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domingo, 31 de dezembro de 2017

Prefeito de Aracoiaba exonera todos os secretários na véspera do réveillon

A decisão do prefeito agitou o Centro Administrativo de Aracoiaba às vésperas do réveillon.

Os 13 secretários e ainda os auxiliares do segundo e terceiro escalão da administração municipal de Aracoiaba, no Maciço de Baturité, foram exonerados na véspera da comemoração do Ano Novo. O próprio prefeito, Antônio Cláudio Pinheiro, deu a notícia à sua equipe, em reunião no seu gabinete.

A assessoria do gestor municipal acrescentou que logo após o feriado do Ano Novo ele deverá começar a anunciar os novos nomes e as mudanças na sua equipe administrativa. O principal motivo da exoneração coletiva foi os resultados, aquém do esperado, neste primeiro ano de governo reeleito.

Mesmo assim, o prefeito considerou positivas as ações promovidas nestes 12 meses. “Em um ano de gestão, conquistamos muitas coisas e já podemos ter uma noção do que precisa ser mudado. Em Janeiro vamos apresentar um balanço e anunciar o que será adequado”, completou.

sábado, 30 de dezembro de 2017

Página Musical - Johnny Hooker & Liniker cantando: Flutua



Flutua - Johnny Hooker & Liniker 


O que vão dizer de nós?
Seus pais, Deus e coisas tais
Quando ouvirem rumores do nosso amor
Baby, eu já cansei de me esconder
Entre olhares, sussurros com você
Somos dois homens e nada mais

Eles não vão vencer
Baby, nada há de ser em vão
Antes dessa noite acabar
Dance comigo a nossa canção!

E flutua, flutua
Ninguém vai poder querer nos dizer como amar
E flutua, flutua
Ninguém vai poder querer nos dizer como amar

Entre conversas soltas pelo chão
Teu corpo teso, duro, são
E teu cheiro que ainda ficou na minha mão

Um novo tempo há de vencer
Pra que a gente possa florescer
E, baby, amar, amar sem temer

Eles não vão vencer
Baby, nada a dizer em vão
Antes dessa noite acabar
Baby, escute, é a nossa canção

E flutua, flutua
Ninguém vai poder querer nos dizer como amar
E flutua, flutua
Ninguém vai poder querer nos dizer como amar

Como amar
Como amar
Ninguém vai poder querer nos dizer como amar
Como amar
Como amar
Ninguém vai poder querer nos dizer como amar
Como amar
Como amar
Ninguém vai poder querer nos dizer como amar


sexta-feira, 29 de dezembro de 2017

Morre o jornalista e escritor José Louzeiro

O escritor e jornalista maranhense José Louzeiro, de 85 anos, faleceu hoje, no Rio de Janeiro.

Louzeiro trabalhou em diversos veículos de comunicação do país, como nos já extintos revista “Manchete”, “Última Hora” e “Correio da Manhã”.

Autor der mais de 50 livros, além de novelas na televisão e roteiros para o cinema, Louzeiro iniciou a carreira cedo, aos 16 anos, na redação do jornal “O imparcial”. Nascido em São Luís do Maranhão em 1932 e radicado no Rio desde 1954, aprendeu a contar histórias trabalhando como jornalista policial – atividade que exerceu durante 20 anos. A experiência, aliás, o ajudou a se tornar um dos pioneiros no país do romance-reportagem(gênero consagrado pelo americano Truman Capote com a obra “A sangue frio”). Um exemplo é seu o livro “Lucio Flavio, o passageiro da agonia”, de 1976, sobre o famoso ladrão, que mais tarde foi adaptado para o cinema com sucesso.

Outro romance-reportagem marcante foi “Aracelli, meu amor”, sobre o assassinato da menina Aracelli Crespo, aos 8 anos de idade, em Vitória, no ano de 1973. Ao esmiuçar o crime, Louzeiro chegou a conclusão que os culpados eram membros da alta sociedade da cidade. Por causa disso, o livro acabou proibido pela censura.

Não foi a única obra censurada do autor. Baseada no ex-presidente Fernando Collor de Melo, sua telenovela “O marajá”, de 1993, foi proibida de ir ao ar. Louzeiro escreveu ainda as novelas “Corpo Santo” (1987) e “Guerra sem fim” (1993).

Piauí autoriza a produção de canabidiol, substância derivada da maconha


É o 1º Estado a liberar a fabricação

O governo do Piauí autorizou na última 5ª feira (28.dez.2017) a produção de canabidiol, uma substância presente na maconha, a Cannabis sativa. A fabricação será feita pelo Ceir (Centro Integrado de Reabilitação) em parceria com as universidades Federal e Estadual do Piauí. A produção deverá começar já no início de 2018.

A decisão foi anunciada pelo governador piauiense Wellington Dias (PT) em reunião com dirigentes dos órgãos de pesquisa. A produção também envolverá a Fapepi (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Piauí) e a Secretaria de Saúde do Piauí.

O Estado nordestino é o 1º do país a autorizar esse tipo de produção. As pesquisas foram iniciadas no 1º semestre deste ano. O uso de canabidiol é liberado para pessoas com crise convulsiva refratária.

Segundo o governador, o atendimento de pacientes que usam o canabidiol no Piauí ficará mais acessível e barato.

“Adotamos na rede de saúde do Piauí, pacientes que fazem uso do medicamento, de forma gratuita. Antes importávamos o canabidiol da Califórnia e de Israel, o que gerava um custo muito elevado e, a partir da autorização da produção, o Piauí passa a produzir seu próprio produto, com um investimento de cerca de R$ 1 milhão”, disse.

Concentração de renda Seis brasileiros têm a mesma riqueza que os 100 milhões mais pobres

Relatório da Oxfam também mostrou que os 5% mais ricos detêm a mesma fatia de renda que os demais 95% da população


Um novo relatório da ONG britânica Oxfam a respeito da desigualdade social no Brasil mostra que os seis brasileiros mais ricos concentram a mesma riqueza que os 100 milhões de brasileiros mais pobres. Os dados estão no relatório A Distância Que Nos Une, lançado nesta segunda-feira 25 pela Oxfam Brasil. 

A conclusão tem origem em um cálculo feito pela própria ONG, que compara os dados do informe Global Wealth Databook 2016, elaborado pelo banco suíço Credit Suisse, e a lista das pessoas mais ricas do mundo produzida pela revista Forbes.

Segundo a Forbes, Jorge Paulo Lemann (AB Inbev), Joseph Safra (Banco Safra), Marcel Hermmann Telles (AB Inbev), Carlos Alberto Sicupira (AB Inbev), Eduardo Saverin (Facebook) e Ermirio Pereira de Moraes (Grupo Votorantim) têm, juntos, uma fortuna acumulada de 88,8 bilhões de dólares, equivalente a 277 bilhões de reais atualmente.

A Oxfam lembra em seu relatório que, ao longo das últimas décadas, o Brasil conseguiu elevar a base da pirâmide social, retirando milhões da pobreza, mas que os níveis de desigualdade ainda são alarmantes. “Apesar de avanços, nosso país não conseguiu sair da lista dos países mais desiguais do mundo. O ritmo tem sido muito lento e mais de 16 milhões de brasileiros ainda vivem abaixo da linha da pobreza”, explica Katia Maia, diretora-executiva da ONG.

Segundo o estudo da ONG, entre 2000 e 2016, o número de bilionários brasileiros aumentou de aproximadamente 10 para 31. Em conjunto, eles possuem um patrimônio de mais de 135 bilhões de dólares. Mais da metade dos bilionários (52%) herdou patrimônio da família, o que revela a incapacidade do Estado brasileiro de desconcentrar a riqueza – algo que sistemas tributários mais progressivos, como visto em países da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE), podem ajudar a fazer.

Na outra ponta, estimativas para os próximos anos são ruins para o Brasil a respeito da pobreza. Segundo o Banco Mundial, só em 2017 até 3,6 milhões de pessoas devem cair outra vez na pobreza.

Para a diretora da Oxfam Brasil, essa situação é inadmissível e precisa ser enfrentada por todos para que realmente seja solucionada. “Existe uma distância absurda entre a maior parte da população brasileira e o 1% mais rico, não apenas em relação à renda e riqueza, mas também em relação ao acesso a serviços básicos como saúde e educação. Atacar essa questão é responsabilidade de todos", afirma.

Ainda segundo a ONG, uma pessoa que recebe um salário mínimo mensal levaria quatro anos trabalhando para ganhar o mesmo que o 1% mais rico ganha em média, em um mês, e 19 anos para equiparar um mês de renda média do 0,1% mais rico. 

O relatório estima ainda que as mulheres terão equiparação de renda com homens somente em 2047 e os negros ganharão o mesmo que brancos somente em 2089, mantida a tendência dos últimos 20 anos. Pelo ritmo atual, o Brasil vai demorar 35 anos para alcançar o atual nível de desigualdade de renda do Uruguai e 75 anos para chegarmos ao patamar atual do Reino Unido, se mantivermos o ritmo médio de redução anual de desigualdades de renda observado desde 1988.

Também segundo a Oxfam, os 5% mais ricos detêm a mesma fatia de renda que os demais 95% da população.

Leia o relatório na íntegra:

Processo contra Aécio Neves aponta a parceria com empresários cariocas

Trama criminosa para lavar dinheiro e faturar alto e desvendada em investigação da Polícia Federal no Rio. Aumentam as suspeitas sobre Aécio Neves.


À medida que avançam as investigações sobre a corrupção promovida por um cartel de empreiteiras, de um lado, e o senador Aécio Neves (PSDB-MG), de outro, eleva-se o risco de empresários e figuras proeminentes na sociedade carioca terem seus nomes ligados ao escândalo de propina que pesa sobre o presidenciável tucano, derrotado em 2014. Neves é investigado em seis outros processos; além deste a que responde por corrupção e tráfico de influência, entre outro crimes .

Documentos

Provas documentais, anexadas ao processo contra o líder tucano, no Supremo Tribunal Federal (STF), pelas construtoras Norberto Odebrecht e Andrade Gutierrez, nesta quarta-feira, incluem o empresário Alexandre Accioly. Trata-se de amigo do senador e padrinho de um de seus filhos. Os comprovantes reforçam os depoimentos dos delatores. Eles narram que o empresário carioca recebeu propina por meio de contas offshore das empreiteiras no exterior; intermediados pela rede de academias de Accioly, a BodyTech.

A academia, uma das mais chiques do Rio, pertence aos empresários João Paulo Diniz (Grupo Pão de Açúcar), Alexandre Accioly (ex-rei da noite no Rio de Janeiro) e Luiz Urquiza (ex-banqueiro); além do técnico da seleção de vôlei masculino Bernardo Rezende, o Bernardinho. Logo após a eclosão do escândalo, o desportista desligou-se do PSDB. Ele era a principal aposta dos tucanos para o governo do Rio, nas eleições do ano que vem. Bernardinho migrou para o Partido Novo. Aécio Neves, também amigo do treinador, chegou a tentar reverter a decisão; a realidade não o beneficiou.

Nos documentos apensados pela Procuradoria-Geral da República (PGR) e a Polícia Federal (PF), encontraram-se indícios de que Aécio Neves recebeu propina para atuar em nome de empreiteiras na construção da Usina de Santo Antônio, no Rio Madeira, em Rondônia. Segundo executivos da Odebrecht, o total repassado a Aécio chega aos R$ 50 milhões. Os valores foram repassados pela Odebrecht (R$ 30 milhões); e pela Andrade Gutierrez (R$ 20 milhões), de acordo com documentos vazados para a mídia conservadora. 

Usina

A Odebrecht apresentou extratos bancários que comprovariam depósitos ao senador tucano, em uma conta offshore, em Cingapura. A ligação fora citada por um de seus ex-executivos, Henrique Valladares, à PGR. A conta está vinculada ao empresário Accioly, segundo Valladares.

Em depoimento à PF, o ex-executivo e delator da Andrade Gutierrez, Flávio Barra, confirmou o repasse de R$ 20 milhões a Aécio. Desta vez, em um contrato com a AALU Participações e Investimentos; empresa controladora da Bodytech. 

Flávio Barra relatou que a empresa firmou um contrato de R$ 35 milhões com a Andrade Gutierrez; para lavar a propina paga ao tucano, em 2010. Em contrapartida pela defesa, por parte de Aécio, da participação da Andrade; no consórcio de construção da Usina. Na época, o tucano era governador do Estado de Minas Gerais.

Nesta manhã, Accioly divulgou nota sobre o assunto.
“Nota de Esclarecimento
É com alívio que recebo a informação de que finalmente a Odebrecht apresentou documento de transferência bancária acerca de conta cuja titularidade é atribuída a mim em Cingapura. 
Afirmo com serenidade que ficará cabalmente comprovado, conforme já explicado, que não sou nem nunca fui titular ou beneficiário de conta ou estrutura financeira em Cingapura. 
De forma mais ampla, reafirmo que nunca recebi depósito em favor de terceiros em conta alguma no Brasil, em Cingapura ou outra localidade. 
A respeito da citada delação de executivo da Andrade Gutierrez, tenho a informar que a Safira Participações Ltda., empresa do grupo Andrade Gutierrez, tornou-se acionista minoritária da Quatro/A (razão social AALU Participações e Investimentos S/A) mediante aporte de R$ 35 milhões em 2010. 
A AALU é uma holding de investimentos e participações que tem como acionistas Luiz Urquiza e eu. Foi constituída com o propósito de atrair investidores para fazer frente às necessidades de capital das empresas investidas à época, ocasião em que o Brasil vivia forte expansão econômica e era preciso acelerar o crescimento das empresas subsidiárias e controladas.
A Safira permanece como acionista da Quatro/A desde então. 
O ativo correspondente ao investimento realizado apresentou, em 2010, receita de R$ 113 milhões e empregava então 1,7 mil funcionários. No ano passado, conforme balanço publicado e auditado, a receita foi de R$ 393 milhões e contabilizava cerca de 5 mil funcionários.
Os recursos aportados pela Safira foram integralmente investidos na sociedade, que jamais distribuiu dividendos desde sua constituição, tendo em vista que sempre foram e continuam a ser também integralmente reinvestidos na companhia.
Vale ressaltar que não há correspondência entre os valores investidos na sociedade, de R$ 35 milhões, e os R$ 20 milhões mencionados pelos delatores.
Nem a Quatro/A nem quaisquer de suas empresas investidas efetuou doação ou pagamento eleitoral para quem quer que seja. 
Todos os atos societários que envolvem a Quatro/A se encontram fartamente amparados por documentos comprobatórios. 
Acrescente-se que, meses antes do referido aporte da Safira, no mesmo ano de 2010, a Quatro/A e outros acionistas, em sentido inverso, realizaram a aquisição da Marina Porto Real, em Angra dos Reis, então propriedade da Andrade Gutierrez. 
As parcerias realizadas com a Andrade Gutierrez envolvem não apenas vínculo de caráter negocial, mas também de ordem afetiva e foram sempre motivo de orgulho.
Alexandre Accioly”.

Manifesto contra perseguição a Lula chega a 80 mil assinaturas e ganha adesões internacionais

Nos últimos dias, o manifesto ganhou a adesão de personalidades do cenário internacional, como Cristina Kirchner, Peter Burke, Boaventura de Sousa Santos, Pilar del Rio, Aaron Schneider e James Green


O manifesto “Eleição sem Lula é Fraude”, lançado por intelectuais na semana passada, alcançou 80 mil adesões nesta quarta-feira (27/12).

O documento denuncia a perseguição ao presidente Lula, defende eleições livres e a democracia no Brasil. “A trama de impedir a candidatura do Lula vale tudo: condenação no tribunal de Porto Alegre, instituição do semiparlamentarismo e até adiar as eleições. Nenhuma das ações elencadas está fora de cogitação. Compõem o arsenal de maldades de forças políticas que não prezam a democracia”, diz o texto.

Nos últimos dias, o manifesto ganhou a adesão de personalidades do cenário internacional, como a ex-presidenta da Argentina, Cristina Kirchner, o historiador inglês Peter Burke, o sociólogo português Boaventura de Sousa Santos, a escritora portuguesa e presidenta da Fundação José Saramago Pilar del Rio, os professores norte-americanos especialistas em América Latina Aaron Schneider (Universidade de Denver) e James Green (Universidade Brown).

A carta avança também no Brasil com a assinatura de figuras reconhecidas, como o teólogo Leonardo Boff, o economista Luiz Gonzaga Belluzzo, os críticos literários João Adolfo Hansen e Luiz Costa-Lima Gávea, o ensaísta e poeta Silviano Santiago, as historiadoras Maria Lúcia Pallares-Burke, Lilia Moritz Schwarcz, Maria Lúcia G. Pallares, Hebe Mattos, Lia Calabre de Azevedo e Beatriz Mamigonian, o cientista político André Singer, a pedagoga e tradutora Zoia Prestes e o jornalista José Trajano.

Do mundo das artes, a sambista Beth Carvalho, as atrizes Bete Mendes, Silvia Buarque e Soraya Ravenle, o cartunista Renato Aroeira, os cineastas Silvio Tender e Walter Lima Júnior e um dos mais renomados artistas plásticos Ernesto Neto estão entre os novos signatários.

Do mundo jurídico brasileiro, subscreveram o texto Roberto Tardelli e Gisele Citadino e Eugênio Aragão, entre centenas de advogados, professores de direito e juristas.

O manifesto circula na Europa e um grupo de intelectuais da Espanha, formado por Maria José Fariñas Dulce (Catedrática Filosofia do Direito UC3 – Espanha),

Francisco Infante Ruiz (Titular Derecho Civil – Pablo de Olavide), Lina Galvez Muñoz (Economista – Pablo de Olavide), Antonio Bayos (Catedrático Derecho Laboral), também assinou o manifesto.

O Tribunal Regional Federal da 4.ª Região (TRF4) marcou para o dia 24 de janeiro o julgamento do Lula na Operação Lava Jato no caso do triplex do Guarujá.

Os signatários do manifesto denunciam que “a tentativa de marcar em tempo recorde para o dia 24 de janeiro a data do julgamento em segunda instância do processo de Lula nada tem de legalidade. Trata-se de um puro ato de perseguição da liderança política mais popular do país”.

O documento, que surgiu como uma iniciativa do Projeto Brasil Nação, foi lançado no dia 19 de dezembro. O linguista e filósofo norte-americano Noam Chomsky, o prêmio Nobel da Paz Adolfo Esquivel, o cantor Chico Buarque, os economistas Luiz Carlos Bresser Pereira e Leda Paulani, o jurista Fábio Konder Comparato, os cientistas políticos Luiz Felipe de Alencastro e Maria Victoria Benevides, o embaixador Celso Amorim, os escritores Raduan Nassar e Milton Hatoum, os jornalistas Hildegard Angel, Mino Carta, Franklin Martins e Fernando Moraes, o ator e escritor Gregório Duvivier, o ativista social João Pedro Stedile e a deputada estadual Manuela D’Ávila estão entre os primeiros signatários.

Para ler e assinar o manifesto, clique aqui.

Preço da gasolina e do diesel tem novos reajustes nas refinarias

Por Andreia Verdélio

O preço da gasolina e do diesel comercializados nas refinarias da Petrobras sofrerão novos reajustes. De acordo com a empresa, hoje (29) a gasolina sobe 1,7% e o diesel 1,1%. A partir de amanhã (22), haverá novo aumento, de 1,9% para a gasolina e 0,4% para o diesel.

Nesta semana, o preço dos combustíveis nas refinarias já haviam sido ajustados. Na quarta-feira (27), houve aumento de 1,1% no diesel e redução de 0,4% na gasolina. Ontem (28), também houve aumento de 0,9% no diesel.

As variações fazem parte do modelo de reajustes frequentes praticados pela Petrobras, “em busca de convergência no curto prazo com a paridade do mercado internacional”, segundo a estatal.

“Analisamos nossa participação no mercado interno e avaliamos frequentemente se haverá manutenção, redução ou aumento nos preços praticados nas refinarias. Sendo assim, os ajustes nos preços podem ser realizados a qualquer momento, inclusive diariamente”, acrescenta a empresa.

O preço final ao consumidor, nas bombas, dependerá de cada empresa revendedora e dos próprios postos de combustíveis. O histórico das últimas variações praticadas pela Petrobras está disponível da página da estatal.

quinta-feira, 28 de dezembro de 2017

Acusados de tráfico em helicóptero da família Perrella são condenados pela Justiça do ES

Todos eles foram sentenciados a regime inicial fechado, sem direito a substituição por uma pena restritiva de direitos.


Os cinco acusados de envolvimento no transporte de quase meia tonelada de pasta base de cocaína em um helicóptero da família Perrella, no interior Espírito Santo, foram condenados por tráfico e associação para o tráfico pela Justiça Federal, em sentença publicada no último dia 19 de dezembro.

O piloto Rogério Almeida Júnior e o copiloto Alexandre José de Oliveira Júnior foram condenados a 10 anos e quatro meses de prisão; os dois homens que teriam descarregado a droga, Robson Ferreira Dias e Everaldo Lopes de Souza, foram condenados a oito anos e oito meses, e nove anos e quatro meses, respectivamente; e o dono da fazenda foi condenado a 10 anos e oito meses de prisão.

Todos eles foram sentenciados a regime inicial fechado, sem direito a substituição por uma pena restritiva de direitos, que é uma pena alternativa, com a restrição ou supressão de algum direito do condenado. Eles ainda podem recorrer da decisão.

Caso

No dia 24 de novembro de 2013, a polícia apreendeu o helicóptero e a droga, e prendeu o piloto, o copiloto e dois homens que aguardavam a transação em uma fazenda em Afonso Cláudio, na região Sul do Espírito Santo.

A cocaína havia sido descarregada da aeronave e estava pronta para ser despachada quando aconteceu a prisão. Em dezembro, o governo manifestou interesse em usar o helicóptero.

Em abril de 2014, a Justiça Federal mandou soltar os quatro acusados de envolvimento no transporte da cocaína.

Foram soltos o piloto Rogério Almeida Júnior, o copiloto Alexandre José de Oliveira Júnior e os dois homens que teriam descarregado a droga: Robson Ferreira Dias e Everaldo Lopes de Souza.

Eles foram denunciados por tráfico e associação para o tráfico, mas respondem em liberdade. Também responde ao processo, o dono da fazenda, Elio Rodrigues, mas ele não ficou preso.

O deputado mineiro Gustavo Perrella, sócio da empresa dona do helicóptero, não foi citado na denúncia. Segundo a Polícia Federal, ele não tem envolvimento no caso.

quarta-feira, 27 de dezembro de 2017

Governadores repudiam chantagem e prometem ação contra Marun

Os governadores do Nordeste divulgaram uma carta pública, nesta quarta-feira, em que condenam a chantagem de Carlos Marun, indicado por Eduardo Cunha, da prisão, para ser o articulador político do Michel Temer; Marun afirmou que só terão empréstimos da Caixa os governadores que conseguirem votos pela reforma da Previdência; "Se eu fosse presidente, demitiria esse ministro hoje mesmo", disse Camilo Santana, governador do Ceará.


 
O governador do Ceará, Camilo Santana (PT), anunciou nesta quarta-feira (27) uma carta de governadores do Nordeste contra o ministro da Secretaria de Governo, Carlos Marun (PMDB). "Se eu fosse presidente, demitiria esse ministro hoje mesmo", disse Camilo à rádio Tribuna Band News FM, sobre a pressão do governo Temer para aprovar a reforma da Previdência.

Marun afirmou ontem que governadores interessados em receber recursos federais ou financiamentos junto a bancos públicos terão de ajudar o governo Temer a aprovar a reforma na Previdência.

"Isso é uma vergonha. Resumindo: 'só libero teus empréstimos se orientar seus deputados a votarem a favor da previdência'. Já mandei recado, dizendo que não conte com governador Camilo", afirmou o chefe do Executivo cearense.

A "reciprocidade" pedida pelo ministro de Temer desagradou governadores. Segundo Camilo, os líderes dos estados estão assinando uma carta ao presidente Michel Temer "dizendo que é inadmissível essa forma de fazer política no Brasil".

Camilo lembrou ainda a pressão afeta especialmente governadores cujos estados passam por crise financeira e dependem de ajuda, como o Rio Grande do Norte.

Leia, abaixo, a carta divulgada pelos governadores do Nordeste:

Os governadores do Nordeste vêm manifestar profunda estranheza com declarações atribuídas ao Sr. Carlos Marun, ministro de articulação política. Segundo ele, a prática de atos jurídicos por parte da União seria condicionada a posições políticas dos governadores. Protestamos publicamente contra essa declaração e contra essa possibilidade, e não hesitaremos em promover a responsabilidade política e jurídica dos agentes públicos envolvidos, caso a ameaça se confirme. Vivemos em uma Federação, cláusula pétrea da Constituição, não se admitindo atos arbitrários para extrair alinhamentos políticos, algo possível somente na vigência de ditaduras cruéis. Esperamos que o presidente Michel Temer reoriente os seus auxiliares, a fim de coibir práticas inconstitucionais e criminosas.
 

segunda-feira, 25 de dezembro de 2017

Papai Noel preto, uma crônica de Natal

“Aqui nesse shopping o 'Bom Velhinho' tem que ser branco, igual ao das ilustrações…”. A saga de um homem negro por uma vaga de Papai Noel


 
                                                                                                                            Seo Gerson beijou a esposa e a filha pequena, meteu uma nota amassada de dez pratas no bolso, fez o sinal da cruz e foi esperar o ônibus.

saltou do buzão e entrou no shopping.

oito da matina, só funcionários entrando. Gerson já se sentia um deles, embora temporário.

falou com o segurança e ele apontou a sala. seo Gerson entrou, deu bom dia e recebeu bom dia em troca.

o homem leu em voz alta o que vinha na folha A4: Gerson de Veras, 56 anos, pintor, eletricista…

“Seo Gerson, acho que há um engano aqui. a vaga é para Papai Noel”.

“sim, é isso mesmo”, disse o homem, sorridente e um pouco excitado.

atrás do balcão, o gravata foi mais incisivo:

“seo Gerson, vamos esclarecer as coisas, o senhor é negro, o senhor já viu Papai Noel negro?”

desempregado e precisando muito daquele bico, Gerson não titubeou:

“acho que as crianças que vêm a esse shopping também nunca viram um Papai Noel Negro, isso pode atrair mais crianças”.

o gravata não gostou da bravata de Gerson.

“Seo Gerson, o que atrai ou deixa de atrair gente ao shopping é função do departamento de marketing. não é comigo e nem com o senhor. eu sinto muito”, disse o jovem de pele clara devolvendo o curriculum de Gerson.

“e por que o Papai Noel não pode ser negro?”, quis saber o desempregado, sério e visivelmente contrariado.

o gravata bufou, meio sem interesse em seguir com aquela conversa, mas respondeu:

“Seo Gerson, em todas as ilustrações que o senhor olhar verá que o velho Noel é branco, vem de um lugar que neva e tem bochechas rosadas. o senhor seria uma fraude”.

no afã de papai noar, Gerson foi pra cima:

“como uma fraude? vi um presépio logo ali na entrada que tem um Menino Jesus loirinho, tremenda presepada, Jesus nunca foi loiro, só em shoppings. tá vendo aquele Buda ali”, apontou para uma estátua sobre a mesa do gravata, “ele nem tem cara de indiano, é gordo e chinês, o verdadeiro Buda era negro e magro. tá passando uma novela na Record em que quase todos os egípcios são loiros e têm sotaque carioca. por que diabos os personagens negros podem ser retratados como brancos e os personagens brancos não podem ser retratados como negros?”

o jovem engravatado pegou o controle remoto e diminuiu a temperatura do ar condicionado.

“onde o senhor quer chegar com isso?”, perguntou, esfregando as mãos.

“eu quero sentar naquele trono vermelho que vi ali na praça, botar crianças no colo, sorrir muito, entregar presentes e tirar fotos. o fato de eu ser negro não vai atrapalhar em nada.”

o jovem riu, meio sem graça. fingiu responder alguma coisa pelo zap e finalizou a conversa:

“não, seu Gerson. não nesse shopping. aqui o Bom Velhinho tem que ser igual ao das ilustrações…”

“nunca são iguais, retrucou Gerson, as barbas são falsas, quase todos são magros e jovens e há muitos pedófilos mal intencionados procurando esse emprego. o senhor sabe por que aqueles dois segurança ali da porta são negros? é porque querem que o negro tenha sempre essa imagem, do cara que assusta as pessoas. do que dá medo…”

o gravata fez um sinal com a cabeça e os dois seguranças negros entraram na sala.

“por favor, conduza este senhor até a porta da saída”.

Gerson esperneou como uma gato que está sendo colocado à força dentro de uma banheira. parecia o Garotinho quando o retiraram da maca e tentaram metê-lo num camburão:

“me larguem, daqui eu só saio com este emprego…”, bradou, livrando-se dos irmãos de cor.

a moça do departamento de marketing adentrou a sala e se surpreendeu com aquela confusão.

“mas o que está havendo aqui?”

o gravata ficou de pé e falou com ironia, na certeza de contar com a cumplicidade da irmã de cor:

“este senhor, seo Gerson de Veras, insiste em querer a vaga de Papai Noel…”

“Um Papai Noel Negro?”, ela perguntou. “gente, mas isso é maravilhoso. e ele tem uma cara tão simpática, é gordinho… o senhor já foi Papai Noel alguma vez, seo Gerson?”

Gerson abriu um sorriso e gargalhou um ho ho ho, noélicamente:

“lá em casa, todos os anos eu sou o Noel, a vizinhança toda vem tirar foto comigo, veja aqui”.

e mostrou fotos dele no celular, vestido com uma farda de Noel com alguns remendos, com a molecada do bairro no colo.

a moça ficou encantada.

“pode encerrar as entrevistas, a vaga é dele. seja bem vindo, seo Gerson, tenho certeza que o senhor será um sucesso”.

e foi.

nas redes sociais não se falou em outra coisa.

todo mundo comentava a beleza do sorriso de Gerson. as mães negras, cheias de orgulho, corriam com as crianças cacheadas para fotografá-las ao lado do Noel empoderado.

as crianças brancas perguntavam o que tinha acontecido com ele para ele ter ficado preto, Gerson sorria folgadamente e dizia estar chamuscado de tanto entrar em chaminés.

a meninada gargalhava.

Débora Bahia, a moça do marketing, com faro pra grana, tratou logo de contratar uma mamãe noel igualmente negra.

os dois fizeram tanto sucesso que choveu convites para participarem de festas particulares e acabaram estrelando o VT de natal do shopping.

um site foi até a humilde casa do Noel e contou a sua história.

desempregado, ele queria muito aquele emprego para poder comprar um presente de natal para a esposa e para a filha.

a matéria partiu o coração dos que coração tinham.

e o inusitado aconteceu, o Papai Noel passou a receber presentes das crianças.

“Papai Noel, eu trouxe pra você”.

até que…

na noite de natal, em casa, ao lado da árvore piscante recheada de presentes e com a casa lotada de criança s da vizinhança, a pequena Safira, filhinha de Gerson, disse ao pai, após receber dele a caixinha embrulhada em papel colorido:

“pai, você é o Papai Noel mais lindo do mundo.”

e, do sorriso largo do Bom Velhinho, brotou uma lágrima grande e grossa.

Gerson chorava de felicidade.

palavra da salvação.

https://www.pragmatismopolitico.com.br/2017/12/papai-noel-preto-uma-cronica-de-natal.html

quinta-feira, 21 de dezembro de 2017

Bolsonaro é descartado pelo PSL para disputar a Presidência da República


Deputado pelo Partido Social Cristão (PSC), o pré-candidato à Presidência da República Jair Bolsonaro (RJ) foi recusado pelo Partido Social Liberal (PSL) como eventual cabeça de chapa para as eleições presidenciais de 2018. O PSL, que passa por processo de renovação e se chamará “Livres”, divulgou nota (íntegra abaixo) por meio da qual classificou Bolsonaro como “incompatível” com seus ideais. Não é a primeira vez que o deputado é recusado. Como este site mostrou em julho, o PSDC já o havia feito.

À procura de uma legenda que acomode suas ideias (classificas como de “extrema direita”), Bolsonaro tem conversado com legendas como o antigo Partido Ecológico Nacional (PEN), que mudou de nome – o deputado chegou a assinar ficha de compromisso de filiação ao Patriotas há cerca de um mês, mas disse em entrevista ao site Crítica Nacional que seu “noivado” com a legenda esfriou. Bolsonaro quer o comando dos diretórios de estados-chave como São Paulo e Minas Gerais, dois dos maiores colégios eleitorais do país, e nisso reside o impasse com o Patriotas.

“Estamos noivos e voltamos à situação de namorados, porque eu não tenho uma garantia [de candidatura à Presidência]. Eu não quero desqualificar quem quer que seja no Patriotas, mas é questão de garantia. E, quando se fala em política, isso tem que estar no papel, e não tínhamos essa garantia no papel. Recuamos. Não está sepultada a ideia de estar lá, ainda, mas recuamos bastante”, explicou Bolsonaro.

Em uma dessas conversas com dirigentes de partido, Bolsonaro se reuniu justamente com o presidente nacional do PSL, o deputado federal Luciano Bivar (PE), e depois recebeu o “não” oficial do partido. Mas Bolsonaro, em entrevista àquele site, chegou a manifestar otimismo em relação ao “casamento” depois da reunião “excepcional” com Bivar, e falou até mudança de estatuto.

“Ele sabia de nossos interesses. Foi um primeiro encontro excepcional e, ao que tudo indica, nós poderemos ir para o PSL, que mudaria de nome, mudaria estatuto. E o que é mais importante: eu teria 100% de chance de disputar as eleições do ano que vem como candidato a presidente da República”, disse o parlamentar.

Indefinição

Outra legenda que pode abrigar Bolsonaro é o Partido da República (PR), mas tal possibilidade ainda está no terreno das especulações. A janela para a troca de partido fechará em 7 de abril, seis meses antes do primeiro turno das eleições, nos termos da minirreforma eleitoral feita pelo Congresso em 2015.

Nesse vai-e-vem partidário, Bolsonaro é um dos candidatos mais citados em pesquisas de intenção de voto. No entanto, em uma das mais recentes, divulgada ontem (quarta, 20) pelo Barômetro Político Estadão-Ipsos, o deputado registrou queda de desempenho quando os números são comparados a trabalhos anteriores, dos grupos Ibope e DataFolha, que posicionam Bolsonaro como segundo colocado na preferência do eleitorado, atrás apenas do ex-presidente Lula (PT).

A exemplo do ex-presidente Lula (PT) – líder em todas as pesquisas, mas condenado a mais de nove anos de prisão –, Bolsonaro pode se tornar inelegível com base na Lei da Ficha Limpa. Com condenação confirmada no Supremo Tribunal Federal (STF), por danos morais à deputada Maria do Rosário (PT-RS), o parlamentar é réu na mesma corte e, caso tenha condenação em dois órgãos colegiados, enquadrar-se-á na legislação de inelegibilidades. Ele responde por incitação ao estupro e injúria no STF.

NOTA DE ESCLARECIMENTO DO PSL:

1. Não procedem, de forma alguma, as notícias de que o deputado federal Jair Bolsonaro possa se filiar ao PSL.

2. Após solicitação feita por Bolsonaro, o presidente nacional do PSL e também deputado federal, Luciano Bivar, recebeu-o em reunião. Conversaram sobre o Imposto Único, histórica bandeira do PSL.

3. Em função das evidentes e conhecidas divergências de pensamento, o projeto político de Jair Bolsonaro é absolutamente incompatível com os ideais do LIVRES e o profundo processo de renovação política com o qual o PSL está inteiramente comprometido.

Pauta de Lutas de 2018 é protocolada no Palácio da Abolição e Seduc

A Pauta de Lutas de 2018 da Campanha Salarial dos profissionais da Educação do Estado foi entregue oficialmente ao Gabinete do Governador e à Secretaria da Educação. O documento foi protocolado na tarde desta quinta-feira (21) tanto no Palácio da Abolição quanto na Seduc. O presidente do Sindicato APEOC, Anizio Melo, o vice-presidente, Reginaldo Pinheiro, e o secretário-geral, Helano Maia, foram pessoalmente aos dois órgãos encaminhar os ofícios. O assessor jurídico Ítalo Bezerra acompanhou os diretores na sede do Governo.

Veja os documentos AQUI

Campanha Salarial 2018

Os eixos da Campanha Salarial 2018 abrangem reivindicações e melhorias na remuneração e carreira, valorização dos profissionais da Educação, financiamento público para o setor tanto em nível estadual quanto federal, e a revitalização do ISSEC. As pautas foram aprovadas em 36 encontros da Assembleia Geral, realizados em todas as regiões do Ceará. A categoria legitimou as reivindicações apontadas pelo Sindicato e sugeriu a inclusão de novos temas de interesse coletivo.

O Sindicato APEOC tem batalhado pela categoria de todo o estado e conta com a participação de todos os seus filiados na luta por melhorias para todo o Magistério.

quarta-feira, 20 de dezembro de 2017

Sustentabilidade - James O’Connor (1930-1917): um grande ecossocialista nos deixou


O’Connor parte em um momento em que suas teses foram tristemente comprovadas pelas mudanças climáticas, contaminação e destruição do planeta

 
Faleceu, no dia 17 de novembro, o economista James O’Connor, um dos fundadores intelectuais da corrente ecossocialista e fundador da revista científica Capitalism, Nature Socialism.

Autor do influente livro USA: A Crise Fiscal do Estado Capitalista, de 1973, traduzido pela Paz e Terra em 1975 para o Brasil, e Natural Causes: Essays in Ecological Marxism, de 1998, ainda sem tradução, ele tinha 87 anos e era professor aposentado do departamento de sociologia da Universidade da Califórnia, em Santa Cruz.

Deixa um imenso legado de pensamento crítico sobre o consumo desenfreado do capitalismo, em busca de lucro incessante, às custas dos recursos naturais. Esse efeito, em que a expansão do capitalismo minava as próprias “condições de produção” em razão do esgotamento dos recursos naturais, ele teorizou como “a segunda contradição do capitalismo”.

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O’Connor parte em um momento em que suas teses foram tristemente comprovadas pelas mudanças climáticas, contaminação e destruição do planeta - no Brasil, a devastação da Mata Atlântica (restam apenas 7% da mata que existia quando teve início a invasão europeia), do Cerrado (mais de 50% desmatado), da Amazônia (desmatamento crescente depois de alguns anos de relativa queda), a completa destruição da bacia do Rio Doce, o barramento dos rios, são alguns exemplos da violência do capitalismo, que não possui mecanismos de mitigação nem de ajustes de seu poder de fogo. A economia verde e o oximoro do “desenvolvimento sustentável”, nesse sentido, são apenas verniz verde para o mesmo mecanismo predatório do capital.

Não é à toa que o momento em que a América Latina vive, de um retorno ao autoritarismo e o neoliberalismo, coincide com a política de agressão às terras e os direitos dos povos indígenas, de concentração da renda e da terra, de desregulação dos licenciamentos ambientais, e da massiva desnacionalização dos recursos naturais com a suposta justificativa de “crescimento econômico”.

Da mesma forma, os governos progressistas, cujas políticas econômicas eram baseadas na reprimarização e exportação de recursos naturais, prestaram pouca atenção - ou nenhuma atenção - a contradição fundamental explicada por O’Connor, o esgotamento dos recursos naturais leva à crise da subsistência. Não há meios de vida que se sustentem com o uso abusivo e predatório da Natureza.

No artigo abaixo, o influente economista ecológico e ecologista político catalão, Joan Martinez-Alier, catedrático da Universidade Autônoma de Barcelona e uma das principais vozes na academia internacional junto das lutas do ecologismo popular e dos movimentos de justiça ambiental, coordenador do projeto de construção de um atlas de movimentos de justiça ambiental e de resistência ambiental no mundo (o ejatlas.org), presta uma homenagem a Jim O’Connor e relembra a importância de seu trabalho.

Em memória de “meu” James O’Connor (1930-2017)*

Antes de conhecer pessoalmente Jim O’Connor no início de 1989, no lindo campus da Universidade da Califórnia em Santa Cruz, eu já tinha lido seu livro premonitório The Fisscal Crisis of the State, de 1973 (traduzido pela editora Paz e Terra com o título USA: A Crise Fiscal do Estado Capitalista, e publicado no Brasil em 1977), e a introdução que ele escreveu para a primeira edição da revista científica Capitalism, Nature, Socialism (CNS), em 1988, sobre a “segunda contradição do capitalismo”. Ele editou esse periódico junto de Barbara Laurance, por alguns anos, até que um grave problema de saúde o fez parar.

A revista continua até os dias atuais, e desde o início foi uma revista irmã da Ecología Política (publicada em Barcelona pela Editorial Icaria, e dirigida por Anna Monjo), da revista francesa Ecologie Politique (impressa na França e editada por Jean-Paul Deléage), e Capitalismo, Natura, Socialismo (um periódico italiano editado por Giovanna Ricoveri). As alianças entre estas publicações continuam até hoje.

Por alguns anos, tivemos uma relação muito próxima. Na primeira edição de Ecología Política, revista que eu era editor e fundador, traduzimos diversos artigos da CNS. Ainda que eu tivesse um viés pró-camponês, pró-Narodnik, essa perspectiva o divertia um pouco.

Nunca tivemos um desacordo político, e o que quer que eu incluísse na Ecología Política, ele iria concordar, atribuindo qualquer surpresa que viesse ter do material publicado às minhas inclinações anarquistas, o que seria esperado vindo de alguém de Barcelona (quero dizer, de Barcelona dos anos 1936). Ele veio a Barcelona para o lançamento da revista Ecología Política, em 1991.

Organizamos um debate em torno da “segunda contradição do capitalismo” na Ecología Política, traduzimos artigos da CNS e publicamos outros artigos originais. Eu acreditava, e ainda acredito, que “a segunda contradição” foi um conceito brilhante que contribuiu para dar sentido à miríade de movimentos por justiça ambiental ao redor do mundo.

A palavra “ecossocialismo” (mal apropriada pelo partido pós-comunista na Catalunha) foi introduzida no lançamento do primeiro número da Ecología Política, em 1991, também organizado pelo sociólogo ambiental e professor da Universidade Autônoma de Barcelona, Louis Lemkow. Todos nós éramos ecossocialistas, e ainda somos.

Mas no meu caso, eu era um socialista no sentido da Primeira Internacional, ou seja, quando estavam juntos anarquistas, populistas pró-camponeses russos e marxistas, todos tentando conviver, o que se provou impossível em 1871.

Posteriormente, os marxistas dividiram-se em duas principais correntes, a “alemã” Social Democracia e, depois de 1917, os leninistas, ambos igualmente inconscientes das questões ecológicas.

Para entender o “ecossocialismo” é preciso remontar a 1871, e adicionar ecologismo e feminismo ao socialismo, numa perspectiva que inclua o mundo inteiro, e não apenas a Europa. Nossas visões coincidiam, minha e de Jim O’Connor, sobre esse aspecto.

O principal artigo da primeira edição da revista Ecología Política não era de minha autoria, nem escrito por Jim O’Connor, mas sim pelo ecologista mexicano e ecossocialista pró-camponês, Victor Toledo. Eu também introduzi na Ecología Política e na CNS o conhecimento que naquela época eu estava ganhando em minhas pesquisas que realizava na Índia e na América Latina, sobre o “ecologismo dos pobres”.

No seu livro de 1973, USA: A crise do Estado Capitalista (traduzido para o Brasil pela editora Paz e Terra, em 1977), que antecipou a crise do capitalismo keynesiano socialdemocrata em 1975, e a ascensão do neoliberalismo com Ronald Reagen e Margareth Thatcher, James O’Connor, argumentou que o Estado capitalista deveria cumprir duas funções fundamentais, nomeadamente, acumulação e legitimação.

Para promover uma acumulação privada de capital lucrativa, era requerido do Estado aumentar os impostos para financiar o estado de bem-estar social, aumentar a segurança social, e baixar o custo da reprodução do trabalho, e nesse sentido aumentar a taxa de lucro do capital, ao mesmo tempo em que deveria manter a harmonia pelas despesas sociais, por exemplo, com o auxílio desemprego e benefícios de saúde.

Tudo isso se tornou contraditório. Isso significou o aumento de impostos, e em decorrência uma rebelião capitalista contra a taxação, como de fato aconteceu na Califórnia. O Estado entraria numa crise fiscal.

O déficit do orçamento tornou-se associado a ideia de que aquele governo ficou demasiado pesado, que o pleno emprego não era mais o objetivo da política macroeconômica, e que as centrais sindicais eram poderosas demais. Os neoliberais partiram para m ataque contra o Estado.

Em 1988, Jim O’Connor apareceu com uma nova tese com ampla repercussão na introdução da revista que surgia Capitalism, Nature, Socialism. A questão não era apenas a de que investimentos capitalistas em busca de lucro iriam aumentar a capacidade produtiva enquanto a exploração do trabalho iria diminuiria o poder de compra das massas. Esta era a primeira contradição do capitalismo.

Havia uma segunda contradição. A economia capitalista industrial minava as suas próprias condições de produção (ele deveria ter dito, no meu ponto de vista, as condições de existência e as condições de subsistência, e não apenas as condições de produção). Havia uma exaustão dos recursos naturais, havia a introdução de tecnologias perigosas como a energia nuclear, havia as novas formas de poluição, e o capitalismo não possui meios para corrigir ou mesmo minimizar estes danos.

Um novo tipo de movimento social estava emergindo, e os principais atores não a classe trabalhadora mas sim uma articulação de diferentes grupos sociais, muitas vezes liderados por mulheres, muitas vezes compostos por minorias étnicas.

O fato que os “movimentos por justiça ambiental” emergiram nos Estados Unidos em 1982, dentro dos movimentos pelos Direitos Civis, reforçava a tese de Jim O’Connor, e seu periódico acadêmico publicou diversos artigos sobre esses movimentos que lutavam contra o “racismo ambiental”.

Na minha opinião, Jim O’Connor, e antes dele ainda, em 1986, o mexicano Enrique Leff e seu livro Ecología y capital: racionalidad ambiental, democracia participativa y desarrollo sustentable, que eu convenci Jim a traduzir para o inglês, foram as principais inspirações do trabalho que eu desenvolvi e ainda desenvolvo, sendo 10 anos mais jovem que Jim O’Connor, sobre os movimentos globais por justiça ambiental e, mais recentemente, no Atlas de Justiça Ambiental (EJAtlas.org). Ele sempre soube que fui grato a ele.

*tradução de Felipe Milanez
 

Cerveja: o transgênico que você bebe?

Por Flavio Siqueira Júnior* e Ana Paula Bortoletto*

Sem informar consumidores, Ambev, Itaipava, Kaiser e outras marcas trocam cevada pelo milho e podem estar levando à ingestão inconsciente de OGMs

Vamos falar sobre cerveja. Vamos falar sobre o Brasil, que é o 3º maior produtor de cerveja do mundo, com 86,7 bilhões de litros vendidos ao ano e que transformou um simples ato de consumo num ritual presente nos corações e mentes de quem quer deixar os problemas de lado ou, simplesmente, socializar.

Não se sabe muito bem onde a cerveja surgiu, mas sua cultura remete a povos antigos. Até mesmo Platão já criou uma máxima, enquanto degustava uma cerveja nos arredores do Partenon quando disse: “era um homem sábio aquele que inventou a cerveja”.

E o que mudou de lá pra cá? Jesus Cristo, grandes navegações, revolução industrial, segunda guerra mundial, expansão do capitalismo… Muita coisa aconteceu e as mudanças foram vistas em todo lugar, inclusive dentro do copo. Hoje a cerveja é muito diferente daquela imaginada pelo duque Guilherme VI, que em 1516, antecipando uma calamidade pública, decretou na Bavieira que cerveja era somente, e tão somente, água, malte e lúpulo.

Acontece que em 2012, pesquisadores brasileiros ganharam o mundo com a publicação de um artigo científico no Journal of Food Composition and Analysis, indicando que as cervejas mais vendidas por aqui, ao invés de malte de cevada, são feitas de milho.

Antarctica, Bohemia, Brahma, Itaipava, Kaiser, Skol e todas aquelas em que consta como ingrediente “cereais não maltados”, não são tão puras como as da Baviera, mas estão de acordo com a legislação brasileira, que permite a substituição de até 45% do malte de cevada por outra fonte de carboidratos mais barata.

Agora pense na quantidade de cerveja que você já tomou e na quantidade de milho que ela continha, principalmente a partir de 16 de maio de 2007.

Foi nessa data que a CNTBio inaugurou a liberação da comercialização do milho transgênico no Brasil. Hoje já temos 18 espécies desses milhos mutantes produzidos por Monsanto, Syngenta, Basf, Bayer, Dow Agrosciences e Dupont, cujo faturamento somado é maior que o PIB de países como Chile, Portugal e Irlanda.

Tudo bem, mas e daí?

E daí que ainda não há estudos que assegurem que esse milho criado em laboratório seja saudável para o consumo humano e para o equilíbrio do meio ambiente. Aliás, no ano passado um grupo de cientistas independentes liderados pelo professor de biologia molecular da Universidade de Caen, Gilles-Éric Séralini, balançou os lobistas dessas multinacionais com o teste do milho transgênico NK603 em ratos: se fossem alimentados com esse milho em um período maior que três meses, tumores cancerígenos horrendossurgiam rapidamente nas pobres cobaias. O pior é que o poder dessas multinacionais é tão grande, que o estudo foi desclassificado pela editora da revista por pressões de um novo diretor editorial, que tinha a Monsanto como seu empregador anterior.

Além disso, há um movimento mundial contra os transgênicos e o Brasil é um de seus maiores alvos. Não é para menos, nós somos o segundo maior produtor de transgênicos do mundo, mais da metade do território brasileiro destinado à agricultura é ocupada por essa controversa tecnologia. Na safra de 2013 do total de milho produzido no país, 89,9% era transgênico. (Todos esses dados são divulgados pelas próprias empresas para mostrar como o seu negócio está crescendo)

Enquanto isso as cervejarias vão “adequando seu produto ao paladar do brasileiro” pedindo para bebermos a cerveja somente quando um desenho impresso na latinha estiver colorido, disfarçando a baixa qualidade que, segundo elas, nós exigimos. O que seria isso se não adaptar o nosso paladar à presença crescente do milho?

Da próxima vez que você tomar uma cervejinha e passar o dia seguinte reinando no banheiro, já tem mais uma justificativa: “foi o milho”.

Dá um frio na barriga, não? Pois então tente questionar a Ambev, quem sabe eles não estão usando os 10,1% de milho não transgênico? O atendimento do SAC pode ser mais atencioso do que a informação do rótulo, que se resume a dizer: “ingredientes: água, cereais não maltados, lúpulo e antioxidante INS 316.”

Vai uma, bem gelada?

*Ana Paula Bortoletto é nutricionista e doutora em nutrição em saúde pública. Flavio Siqueira Júnior é advogado e ativista de direitos humanos.

terça-feira, 19 de dezembro de 2017

NÃO HÁ CADEIA SUFICIENTE PARA LULA

Por Perci Coelho de Sousa

Não há cadeia suficiente para Lula, não há construção erigida que suporte tamanha pena, que dê conta de tanto pecado. Haja grades de ferro e de aço que sejam capazes de segurar, de reter e de trancafiar tanta coisa numa só, tanta gente num só homem. Não há cadeia no mundo que seja capaz de prender a esperança, que seja capaz de calar a voz.

Porque, na cadeia de Lula, não cabe a diversidade cultural
Não cabe, na cadeia de Lula, a fome dos 40 milhões
Que antes não tinham o que comer
Não cabe a transposição do São Francisco
Que vai desaguar no sertão, encharcar a caatinga
Levar água, com quinhentos anos de atraso,
Para o povo do nordeste, o mais sofrido da nação.
Pela primeira vez na história desse país.
Pra colocar Lula na cadeia, terão que colocar também
O sorriso do menino pobre
A dignidade do povo pobre e trabalhador
E a esperança da vida que melhorou.
Ainda vai faltar lugar
Para colocar tanta Universidade
E para as centenas de Escolas Federais
Que o ‘analfabeto’ Lula inventou de inventar
Não cabem na cadeia de Lula
Os estudantes pobres das periferias
Que passaram no Enem
Nem o filho de pedreiro que virou doutor.
Não tem lugar, na cadeia de Lula,
Para os milhões de empregos criados,
(e agora sabotados)
Nem para os programas de inclusão social
Atacados por aqueles que falam em Deus
E jogam pedras na cruz.
Não cabe na cadeia de Lula
O preconceito de quem não gosta de pobre
O racismo de quem não gosta de negro
A estupidez de quem odeia gays
Índios, minorias e os movimentos sociais.
Não pode caber numa cela qualquer
A justiça social, a duras penas, conquistada.
E se mesmo assim quiserem prender
– querer é Poder (judiciário?),
Coloquem junto na cadeia:
A falta d’água de São Paulo,
E a lama de Mariana (da Vale privatizada)
O patrimônio dilapidado.
E o estado desmontado de outrora
Os 300 picaretas do Congresso
E os criadores de boatos
Pela falta de decência
E a desfaçatez de caluniar.
Pra prender o Lula tem que voltar a trancafiar o Brasil.

O complexo de vira-latas também não cabe.
Nem as panelas das sacadas de luxo
O descaso com a vida dos outros
A indiferença e falta de compaixão
A mortalidade infantil
Ou ainda (que ficou lá atrás)
Os cadáveres da fome do Brasil.
Haja delação premiada
Pra prender tanta gente de bem.
Que fura fila e transpassa pela direita
(sim, pela direita)
Do patrão da empregada, que não assina a carteira
Do que reclama do imposto que sonega
Ou que bate o ponto e vai embora.
Como poderá caber Lula na cadeia,
Se pobre não cabe em avião?
Quem só devia comer feijão
Em vez de carne, arroz, requeijão
Muito menos comprar carro,
Geladeira, fogão – Quem diz?
Que não pode andar de cabeça erguida
Depois de séculos de vida sofrida?
O prestígio mundial e o reconhecimento
Teriam que ir junto pra prisão
Afinal, (Ele é o cara!)

Os avanços conquistados não cabem também.
Querem por Lula na cadeia infecta, escura
A mesma que prendeu escravos,
‘Mulheres negras, magras crianças’
E miseráveis homens – fortes e bravos
O povo d’África arrastado
E que hoje faz a riqueza do Brasil.
Lula já foi preso, ele sabe o que é prisão.
Trancafiado nos porões da ditadura
Aquela que matou tanta gente,
Que tirou nossa liberdade
A mesma ditadura que prendeu, torturou.
Quem hoje grita nas ruas
Não gritaria nos anos de chumbo
Na democracia são valentes
Mas cordatos, calados, covardes
Quando o estado mata, bate e deforma.
Luis Inácio já foi preso,
Também Pepe Mujica e Nelson Mandela.
Quem hoje bate palmas, chora e homenageia,
Já foi omisso, saiu de lado e fez que não viu.
Não vão prender Lula de novo
Porque na cadeia não cabe
Podem odiar o operário
O pobre coitado iletrado
Que saiu de Pernambuco
Fugiu da seca e da fome
Pra conquistar o Brasil
E melhorar a vida da gente
Mas não há
Nesse mundão de meu Deus
Uma viva alma que diga
Que alguém tenha feito mais pelo povo
Do que Lula fez no Brasil.
“Não dá pra parar um rio
quando ele corre pro mar.
Não dá pra calar um Brasil,
quando ele quer cantar.”
Lula lá!

Texto do um professor da UNB - Perci Coelho de Sousa
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