Tecnologia do Blogger.

Featured Post

Demora na justiça fez prescrever ação que investigava Edir Macedo por lavagem de dinheiro

Além do bispo da Igreja Universal, ação do MPF investigava outras três pessoas; processo estava pronto para ter uma sentença desde 2018, o ...

APEOC

Postagens Populares

Sample Text

Lorem ipsum dolor sit amet, consectetur adipisicing elit, sed do eiusmod tempor incididunt ut labore et dolore magna aliqua. Ut enim ad minim veniam, quis nostrud exercitation test link ullamco laboris nisi ut aliquip ex ea commodo consequat.

Duis aute irure dolor in reprehenderit in voluptate another link velit esse cillum dolore eu fugiat nulla pariatur.

Arquivo do blog

Categories

Definition List

Definition list
Consectetur adipisicing elit, sed do eiusmod tempor incididunt ut labore et dolore magna aliqua.
Lorem ipsum dolor sit amet
Consectetur adipisicing elit, sed do eiusmod tempor incididunt ut labore et dolore magna aliqua.

Pages

Support

Need our help to upload or customize this blogger template? Contact me with details about the theme customization you need.

Ordered List

  1. Lorem ipsum dolor sit amet, consectetuer adipiscing elit.
  2. Aliquam tincidunt mauris eu risus.
  3. Vestibulum auctor dapibus neque.

Unordered List

  • Lorem ipsum dolor sit amet, consectetuer adipiscing elit.
  • Aliquam tincidunt mauris eu risus.
  • Vestibulum auctor dapibus neque.

Pesquisar este blog

Pacatuba Em Foco


Pacatuba Em Foco - A Melhor Calçada Virtual

segunda-feira, 31 de outubro de 2016

Governo discute cobrar INSS de aposentados, mas protege ricos de taxação


Por Leonardo Sakamoto

Se a equipe responsável por desenhar a Reforma da Previdência confirmar que o governo federal deve propor a possibilidade de cobrança de contribuição ao INSS de todos os aposentados, teremos algumas comprovações – isso, é claro, se ainda restar um país depois dos protestos causados pela aprovação dessa medida.

Primeiro, ficará comprovado que o governo Michel Temer acha que desiguais, ricos e pobres, devem ser tratados de forma desigual. Não como deveria ser, com os trabalhadores sendo mais protegidos pelo Estado por sua condição de vulnerabilidade econômica e social. Mas com as pessoas que dependem do INSS mensalmente para sobreviver, ou seja, a camada mais pobre da sociedade, tendo que voltar a contribuir com a Previdência para ajudar nas contas do país.

Enquanto isso, o governo evita discutir a taxação de dividendos recebidos de empresas (como acontecia antigamente e como é feito em todo o mundo), a fazer uma alteração decente na tabela do Imposto de Renda (criando novas alíquotas para cobrar mais de quem ganha muito e isentando a maior parte da classe média), a regulamentar um imposto sobre grandes fortunas e aumentar a taxação de grandes heranças (seguindo o modelo norte-americano ou europeu).

Isso poderia ajudar o caixa da Previdência e serviria como política de redistribuição ao mesmo tempo, o que é sempre bem vindo em um país concentrador de riqueza como o Brasil. Mostraria também que somos uma democracia de verdade, com o chicote estalando no lombo de ricos e pobres.

Segundo, mostrará que o governo utiliza-se de malabarismos semânticos e lógicos para tentar justificar o injustificável. Segundo os estudos em curso, trazidos à tona em matéria da Folha de S.Paulo, deste sábado (29), o trabalhador que recebe bruto um salário mínimo quando está na ativa sofre o desconto do INSS. Então, pela lógica da equipe de Temer, ele deveria ser continuar sendo descontados e receber o mesmo valor quando aposentado e não o valor cheio.

Não importa que os gastos extras com saúde de uma pessoa idosa sejam maiores que de uma pessoa jovem e saudável. Não importa que a pessoa não receba mais FGTS ou tenha acesso a benefícios dos trabalhadores da ativa. O que importa é o cálculo nominal, frio e desumanizado. O valor de R$ 70,40 pode não representar nada para governantes e magistrados que discutem hoje a redução de direitos. Mas para quem recebe uma merreca de aposentadoria de R$ 880,00 pode ser a diferença em ter dignidade ou não.

Por fim, o governo Michel Temer, com esses estudos e balões de ensaio, segue mostrando que acha que o Brasil é um grande escritório com ar condicionado.

Um dos objetivos da Reforma da Previdência é manter os trabalhadores no mercado de trabalho. Usa para isso a justificativa que a expectativa de vida aumentou, a população mais jovem diminuiu e é necessário alterar as leis para garantir que aposentadorias continuem sendo pagas – o que não discordo de uma maneira geral.

Para isso, querem uma idade mínima de 65 anos para a aposentadoria. Aí reside o problema. Normalmente quem defende a imposição dessa idade somos nós, jornalistas, cientistas sociais, economistas, administradores públicos e privados, advogados, políticos. Pessoas que não costumam carregar sacos de cimento nas costas durante toda uma jornada de trabalho, cortar mais de 12 toneladas de cana de açúcar diariamente, queimar-se ao produzir carradas de carvão vegetal para abastecer siderúrgicas e limpar pastos ou colher frutas sob um sol escaldante. Afinal de contas, o que são 65 anos para nós, que trabalhamos em atividades que nos exigem muito mais intelectualmente?

Diante da incapacidade de se colocar no lugar do outro, do trabalhador e da trabalhadora que dependem de sua força física para ganhar o pão, no campo e na cidade, esquecemos que seus corpos se degradam a uma velocidade muito maior que a dos nossos. E a menos que tenham tirado a sorte grande na loteria da genética, eles tendem a ter uma vida mais curta (e sofrida) que a nossa. Aos 14 anos, muitos deles já estavam na luta e nem sempre apenas como aprendizes, como manda a lei. Às vezes, começaram no batente até antes, aos 12, dez ou menos.

O ideal seria, antes de fazer uma Reforma da Previdência Social, garantirmos a qualidade do trabalho, melhorando o salário e a formação de quem vende sua força física, proporcionando a eles e elas qualidade de vida – seja através do desenvolvimento da tecnologia, seja através da adoção de limites mais rigorosos para a exploração do trabalho. O que tende a aumentar, é claro, a produtividade.

Mas como isso está longe de acontecer, o governo deveria estar discutindo o estabelecimento de um regime diferenciado para determinadas categorias nessa reforma para proteger os trabalhadores que se esfolam fisicamente durante sua vida economicamente útil. O que não seria algo simples, claro, pois em algumas delas os profissionais são levados aos limites e aposentados não por danos físicos, mas psicológicos, chegando aos 60 sem condições de desfrutar o merecido descanso.

É claro que o Brasil precisa alterar os parâmetros de sua Previdência Social e mesmo atualizar a CLT. O país está mais velho e isso deve ser levado em consideração para os que, agora, ingresso no mercado de trabalho. Mas a reforma da Previdência que vem sendo desenhada por Michel Temer sob a benção de Henrique Meirelles ignora que há milhões de trabalhadores que começaram cedo na labuta e, exauridos de força, mal estão chegando vivos a essa idade.

Portanto, é um caso de delinquência política e social que vem sendo aplaudido por setores e grupos para os quais R$ 70,40 significa apenas o preço da caipiroska no almoço de sábado.

PSDB toma o lugar do PT no mapa político

Por Ricardo Kotscho, no blog Balaio do Kotscho:

Passando a régua na enxurrada de números do segundo turno das eleições municipais deste domingo, destaca-se a inversão de posições do vitorioso PSDB e do derrotado PT no novo mapa político do País que sai das urnas.

Basta citar um dado somente para evidenciar a guinada radical na balança do poder, apenas dois anos após a última eleição presidencial. Em relação à disputa municipal de 2012, o PSDB cresceu 89% na parcela da população que vai governar (48,7 milhões), enquanto o PT caia na mesma proporção (85%), ficando com apenas 5,9 dos 38 milhões que tinha em 2012. Foi uma lavada.

O PT zerou no segundo turno, não vencendo em nenhuma das sete cidades em que tinha candidatos na disputa, enquanto o PSDB conquistava mais cinco capitais, chegando a sete no total, entre elas São Paulo, passando a governar 23,7% da população brasileira, um recorde.

O "cinturão vermelho" da Grande São Paulo, antigo reduto do PT, agora virou "cinturão tucano" do governador Geraldo Alckmin, o grande vencedor individual destas eleições (Aécio Neves, o presidente do PSDB e seu principal concorrente na disputa interna, perdeu em Belo Horizonte). O PT ficou sem nenhuma prefeitura no ABCD, o berço do PT e de Lula, que nem foi votar no domingo.

A eleição municipal de 2016 será lembrada também pelo crescimento das siglas intermediárias, com destaque para o PRB, vitorioso com Marcelo Crivella no Rio de Janeiro, e pela pulverização partidária: 13 diferentes legendas elegeram os prefeitos de 26 capitais.

Em número de prefeituras, o PRB foi partido que mais cresceu, elegendo 31% mais prefeitos do que em 2012, passando de 80, em 2012, para 105 agora, e 33% mais vereadores, chegando a 1.608. Passa a governar 9,7 milhões de pessoas, quase o dobro do PT.

Com a derrocada do PT, o principal partido da oposição e do que sobrou da esquerda passou a ser o PDT de Ciro Gomes, que venceu em Fortaleza e outros 334 municípios, onde vivem 13 milhões de pessoas.

Numa eleição atípica marcada pelo número recorde de abstenções, votos brancos e nulos, e em que predominou o discurso da antipolítica, na primeira disputa pós-impeachment, ficou ainda mais evidente a necessidade de uma profunda reforma de todo o sistema político-partidário-eleitoral, que foi contestado nas urnas numa campanha acompanhada com desinteresse pela população.

Em tempos de Lava Jato e com este Congresso que temos, vai ser difícil que algo mude para melhor antes de 2018.

Vida que segue.

Chorar a vitória de Crivella ou comemorar a derrota da Globo, eis a questão.


A maior questão que emerge deste domingo vem do Rio: chorar a vitória de Crivella ou comemorar a derrota da Globo?
Se eu votasse no Rio, certamente teria optado por Freixo uma, duas, dez vezes se pudesse. Não formularia nem para mim mesmo a questão que abre este texto.

Mas, passado o calor das eleições, já dá para discutir o caso.

Freixo sai forte das urnas. Virou um nome nacional, e tem amplas chances de se tornar senador em 2018. O tipo de derrota que sofreu é facilmente superável.

Seu futuro na política está garantido. É um revés com atenuantes, portanto. Ele será importante na construção do PSOL e na reconstrução da esquerda brasileira.

Agora: ver a Globo perder em seu reduto não tem preço.

Ah, mas Crivella ganhou, e com ele a Universal. Contraponho duas coisas. Primeiro: nem tudo é perfeito. Dois: nem a Universal e nem muito menos Crivella têm o potencial destrutivo da Globo.

Numa inversão demoníaca, o Brasil parece ser hoje uma concessão da Globo. Ou coloquemos assim: o país parece ser um jornal editado pelos Marinhos. Consulte cuidadosamente o mapa. O Brasil conserva suas formas, suas medidas — mas você chega perto e o que enxerga é o Globo, dos editoriais às colunas de Merval, Míriam Leitão e demais. É o primeiro país no formato de um jornal. Ou, se você preferir, o primeiro jornal no formato de um país.

Tudo isso posto, e repetindo que votaria cem vezes em Freixo se pudesse, minha opção seria por comemorar a derrota da Globo.

Num momento como este, a mensagem de que a Globo pode sim ser batida é preciosa.

Governador do Maranhão, Flavio Dino, do PCdoB: Vitória da Direita não dura

Lava Jato vai determinar futuro do Governo Temer


O ansioso blogueiro entrevistou por telefone, na segunda (31/X), o governador do Maranhão, Flavio Dino, do PCdoB, que confirmou uma ampla vitória nas eleições para prefeitos no Estado, inclusive, no segundo turno, em São Luís, com Edivaldo Holanda Jr, do PDT.

PHA: Primeiro, o que significa essa vitória em São Luís?

Dino: Duas questões fundamentais explicam essa importante vitória. Primeiro, a capacidade de gerar resultados positivos para a população - políticas públicas, obras, serviços. E, em segundo lugar, destaco uma articulação política ampla, uma ampla frente de partidos, capaz de sustentar a candidatura do Edivaldo e leva-lo à vitória. Acho que a combinação dessas duas coisas explica o sucesso que tivemos em São Luís e na imensa maioria das cidades do estado.

PHA: O senhor concorda com a tese, hoje, na manchete dos jornais principais daqui do Sul, de que houve uma guinada significativa à direita e uma vitória acachapante do PSDB?

Dino: Em primeiro lugar, é claro que houve uma guinada à direita. Não me parece duradoura, mas é significativa, sem dúvida. Acho que é típica de períodos de crise econômica muito profunda, já se estende por quase uma década, dizimando empregos e perspectivas de progresso social.

Não me parece, contudo, que você possa identificar uma força partidária como vitoriosa na eleição. Isso me parece mais torcida do que propriamente análise. Na verdade, o que nós tivemos foi a vitória de uma ideologia, hoje, hegemônica, marcada pela anti-política. E isso se traduziu, por exemplo, na vitória do absenteísmo no Rio de Janeiro, em Belo Horizonte, em Porto Alegre - e em São Paulo também, no primeiro turno.

Então, na verdade, nós temos mais uma hegemonia da anti-política do que, propriamente, a vitória de um único ator partidário isolado. A bem da verdade, quem perdeu a eleição foi a política. De um modo geral, o sistema partidário da Nova República foi posto em cheque. Basta olhar que foram candidatos inorgânicos, desvinculados a essa trajetória, que venceram em São Paulo, no Rio e em Belo Horizonte.

PHA: O senhor falou que a vitória não é duradoura. O que fazer para que, em 2018, o campo de esquerda possa ganhar de novo?

Dino: É preciso uma revisão programática, olhar menos para trás e mais para a frente. Acho que seria um grande erro incorrer nessas armadilhas dos setores conservadores, que cobram uma suposta autocrítica. Acho que não é esse o esforço principal.

Na verdade, é preciso reconstituir um programa baseado nas ideias de desenvolvimento e de direitos sociais e serviços públicos. E, a partir desse programa, constituir uma frente política ampla, capaz de sustentá-lo, e de dialogar com o eleitor médio - o chamado centro político.

Quando eu me refiro ao centro, não falo do partido A, B ou C, mas, sim, ao centro na sociedade. Esse eleitor médio que acabou optando ou por alternativas exóticas, especialmente nesse segundo turno, ou por, simplesmente, se ausentar. É esse cidadão, é essa cidadã quem deve ser novamente atraído pela esquerda a partir de um novo programa.

PHA: O seu companheiro de partido, o ex-ministro Aldo Rebelo, e o próprio presidente Lula, com quem estive recentemente, falam que é preciso fazer um movimento em direção ao centro do espectro político. É a isso que o senhor se refere?

Dino: Não me refiro a isso em termos partidários, porque me parece que isso, hoje, é até inviável. Me refiro mais do ponto de vista da sociedade. Acho que, por uma série de razões, inclusive pelo massacre midiático pós-2013, a esquerda acabou indo muito pro canto do ringue, ficando muito até no gueto, num certo sentido, reduzida a 20% ou 25% da sociedade.

Quando eu refiro a disputar o centro, me refiro menos a partidos, a legendas partidárias, e mais ao que se passa na sociedade, em que esse eleitor, que não se identifica com a ideologia A ou B, acabou, nesta eleição - ao meu ver, em razão da crise econômica -, sendo atraído por figuras bastante esquisitas, bastante estranhas. Ou pela ideia de que a política não é capaz de resolver seus problemas. Isso se traduz nessa enorme ausência das urnas.

Eu acho que o sistema partidário vem como uma consequência dessa compreensão, de que você precisa ter um discurso mais amplo. Acho que a derrota dos candidatos do PSOL no segundo turno mostra que é um grande equívoco você não procurar dialogar com setores sociais mais amplos. Muito mais do que partido A ou B.

Não sei exatamente o que Lula e Aldo estão pensando, mas eu imagino que isso, uma reorganização partidária, é consequência mais de uma atitude política em relação à sociedade do que propriamente você olhar apenas pro Congresso Nacional.

PHA: O que que o senhor imagina que será o governo Temer daqui pra frente? Ele dura?

Dino: Depende de um fator imponderável na conjuntura, que ninguém domina, ninguém de dentro do sistema político institucional domina, que é a Operação Lava Jato. Acho que essa é a variável bastante poderosa pra responder essa questão, pra definir isso.

Acho, portanto, equivocada essa ideia de que houve um plebiscito em 2016 e, nesse plebiscito, o Golpe foi vitorioso. Acho que não foi nada - rigorosamente nada - disso. Essa questão não passou na cabeça do povo na hora de votar. Muito mais pesou a crise econômica, o desemprego, a quebra de perspectiva de melhoria da qualidade de vida do que propriamente questões pertinentes à corrupção ou Golpe ou algo do tipo.

Portanto, acho que a eleição municipal de 2016 não responde à tua pergunta. Acho que tua pergunta está muito mais vinculada ao que vai acontecer com a Operação Lava Jato - que, acho, está num momento crucial de responder, inclusive, às críticas quanto à seletividade de suas atitudes.

Prazo para renovar contrato do Fies termina nesta segunda (31)

Do total de 1.5 milhão de contratos que devem ser renovados, aproximadamente 700 mil ainda não haviam acessado o sistema

Termina nesta segunda-feira (31) o prazo para os estudantes beneficiados pelo Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) renovarem os contratos. De acordo com o último balanço divulgado pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), pouco mais de 813 mil estudantes haviam feito o aditamento até a semana passada. Ao todo, cerca de 1,5 milhão de contratos devem ser renovados, o que significa que aproximadamente 700 mil ainda não haviam acessado o sistema.

A renovação dos contratos do Fies deve ser feita a cada semestre. O pedido de aditamento é realizado inicialmente pelas instituições de educação superior. Em seguida, os estudantes devem validar as informações inseridas pelas instituições no Sistema Informatizado do Fies (SisFies).

No caso de aditamento não simplificado, quando há alteração nas cláusulas do contrato, como mudança de fiador, por exemplo, o estudante precisa ainda levar a documentação comprobatória ao agente financeiro para finalizar a renovação.

Nos aditamentos simplificados, a renovação é formalizada a partir da validação do estudante no sistema online.

Os aditamentos, normalmente feitos no início do semestre, ficaram congelados devido à falta de recursos. No entanto, após a aprovação de crédito suplementar para o programa pelo Congresso Nacional, o sistema foi liberado para renovações.

Continuidade do Fies

O investimento nos financiamentos é de R$ 8,6 bilhões, já garantidos no orçamento, de acordo com o Ministério da Educação. A pasta assegura que, para 2017, o governo federal já enviou ao Congresso Nacional projeto de lei orçamentária que contempla R$ 21 bilhões para o Fies, o que garantirá a continuidade dos financiamentos e a manutenção dos contratos com os agentes financeiros do fundo.

Ator é algemado durante peça que criticava truculência da PM em SP

Confusão começou por volta das 18h30, no Centro de Santos.
Produtora de peça afirma que polícia militar agiu com truculência.


A apresentação do espetáculo "Blitz - O império que nunca dorme", da Trupe Olho da Rua, terminou em confusão na noite do último domingo (30), em Santos, no litoral de São Paulo. De acordo com Raquel Rollo, produtora e atriz, policiais militares interromperam a apresentação, apreenderam material de produção, como um som e o cenário usado durante a peça e também algemaram um dos atores.

O tumulto começou por volta das 18h30, na Praça dos Andradas, no Centro Histórico da cidade. Um dos atores da peça, Caio Martinez Pacheco, que também é produtor e diretor, foi detido pelos policiais e obrigado a prestar depoimento e dar esclarecimentos sobre a peça. O motivo, segundo os artistas, não foi explicado.

Pacheco estava vestido com uma roupa semelhante à de um policial militar mas, em vez de calça, usava uma saia. A encenação que, inclusive tem apoio do Governo do Estado, e era apresentada para um público de cerca de 50 pessoas, fala sobre a opressão, segundo a companhia.

Segundo o grupo, a peça quer chamar atenção sobre a desmilitarização da polícia e o "exacerbado militarismo como resquício do período ditatorial", conforme explica Raquel.

De acordo com a produtora, não houve diálogo por parte da polícia, mas sim, uma truculência. "Ele (Caio) tentou resistir e inclusive foi agredido e algemado antes de ser colocado na viatura. Nós somos um grupo de teatro contemplado pelo Governo de São Paulo, não estamos fazendo nada de errado", explicou Raquel.

A produtora acrescentou ainda que a peça aborda a questão da violência do Estado, e que o tema incomodou os policiais militares. "Apresentamos essa peça faz um ano e isso nunca aconteceu. Um público de cerca de 50 pessoas estava assistindo ao espetáculo e todo mundo se assustou com a truculência da polícia", afirmou.

Em nota, o comando do Policiamento da Baixada Santista afirma que requisitou os registros documentais da ocorrência e analisará a conduta dos policiais militares. A oficial que se encontrava de serviço no comando dos PM que participaram da ocorrência será ouvida e os organizadores do evento também serão convidados a prestarem informações sobre a atuação dos policiais. Após isso, os procedimentos dos PMs serão avaliados para verificar se os direitos e garantias constitucionais foram respeitados e se a ação policial atendeu os procedimentos operacionais padrão e legalidade.

Internet e populismo mataram a verdade

Afirmações comprovadamente falsas se multiplicam nas campanhas eleitorais e nas redes sociais

O valor das certezas desapareceu nas mãos dos demagogos


A mentira e a falácia são os dois grandes inimigos da política, do jornalismo e, em geral, da convivência humana. E de um tempo para cá a Internet, as redes sociais e o populismo mataram a verdade, criando uma sociedade na qual qualquer afirmação se torna realidade, mesmo sendo falsa; qualquer acusação repercute, mesmo caluniosa; e as meias-verdades e meias-mentiras se tornaram os eixos do debate público, agitadas pela maior maquinaria de propaganda já conhecida: a Rede.


O candidato à presidência dos Estados Unidos, Donald Trump, pode dizer que o atual presidente, Barack Obama, nasceu fora do país e não acontece nada? Pode o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, afirmar descaradamente que há uma conspiração mundial contra ele sem que sua cara caia de vergonha? Pode Mariano Rajoy negar uma e outra vez a existência do resgate europeu para a Espanha? Pode o ex-líder do PodemosJuan Carlos Monedero dizer que a ascensão de seu partido nas eleições europeias de 2014 forçou a abdicação do rei Juan Carlos e tudo bem? Os líderes do independentismo catalão podem afirmar que fora da Espanha permaneceriam na União Europeia sem que ninguém os coloque em seus devidos lugares? Podem os partidos de extrema direita europeus afirmar que os refugiados que fogem das guerras da Síria e do Afeganistão são terroristas emboscados e seus seguidores acreditam neles? Infelizmente, sim.

O populismo, de direita, de esquerda ou puramente nacionalista, começou há muito a faltar com o respeito à realidade e conseguiu crescer na base de falácias que servem para cumprir seu objetivo de chegar ao poder ou permanecer nele. De nada vale que Obama apresente sua certidão de nascimento, que os venezuelanos expressem seu desejo de liberdade, que as contas do Estado incluam o resgate financeiro da Espanha, que a história demonstre que a preparação da abdicação do Rei começou meses antes de o Podemos se apresentasse às eleições, que Bruxelas afirme que a Catalunha fora da Espanha será excluída da EU, ou que as fotos da tragédia e da indignidade demonstrem que as centenas de milhares de refugiados não vêm para a Europa para matar, mas para evitar morrer.

A verdade é incompatível com o populismo, que floresce ajudado pelos novos canais criados em torno da Internet. Centenas, milhares de ativistas, lançam suas mensagens em jornais digitais, blogs e, acima de tudo, contas em redes sociais como uma marreta batendo uma e outra vez contra a realidade, até que conseguem destruí-la.

A intimidação digital é, hoje, uma profissão de futuro intimamente ligada aos movimentos populistas de um lado e de outro. As hostes do Podemos, ou dos independentistas, partem para o combate nas redes sociais quando recebem o mandato para atacar impiedosamente um político, um jornalista, um líder de opinião ou um cidadão comum que ousou criticar um dos seus líderes, ou que simplesmente pensa de forma diferente do que eles. O insulto, a calúnia e a mentira são as armas usadas para destruir o contrário, na maioria das vezes a partir de um anonimato covarde no qual vale tudo.

Por outro lado, o nacionalismo espanhol mais rançoso também aderiu à difamação nas redes sociais. Já na campanha para as eleições municipais distribuíram documentos falsos sobre as intenções de alguns dos candidatos às principais prefeituras da Espanha. Falou-se de transformar clubes esportivos em fazendas-escola ou bobagem semelhante. E, recentemente, ativistas da mais antiga caverna lançaram a mentira descarada de que o jogador de futebol catalão Gerard Piquétinha cortado as mangas da camisa da seleção nacional para remover a bandeira da Espanha. De nada serviram as explicações e as fotos que mostram que a camisa de manga comprida não tem a bandeira. O mal já estava feito. Mais uma vez, uma mentira repetida muitas vezes (infinitas, com a ajuda das redes sociais) se transformou em verdade e em arma a ser lançada contra seu inimigo.

Mas a mentira não é patrimônio exclusivo da política. Muitos meios de comunicação também sucumbiram à sedução de criar uma realidade que sirva aos seus interesses. Não todos, é claro; como nem todos os políticos, sociólogos e historiadores se deixaram levar pela atração fatal da falácia (argumento que parece válido, mas não é).

A irrupção da Internet no jornalismo provocou danos irreparáveis a uma profissão já duramente atingida pela crise econômica e pelas pressões dos poderes públicos e econômicos. A essência de um bom jornalista pode ser definida como buscar uma notícia, comprová-la, avaliar se é relevante e torná-la uma história bem contada. Embora nesses quatro passos que parecem simples seja muito fácil desrespeitar a verdade, que é o princípio fundamental de um bom informador.

A Rede é um canal infinito e histérico que submete o jornalista a uma pressão infernal. Trabalhei alguns anos em agências de informação onde se dizia que as notícias queimavam nas mãos e que deviam ser divulgadas o mais rapidamente possível; mas isso nunca era feito sem antes comprová-las com as três fontes obrigatórias. No mundo da Internet, as notícias não queimam, explodem. E muitas vezes, demasiadas, são publicadas sem o nível de comprovação suficiente: ou seja, sem confiabilidade (isso, sem contar as notícias publicadas com a ciência de que não são verdadeiras). Do jornal digital passam às redes sociais e, destas, a outros meios de comunicação que as retroalimentam como se as tivessem comprovado.

Ninguém está isento dessa febre provocada pelos acessos, pelos usuários únicos e pela dura concorrência. Assim, muitas vezes as manchetes são distorcidas para obter mais leitores, convertendo-as numa paródia do que realmente diz a notícia. Depois são tuitadas, retuitadas, os comunicadores de rádio e televisão as comentam, os debatedores tiram proveito, e colunistas a invertem... No final, a verdade, se é que houve algo em sua origem, vai se esmigalhando pouco a pouco, transformando a notícia num quebra-cabeça mal montado com figuras disformes.

Infelizmente, a cotação do quilo de verdade está em baixa no mercado.

CNBB: “PEC 241 é injusta, seletiva, supervaloriza o mercado e afronta a Constituição”

Conselho Permanente é contrário à proposta que congela gastos com saúde e educação

Em coletiva à imprensa, nesta quinta-feira, 27, o Conselho Permanente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) divulgou nota sobre a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 241/2016, de autoria do Poder Executivo. 

Apresentada como fórmula para alcançar o equilíbrio dos gastos públicos, a PEC 241 limita, a partir do ano que vem, as despesas primárias do Estado, como a educação, saúde, infraestrutura, segurança, funcionalismo e outros, para os próximos 20 anos.

Na nota, os bispos afirmam que a proposta é injusta e seletiva. “Ela elege, para pagar a conta do descontrole dos gastos, os trabalhadores e os pobres, ou seja, aqueles que mais precisam do Estado para que seus direitos constitucionais sejam garantidos”, diz um trecho.

O texto, lido pela presidência da CNBB, enfatiza que a proposta supervaloriza o mercado em detrimento do Estado e garante, ainda, que a mesma é um afronte à Constituição de 1988. “Ao tratar dos artigos 198 e 212, que garantem um limite mínimo de investimento nas áreas de saúde e educação, ela desconsidera a ordem constitucional”, afirma o texto.

Como sugestão para reverter o caminho, no final, a CNBB afirma que a PEC precisa ser debatida de forma ampla e democrática. Para a entidade, a mobilização popular e a sociedade civil são fundamentais para superação da crise econômica e política. “A CNBB continuará acompanhando esse processo, colocando-se à disposição para a busca de uma solução que garanta o direito de todos e não onere os mais pobres”, diz o trecho final.

Destaques

Questionado se a CNBB pretende levar à nota ao Congresso Nacional, o presidente da entidade, dom Sergio da Rocha, afirmou que, primeiramente, o objetivo é que ela chegue a todas às comunidades da própria igreja. “É claro que nós temos interesse que os próprios parlamentares conheçam essa reflexão, essa posição da CNBB, especialmente o Senado já que a próxima etapa acontece lá, então estamos dispostos a um diálogo com os poderes”, garantiu. 


Ainda sobre a mesma temática, o vice-presidente da CNBB, dom Murilo Krieger ressaltou que pesa sobre o Senado Federal, a responsabilidade de dialogar amplamente com a sociedade. “A sociedade não tem uma participação, ela foi colocada diante de uma situação e nem imagina as consequências, que serão duradouras. Então, se é uma solução ideal para o Brasil, porque não dialogar e envolver toda a sociedade?”, indagou o bispo.


Ainda durante à coletiva, os bispos trataram de assuntos referentes a reunião do Conselho Permanente, ocorrida de 25 a 27 de outubro. Na pauta estiveram a criação da Comissão Especial para o Enfrentamento ao Tráfico Humano, o relato da visita da presidência da CNBB ao papa Francisco e a temática da próxima Assembleia Geral dos Bispos, que ocorrerá de 26 de abril a 05 de maio, em Aparecida (SP).

domingo, 30 de outubro de 2016

Roberto Cláudio é reeleito prefeito de Fortaleza

Com 100% das urnas apuradas, Roberto teve 53,57% e Wagner, 46,43%
Veja histórico da campanha e principais propostas para o segundo mandato.


Roberto Cláudio, do PDT, foi reeleito neste domingo (30) prefeito de Fortaleza para o segundo mandato. Com 100% das urnas apuradas, Roberto Cláudio recebeu 678.847 votos, o que corresponde a 53,57% dos votos válidos (excluindo os brancos e nulos), segundo a Justiça Eleitoral. Capitão Wagner teve 588.451 votos, o equivalente a 46,43%, nas eleições deste domingo (30). (veja a apuração completa)

O prefeito acompanhou a apuração junto com familiares e depois se dirigiu ao comitê, no Bairro Cocó, onde centenas de eleitores festejam a vitória. Roberto destacou as prioridades do segundo mandato. "Vou continuar valorizando o que é essencial em Fortaleza: a saúde. Essa é a área em que mais investimos, mas é a área que ainda precisa de mais atenção. O meu compromisso com meu povo me deu a confiança de continuar por mais quatro anos trabalhando por nós pela cidade. É trabalhar pela saúde como uma grande prioridade", disse. "Na saúde, vamos aprimorar o estoque de medicamentos, os exames e consultas especializadas, e também queremos implantar, junto com Moroni, o sistema de vigilância da Guarda Municipal integrado com a Polícia Militar e ter uma inovadora politica de geração de emprego e renda", acrescentou.

Wagner agradece votos
O Capitão Wagner chegou por volta de 18h30 no comitê de campanha, na Avenida Barão de Studart. "Estou muito feliz, disputando o segundo turno com a campanha mais cara do país e a gente conseguiu cresceu mais que outro candidato, tivemos noticias de mesários trabalhando por outro candidato, mas a gente tem que comemorar mais de 400 mil votos, agradecer a Fortaleza, agradecer a Deus", declarou.

No segundo turno, os embates e as trocas de acusações entre os candidatos se intensificaram. Entre os pontos mais discutidos estiveram a distribuição de medicamentos nos postos de Fortaleza, a possibilidade de armar a Guarda Municipal, passe livre estudantil, a qualidade da merenda escolar, e a discussão entre Uber e taxistas.

Perfil de Roberto Cláudio
Roberto Cláudio se candidatou a reeleição à Prefeitura de Fortaleza com o deputado federal Moroni Torgan (DEM) como candidato a vice. Roberto Cláudio reuniu o maior número de partidos na coligação “Fortaleza Só Tem a Ganhar”, com 18 siglas no total (PDT - PP - DEM - PEN - PSC - PSDC - PRxTB - PTC - PPS - PTN - PPL - PSL - PV - PTB - PSD - PROS - PMB - PCdoB). Ele teve apoio dos Ferreira Gomes, Cid e Ciro.

Roberto Cláudio Rodrigues Bezerra nasceu no dia 15 de agosto de 1975, em Fortaleza. É casado e tem duas filhas. É formado em Medicina pela Universidade Federal do Ceará (UFC) e tem mestrado e PHD em saúde pública pela Universidade do Arizona (EUA), com foco no planejamento e na avaliação de políticas de saúde pública, especialmente no Programa de Saúde da Família (PSF).

Foi eleito deputado estadual em 2006. Em seu primeiro mandato, foi vice-líder do governo na Assembleia Legislativa e presidente da Comissão de Ciência e Tecnologia. Em 2010, foi reeleito deputado estadual. No ano seguinte, em 2011, foi eleito presidente da Assembleia Legislativa, para o biênio 2011-2013.

Em 2012, Roberto Cláudio saiu do legislativo para concorrer à Prefeitura de Fortaleza, e foi eleito no segundo turno, em disputa com o petista Elmano de Freitas. Ele venceu como candidato do PSB, mas no ano seguinte, em 2013, mudou para o recém-criado Pros junto com os irmãos Cid e Ciro Ferreira Gomes. Em setembro de 2015, RC se filiou ao PDT.

Propostas
Em seu projeto de governo, Roberto Cláudio explorou como destaque propostas para as áreas da saúde, educação e mobilidade. O candidato do PDT promete concluir a obra do IJF 2, abrir 110 novos leitos com a ampliação do Hospital da Mulher Zilda Arns; criar 346 novos leitos na rede hospitalar de Fortaleza, implantar novo sistema de distribuição de medicamentos e construir mais três policlínicas, criando a Rede de Policlínicas.

Na educação, prevê a construção de mais 20 escolas em tempo integral, mais 40 creches e três novos Cucas. Outros planos incluem construir mais 30 Areninhas, circuito cultural nas praças de Fortaleza, requalificação (reforma e nova iluminação) de mais 200 praças e Criação de programa de manutenção permanente das praças.

Para mobilidade, quer garantir 100% dos ônibus com ar-condicionado e wi-fi gratuito; fazer mais 150 quilômetros de ciclofaixas e ciclovias; implantar mais 130 quilômetros de corredores exclusivos de ônibus; implantar mais 120 estações do Bicicletar; implantar mais 12 estações do Bicicleta Compartilhada.

Outras propostas incluem despoluição da orla de Fortaleza, da Barra do Ceará ao Rio Pacoti; entregar mais 13 mil unidades habitacionais e 20 mil novos papéis da casa; colocar iluminação branca ou de LED em 100% das ruas de Fortaleza; ampliação dos programas de geração de emprego e renda, aumentando o valor do valor financiado; criação de novo sistema de vigilância em espaços como creches, escolas, praças e areninhas; drenagem e urbanização para mais 60 comunidades; convocar e treinar mais mil guardas municipais.

GASPARI: NEM NA DITADURA GAROTOS ERAM ALGEMADOS COMO EM MIRACEMA

Jornalista destaca que, "no mundo dos marmanjos do andar de cima", como dos empresários e políticos presos na Lava Jato ou do ex-governador do Tocantins Sandoval Cardoso, não há algemas, mas em Miracema, "a PM algemou estudantes que haviam ocupado uma escola"


O jornalista Elio Gaspari faz uma comparação em sua coluna deste domingo entre a prisão de "marmanjos do andar de cima", como grandes empresários e políticos da Lava Jato, e os estudantes que ocupavam uma escola em Miracema, no Tocantins, onde "a PM algemou estudantes", um deles com 15 anos.

Ele lembra que no mesmo Estado, o ex-governador Sandoval Cardoso foi escoltado sem algemas há duas semanas. Gaspari recorda: o episódio de Miracema acontece em uma semana em que o presidente do Senado chamou um juiz de "juizeco", a presidente do Supremo disse não ter horário para o presidente da República".

"Os mecanismos de protesto e manipulação que resultaram na ocupação das escolas foram disparados pela bagunça dos adultos poderosos de Brasília. O presidente Michel Temer, que se apresentou ao país como um "pacificador", resolveu reformar o ensino médio do país editando uma Medida Provisória. Nem durante a ditadura aconteciam coisas assim".

Campeonato Cearense Feminino - Empate no Moraisão

Em partida válida pela segunda rodada da segunda e penúltima fase do Campeonato cearense de futebol feminino 2016, e com transmissão da parceria Deber Lima blog spot.com e Radio Web Pacatuba em Foco, na tarde deste sábado 29, no Estádio Moraisão em Maranguape, uma partida de encher os olhos dos amantes do futebol do chamado “sexo frágil”, Juventus e Menina Olímpica empataram em dois gols. 

O JOGO

A jovem equipe da Juventus iniciou o jogo partindo para o abafa, em cima da experiente equipe do Menina Olímpica, que só conseguiu equilibrar a partida, depois dos 10 minutos, quando então o jogo ficou empolgante. Era lá e cá porem, as duas defesas bem postadas garantiram o zero a zero na primeira etapa.

No segundo tempo, nova blitz da Juventus sobre o Menina Olímpica e finalmente aos seis minutos Lili abre o marcado para a Juventus, o Menina Olímpica sente o gol, e aos 18 a boa zagueira Aratuba é forçada a fazer falta na entrada da área de sua equipe, sobre a veloz atacante Viim e como era a última atleta recebeu o primeiro e único cartão vermelho do confronto. 

Até este momento a juventude da Juventus superava a experiência do Menina Olímpica. Até este momento. Porque a partir de então... Logo aos 20 minutos a experiente atacante Rayanna, diga se de passagem um dos nomes do jogo, partiu em alta velocidade a partir do meio campo vencendo na habilidade e na velocidade todas as adversária que encontrou pela frente e já dentro da área adversária apenas rolou para Fatima Dutra empatar o jogo. 

Depois do empate o Menina Olímpica cresceu e não demorou a acontecer o gol da virada aos 27, Daiana em novo contra ataque puxado pela Rayanna. A frente no placar o Menina Olímpica se acomodou e passou a administrar o resultado porém, para surpresa geral, já ao apagar das luzes Mirla da Juventus, dominou a bola limpou uma adversária e de fora da área em um petardo surpresa e até certo ponto “inadmissível” para uma representante do sexo feminino empatou para a jovem equipe juventina, dando cifras finais ao espetáculo. 

Ressalte-se neste jogo, que além das belas jogadas, dos dribles desconcertantes e de outras consequências do futebol, a beleza física das meninas, o estilo dos penteados e a elegância em campo, um verdadeiro desfile de elegância, beleza e estilos. Confira na nossa matéria: http://deberlima.blogspot.com.br/2016/10/futebol-feminino-beleza-elegancia.html

Eleitor é morto com tiro à queima-roupa após suposta discussão política

Segundo O POVO apurou no local, o condutor de um Cross Fox efetuou disparo perto do coração da vítima, que segurava a bandeira de um dos candidatos ao Paço Municipal

Um eleitor foi morto na manhã deste domingo, 30, no bairro Pirambu, em Fortaleza, após um conflito político. Segundo informação de familiares, Carlos Pinheiro da Silva, 21, saiu de casa com uma bandeira de um dos candidatos à prefeitura da Capital para comprar churrasquinho e, no retorno, envolveu-se numa discussão com um homem que dirigia um Cross Fox preto adesivado com material do candidato adversário. A placa foi anotada por testemunhas. 

A conversa estendeu-se por algumas ruas e, ao chegar em frente à casa de Carlos, localizada na Rua Camélia, o condutor do veículo efetuou um único disparo abaixo do peito da vítima, que chegou a ser levada com vida à Unidade de Pronto Atendimento (UPA), na avenida Leste Oeste, mas não resistiu. De acordo com pessoas que presenciaram o crime e que não quiseram se identificar, o autor do tiro não reside no Pirambu. 

O POVO entrou em contato com o 7º Distrito Policial (7º DP) que, até o fechamento desta matéria, desconhecia a ocorrência. Nossa equipe tentou contato também com a Companhia de Policiamento da região, mas as ligações não foram atendidas.

O POVO Online opta por preservar o nome dos candidatos que vítima e assassino defendiam até esclarecimentos oficiais dos fatos.

POPULAÇÃO ‘OCUPA A OCUPAÇÃO’ E ENXOTA MBL DE ESCOLA EM CURITIBA

Milícia do governador do Paraná, Beto Richa (PSDB), marcou manifestação para desocupar colégio e pais, professores e vizinhos barraram o "movimento"


O MBL, servindo como PM para o governador do Paraná, Beto Richa (PSDB), marcou manifestação para desocupar ontem o Colégio Estadual Pedro Macedo em Curitiba. Indignados com a notícia, centenas de pais, professores e vizinhos da escola formaram um cordão e expulsaram o MBL a pontapés.

Num país que desde 2014 presencia falsos movimentos democráticos sendo usados para enganar a população - MBL, Vem Pra Rua e Revoltados Online -, todos à serviço dos interesses das elites, é interessante refletir sobre o significado dessa reação popular. Ela é a primeira que ocorre desde a criação desses movimentos em 2014 e indica uma mudança muito expressiva de atitude de parte da população. Vejamos o assunto de perto.

Diante da primeira iniciativa de ‘reforma da Educação’ do governo Temer, os estudantes reagiram para evitar a destruição da educação. Essa reforma segue as diretrizes da Escola sem Partido, cujo mais ilustre representante é o ex-ator pornô fascista Alexandre Frota. Ligada a essa reforma, a PEC 241 retirará da educação quase meio trilhão de reais em 20 anos, segundo estudo da Câmara dos Deputados.

Frente a isso, os estudantes tiveram que tomar a defesa da educação. Em poucos dias, mais de 1000 escolas estavam ocupadas. Centenas de universidades e escolas técnicas (Ifes), seguiram o movimento que começou no Paraná. O movimento secundarista, de forma inédita, indicou a estratégia para as universidades.

O MBL foi chamado (leia-se, R$) para desocupar as ocupações. É um crime, porque um bem público ocupado só pode ser desocupado pelo estado, com as instituições públicas pertinentes (Ministério Público, Conselho Tutelar, etc.). Jamais um grupo político poderia exercer essa função. Mas com a cumplicidade dos juízes, como todos já sabemos, tudo é possível no Brasil.

Aliás, essa estratégia de desocupação foi imaginada e posta em prática, primeiramente, em São Paulo por Alexandre de Moraes – atual ministro da Justiça de Temer – para desocupar escolas usando apenas a PM (sem o Ministério Público, sem juiz e sem Conselho Tutelar). Como o governo do Paraná não pode usar a PM, depois da tragédia da violência contra os professores em abril de 2015, usa do MBL.

O MBL é a PM de Beto Richa. Ou melhor, a milícia de Beto Richa, já que, como os estudantes denunciaram, o MBL está sendo financiado pelo governador para atacar as ocupações.

O MBL é um movimento falso até no nome, que roubou do MPL (Movimento Passe em Livre), que estava com muita força por ter iniciado os protestos de 2013. O clone MBL (Movimento Brasil Livre) foi criado em fins de 2014 para simular três coisas: um movimento de classe média, um movimento jovem e um movimento liberal-democrático. Em cada um desses itens ele é falso.

A única coisa verdadeira no MBL é o número de processos de um dos seus principais líderes. Ele e família respondem na justiça à bagatela de 125 processos, como noticiou o Diário do Centro do Mundo. Um atestado maior que esse da credibilidade do movimento é impossível. O MBL sofre de falsidade ideológica aguda. Fake de cabo a rabo, quase nada é real no MBL, como se vê.

Mas dentre as coisas que estamos assistindo no Brasil hoje, o que é real? Uma presidenta sofre impeachment sem crime, num golpe contra a Constituição, e o STF, a instituição destinada a ser sua guardiã, afirma que “não há golpe, porque o impeachment está na Constituição”.

Um grupo de procuradores faz as acusações mais absurdas contra um ex-presidente, sem qualquer base em fatos e indícios consistentes, e o procurador chefe diz “não tenho provas, mas tenho convicção”.

Um usurpador se cerca de gatunos e com um projeto de privatizar e saquear 24 bilhões de reais do país, junto com uma PEC 241 que irá destruir a Educação, a Saúde, a Previdência, as Aposentadorias, enfim, tudo, diz que vai “colocar o Brasil nos trilhos”.

O ministro da Educação, logo após tomar posse, recebeu em seu gabinete Alexandre Frota e o líder dos Revoltados Online que entregaram a ele o projeto da Escola sem Partido.

A reforma da Educação apresentada por esse ministro, baseada nesses assessores, gerou uma revolta nacional. As escolas foram ocupadas, tendo o Paraná saído na frente no movimento de ocupação. E quem eles chamam para desocupar as escolas? Ninguém menos que o MBL. Uma matéria do UOL informou o seguinte:

“Uma manifestação convocada pelo MBL (Movimento Brasil Livre) para a frente do Colégio Estadual Pedro Macedo, no Portão, bairro da zona sul de Curitiba, foi esvaziada no início da noite desta sexta-feira (28) por centenas de manifestantes que se reuniram em frente à escola para ocupar a ocupação.”

Escorraçado pela população indignada, o MBL serviu para alguma coisa. Mostrou que seus métodos fascistas, suas falta de caráter e escrúpulos, seu papel de lacaio, já estão desmascarados e que não mais serão tolerados. A presença da população, pais de alunos, professores e vizinhos da escola, pode definir uma nova forma de ação de resistência ao golpe. Na matéria, essa ação foi chamada de “ocupar a ocupação”. Não fica claro se a expressão surge como liberdade poética do jornalista ou se, ao ser convocada, já foi designada como um ato para “ocupar a ocupação”. De todo modo, a expressão parece bem adequada para dar nome à defesa das ocupações.

As ocupações parecem se multiplicar nesse momento, e se alastrar para muitos estados no Brasil. Não será de admirar que o MBL, seja convocado para novas ações truculentas. O apoio da população, por meio dos atos de “Ocupar a Ocupação” será decisivo para barrar esses fascistas à serviço dos donos do poder.

Cachalotes encontradas mortas na Alemanha tinham estômagos cheios de plástico e peças de carro

Cachalotes foram encontradas mortas na Alemanha com estômagos cheios de plástico e peças de carro. Vinte e nove cachalotes foram encontrados encalhadas em praias ao redor do Mar do Norte, uma área que é muito rasa para a fauna marinha. Só foram divulgadas recentemente os detalhes da necropsia dos animais liberados. No entanto, os cientistas ficaram profundamente perturbados com o que encontraram no estômago dos animais.

De acordo com um comunicado de imprensa do Parque Nacional do Mar de Wadden em Schleswig­Holstein, muitas das baleias tinham o estômago cheio de restos de plástico, incluindo uma rede de pesca de 13 metros de comprimento, um pedaço de plástico de 70 centímetros de um carro e outras peças de lixo plástico. Alguns sugerem que os itens na verdade eram alimentos, como lulas, que é seu principal alimento. Outros, porém, acreditam que grande parte é resultado do desrespeito chocante da humanidade com a vida marinha, o que resultou em uma superabundância de plástico nos oceanos.

Robert Habeck, ministro do Meio Ambiente do estado de Schleswig­Holstein disse: “Estes resultados mostram como vai o comportamento da nossa sociedade. Animais inadvertidamente consumiram plásticos e resíduos de plástico , o que faz com que eles sofram e na pior das hipóteses, faz com que eles morram de fome com os estômagos cheios “.

Nicola Hodgkins da Whale and Dolphin Conservation repetiu essa afirmação e declarou: “Embora as grandes peças cause problemas óbvios e bloqueie o intestino, não devemos descartar os pedaços menores, que poderiam causar um problema mais crônico para todas as espécies de cetáceos.” Esta não é a primeira vez que uma cachalote foi encontrada morto com entranhas cheias de conteúdo não comestíveis . Em 2011, um jovem baleia foi encontrada morta boiando ao largo da ilha grega de Mykonos. Seu estômago estava tão distendida, que os biólogos pensavam que o animal tinham engolido uma lula gigante. No entanto, quando seus quatro estômagos foram dissecados, cerca de 100 sacos de plástico e outros pedaços de destroços foram encontrados.

Deve notar ­se que o plástico não é o que matou as baleias jovens do sexo masculino. De acordo com a National Geographic , a maioria morreu de insuficiência cardíaca. Este foi um resultado por nadar de forma enganada no Mar do Norte, provavelmente em busca de lulas e depois não ser capaz de suportar seu próprio peso na água rasa. Como resultado, os seus órgãos internos entraram em colapso. Independentemente disso, o fato de que muitos de seus estômagos estavam cheios de poluição é uma acusação horrível contra os seres humanos.

Tal como foi relatado no passado, 80% do plástico que é descartado em terra acaba nos oceanos, onde é consumido por animais selvagens. O fato de que a humanidade ­ uma espécie com um cérebro menor do que uma baleia ­ é responsável por tal farsa é irônico e triste. Até os seres humanos aprenderem o valor de viver de forma sustentável, respeitando todas as formas de vida, esses animais continuarão sofrendo.

sábado, 29 de outubro de 2016

Unidades socioeducativas do Ceará são piores do que presídios, diz pesquisador


Dormitórios transformados em verdadeiras celas, ausência de atividades de ressocialização, relatos de violência e tortura. A situação das unidades do sistema socioeducativo do Ceará foi vista de perto na semana passada pelo pesquisador sênior da Human Rights Watch César Muñoz.

Integrante da equipe do Brasil da divisão das Américas da organização internacional, Muñoz foi convidado pelo Centro de Defesa da Criança e do Adolescente do Ceará (Cedeca Ceará) a visitar o estado e visitar as unidades que abrigam adolescentes que cumprem medida socioeducativa de restrição de liberdade.

“Quando você entra em algumas das unidades socioeducativas do Ceará, você entra em um presídio pior, em muitos aspectos, do que Pedrinhas, no Maranhão, e Curado, em Pernambuco. As crianças e adolescentes que estão lá, muitas vezes ficam 24 horas em um dormitório, que podemos chamar de cela. Muitos estão com doenças de pele pela falta de limpeza e de ventilação e há muitos relatos de violência”, afirmou Muñoz.

Durante três dias, o pesquisador visitou os Centros Socioeducativos São Miguel, São Francisco, Passaré, Canidezinho e Aldaci Barbosa (que recebe crianças e adolescentes do sexo feminino). As constatações de Muñoz confirmam a continuidade de situações de violações de direitos já denunciadas por entidades de defesa da criança e do adolescente do Ceará a órgãos nacionais e internacionais.

Em janeiro, a Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) da Organização dos Estados Americanos (OEA) expediu medidas cautelares ao Brasil cobrando medidas urgentespara resguardar os direitos das crianças e adolescentes privadas de liberdade no Ceará.

Muñoz também ouviu relatos de violência praticada contra os internos por policiais e socioeducadores. Segundo informações dos diretores das unidades, esses profissionais foram expulsos. No entanto, ele diz serem necessárias medidas mais rígidas de punição. “Enquanto essas pessoas não forem investigadas e responsabilizadas, essa violência vai continuar. A expulsão desses socioeducadores é um passo necessário, mas o estado precisa responsabilizar criminalmente quem comete tortura”.

Em agosto de 2015, o Fórum Permanente das Organizações Não Governamentais de Defesa dos Direitos de Crianças e Adolescentes (Fórum DCA) denunciou a prática de violência e torturacontra internos do Centro Socioeducativo Passaré após um motim. [http://agenciabrasil.ebc.com.br/direitos-humanos/noticia/2015-08/ceara-entidades-denunciam-tortura-contra-adolescentes-apos-motim]

As informações sobre a visita do representante da Human Rights Watch vão embasar um relatório e um vídeo. Segundo Muñoz, esse material tem o objetivo de influenciar as políticas públicas voltadas para a proteção dos direitos de adolescentes em conflito com a lei.

Melhorias

Assessores do Centro de Defesa da Criança e do Adolescente do Ceará acompanharam o pesquisador nas visitas às unidades socioeducativas. Segundo Julianne Melo, assessora jurídica da entidade, houve melhorias nos centros, a exemplo de mudanças estruturais, fornecimento de insumos básicos e atividades para os internos. No entanto, conforme ela, essas mudanças ainda são insuficientes.

“É uma melhora considerando que existia um confinamento absoluto e um ciclo de violência muito grande. Diante desse cenário, uma pequena melhora é significativa, mas a socioeducação ainda não chegou. Saímos de um ciclo de barbárie para um ciclo de carceragem.”

Em junho, a gestão dos centros socioeducativos passou a ser feita pela Superintendência do Sistema Estadual de Atendimento Socioeducativo, criada por lei e com autonomia administrativa e financeira. Antes, as unidades estavam sob responsabilidade da Secretaria do Trabalho e Desenvolvimento Social (STDS).

Um mês antes da aprovação do projeto de lei que criou a superintendência, o Conselho Nacional de Direitos Humanos (CNDH) pediu o afastamento do titular da pasta, Josbertini Clementino, pelo descumprimento de medidas emergenciais para solucionar problemas do sistema socioeducativo. Em 2015, o sistema socioeducativo passou por diversas situações de conflito, entre motins e fugas, o que motivou a secretaria a criar um plano de estabilização com medidas judiciais, educativa, de infraestrutura e saúde, entre outras.

←  Anterior Proxima  → Inicio

Pacatuba Em Foco

Ouça-nos !

Agenda de Jogos da Semana



Mais Acessadas

Total de Transeuntes

Votar ao Topo