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Além do bispo da Igreja Universal, ação do MPF investigava outras três pessoas; processo estava pronto para ter uma sentença desde 2018, o ...

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Pacatuba Em Foco


Pacatuba Em Foco - A Melhor Calçada Virtual

sexta-feira, 29 de junho de 2018

Alexandre de Moraes nega pedido de liberdade de Lula, enquanto Gilmar arquiva inquérito contra Aécio alegando que “ofende a dignidade humana”

O ministro Alexandre de Moraes negou nesta sexta-feira, dia em que o Judiciário entrou em recesso, o pedido de liberdade do ex-presidente Lula.

A presidenta do STF Cármen Lúcia, por sua vez, não pautou para o mês de agosto as Ações Diretas de Inconstitucionalidade que questionam o cumprimento da pena de prisão depois de condenação em segunda instância, o que viola a Constituição.

As ADIs foram relatadas pelo ministro Marco Aurélio.

“A ministra Cármen Lúcia, que define a data para julgamento, está com a palavra. Sem dúvida alguma, tempos estranhos. Estou aqui há 28 anos, e nunca vi manipulação da pauta como esta”, afirmou a respeito Marco Aurélio.

Com isso, quando a candidatura de Lula for registrada, no dia 15 de agosto, tudo indica que o ex-presidente estará na sede da Superintendência da Polícia Federal, em Curitiba.

Lula desautorizou o advogado Sepúlveda Pertence, que pretendia requerer ao STF a prisão domiciliar.

Recolhido a São Bernardo, com uma tornozeleira eletrônica, o ex-presidente, em tese, deixaria de ser o “elefante na sala do jantar” do STF.

“Não sou pombo correio para usar tornozeleira”, teria dito o ex-presidente a integrantes de sua defesa.

Também hoje, o ministro Gilmar Mendes livrou Aécio Neves do processo que poderia investigá-lo pelo esquema que desviou dinheiro de fornecedores da estatal Furnas para campanhas eleitorais, operado pelo ex-diretor de Engenharia da empresa, Dimas Toledo.

A Procuradoria Geral da República pediu que o caso fosse enviado à primeira instância, mas Gilmar decidiu pelo arquivamento. A menção a Aécio como beneficiário do esquema foi feita pelo delator Delcídio do Amaral.

“A pendência de investigação, por prazo irrazoável, sem amparo em suspeita contundente, ofende o direito à razoável duração do processo e a dignidade da pessoa humana”, escreveu em seu despacho.

O esquema de Furnas foi denunciado, dentre outros, pelo ex-operador do tucanato mineiro, Nilton Monteiro, recentemente preso por condenação em segunda instância.

O delegado da Polícia Civil Rodrigo Bossi de Pinho, que investiga os esquemas de Aécio em Minas, afirma que Nilton foi vítima de fraude processual.

Aécio e seus operadores agiram contra Nilton Monteiro e o jornalista Marco Aurélio Carone, que faria denúncias contra o tucano quando ele era candidato ao Planalto pelo PSDB, em 2014.

Ambos ficaram presos durante toda a campanha eleitoral.


O senador tenta preservar seu feudo político em Minas e, apesar de desmoralizado, conta com o STF para se livrar dos vários inquéritos a que responde no âmbito da Operação Lava Jato.

Enquanto Aécio foi beneficiário de outra decisão de Gilmar Mendes, Lula tem sido vítima de chicanas para mantê-lo preso.

Apesar de ter sofrido mais uma derrota hoje, a defesa do ex-presidente explora outras frentes para tentar tirá-lo da cadeia.

Entenda os três recursos que pedem a liberdade de Lula no Supremo

Estratégia do ex-presidente precisa aguardar STF retornar do recesso


Antes de os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) entrarem em férias coletivas, durante todo o mês de julho, a defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva abriu ao menos três frentes para tentar libertá-lo, todas ainda pendentes de decisão final.

Nesta sexta-feira (29), o STF realizou sua última sessão plenária antes do intervalo do meio de ano. Com isso, o Supremo jogou para o segundo semestre o julgamento da liberdade de Lula .

A próxima sessão será em 8 de agosto, faltando poucos dias para o prazo final de registro de candidaturas para as eleições deste ano, que é 15 de agosto.

Lula está preso desde 7 de abril, após ter sido condenado em segunda instância a 12 anos e um mês de prisão pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro, no caso do triplex no Guarujá.

Confira abaixo os caminhos pelos quais a defesa tenta libertar o ex-presidente.

Execução da pena

Na primeira frente, aberta em 5 de junho por meio de uma petição, a equipe de oito advogados pediu que o STF garanta o direito do ex-presidente de recorrer em liberdade aos tribunais superiores contra a condenação a 12 anos e um mês de prisão no caso do triplex no Guarujá (SP).

A esse direito se dá o nome de efeito suspensivo sobre a execução de pena.

O relator da petição, ministro Edson Fachin, enviou o pedido para ser julgado pela Segunda Turma do STF, nesta semana, mas depois cancelou o julgamento devido a uma decisão do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4), que não admitiu os recursos às instâncias superiores, prejudicando, assim, o pedido de efeito suspensivo feito pela defesa.

Os advogados então recorreram do cancelamento por meio de um agravo regimental. Fachin, no entanto, enviou o recurso para ser julgado pelo plenário e não pela Segunda Turma, como queria a defesa.

Ele deu ainda 15 dias para a Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifestar na petição.

Inelegibilidade de Lula

Entre as justificativas de Fachin para enviar o caso ao plenário, está a de que a petição trata da eventual inelegibilidade de Lula, tema que só poderia ser decidido pelo pleno.

A defesa do ex-presidente entrou então com embargos de declaração sobre a justificativa do ministro, pedindo para que ele retire a questão da inelegibilidade de pauta, mantendo somente o pedido de liberdade.

Em despacho desta sexta-feira (29), Fachin argumentou que foram os próprios advogados que levantaram o ponto na petição inicial, e deu cinco dias para responderem se de fato querem ou não sua discussão.

Somente após ser resolvido esse ponto, levantado no embargo de declaração, é que a petição original, com o pedido de liberdade, será julgada em plenário, afirmou a ministra Cármen Lúcia nesta sexta.

Na prática, se Lula for julgado inelegível pelo pleno do STF, antes do assunto ser apreciado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ele fica sem ter a quem recorrer da decisão.

Reclamação

Em uma segunda frente, os advogados de Lula protocolaram ontem (28) no STF outro remédio jurídico, em paralelo, chamado reclamação constitucional, também contra a decisão de Fachin de enviar ao plenário a primeira petição com o pedido de liberdade.

Na reclamação, a defesa argumenta que Fachin agiu de forma “arbitrária”, sem respaldo no regimento interno do STF, e que o juízo adequado para julgar a petição seria a Segunda Turma, não o plenário.

Na peça, entretanto, os advogados embutiram um pedido de liminar (decisão provisória) para que Lula seja solto ao menos até que o pedido de liberdade inicial seja julgado pelo Supremo.

A estratégia nesse caso foi para que outro ministro decida sobre a liberdade de Lula, pois como a reclamação tem como alvo decisão do próprio Fachin, o processo teve de ser distribuído a um de seus pares.

O sorteado foi Alexandre de Moraes, que negou o pedido de julgamento do processo pela Segunda Turma e para libertação de Lula. Sobre a decisão, cabe novo recurso.

Embargos de declaração

A terceira frente de ação da defesa de Lula se deu por meio da interposição de embargos de declaração, protocolados nesta sexta (29), contra decisão de 4 de abril do plenário do STF, que por 6 a 5 negou um habeas corpus preventivo para impedir a prisão de Lula. Ele foi preso três dias depois.

Lula foi preso com base no entendimento atual do Supremo que permite a execução de pena após a condenação em segunda instância.

Nos embargos, os advogados argumentam não ter ficado claro, no resultado do julgamento, se a prisão deveria ter se dado de forma automática após o fim da tramitação do caso na segunda instância, como ocorrido.

Diante do que diz ser uma omissão, a defesa pede que Lula seja posto em liberdade. Não há prazo para que este recurso seja julgado.

quinta-feira, 28 de junho de 2018

Escola Casimiro Leite - Projeto Literatura Ao Vivo


O Projeto Literatura Ao Vivo nasce no ano de 2017, idealizador pelo professor da rede estadual de ensino e mestrando em Artes, Ariclenes Cassiano. 

O Projeto inicialmente objetivava criar nos estudantes o gosto pela leitura, ao transformar livros em pecas de teatro, mas com a práticas e o tempo esses objetivos foram se ampliando e hoje já é possível se pensar no desenvolvimentos das competências socioemocionais como sendo também um dos seus intuitos. Nessa 2° edição o projeto em sua fase de avaliação contará, além da participação dos professores dos educandos da Escola Casimiro, em Pacatuba, com a colaboração de Isabel Tursi, idealizadora do Instituto Cultural Eliezer Martins e de Renato Neris, articulador cultural da comunidade do São Luís em Pacatuba. 

O Projeto proporciona a valorização do patrimônio material do município de Pacatuba, através da produção do cartaz de divulgação das peças e também dos convites. Nessa edição 2 apresentações serão abertas a comunidade: Roque Santeiro, de Dias Gomes - produzida pelo 3° ano A e O Auto da Compadecida, de Ariano Suassuna - produzida pelo 2° ano D. 


Preparem-se vem muita emoção por ai, já que este ano com a Escola em Tempo Integral, todos os primeiros anos encenarão Contos de Fadas. 

Pacatuba Em Foco

Nota pública CNTE: Decisão liminar da Presidência do STF sobre vencimento de carreira dos professores no estado do Pará

A CNTE, entidade representativa de mais de 4,5 milhões de trabalhadores das escolas públicas de todo país, principal articuladora e propositora social da Lei 11.738, que versa sobre o Piso Salarial Profissional Nacional do Magistério Público da Educação Básica, vem a público manifestar preocupação com a Medida Cautelar de Suspensão de Segurança n. 5.236, conferida pela Presidente do STF, em 19.06.2018, contra acórdãos do Tribunal de Justiça do Estado do Pará que julgaram procedentes os Mandados de Segurança impetrados pelo Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Pará – SINTEPP, com o objetivo de não considerar “gratificações remuneratórias” na composição dos vencimentos de carreira dos profissionais do magistério daquele Estado.

As preocupações da CNTE sobre a decisão liminar da ministra Cármen Lúcia se fundam especialmente nos seguintes pontos:

1. Inova claramente os institutos remuneratórios dos servidores públicos, pois adiciona a “gratificação pecuniária” – ainda que paga indistintamente aos professores – ao valor de “vencimento”, quando a doutrina majoritária e a jurisprudência dominante dos tribunais qualificam as espécies de gratificação, adicional, abono, prêmio ou qualquer outra verba de contraprestação de serviços como “remunerações” de cargo ou função no serviço público.

2. Por consequência, flexibiliza o preceito do § 1º do art. 2º da Lei 11.738, in verbis: “O piso salarial profissional nacional é o valor abaixo do qual a União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios não poderão fixar o vencimento inicial das Carreiras do magistério público da educação básica, para a jornada de, no máximo, 40 (quarenta) horas semanais” (g.n).

3. Interfere na política de valorização profissional do magistério público paraense, que prevê “gratificação de escolaridade” aos professores graduados e pós-graduados, ou seja, àqueles que possuem formação além da mínima exigida pela Lei do Piso Salarial Nacional (vide art. 2º, caput da Lei 11.738).

4. Exerce temerária ação legiferante na medida em que incorpora ao vencimento de carreira dos professores a dita “gratificação de escolaridade”, a qual poderá ter seus percentuais vinculados aos vencimentos de carreira reduzidos a qualquer momento pelo Poder Público.

5. Reduz a perspectiva de valorização dos profissionais do magistério, enveredando pela transformação do “piso” em “teto salarial”, uma vez que admite computar ao primeiro as gratificações advindas da qualificação profissional dos educadores. Em decorrência, dificulta a adoção do Piso Nacional como “vencimento inicial das Carreiras do magistério público da educação básica”, condição essencial para assegurar a valorização do magistério e dos demais profissionais da educação.

6. Ratifica ações de Poderes Executivos estaduais e municipais que, na prática, reduzem a massa salarial do magistério através de gratificações diversas imunes a reajustes praticados nos vencimentos e nas aposentadorias dos servidores.

7. Exime a União de regulamentar o art. 4º da Lei 11.738 e outros dispositivos constitucionais e infraconstitucionais atinentes ao regime de colaboração educacional, em especial o Sistema Nacional de Educação, o Custo Aluno Qualidade, o Piso Salarial e as Diretrizes Nacionais de Carreira para todos os profissionais da educação.

Diante da gravidade do caso e de sua inevitável repercussão em processos similares que tramitam nas diferentes unidades da federação e nos tribunais superiores, a CNTE requisitará ingresso no processo de julgamento do mérito da Suspensão de Segurança n. 5.236/PA, na forma de amicus curiae, a fim de defender os princípios da valorização profissional insculpidos na Lei do Piso Salarial Profissional Nacional do Magistério e na Constituição Federal.

Brasília, 26 de junho de 2018
Diretoria da CNTE

quarta-feira, 27 de junho de 2018

Página Musical - Duca Leindecker cantando: Moinhos Gigantes


Duca Leindecker - Moinhos Gigantes

O céu mudou de cor
E a lua cheia ficou retangular
Depois que te viu chegar
O vento enfraqueceu
E a brisa calma
Tomou todo lugar
Só para te ver passar

O Sol se apagou
Pra tua pele não machucar
Machucar

Ah! Você me faz
Correr atrás
De moinhos gigantes
Mundos distantes
E ver que dá pra viver em paz
Pra viver em paz

O céu mudou de cor
E a lua cheia ficou retangular
Depois que te viu chegar
O vento enfraquece
E a brisa calma
Tomou todo lugar
Só para você passar

O Sol se apagou
Pra tua pele não machucar
Machucar... Machucar

Ah! Você me faz
Correr atrás
De moinhos gigantes
Mundos distantes
E ver que dá pra viver em paz
Pra viver em paz


terça-feira, 26 de junho de 2018

Segunda Turma do STF manda soltar ex-ministro José Dirceu

Por 3 votos a 1, a Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu hoje (26) suspender a execução da condenação do ex-ministro José Dirceu a 30 anos de prisão na Operação Lava Jato. Com a decisão, Dirceu deverá ser solto. Ele cumpre a pena na Penitenciária da Papuda, em Brasília.

A decisão foi tomada a partir de umhabeas corpus protocolado pela defesa de Dirceu. Votaram pela soltura o relator, Dias Toffoli, e os ministros Gilmar Mendes e Ricardo Lewandowski.

Edson Fachin, relator dos processos da Lava Jato no STF, votou contra a concessão da liberdade. A maioria entendeu que o cálculo da pena pode ser revisto e Dirceu pode aguardar em liberdade o julgamento do recurso contra a condenação.

José Dirceu foi preso no mês passado após ter a condenação confirmada pela segunda instância da Justiça Federal, com base no entendimento do STF, que autorizou a execução provisória da pena, após o fim dos recursos na segunda instância.

Sessão

O julgamento desta terça-feira foi marcado por várias trocas de farpas entre os ministros Dias Toffoli e Edson Fachin, que pediu vista do habeas corpus, mas os demais integrantes da Segunda Turma decidiram encaminhar a votação.

O procedimento não é usual no STF. Em geral, quando integrantes pedem vista de um processo, os demais chegam a adiantar o voto, mas o resultado fica suspenso e não é proclamado.

Em dos trechos do julgamento, ao discordar do voto de Toffoli, Fachin sustentou que o ministro estaria descumprindo a decisão do plenário que autorizou a prisão após o fim dos recursos em segunda instância. No entanto, Toffoli divergiu das ponderações e passou a rebater os argumentos de Fachin.

"Mas aí não tem a ver com execução imediata da pena, Vossa Excelência está fazendo um contraponto, eu estou falando A, Vossa Excelência está falando B. Vamos colocar as coisas nos devidos lugares”, disse Toffoli.

Em seguida, Fachin respondeu: "Nós dois estamos entendendo o que nós estamos falando".

A troca de farpas entre os ministros ocorreu um dia após o ministro Edson Fachin enviar ao plenário, e não à Segunda Turma, o recurso no qual a defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva também pedia para suspender a execução da condenação na Lava Jato.

Além de Dirceu, também conseguiram recursos favoráveis na sessão de hoje da Segunda Turma o deputado estadual Fernando Capez (PSDB-SP), a senadora Gleisi Hoffmann e seu marido, o ex-ministro Paulo Bernardo, e o ex-tesoureiro do PP, João Claudio Genu, condenado na Lava Jato.



segunda-feira, 25 de junho de 2018

ESSA É A HISTÓRIA DE UM JOGADOR DE FUTEBOL QUE SE TORNOU INIMIGO DO PRÓPRIO IRMÃO E COMETEU SUICÍDIO


Um filme relatando a história dos irmãos John e Justin Fashanu, lançado nesta semana, promete agitar o futebol inglês. O longa narra a história dos jovens com um final trágico. Filhos de pais nigerianos, Justin, o irmão mais velho, e John, foram adotados ainda bebês por uma família inglesa da cidade de Norfolk, onde sofreram com o racismo desde a infância.

Segundo John, o futebol apareceu como uma opção para os irmãos alcançarem o sucesso, já que, na época, encontrar uma pessoa negra exercendo alguma profissão era raro. "Se você visse um cara negro era uma foto do Michael Jackson em algum lugar, ou talvez, só talvez, se tivesse sorte, de Muhammad Ali... Eles foram os únicos negros que vi na vida até eu fazer uns 18, 19 anos. Jogar futebol era a maneira mais fácil da gente ganhar dinheiro, e nós ganhamos bastante", disse.

Os irmãos chegaram a jogar em times como Norwich, Millwall, Wimbledon e Aston Villa, fizeram duas partidas pela seleção da Inglaterra. John lembra que, na época, ele e Justin eram muito próximos, e lutavam junto contra o preconceito e racismo que enfrentavam diariamente. Os dois chegaram a se matricularem em escolas que ensinavam artes marciais.

Mas tudo mudou quando o irmão mais velho, durante os anos 90, no auge da carreira, assumiu ser homossexual. De acordo com John, na época, Justin quebrou dois tabus: o de se tornar o primeiro atleta abertamente gay no Campeonato Inglês, e ser o primeiro jogador negro a valer 1 milhão de libras.

Nessa época, o homossexualismo era frequentemente ligado à aids, e Justin sofria preconceito, e convivia com insultos homofóbicos de técnicos, piadas cruéis de seus companheiros de time e cânticos de insultos de torcidas. Foi quando John fez uma proposta inusitada ao irmão. "Disse a ele: 'Te dou 100 mil libras se você ficar calado", lembra.


Por conta disso os irmãos começaram a se afastar, pois o irmão mais novo sentia vergonha de Justin.

"Eu temia que as pessoas achassem que eu era gay também. John Fashanu, Justin Fashanu, J e J... Eu era um cara durão, jogava em um time de caras durões (o Wimbledon), como Vinnie Jones e Dennis Wise. Éramos um time durão, com aquela imagem de machos fortes, e as pessoas que gostavam do nosso time adoravam isso. De repente, meu irmão faz isso! Naquele tempo, achei absurdo", comentou.

John conta ainda que ficou revoltado com o fato de Justin ter ficado com suas 100 mil libras, valor que hoje corresponde a pouco mais de R$ 400 mil, mas ter assumido ser gay mesmo assim, em uma bombástica entrevista ao The Sun. Ele fez isso principalmente porque tinha um estilo de vida gastão, e frequentemente ficava endividado.

Mas o atleta nunca conseguiu lidar com a pressão de ter saído do armário e a carreia de Justin começou a desabar. Ele chegou a ser acusado de assédio sexual no estado de Maryland, onde atos homossexuais eram ilegais na época. E em maio de 1998 o atacante foi encontrado morto após ter se enforcado dentro de uma garagem em Londres. Na época ele tinha 37 anos.

"Eu cheguei à conclusão que sou considerado culpado. Não quero causar mais constrangimento para meus amigos e família", escreveu Justin, em sua carta de despedida.


De acordo com John, a última vez que eles se falaram foi após o irmão descobrir o caso de assédio, e soube que Justin estava morto durante o batizado de seu filho, Amir. Os policiais entraram na igreja e pediram para John reconhecer o corpo.

Atualmente, John conta que tenta não lembrar da morte do irmão, e o pensamento que tinha sobre Justin é diferente de anos atrás.

"Não dá para voltar e dizer: 'Oh, meu Deus, o que eu poderia ter feito de diferente?'. Porque o mundo era muito diferente naquela época. Não importa se você gostasse dele, se o amasse ou o odiasse. Justin é uma lenda", afirmou orgulhoso.

sábado, 23 de junho de 2018

FESTIVAL LULA LIVRE - Chico, Martinho da Vila, Leonardo Boff e outros convidam para o festival Lula Livre, dia 28 de julho no Rio

Personalidades como os cantores Chico Buarque e Martinho da Vila, o escritor Leonardo Boff e o jornalista Eric Nepomuceno fizeram uma convocação para o festival Lula Livre, marcado para acontecer no dia 28 de julho, na Praça dos Arcos da Lapa, no Rio de Janeiro.



Eis o texto:

Pedir a imediata libertação de Luiz Inácio Lula da Silva não significa apenas um gesto de solidariedade ao mais popular presidente deste nosso país.

Significa também um gesto de solidariedade a todos nós, brasileiros e brasileiras. Um gesto de exigência para que se respeite a Justiça, pilar básico de qualquer sistema minimamente democrático.

O caso de Luís Inácio Lula da Silva tem um simbolismo único na história recente do nosso país.

Todo o julgamento do presidente Lula foi um erro jurídico sem limites. Não havia, na primeira instância – leia-se Curitiba –, uma única e mísera prova dos crimes dos quais ele foi acusado. Não se trata de opinião, mas de constatação.

O mesmo se deu na segunda instância, o TRF-4, onde prevaleceu a ausência de provas, demonstrando que se tratou claramente de manobra jurídica, armada e efetivada diante da complacência de todas as demais instâncias.

Inadmissível é não permitir que Lula participe das eleições. Inadmissível é mantê-lo preso num flagrante desrespeito às regras mais elementares da Justiça.

Com o país à deriva, com o crescente aumento dos riscos de naufrágio, é imperioso retomar, com urgência, o rumo da normalidade. E essa caminhada só se dará com a realização de eleições efetivamente livres e representativas da vontade popular.

Nós nos opomos rigorosamente à arbitrariedade a que Lula está submetido, e que deve cessar de imediato. Queremos sua liberdade já. Entendemos ser direito invulnerável dos 146 milhões de eleitores poderem optar inclusive por não votar nele.

Diante de semelhante cenário, nós, trabalhadores e trabalhadoras das artes e da cultura, convocamos todos os setores democráticos da sociedade para um ato em defesa da liberdade de Lula e da retomada da normalidade democrática, independente de partidos e correntes políticas.

Assim, unidos numa frente ampla e irrestrita, realizaremos no dia 28 de julho, na Praça dos Arcos da Lapa, no Rio de Janeiro, o mesmo tipo de evento que vem sendo realizado em diferentes cidades de diferentes países: o FESTIVAL LULA LIVRE.

Página Musical - Joyce Cândido cantando: Saudosa Maloca


Joyce Cândido - Saudosa Maloca

Se o senhor não tá lembrado
Dá licença de contá
Que aqui onde agora está
Esse adifício arto
Era uma casa véia
Um palacete abandonado

Foi aqui seu moço
Que eu, Mato Grosso e o Joca

Construímos nossa maloca
Mas um dia, nem quero me lembrá
Veio os homis c'as ferramentas
O dono mandô derrubá

Peguemos tudo as nossas coisas
E fumos pro meio da rua
Apreciar a demolição
Que tristeza que eu sentia
Cada táuba que caía
Doía no coração

Mato Grosso quis gritá
Mas em cima eu falei
Os homis tá cá razão
Nós arranja outro lugar
Só se conformemos quando o Joca falou
Deus dá o frio conforme o cobertor

E hoje nós pega páia nas gramas do jardim
E prá esquecê, nós cantemos assim
Saudosa maloca, maloca querida
Dim-dim donde nós passemos os dias feliz de nossa vida
Saudosa maloca, maloca querida
Dim-dim donde nós passemos os dias feliz de nossas vidas


sexta-feira, 22 de junho de 2018

Copa do Nordeste - Confira o Gol de Ceará 0 x 1 Bahia



Narração: Marcos Varela
Reportagem: Marcelo Leite

Crédito do Vídeo: TV Artilheiro

Fachin nega recurso de Lula e julgamento é cancelado no Supremo

Por André Richter

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Edson Fachin rejeitou há pouco pedido protocolado pela defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para aguardar em liberdade o julgamento de mais um recurso contra a condenação na Operação Lava Jato. Com a decisão, o caso não será julgado na próxima terça-feira (26) pela Segunda Turma da Corte, e Lula continuará preso. 

A decisão do ministro foi tomada após a vice-presidente do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF 4), Maria de Fátima Freitas Labarrère, rejeitar pedido para que a condenação a 12 anos e um mês de prisão pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro, no caso do tríplex em Guarujá (SP), um dos processos da operação, fosse analisado pela Corte. 

Na decisão, Fachin afirmou que o resultado do julgamento do pedido de admissibilidade do recurso pelo TRF-4 impede o julgamento no STF. "Com efeito, a modificação do panorama processual interfere no espectro processual objeto de exame deste Supremo Tribunal Federal, revelando, por consequência, a prejudicialidade do pedido defensivo, [o que] impede a análise da questão pelo STF", decidiu o ministro.

Se a condenação fosse suspensa pela Segunda Turma do STF, como pede inicialmente a defesa, o ex-presidente poderia deixar a prisão imediatamente e também se candidatar às eleições. A defesa do ex-presidente alegou que há urgência na suspensão da condenação, porque Lula é pré-candidato à Presidência e tem seus direitos políticos cerceados ante a execução da condenação, que não é definitiva.

Lula está preso há dois meses, na Superintendência da Polícia Federal em Curitiba. A prisão foi executada com base na decisão do STF que autorizou prisões após o fim dos recursos na Oitava Turma do TRF 4, segunda instância da Justiça.

Página Musical - Oriente cantando: Vagabundo também ama


Oriente - Vagabundo Também Ama

Você é colorida e eu sou preto e branco
Você dá uma corrida e eu dou mais um catranco
Você gosta do caminho do meio, eu chego e fico de canto
Você curtindo o recreio, eu de novo aula matando
Você fazendo oferenda, eu vivo roubando dos santos

Eu não curto finais felizes, você com eles fica em pranto
Meu anjo, minha companheira,
Te presenteio com o mundo inteiro
Mermo que eu não precise de tanto
Você, vai de temaki, salmão e cream cheese
Eu vou de todos os pratos, e um punhado de hax....
Você com quase nada tem o suficiente pra crise
Eu sou estourado, mal-humorado,
E mermo assim sou take it easy

Você é aurora, eu sou fim de tarde
Você é agora, eu sou um pouco mais tarde
Você é correria, na hora da alvorada
Eu sou preguiça, faço história nas madrugada

Você é Paris, [gata] eu sou Bangkok

Você sempre feliz e eu sempre multilock
Você ceramida, anti frizz, eu quase com dreadlock
Você Grande Rio imperatriz, eu 69 Woodstock

Você like a g 6, eu rock das antiga
Você prática e determinada, eu evito a fadiga
Você deitada, canga, sol, eu altinha, ganja, trilha
Você quer ver minha vó, eu fujo do almoço em família
Você se irrita facin, eu sempre quem boto pilha
Eu de Cuba Libre, gin, você Absolut Vanilia
Você é amor eterno, lembrança pra vida inteira
Eu sou romance de verão, sou brisa leve passageira

Você é bom senso, eu sou impulso mal pensado
Você é alvo no futuro e eu méritos do passado
Você sorri o dia inteiro, eu metade mal humorado
Você é tipo papel machê, eu sou tipo um papel pardo

Você é yang eu sou yin, você é início eu sou fim
Você é tudo pra mim, você baixinha eu magrin
Eu falo muito então, você fala muito enfim
Você pede uma massagem, e eu peço um carin

Você admira as estrelas, eu escuto a natureza
Você feliz de nascença, eu numa eterna tristeza
Eu tento entender o mundo e você admira a beleza
Você vem de meu amor e eu vou de minha princesa

Você é aurora, eu sou fim de tarde
Você é agora, eu sou um pouco mais tarde
Você é correria, na hora da alvorada
Eu sou preguiça, faço história nas madrugada

Você é Nova York, [gata] eu sou Tijuana
Você de farm shop, eu de chinelo havaiana
Você night hip hop, eu de eletro na praiana
Você é uma peça top, eu guerreiro protejo a dama

Você reclama a toa, eu quero ficar de boa
Você vem pro meu quarto e o nosso tempo quase voa
Eu te desejo, tu me deseja, você de suco eu de cerveja
Eu de Playboy você de Veja, eu sou o bolo você a cereja

Você me beija eu te beijo, entramos em comunhão
Eu seguro seu cabelo, você me olha com tesão
A gente mantêm a distância, precisamos um do outro
Segredos e mistérios, conexões do nosso corpo

Aí é só eu e você
Aquele sonzin clichê
De um cd meu da Sade
Que horas são? Vai saber..
Deixa o relógio correr...
Todo dia é de lazer...
Daqui a pouco o sol vai nascer...
Nossa noite do prazer...
[você] quer gritar, eu quero bater...
[você] quer beijar eu quero morder...
Foda-se o mundo la fora, é eu você e o colchão...
Vem de nariz empinado pra comer na minha mão...

Te faço chegar no ponto, protagonistas da nossa trama
Na pista discreta e ponto, flutua como uma dama
Mas se solta na hora certa quando deita na minha cama...
Nessas horas que afirmo, vagabundo também ama!


Zico foi excluído da seleção pela ditadura, por Urariano Mota


Todos nós já sabíamos do uso, para efeito de propaganda política, da seleção brasileira de futebol. Sabíamos também da sua interferência até na escalação de jogadores, quando Médici impôs Dario ao time da Copa. E a consequente demissão do grande João Saldanha. Mas não sabíamos disto, com provas vivas, de excluir e perseguir geniais jogadores por motivo ideológico.

O jornalista e escritor Paulo Verlaine, que considero um clássico vivo do jornalismo brasileiro, foi quem me presenteou o livro “Futebol e Ditadura”, quando fui lançar em Fortaleza o romance “A mais longa duração da juventude”. É das páginas do Futebol e Ditadura, com prefácio de Paulo Verlaine, que destaco este escândalo.

Fala, Nando, atleta e jogador de talento, sobre a perseguição a seu irmão Zico:

“Eu ainda estava jogando no Gil Vicente, em Portugal, quando soube que o Zico, titular absoluto da seleção olímpica, que iria para Munique em 1972 – o Brasil tinha se classificado em Bogotá vencendo a Argentina por 1 X 0, com gol de Zico em 1971 – pois bem: meu irmão foi absurdamente deixado de fora da lista de convocados pelo treinador Antoninho. Olhem só: Antoninho tinha sido inclusive treinador do Antunes (outro craque, meu irmão) no Fluminense, e conhecia muito bem a nossa família, que sem falsa modéstia é sempre considerada como um exemplo a ser seguido, o que nos dá muito orgulho...

Esse treinador, antes de falecer, confirmou que recebeu ordens de não convocar o Zico, porque um dos irmãos tinha sido preso. (O irmão preso fui eu, Nando.) Isso nos machucou muito, e o Zico pensou até em parar de jogar futebol, tal foi a sua decepção. Foi um episódio lamentável e de perversidade única com um jovem de apenas 18 anos, a idade de Zico quando foi cortado. Um jovem cheio de sonhos, porque todos sabíamos do seu potencial e de sua força de vontade”.

A razão do corte de Zico se deu bem antes, mas acompanhou para tentar matar o futebol, ou pelo menos sufocar o talento da maior família futebolística do Brasil, dos craques irmãos Edu, Zico e Nando:

“Em 1963 minha irmã Zezé, Maria José Antunes Coimbra, cursava a Faculdade de Filosofia para me inscrever no concurso para professor do PNA (Plano Nacional de Alfabetização), criado pelo grande Paulo Freire. Fomos ambos aprovados, ela para coordenadora, eu para professor. Entre o treinamento para a função e trabalho propriamente dito ficamos poucos meses no PNA. Assim que teve início a famigerada ditadura, o PNA foi encerrado e todos que atuavam nele passaram a ser perseguidos”.

A partir daí, a “mancha” de ter querido alfabetizar brasileiros não largou mais a vida de Fernando Antunes Coimbra, mais conhecido por Nando no futebol. Ele foi perseguiu do modo mais desonesto até em Portugal, como conta:

“Quando eu estava para assinar o contrato que se arrastava sem acordo (o Belenenses não queria me pagar o prometido quando me chamou no Brasil), fui surpreendido um dia no hotel. Era outono, início de 1968, e duas pessoas bateram à minha porta. Como estavam de terno, pensei que fossem repórteres e atendi de pronto, mas logo depois se identificaram como da PIDE, a polícia política do ditador Salazar. Logo começaram a me interrogar. E para meu espanto, eles sabiam que eu tnha sido educador do PNA. Tinham minha ficha completa...

No dia seguinte após o treino, o diretor de futebol do Belenenses me chamou para uma conversa particular. E debochadamente deu a entender que sabia da visita que eu tinha recebido no hotel, e foi mais longe: caso eu não assinasse o contrato como eles queriam, me fez ver que eu era filho de português, então eles poderiam me mandar para a “guerra nas áfricas’, que era como eles se referiam a Angola e outras colônias”.

Como sempre, Nando evitou falar, comentar a perseguição da ditadura com os irmãos em casa, porque Edu, o outro craque da família, já fazia sucesso como jogador. Mas em vão. Os ditadores não dormiam:

“O Edu foi o artilheiro do campeonato brasileiro em 1968 (se chamava Taça Brasil) e já havia sido convocado para a Seleção Brasileira que disputou a Copa Roca, na Argentina, e a Taça Atlântico, no Uruguai. Então a gente já dava como certo ele ser convocado para a seleção de 1970. Para nossa pior surpresa e frustração, Edu não foi convocado. O João Saldanha, quando foi demitido da seleção (era comunista e não escondia), comentou que não convocara o Edu porque havia por parte do regime militar restrições à família Antunes”.

Pouco depois da Copa do Mundo de 1970, Nando foi preso no DOI-CODI do Rio de Janeiro. Nas palavras do seu relato:

“Nos meados de agosto de 1970, fomos surpreendidos com a prisão de nossa prima Cecília Maria Bouças Coimbra, do Grupo Tortura Nunca Mais, e seu marido José Novaes.... Um dos primos me ligou para dizer que a tia Maria, mãe deles, estava passando mal com a prisão da filha. Corri à casa de um colega que era médico e muito nosso amigo e partimos paraa Rua Dias da Cruz, no Méier, onde eles moravam. Na ocasião, fomos surpreendidos por diversos agentes do DOPS que invadiram o apartamento com armas pesadas e nos levaram presos para o DOI-CODI. 

Passamos uma noite de horror, em pé, com a cara na parede e as mãos na cabeça até de manhã. Saímos várias vezes, encapuzados para interrogatórios, onde ouvíamos as coisas mais absurdas...”.

E conclui ao fim do seu verdadeiro e necessário depoimento:

“De nada me arrependo na minha vida e esta é a minha história. Igual à de muitos brasileiros que sofreram muito mais que eu e foram o alicerce para que as novas gerações pudessem viver numa democracia.... xô ditadores!!!”

Esse depoimento tão revelador é necessário para bem ilustrar o mundo absoluto da ditadura, que não respeitava nem os limites do esporte. Além de assassinatos de presos desarmados, chegou a impedir a convocação de jogadores geniais do futebol brasileiro, como Zico e Edu.

Nando foi atleta do Ceará na década de 60. O depoimento acima, em texto integral, está no livro Futebol e Ditadura, publicado pelo Centro Cultural do Ceará Sporting Club. O subtítulo é “A história de Nando, o primeiro jogador anistiado do Brasil”. Agradeço ao craque de jornalismo Paulo Verlaine, que me presenteou a edição. Recomendo o livro com entusiasmo de torcedor da seleção brasileira.


Juninho Pernambucano detona Galvão Bueno sobre postura com Neymar

Após a vitória do Brasil sobre a Costa Rica na Copa do Mundo, o ex-jogador Juninho Pernambucano fez duras críticas ao narrador Galvão Bueno, da Rede Globo, em relação a suas análises sobre o atacante Neymar.

Por meio de sua conta no Twitter, Juninho Pernambucano afirmou que Galvão Bueno analisou com parcialidade a atuação de Neymar na partida. O ex-comentarista do SporTV saiu em defesa do craque da Seleção Brasileira, que marcou o segundo e último gol da vitória sobre a Costa Rica.

“O cara passa o jogo criticando o Neymar, culpando até pelo pênalti sofrido. Agora quer elogiar. Galvão não para, é intocável. Faz todo mundo detonar o cara, depois do gol quer mudar. Isso sempre foi assim. Neymar é monstro e não é obrigado a arrebentar sempre. Boa Brasil”, postou Juninho, em seu Twitter.
O próximo jogo do Brasil na Copa do Mundo é contra a Sérvia, no dia 27 (quarta-feira), fechando a sua participação na fase de grupos. Agora, a Seleção Brasileira tem 4 pontos e está bem perto da classificação para as oitavas de final.
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