Para Martvs, ainda há um longo caminho a ser percorrido para que o povo negro alcance a mesma posição de igualdade com o restante da sociedade. “É lamentável que um Estatuto como esse, que é objeto de promoção da equidade, e as políticas públicas no Brasil esteja sendo desmontado”, finalizou.

Conheça o Memorial da Democracia, um museu virtual produzido pelo Instituto Lula com o objetivo de contribuir para o resgate da memória das lutas de nosso povo pela democracia, pela igualdade e pela justiça social.

sexta-feira, 20 de julho de 2018

Brasil perdeu Nobel porque o cientista não tirou certificado de reservista


Peter Medawar nasceu em Petrópolis e lá viveu até os 14 — quando foi estudar na Inglaterra e renunciou à cidadania brasileira para não servir o exército

Em 2015, a SUPER entrevistou o evolucionista Richard Dawkins — e ele comentou de passagem que um de seus ídolos, o prêmio Nobel Peter Medawar, nasceu no Brasil. Não só nasceu como viveu e estudou em Petrópolis, no Rio de Janeiro, até os 14 anos.

Eu achei essa história muito estranha. Afinal, já virou clichê dizer que o Brasil não tem Nobel. Isso fere nosso orgulho. A Argentina tem Nobel. O Peru tem Nobel. A Colômbia tem Nobel. O Brasil não tem Nobel do mesmo jeito que a Inglaterra não ganha uma Copa desde 1966: padrão Mick Jagger de de zica e pé-frio. É um desses fatos inescapáveis da vida.

Uma pesquisa rápida revela o essencial sobre o prodígio mais desconhecido da nação: Medawar era filho de um libanês e uma inglesa. Sua família veio para cá quando o patriarca, sócio de uma empresa inglesa que fabricava próteses e instrumentos de dentista, visitou a capital fluminense para instalar uma filial na rua do Ouvidor. O casal gostou do que viu e ficou por aqui mesmo: eles tiveram quatro filhos, morreram e foram enterrados no Brasil.

Medawar pai não era bobo: apesar de gostar do país tropical, sabia que ter um passaporte inglês não faz mal a ninguém. Registrou suas quatro crias tanto aqui como na terra da rainha Elizabeth. Com 14 anos, o Peter adolescente aproveitou sua dupla cidadania para fazer o colegial na Europa — e como já era um gênio desde cedo, emendou uma graduação em zoologia em Oxford. Coisa fina.

Foi aí que chegou o momento mais temido por muitos adolescentes: o serviço militar. Quando completou 18 anos, Medawar filho não quis interromper os estudos para vir aqui fazer a visita obrigatória ao quartel. E sem o certificado de reservista, ele perdeu a cidadania brasileira. Em 1960, quando saiu o Nobel de medicina em seu nome, ninguém mais lembrava que o laureado tinha passado a infância na região serrana do Rio.

O que leva a outra pergunta: naquela época, não prestar serviço militar era mesmo suficiente para perder a cidadania? Ou Medawar simplesmente optou por não ser mais brasileiro para evitar a dor de cabeça?

Em uma reportagem do Fantástico de 1998 (que você pode ver no YouTube), um advogado afirma que Medawar morreu tão brasileiro quanto nasceu: ficar sem certificado de reservista não é suficiente para ser jogado na sarjeta pela nação.

A Folha também fez uma matéria sobre o assunto em 1996, em que há uma breve análise de um professor de Direito da USP. A conclusão dele foi um pouco diferente: de fato, nenhuma das constituições brasileiras — inclua aí as de 1934 e 1937, que vigoravam quando Medawar estava na faculdade — afirma explicitamente que quem não presta serviço militar fica sem cidadania. Na época, porém, “havia essa interpretação”.

O texto da Folha não dá mais detalhes, mas não é difícil de imaginar o porquê de uma medida tão radical: 1937 marca o início do Estado Novo, a ditadura comandada por Getúlio Vargas. Nessa época, tentar escapar do exército na malandragem certamente não era o melhor jeito de ficar bem na fita com a justiça.

Gerdal Medawar, um primo do biólogo que passou a vida no Brasil, afirma que ele, na verdade, renunciou voluntariamente à cidadania brasileira. O pesquisador simplesmente não quis ter a dor de cabeça de interromper a graduação em Oxford para fazer uma visita arriscada ao quartel — que poderia lhe render um ano longe dos estudos. Como ele já tinha a cidadania britânica, garantida por seus pais, não foi tão difícil assim tomar a decisão. 

Os Medawar eram razoavelmente bem relacionados: o padrinho do futuro Nobel era ninguém menos que Salgado Filho, na época ministro do Trabalho. O político pediu pessoalmente a Gaspar Dutra, então ministro da Guerra, que liberasse o afilhado do serviço militar. E ouviu um “não”. Dureza.

Conclusão? Com ou sem cidadania, é pouco provável que Medawar tivesse entrado para a história como um Nobel brasileiro. Ele abraçou seu lado inglês sem olhar para trás, e foi na Inglaterra que ele fez todo seu trabalho.

Por último, para você não ir embora curioso: Medawar ganhou o prêmio por suas pesquisas sobre o sistema imunológico — que permitiram os primeiros transplantes de órgãos e tecidos sem rejeição. Mas ele também foi extremamente importante para a compreensão da seleção natural: em 1952, deu a primeira resposta evolutiva satisfatória para a pergunta “por que nós morremos?” Ficou curioso para saber a reposta? Vai ter que esperar o próximo post, que sai semana que vem aqui no Supernovas. 

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