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DIÁRIO DO BOLSO || Vai acabar em pizza, Diário, mas antes ainda vai voar muito macarrão

Pô, Diário, o almoço de família desse domingo teve mais briga que convenção de partido de esquerda Por José Roberto Torero Tudo c...

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Pacatuba Em Foco


Pacatuba Em Foco - A Melhor Calçada Virtual

Prévias do PSDB-SP são marcadas por pancadaria e acusações

Prévia do PSDB para a escolha do candidato à prefeito de São Paulo é marcada por troca de tapas, chutes, xingamentos e denúncias de compra de votos. Urnas chegaram a ser destruídas e polícia foi acionada. João Doria Jr, candidato de Alckmin, enfrentará no segundo turno Andrea Matarazzo, candidato de José Serra

A prévia do PSDB-SP para a escolha do candidato à Prefeitura de São Paulo foi marcada por bate-boca e briga entre militantes e denúncias de abuso de poder econômico para compra de votos.

No diretório zonal do Tatuapé, na zona leste, as urnas e a impressora foram destruídas e a votação foi encerrada cerca de duas horas antes do previsto. A polícia foi chamada para apartar a briga.

A presidente do diretório do Tatuapé, Vânia Alves, disse que três jovens que não foram identificados quebraram as urnas depois que ela havia registrado na ata de votação a suspeita de compra de votos por meio de uma “cervejada”. A votação foi encerrada às 14h.

Ao sair do local de votação com a urna em mãos para levar os votos para serem apurados na Câmara Municipal, Vânia foi ameaçada uma nova confusão entre os militantes. Houve troca de tapas e xingamentos entre os apoiadores dos pré-candidatos João Doria Jr., Ricardo Trípoli e Andrea Matarazzo. Pelo menos três carros da policia passaram pelo local.
João Doria venceu o primeiro turno
 
No bairro de Cangaíba, também na zona leste, o presidente do diretório, Milton Romeiro, apoiador de Doria, relatou o uso de dez carros para transportar militantes. 
Em frente ao local de votação, foram colocados quatro cavaletes com fotos de Doria. A assessoria do pré-candidato afirmou que tem usado carros para transportar integrantes da campanha, mas não filiados. No mesmo diretório, Gláucio Lima, apoiador de Matarazzo, também relatou o uso de carros para transportar militantes para casa.
Em Guaianases, na zona leste, houve briga entre militantes e fiscais da campanha de Doria. Também houve um início de confusão no diretório de Parelheiros, na zona sul.

Segundo turno

Com o fim da apuração, ficou decidido que haverá segundo turno entre dois pré-candidatos. Dória, candidato de Alckmin, teve 2.681 votos (43,13% do total), Matarazzo, candidato de Serra, 2.045 (32,89%) e Ricardo Tripoli, que está fora da disputa, 1.387 (22,31%). Houve apenas dois votos em branco e um nulo.

Apesar de o resultado ter sido divulgado pelo diretório municipal do PSDB, ele ainda não foi homologado devido a problemas em três urnas – nos bairros Jaçanã, Pirituba e Tatuapé – e um pedido de impugnação da pré-candidatura de Dória – José Aníbal e Alberto Goldman acusam o pré-candidato de cometer crimes eleitorais.
Imagens:
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Campeonato Cearense Sub-20 - Maranguape vence o Aliança

Sábado, 27/02/2016- 
13:30 - São Gerardo 2 x 0 Alvinegro - Felipe Santiago
15:30 - Ferroviário   3 x 0  Itapipoca - Elzir Cabral         
15:30 - Floresta        4 x 1  Caucaia -    Felipe Santiago
15:30 - Maranguape 4 x 0 Aliança -     Moraisão


Em parceria com Pacatuba em Foco fomos prestigiar a abertura do Campeonato cearense de 2016 no estadio Moraisão em Maranguape na
tarde deste domingo 27. 

Na preliminar o jogo entre Campo Grande X Estação até que começou, foi iniciado, porém com apenas sete atletas em campo e sem nenhum no banco, o Campo Grande perdeu um atleta por contusão logo no início do jogo, então o árbitro teve que encerrar a partida por falta de número regulamentar mínimo de atletas na equipe do Campo Grande .

Às 15h30 começou a partida principal, Maranguape x Aliança. Os donos da casa tinham a obrigação de apresentar um bom futebol na abertura do certame, afinal estavam em casa e diante de um bom público que compareceu ao Moraisão para prestigiar os garotos do "Gavião". Ainda sem sua formação titular, o Aliança entrou com uma equipe improvisada e não foi páreo para os meninos do Gavião da serra, 4 x 0 foi o placar final .

Confira  a seguir os gols e a ficha técnica da partida:
 
 
 Nesta segunda feira 29  a partir das 17 horas, você poderá ver na íntegra as imagens deste jogo aqui (pagina inicial) ou no parceiro "Pacatuba em foco".
FICHA TÉCNICA

Campeonato: CEARENSE SUB - 20 - 2016 Rodada: 1
Jogo: Maranguape 4 X 0 Aliança
Data: 27/02/2016
Horário: 15:30 
Estádio: Moraizão / Maranguape CE
 
Arbitragem
 
Árbitro: Carlos Alberto Nogueira de Araújo Júnior - FCF
Assistente 1: Yuri Rodrigues Cunha - FCF
Assistente 2: Washington Couto de Menezes - FCF
Quarto Arbitro: Plínio Honório Barbosa - FCF

Cartões amarelos: Tatu e Pândara  (M) Caio e Elvis  (A); Wesley, Vitor

Gols: Vitinho 13/1T, Negão 36/1T, Joaquim 45/1T e Lucas 05/2 
 
Maranguape:Rodrigo, Tatu, Fabricio, Pandara e Lucas Pio: Wesley, Alex , Vitinho e  Joaquim (Leo),Negão(Bruno) e Lucas(Breno).
 
Técnico: Neto Maia

Aliança: Leonardo, Rafael, Igor, Lucas e Alisson: Pimenta, dunga, Joseilton (Pedro Igor)e Rafael(Lucas Braga): Elvis e Caio.
 
Técnico:Frank Sousa
 

Brito (Blog Tijolaço) notifica notificação da Globo

A resposta do Tijolaço à Globo

Enviei o seguinte e-mail à Globo, da mesma forma que recebi sua notificação.

Senhor João Roberto Marinho.

Recebi com atraso, por ter sido feita por e-mail “fale conosco” e se desviado para a caixa de “spam”, a comunicação de Vossa Senhoria. Com o noticiário sobre a notificação a outros blogs, pedi para verificar e a mesma, encontrada, foi imediatamente publicada, a guisa de direito de resposta que este blog não se recusou, não se recusa e não se recusará a conceder, de plano, a qualquer pessoa.

Assim, creio ter sido atendido o “pedido de retificação” feito por V. Sa. e, a seguir, como solicitado, em cada matéria, será colocado um link para a publicação integral da missiva enviada.

Bem assim, fica desde já o blog à disposição para qualquer esclarecimento que deseje o senhor oferecer à opinião pública, embora com microscópico alcance perto do império de comunicação que V.Sa. dirige.

Quanto à relação entre a mansão citada e a Família Marinho, certamente não há de desconhecer V. Sa. que foi noticiada pela prestigiosa Bloomberg, em 7 de março de 2012, sob o título “Brazil’s Rich Show No Shame Building Homes in Nature Preserves“e nos seguintes termos:

Heirs to Roberto Marinho, who created Organizacoes Globo, South America’s biggest media group, built a 1,300-square-meter (14,000-square-foot) home, helipad and swimming pool in part of the Atlantic coastal forest that by law is supposed to be untouched because of its ecology.

E, a seguir, na mesma reportagem:

Modernist Home

That’s the case with the Marinho media family. The Marinhos broke environmental laws by building a 1,300-square-meter mansion just off Santa Rita beach, near Paraty, says Graziela Moraes Barros, an inspector at ICMBio.

Without permits, the family in 2008 built a modernist home between two wide, independent concrete blocks sheathed in glass, Barros says. The Marinho home has won several architectural honors, including the 2010 Wallpaper Design Award.

The Marinhos added a swimming pool on the public beach and cleared protected jungle to make room for a helipad, says Barros, who participated in a raid of the property as part of the federal prosecutors office’s lawsuit against construction on the land.

“This one house provides examples of some of the most serious environmental crimes we see in the region,” Barros says. “A lot of people say the Marinhos rule Brazil. The beach house shows the family certainly thinks they are above the law.”

Ao que se tenha notícia, o referido texto, em publicação internacional de renome e alcance não mereceu a preocupação que, como é de seu direito, foi manifestada sobre este blog, de representar ” ofensa ao notificante e aos demais integrantes da família Marinho”.

Assim como nas inúmeras republicações que tal texto recebeu, total ou parcialmente, no UOL/Folha (Revista acusa família Marinho e Camargo Correa de construir mansões em áreas de preservação, em 18 de março do mesmo ano) ou a CartaCapital, de 15 de março, (RJ: Milionários destroem mata nativa com mansões).

As demais conexões partiram, claro, da razoável compreensão, ante a inação descrita (mormente de uma imensa empresa de comunicação, que monitora continuamente sua imagem pública)  de que a ligação entre a proprietária formal da casa – a Agropecuária Veine e de sua controladora Vaincre LCC – seria, de fato, uma ligação com quem lhe foi apontado como proprietário real e, mesmo dispondo de todos os meios para fazê-lo, não esclareceu que, como afirma em seu texto, que “a casa em questão e as empresas citadas na matéria não pertencem, direta ou indiretamente, ao notificante ou a qualquer um dos demais integrantes da família Marinho”.

Aliás, se me permite tratá-lo como colega jornalista  – e foi em O Globo que dei meus primeiros passos na profissão, em 1978 – tomo a liberdade – quem sabe a ousadia – de sugerir que as emissoras de TV, rádio, sites e jornais de suas Organizações, então, produzam, com os meios abundantes e o profissionalismo que reconheço em seus colaboradores, uma apuração sobre quem, afinal, é o proprietário ou usufrutuário daquela joia arquitetônica que, desafortunadamente, invadiu área de preservação ambiental e privatizou uma praia antes pública, em  que pese ser remota.

Sei que o tema ambiental é caro às suas Organizações e cito como exemplo a reportagem Construções irregulares avançam em 25 ilhas de Paraty, em O Globo, quando a referida construção já havia sido repetidamente multada e tinha ordem até de demolição mas que, certamente num lapso, não foi uma das irregularidades abordadas.

É uma imperdível oportunidade de sanear aquela omissão, naturalmente involuntária.

Creio que se estará, assim,  prestando um serviço público de alta relevância ao revelar quem, afinal, se oculta sob uma agropecuária para empreender uma edificação de altíssimo luxo. Este blog se comprazerá de aplaudir a ação cidadã das Organizações Globo em mostrar ao povo brasileiro quem, de fato, se aproveita daquele templo no paraíso.

Sempre à disposição para qualquer pedido de esclarecimento, fica um e-mail onde se poderá fazer de imediato qualquer contato que, com prazer e interesse público, será aqui imediatamente atendido.

Permita-me, à guisa de conclusão, citar um ditado gaúcho – convivi muito com um deles e absorvi seus traços de honra e dignidade: “a luta não nos quita a fidalguia”.

Atenciosamente,

Fernando Brito, editor do Tijolaço.
 

Polícia Federal abre inquérito para investigar ex-presidente FHC

Jornalista diz que ex-presidente usou empresa para bancá-la no exterior.

FHC afirma que nunca usou empresas para fazer remessas internacionais.

O Ministério da Justiça divulgou nota nesta sexta-feira (26) na qual informou que a Polícia Federal determinou a abertura de um inquérito para investigar "eventuais ilícitos criminais" que tenham sido cometidos pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.

A nota do ministério afirma que o inquérito vai tramitar em sigilo e terá como base reportagem publicada pelo jornal "Folha de S.Paulo" na qual a jornalista Miriam Dutra diz que FHC utilizou uma empresa para bancá-la no exterior, assim como o filho dela, cujo pai, segundo a jornalista, é o ex-presidente (veja reportagem do Jornal Nacional ao final deste texto). De acordo com Miriam Dutra, essa empresa era a Brasif Exportação e Importação, concessionária à época do governo FHC das lojas duty free nos aeroportos brasileiros.

Em nota, a assessoria de Fernando Henrique Cardoso informou que todas as operações financeiras internacionais do ex-presidente foram feitas com recursos próprios e por meio de contas bancárias declaradas, sem o uso de empresas para isso (leia a íntegra da nota ao final desta reportagem). 

Na última sexta-feira (19), em outra nota, o ex-presidente afirmou que "nunca utilizou qualquer empresa, exceto bancos, para a remessa de recursos a pessoas no exterior. Todas as remessas internacionais que realizou obedeceram estritamente a lei, foram feitas a partir de contas bancárias declaradas e com recursos próprios resultantes de seu trabalho. Não tem fundamento, portanto, qualquer ilação de ilegalidade".

A jornalista vive no exterior desde 1991, e as transferências, segundo ela, foram feitas por meio da assinatura de um contrato fictício de trabalho.

Segundo tal contrato, ela teria de fazer análise de mercado em lojas convencionais e de duty free. Miriam Dutra, entretanto, disse ao jornal que jamais pisou em uma loja para trabalhar. Mesmo assim, recebia a quantia de US$ 3 mil mensais.

Nota do Ministério da Justiça

Leia abaixo a íntegra da nota divulgada pelo Ministério da Justiça.

O Ministério da Justiça informa que a Polícia Federal, no âmbito das suas competências constitucionais, determinou nesta sexta-feira (26), a abertura de inquérito para apurar a ocorrência de eventuais ilícitos criminais noticiados por Mirian Dutra Schimidt, em matéria publicada pela Folha de São Paulo, na coluna Monica Bergamo, no último dia 17 de fevereiro de 2016. O inquérito tramitará em sigilo, na forma da legislação em vigor.

Nota da assessoria de FHC

Leia abaixo a íntegra da nota divulgada pela assessoria de Fernando Henrique Cardoso.

O presidente Fernando Henrique Cardoso reafirma que todas as suas operaçoes financeiras internacionais foram feitas a partir de contas bancárias declaradas, com recursos próprios. A empresa citada no noticiário já esclareceu que o presidente não teve qualquer participaçao na contrataçao da jornalista. Apesar de não haver nada de que possa ser incriminado e de o assunto ser de âmbito privado, o presidente prestará todos os esclarecimentos que se fizerem necessários.



Em 2011, WikiLeaks já revelava os planos de Serra de entregar o Pré-sal

Relembre o texto da rede de Julian Assange que revela telegramas do consulado norte-americano no Brasil falando sobre como petroleiras estrangeiras estavam preocupadas com a lei de partilha do pré-sal, que dava à Petrobras a condição de operadora única da reserva, e como contavam com políticos e grupos empresariais brasileiros para reverter a situação, como José Serra (PSDB) e a Fiesp

Brazil – Nos bastidores, o lobby pelo pré-sal
“A indústria de petróleo vai conseguir combater a lei do pré-sal?”. Este é o titulo de um extenso telegrama enviado pelo consulado americano no Rio de Janeiro a Washington em 2 de dezembro do ano passado.

Como ele, outros cinco telegramas a serem publicados hoje pelo WikiLeaks mostram como a missão americana no Brasil tem acompanhado desde os primeiros rumores até a elaboração das regras para a exploração do pré-sal – e como fazem lobby pelos interesses das petroleiras.

Os documento revelam a insatisfação das pretroleiras com a lei de exploração aprovada pelo Congresso – em especial, com o fato de que a Petrobrás será a única operadora – e como elas atuaram fortemente no Senado para mudar a lei.

“Eles são os profissionais e nós somos os amadores”, teria afirmado Patrícia Padral, diretora da americana Chevron no Brasil, sobre a lei proposta pelo governo . Segundo ela, o tucano José Serra teria prometido mudar as regras se fosse eleito presidente.

Partilha

Pouco depois das primeiras propostas para a regulação do pré-sal, o consulado do Rio de Janeiro enviou um telegrama confidencial reunindo as impressões de executivos das petroleiras.

O telegrama de 27 de agosto de 2009 mostra que a exclusividade da Petrobrás na exploração é vista como um “anátema” pela indústria.

É que, para o pré-sal, o governo brasileiro mudou o sistema de exploração. As exploradoras não terão, como em outros locais, a concessão dos campos de petroleo, sendo “donas” do petróleo por um deteminado tempo. No pré-sal elas terão que seguir um modelo de partilha, entregando pelo menos 30% à União. Além disso, a Petrobrás será a operadora exclusiva.

Para a diretora de relações internacionais da Exxon Mobile, Carla Lacerda, a Petrobrás terá todo controle sobre a compra de equipamentos, tecnologia e a contratação de pessoal, o que poderia prejudicar os fornecedores americanos.

A diretora de relações governamentais da Chevron, Patrícia Padral, vai mais longe, acusando o governo de fazer uso “político” do modelo.

Outra decisão bastante criticada é a criação da estatal PetroSal para administrar as novas reservas.

Fernando José Cunha, diretor-geral da Petrobrás para África, Ásia, e Eurásia, chega a dizer ao representante econômico do consulado que a nova empresa iria acabar minando recursos da Petrobrás. O único fim, para ele, seria político: “O PMDB precisa da sua própria empresa”.

Mesmo com tanta reclamação, o telegrama deixa claro que as empresas americanas querem ficar no Brasil para explorar o pré-sal.

Para a Exxon Mobile, o mercado brasileiro é atraente em especial considerando o acesso cada vez mais limitado às reservas no mundo todo.
“As regras sempre podem mudar depois”, teria afirmado Patrícia Padral, da Chevron.

Combatendo a lei

Essa mesma a postura teria sido transmitida pelo pré-candidtao do PSDB a presidência José Serra, segundo outro telegrama enviado a Washigton em 2 de dezembro de 2009.

O telegrama intitulado “A indústria de petróleo vai conseguir combater a lei do pré-sal?” detalha a estratégia de lobby adotada pela indústria no Congresso.

Uma das maiores preocupações dos americanos era que o modelo favorecesse a competição chinesa, já que a empresa estatal da China, poderia oferecer mais lucros ao governo brasileiro.

Patrícia Padral teria reclamado da apatia da oposição: “O PSDB não apareceu neste debate”.

Segundo ela, José Serra se opunha à lei, mas não demonstrava “senso de urgência”. “Deixa esses caras (do PT) fazerem o que eles quiserem. As rodadas de licitações não vão acontecer, e aí nós vamos mostrar a todos que o modelo antigo funcionava… E nós mudaremos de volta”, teria dito o pré-candidato.

O jeito, segundo Padral, era se resignar. “Eles são os profissionais e nós somos os amadores”, teria dito sobre o assessor da presidência Marco Aurelio Garcia e o secretário de comunicação Franklin Martins, grandes articuladores da legislação.

“Com a indústria resignada com a aprovação da lei na Câmara dos Deputados, a estratégia agora é recutar novos parceiros para trabalhar no Senado, buscando aprovar emendas essenciais na lei, assim como empurrar a decisão para depois das eleições de outubro”, conclui o telegrama do consulado.

Entre os parceiros, o OGX, do empresário Eike Batista, a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP) e a Confederação Naiconal das Indústrias (CNI).

“Lacerda, da Exxon, disse que a indústria planeja fazer um ‘marcação cerrada’ no Senado, mas, em todos os casos, a Exxon também iria trabalhar por conta própria para fazer lobby”.

Já a Chevron afirmou que o futuro embaixador, Thomas Shannon, poderia ter grande influência nesse debate – e pressionou pela confirmação do seu nome no Congresso americano.

“As empresas vão ter que ser cuidadosas”, conclui o documento. “Diversos contatos no Congresso (brasileiro) avaliam que, ao falar mais abertamente sobre o assunto, as empresas de petróleo estrangeiras correm o risco de galvanizar o sentimento nacionalista sobre o tema e prejudicar a sua causa”.

Prefeitura de Pacatuba firma convênio com o TRT para pagamento de precatórios


O Prefeito Dr. Alexandre Alencar, juntamente com a Procuradora do Município Dra. Ravenna Fernandes, estiveram na manhã desta sexta-feira, 26, em audiência de conciliação no Tribunal Regional do Trabalho - TRT, em Fortaleza, firmando convênio para o pagamento de R$ 820.000,00 (oitocentos e vinte mil reais) de precatórios, oriundos de dívidas trabalhistas herdadas das gestões passadas.

Com o acordo o município irá honrar finalmente com os compromissos junto aos trabalhadores que tiveram os seus direitos assegurados pela justiça.

Acuada, Globo ameaça blogues progressistas

Incomodada com as reportagens investigativas publicadas recentemente, Globo passou a censurar e fazer ameaças de processo contra os responsáveis pelas denúncias

Acuada com as reportagens investigativas publicadas recentemente por blogues progressistas, a Rede Globo passou a fazer ameaças de processo contra os responsáveis pelas denúncias. O jornalista Miguel do Rosário, do blogue “O Cafezinho”, foi um dos que receberam notificação da família Marinho.

No comunicado enviado por e-mail, foi exigido que ele retirasse do ar o post intitulado “Bomba! O mapa genealógico da Mossack Fonseca e Rede Globo”, sob pena de sofrer “medidas legais cabíveis”, por supostamente divulgar dados inverídicos a respeito da relação do grupo com empresas investigadas pela Polícia Federal.

O portal Diário do Centro do Mundo também foi notificado pela advogada da Globo, Mariana Gaspar, por causa da matéria “Exclusivo: Nosso repórter foi ao verdadeiro tríplex: o dos Marinhos”, que ela alegou ser falsa.

O jornalista Fernando Rodrigues, do UOL, reconheceu na quarta-feira (24) que a iniciativa de notificar extrajudicialmente sites e blogues é mesmo uma estratégia da Rede Globo. “A ideia é processar os que não responderem de acordo com o que a emissora considera a versão correta dos fatos”, informou.

A companhia está em evidência desde as acusações feitas por Mirian Dutra, amante do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso entre os anos 1980 e 1990. Ela afirmou, em entrevista, que a Globo teria facilitado seu “exílio” na Europa para não atrapalhar a imagem do político e, em troca, recebeu financiamentos do BNDES a juros bem mais baixos do que o padrão.

Bandido bom é bandido pobre

Pessoas de diferentes classes cometem os mesmos crimes, mas recebem tratamentos diferentes. Basta um menor pobre roubar um celular e amarram-no a um poste, agridem e frequentemente o matam. Um jogador de futebol que sonegou milhões foi até saudado por fãs em seu julgamento

Seja o trecho que destacava “O craque chegou às 13h50 (de Brasília) e recebeu apoio dos fãs” (1) ou o título da notícia que dizia que “Neymar deixa tribunal calado, mas tira fotos com fãs” (2). Tudo estaria normal se o jogador do Barcelona não tivesse sido investigado por sonegação fiscal e falsidade ideológica (3) – o MPF diz que Neymar falsificou ao menos 15 contratos (4). 

Não quero aqui discutir se o camisa 10 da seleção é ou não é culpado, se ele realmente sonegou esses milhões que estão falando. O que queria era atentar para um fato: uma pessoa sendo julgada por crimes graves (principalmente se falarmos sobre o peso econômico) sendo saudada por fãs em seu julgamento. Aliás, o jogador ganhou bons minutos para prestar sua defesa em rede nacional no horário mais nobre da emissora mais assistida. Se ele é culpado ou não, não é tarefa minha descobrir nem julgar – muito menos antes da própria (in)justiça fazer isso -, mas é curioso uma pessoa ser julgada por crimes com penas de até 5 anos e receber todo esse “carinho”.

Não to dizendo que pessoas julgadas – ou até condenadas – por crimes devam receber tortura ou algo do tipo, muito pelo contrário. O que essa polêmica com o Neymar causou em mim foi exatamente o questionamento sobre a diferença de tratamento entre os diferentes criminosos. Sem entrar nas discussões de Direito Penal e suas derivações, as palavras “sonegar” (5) e “roubar” (6) têm, dentre suas várias definições, muitas caracterizações em comum de acordo com o Dicionário Priberam. Então porque estamos amando os primeiros e odiando – quase sempre – os segundos?

Recentemente viralizou nas redes sociais alguns imagens que retratavam em como os meios de comunicação dão diferenciações aos crimes cometidos por pessoas pobres e as por pessoas de classe média. O primeiro exemplo foi postado pelo G1 com o título “Polícia prende jovens de classe média com 300kg de maconha no Rio” (7), no entanto, exatamente 10 dias antes o mesmo G1 publicou uma outra notícia com o título “Polícia prende traficante com 10 quilos de maconha em Fortaleza” (8). Qual a diferença entre os dois? Quem trafica 300kg é não é chamado de traficante, mas quem trafica 10kg é? Por que insistimos em diferenciar colocando os pobres como bandidos e os de classe média como “jovens de classe média”? Outro exemplo claro pode ser visto na seguinte notícia “Suspeito de tráfico de Ipanema vendia droga para ‘alta sociedade’, diz polícia” (9), repararam na palavra “suspeito”? E olha que ele já tinha sido preso exatamente por tráfico 5 anos antes, mas por ser de classe média, foi noticiado como suspeito. Já uma outra notícia era intitulada “Polícia prende traficantes que agiam à luz do dia na Lapa” (10) fala de 11 pessoas – todos jovens negros – presos. Novamente as duas notícias tratam do mesmo tipo de crime, só que um – “coincidentemente” morador de Ipanema – é chamado de suspeito mesmo tendo antecedentes e outros – “coincidentemente” pobres e negros – chamados de traficantes.

Não estou questionando se devem ou não ser presos, se a maconha deveria ser legalizada ou se sonegação é uma forma de protesto contra o governo (sim, em meio às manifestações para o impeachment, cartazes com esses dizeres – e outras tantas loucuras – foram exibidos). O que quero trazer é: pessoas de diferentes classes cometendo os mesmos crimes recebendo tratamentos diferentes. Basta um menor pobre roubar um celular e amarram-no num poste, agridem e frequentemente o matam. Um jogador de futebol sonegar milhões – vale muito mais que um celular, não? – e é saudado por fãs em seu julgamento.

Por que nos revoltamos absurdamente com pequenos roubos feitos por menores pobres (quase sempre em estado de rua) e fingimos não ver rombos milionários de alguns políticos? Um menor negro, armado e vendendo drogas à varejo pode ser capa de jornal sobre a situação caótica do Rio de Janeiro, mas o helicóptero de um senador do PSDB com 450kg de cocaína não incomoda. Um médico esfaqueado num bairro nobre do Rio de Janeiro vira comoção nacional, mas o filho de um dos empresários mais famosos do Brasil após matar um ciclista ao dirigir acima do limite de velocidade não causa indignação (muito pelo contrário, o assassino ainda foi absolvido).

Não quero dizer que jovens negros pobres não devam ser presos por crimes, essa discussão não me cabe aqui, o que não podemos aceitar é essa diferenciação. Se os meios de comunicação são um reflexo da população ou vice-versa, não importa aqui, o que não podemos é continuar com o estereótipo de bandido o qual sempre inclui pessoas pobres (em sua maioria negras) que roubam celulares e vendem alguns quilos de drogas enquanto isenta os jovens de classe média com toneladas e até algumas celebridades quando deixam de pagar fortunas aos cofres públicos, são pegos na Lei Seca ou constroem em áreas de Proteção Ambiental (e etc.).

Vejam então essa última notícia intitulada “Jovem morador de Copacabana é preso por roubo de carros” (11). O primeiro fato a ser reparado é uma pessoa que já foi presa várias vezes ser chamada de “jovem” por morar em Copacabana e não de ladrão ou definições do tipo. O mais chocante é que não para por aí. Até o presente momento, alguns comentários da notícia no site do G1 tratam-no como “coitado” ou que está “vivendo uma fase difícil” ou ainda que “ele não tem má índole […] tem que recuperar e dar força” (caso o leitor queira ver, provavelmente tais comentários ainda estarão lá). Lembrando que os moradores do mesmo bairro lincharam um menor negro de 12 anos acusado de roubo durante os protestos sobre o impeachment (12) e que quebraram alguns ônibus que ligavam Copacabana à Zona Norte em “protesto” contra os arrastões.

Enquanto um morador do bairro é tratado como coitado mesmo tendo tido várias passagens pela polícia, jovens negros são surrados e linchados por crimes bem menores– ou até por não cometerem nenhum crime, como no caso dos ônibus quebrados. As notícias retratadas não são casos isolados, o próprio leitor pode fazer a experiência de ir no Google e procurar por notícias e ver a diferença que os meios de comunicação fazem. Isso só acontece porque muita gente bate palma pra isso, muita gente legitima isso. Então vamos tratar todos esses fatos como “coincidência”? Quando vamos enxergar nossa parte nisso? É muito cômodo clamar por justiça enquanto se é parte da fonte de injustiça!

Enquanto a máxima do “bandido bom é bandido morto” segue legitimando o genocídio da população favelada, continuamos a ser seletivos com os tais bandidos de “classe média”. Coincidência? Não! Continuamos tratando Chico e Francisco de formas diferentes – como destaquei em artigo anterior (13) – e achamos uma coisa normal. Morte ao bandido pobre, aplausos ao bandido rico. Você pode até dizer que não, que pra você bandido é “tudo igual”, mas na prática o que você tá legitimando é exatamente o oposto: bandido branco de classe média é uma “fase ruim”, bandido preto pobre é linchamento, ou, como gostam de proclamar, “faca na caveira”. Vão dizer que não é racismo e nem preconceito de classe, então só pode ser cegueira. Cidadãos de bem no melhor estilo Ku Klux Klan.

Não é coincidência!

Prefeitura de Pacatuba inicia o Programa de Mecanização Agrícola

Pensando em favorecer o pequeno produtor e fixar o homem do campo no campo, para assim reduzir o êxodo rural cuja consequência é o aumento da favelização das grandes cidades e as sofríveis condições sociais enfrentadas pelos trabalhadores rurais neste processo, o prefeito de Pacatuba, Dr. Alexandre Alencar autorizou a secretaria do Desenvolvimento Agrário - SDA a ampliar o Programa de Mecanização Agrícola no município, com foco principalmente nos produtores da agricultura familiar que representam 80% dos produtores agrícolas pacatubanos.

Com o programa o município espera beneficiar cerca de 90 famílias cadastradas perfazendo 300 hectares de solo preparado para a semeadura. Atualmente 25 produtores já foram atendidos pelo programa com 100 hectares de área mecanizada. Deste total a ser beneficiado, 90% são de áreas rurais com até 4 hectares.

A mecanização é realizada seguindo um calendário de cadastramento prévio realizado na sede da secretaria de Desenvolvimento Agrário e segundo o secretário geralmente é obedecida a ordem dos cadastros, no entanto vai depender também das condições do solo.

" O ideal para a realização da mecanização é que o solo se apresente friável em sua consistência,solos muito úmidos ou secos demais não são recomendados a motomecanização", afirmou o secretário da SDA, Cláudio Henrique.


Os agricultores Romualdo Batista de Souza (Ranur) de 33 anos e o senhor Manoel de Souza (Sabiá) de 75 anos, são dois exemplos de agricultores pacatubanos que já estão se beneficiando do Programa e ambos afirmam que o programa contribuí agilizando o trabalho com o ganho de tempo, mão de obra, e também proporciona mais segurança e praticidade, possibilitando também um menor custo de produção.

https://www.facebook.com/PacatubaCE/?fref=ts 

Saiu a lista dos entreguistas!

Quem disse "não" ao projeto Requião de adiar a refundação da Petrobrax!

Por 33 votos a 31, o Senado votou ontem à noite para manter o regime de urgência na tramitação do PL de autoria do senador José Serra que permite às petrolíferas estrangeiras explorar o pré-sal sem fazer parceria com a Petrobras.

Dezesseis senadores estavam ausentes, dentre eles os petistas Walter Pinheiro e Jorge Viana. A senadora Lidice da Mata, do PSB, também poderia ter ajudado a reverter o resultado. Eram os três votos que faltaram.

O governo Dilma assistiu ao desastre à distância.

Milhares de brasileiros, enquanto isso, debatiam no twitter o destino dos integrantes do BBB.

Uma coisa, como notamos, está umbilicalmente ligada à outra.

Só um país idiotizado aceita a entrega de seu patrimônio a preço de banana. É uma decisão que dilapida a soberania nacional ao tirar poder da Petrobras.

O argumento de Serra é de que a estatal brasileira não dispõe de fundos para tocar a exploração do petróleo no ritmo em que deveria fazê-lo.

Portanto, segundo o tucano, é preciso acabar com a exigência de que a Petrobras tenha participação de ao menos 30% na exploração de cada uma das áreas do pré-sal.

Em discurso recente no Senado, o senador Roberto Requião (PMDB-Paraná) elencou seis motivos para sua oposição ao projeto de Serra.

Primeiro: Este é o pior momento para se vender uma grande reserva de petróleo extraído a baixo custo.

Segundo: Sem o Pré-Sal a Petrobras entraria em falência
.

Terceiro: A Petrobras é fundamental para a segurança estratégica do Brasil.

Quarto: O desemprego avança no país. A Petrobras e suas operações no pré-sal são de extrema importância para a retomada do desenvolvimento e para combater o desemprego.

Quinto: A Petrobras e o Brasil devem reservar-se o direito de propriedade, exploração e de conteúdo nacional sobre o pré-sal, porque foram conquistas exclusivamente brasileiras após décadas de pesado esforço tecnológico, político e humano.

Sexto: O projeto Serra, que já era inconveniente e anti-nacional, com os baixos preços do petróleo passou a ser lesivo, um crime contra a pátria.

Requião, no discurso, estranhou a pressa para aprovar o projeto de Serra num momento em que alguns países praticam dumping de petróleo, numa guerra geopolítica. Fez a seguinte comparação: é como vender a própria casa a preço baixo com a garantia de que nossa mãe será mantida no cargo de cozinheira.

O senador paranaense também observou que o projeto de Serra está sendo tocado às pressas, sem passar por comissões, enquanto lobistas frequentam os gabinetes em nome de multinacionais como a Shell e a British Petroleum.

Repete-se, aqui, de forma atenuada, o caso da mineradora Vale, vendida a preço de banana por FHC: o ritmo de exploração do minério de ferro passou a ser ditado exclusivamente pela conveniência dos compradores e do “mercado”. Como denuncia o jornalista Lúcio Flávio Pinto, a demolição rápida de Carajás é um crime de lesa-Pátria.

O PL patrocinado pelo tucano Serra — e apoiado por Renan Calheiros, do PMDB — é visto como o primeiro passo para a entrega completa do pré-sal.

Em seguida viriam a volta do regime de concessão, aquele em que a petrolífera paga um valor adiantado ao Tesouro e fica com 100% dos lucros do petróleo extraído. É um regime que beneficia extraordinariamente as empresas estrangeiras, já que o risco de não encontrar petróleo nos campos do pré-sal é zero!

O governo Dilma já está patrocinando o desmantelamento da Petrobras, com a venda parcial ou total de vários negócios da empresa.

Não há dúvida de que a privatização da Petrobras, que Fernando Henrique Cardoso não conseguiu conduzir em seu governo, está no horizonte.

O senador Roberto Requião, no twitter, observou: “Teria o Brasil perdido a maioria no plenário do Senado para as multinacionais do petróleo? Ainda espero que não”.

Por sua vez, a Carta Maior escreveu, na mesma rede social: “Não é sugestivo destes tempos que o responsável pela funcionária-fantasma não tenha sido arguido pela mídia e lidere a entrega do pré-sal?”.

É uma referência ao fato de que José Serra emprega em seu gabinete a irmã da ex-amante de FHC, Mirian Dutra. “Meg” Dutra Schmidt bate o ponto no Senado mas não trabalha. Segundo Serra, está envolvida em um “projeto secreto”.

Com o resultado de ontem, a votação do PLS 131 segue em regime de urgência.

Como notou Paulo Henrique Amorim, a ação pública de Dilma em defesa dos direitos da Petrobras resumiu-se a publicar uma nota no Facebook.

Marta Suplicy, agora no PMDB, votou com Renan, Serra e Aécio.


PS do Viomundo: Post editado para acréscimos.

Abaixo, os mapas de votação: quem votou SIM pretendia suspender o regime de urgência.







O mau-caratismo de Chico Caruso

Por Altamiro Borges

O cartunista de estimação da famiglia Marinho, Chico Caruso, não gostou das críticas da revista CartaCapital às suas charges reacionárias, de nítido conteúdo golpista. Segundo matéria do Portal Imprensa, postada nesta terça-feira (23), o serviçal do Grupo Globo perdeu o humor e partiu para a baixaria contra os jornalistas Mauricio Dias e Mino Carta. "O que o Mauricio [editor especial da publicação] fez foi mau-caráter, porque ele não contou a piada como era", rosnou.  Já no que se refere ao diretor da revista, Chico Caruso confirmou a sua conversão direitista: “O único humorista com o qual o Mino Carta se identifica hoje é o Laerte. Ele se transformou em um transgênero político, num porta-voz do lulopetismo”, esbravejou o chargista paparicado pelas organizações fascistas que organizam marchas pelo impeachment de Dilma e pela volta dos militares ao poder.

Em edições recentes, a revista CartaCapital não titubeou em questionar as charges de Chico Caruso, que no passado teve um papel de destaque na luta pela redemocratização do Brasil e que, desde a posse de Lula em janeiro de 2003, transformou-se em um dos expoentes da direita mais hidrófoba da mídia nativa. O corajoso Mauricio Dias criticou a sua ilustração asquerosa contra os advogados que defendem o ex-presidente na midiática Operação Lava-Jato. Ele argumentou que Chico Caruso “jogou na lama os advogados e os rebaixou literalmente à condição de bandidos” e disparou: “O cartunista tem sido parte integrante da linha golpista adotada hegemonicamente pela maioria maciça da imprensa brasileira”. A mesma crítica, ainda mais dura, foi feita pela seção carioca da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).

Mauricio Dias também questionou a charge do serviçal do jornal O Globo que mostrou os condenados da Lava-Jato nus num julgamento. Para ele, a ilustração teve a nítida intenção de humilhar os acusados, com a nudez típica dos castigos medievais e das torturas na ditadura militar no Brasil. Esta crítica parece que atordoou o jagunço da famiglia Marinho, segundo relato do Portal Imprensa: “Após a publicação da revista, o cartunista decidiu procurar Mino Carta, diretor de redação, para questionar os apontamentos do editor. Em resposta, o jornalista publicou um editorial na edição desta semana da revista, alegando ser ‘impossível dialogar nas circunstâncias de hoje com quem acredita, como Chico Caruso, que o Judiciário aponta uma nova direção para nossa política’”. 

No editorial, Mino Carta foi ainda mais enfático: “Cada qual tem direito a pensar o que quer, livremente. Trato somente de esclarecer a discrepância e a impossibilidade de diálogo. Anoto, também, a generalizada, epidêmica, avassaladora falta de graça”. A crítica à “falta de graça” foi o que bastou para a reação histérica do vaidoso Chico Caruso. “Para ele, afirmar que há ‘falta de graça’ é um ‘absurdo’. ‘Há piadas sobre advogado no mundo todo’, disse ao Portal Imprensa, ao defender a liberdade que tem para fazer seu trabalho no jornal. O cartunista conclui, dizendo que ‘o único humorista com o qual o Mino Carta se identifica hoje é o Laerte. Ele se transformou em um transgênero político, num porta voz do lula-petismo’". Mino Carta até poderia responder que Chico Caruso se transformou num porta-voz da famiglia Marinho, sabe-se lá a que preço!


Em tempo: Quando será que o cartunista do império global, que adora se travestir de 'independente" e de "anarquista", fará uma charge sobre as amantes de FHC na mídia? Ou sobre o criminoso roubo das merendas escolares no governo tucano de Geraldo Alckmin? Ou ainda sobre o "triplex" ilegal de seus patrões na paradisíaca Paraty?

Por que escândalos de corrupção envolvendo tucanos não avançam na Justiça?


‘Trensalão’ e Furnas: Processos e escândalos envolvendo tucanos ou ocorridos durante gestões do PSDB estão emperrados na Justiça. O que explica este ‘fenômeno’?

Nos últimos anos, em um processo que começou com o mensalão e avança agora com a operação Lava Jato, o brasileiro se acostumou com algo até então considerado improvável: ver políticos no banco dos réus. Ex-ministros, senadores, tesoureiros e líderes partidários foram condenados a penas de prisão em regime fechado. A lei parecia finalmente se voltar para os crimes de colarinho branco cometidos por aqueles que integram o establishment político. Se por um lado processos contra o PT e partidos de sua base aliada avançam em ritmo acelerado, o mesmo não se pode dizer dos dois grandes escândalos de gestões do PSDB. Inquéritos estacionados há anos, juízes arquivando denúncias e penas prescrevendo: esta é a história da lista de Furnas, do trensalão e do mensalão tucano.
O primeiro caso citado trata-se de um documento de cinco páginas divulgado pela revista Carta Capital em 2006 que trazia os nomes de políticos supostamente agraciados com contribuições de campanha frutos de um esquema de caixa dois envolvendo a Furnas Centrais Elétricas, empresa de capital misto do setor elétrico, subsidiária da Eletrobras. No total, 156 políticos teriam recebido 40 milhões de reais no pleito de 2002 – 5,5 milhões teriam irrigado a campanha de Aécio NevesGeraldo Alckmin e José Serra também apareciam na planilha. Os tucanos sempre questionaram a autenticidade do documento: “É uma das mais conhecidas fraudes políticas do País (…) uma tentativa de dividir atenção da opinião pública”, afirmou Aécio em meio ao escândalo do mensalão. Por outro lado, laudos da Polícia Federal apontaram para a legitimidade da lista.
A lista voltou à tona graças a depoimentos de delatores da Lava Jato. O doleiro e delator da operação da PF Alberto Youssef afirmou, em 2015, ter ouvido do ex-deputado José Janene (PP) —morto em 2010— que parte da propina arrecadada em contratos de uma diretoria da Furnas seria dividida com Aécio. Após analisar o conteúdo do depoimento do delator, a Procuradoria-Geral da República optou por não incluir o senador entre os investigados por considerar que faltavam evidências contra ele. Posteriormente o lobista Fernando Moura, amigo do ex-ministro José Dirceu e ligado ao PT, disse perante o juiz federal Sérgio Moro que Furnas era controlada pelo tucano e operava com um esquema de propinas semelhante ao da Petrobras. “É um terço São Paulo, um terço nacional e um terço Aécio“, disse Moura. Instado a explicar a afirmação, o lobista disse que o núcleo de São Paulo seria o PT estadual e o grupo político de Dirceu, enquanto que o núcleo nacional seria o diretório nacional da legenda. Ainda segundo o delator, a indicação de Dimas Toledo para direção da estatal do setor elétrico teria sido feita pelo senador tucano, pouco depois da eleição de Lula em 2002.
O Dimas na oportunidade me colocou que, da mesma forma que eu coloquei o caso da Petrobras, em Furnas era igual. Ele falou: ‘Vocês não precisam nem aparecer aqui, vocês vão ficar um terço São Paulo, um terço nacional e um terço Aécio”, relatou o lobista ao magistrado. O delator chegou a ser ameaçado com a perda dos benefícios de seu acordo com a Justiça, uma vez que mudou um de seus depoimentos envolvendo Dirceu –o que o fez voltar atrás e incriminar novamente o ex-ministro de Lula de ter lhe recomendado que deixasse o país na época das denúncias do mensalãoAécio negou qualquer envolvimento no caso, e disse que é uma tentativa do Governo de colocar no colo da oposição um escândalo que é “do PT“.
Em março de 2012 o juiz federal Roberto Dantes de Paula remeteu o processo para a Justiça Estadual do Rio de Janeiro, onde ele voltou à etapa de inquérito –investigação preliminar. À época a procuradoria da República já havia denunciado 11 pessoas por envolvimento no esquema, entre elas o ex-diretor da empresa Dimas Toledo. Até o momento, quase quatro anos após a mudança de foro do processo, a Polícia não apresentou suas conclusões sobre o caso para que o Ministério Público possa oferecer nova denúncia. A reportagem não conseguiu falar com a delegada Renata Araújo dos Santos, da Delegacia Fazendária do Rio, responsável pela investigação.
Cartel de trens e metrô
O outro escândalo tucano é ainda mais antigo que a lista de Furnas. Batizado de trensalão, trata-se de um esquema de pagamentos de propina e formação de cartel para disputar licitações do Metrô e da CPTM no Estado de São Paulo. Os primeiros indícios de corrupção do caso surgiram em 1997, durante o Governo do tucano Mário Covas, morto em 2001. À época a Polícia Federal indiciou 10 pessoas ligadas à gestão do governador. Dez anos depois, supostas propinas pagas pela empresa Alstom começam a ser investigadas em vários países, e em 2008 um funcionário da Siemens detalha o esquema de propinas em projetos do Metrô e da CPTM de São Paulo e do Metrô do Distrito Federal. Posteriormente, a Siemens decidiu procurar o Conselho Administrativo de Defesa Econômica para delatar a existência do cartel. Mais de uma dezena de processos do caso tramitam na Justiça, a maioria deles relacionados a contratos superfaturados para reforma e manutenção de trens. O período no qual o cartel agia abrange os Governos dos tucanos Mário Covas, Geraldo Alckmin, e José Serra, além de Claudio Lembo, que à época era do PFL (atual DEM). Nas estimativas do MP, o esquema pode ter dado prejuízos de mais de 800 milhões de reais aos cofres públicos.
Até o momento, apenas executivos das empresas envolvidas foram denunciados, nenhum político com foro privilegiado responde na Justiça pelo caso. Alckmin afirma que o Estado foi a grande vítima do caso: “O Governo do Estado entrou com uma ação contra todas as empresas, inclusive exigindo indenização do erário público”. Já Serra garante que durante sua gestão o preço dos serviços contratados baixou: “Nós fizemos uma luta anticartel, para pagar 200 milhões de reais a menos”.
A tramitação dos processos, no entanto, não ocorre sem entreveros. Uma das denúncias do MP contra o ex-executivo da Siemens Marco Missawa foi arquivada pelo juiz Rodolfo Pellizari. Especialistas consultados pelo EL PAÍS afirmam que é bastante raro que o juiz peça o arquivamento de uma denúncia robusta do Ministério Público. No final de 2015 o Ministério Público recorreu da decisão, e o Tribunal de Justiça de São Paulo determinou em dezembro passado que o magistrado aceite a denúncia: “Da mesma forma como não se aceita condenação precipitada, desrespeitando-se os princípios do contraditório e da ampla defesa, também não se aceita decisão prematura“, disseram os juízes.
O promotor Marcelo Mendroni, responsável pelo processo, questiona a isenção deste juiz para julgar um caso que ele já mandou arquivar. “Fica difícil não dizer que haverá uma certa suspeição, uma vez que o juiz achava que a evidência não era suficiente nem para aceitar a denúncia, dificilmente vai achar suficiente para condenar”, afirma. “Mas não há o que fazer”. Mendroni diz também que não é possível comparar as investigações do cartel de trens em São Paulo com a Lava Jato, uma vez que as operação que apura corrupção na Petrobras conta com uma força-tarefa com vários promotores: “Aqui nós vamos nos desdobrando“. O promotor acredita que ainda neste semestre terá início o julgamento.
Em fevereiro de 2015 o Supremo Tribunal Federal arquivou um pedido para investigar o deputado federal Rodrigo Garcia (DEM-SP) e o ex-deputado federal José Aníbal (PSDB-SP), que haviam sido citados por um executivo da Siemens como beneficiários de propinas no esquema de fraudes dotrensalão. Até o momento ninguém foi condenado no caso.
Mensalão tucano
A figura mais emblemática da suposta impunidade tucana é o ex-governador de Minas Gerais Eduardo Azeredo (PSDB). Ele foi condenado em dezembro de 2015 a 20 anos e dez meses de prisão em regime fechado por peculato e lavagem de dinheiro no caso conhecido como mensalão tucano, ocorrido há 17 anos. Os crimes, supostamente ocorridos em 1998, foram denunciados pela Procuradoria-Geral da República apenas em 2007. No ano passado, após a PGR pedir pena de 22 anos para o então deputado federal, ele renunciou ao mandato. Com isso, ele perdeu o foro privilegiado mas ganhou tempo, pois o julgamento do seu caso voltou para a Justiça comum, em primeira instância. Entre o Supremo Tribunal Federal – que o julgaria se mantivesse o foro – enviar o processo de volta à Vara correspondente e a juíza Melissa Pinheiro Costa Lage emitir sua decisão nesta quarta, se passaram 21 meses. Como a decisão foi de primeira instância, ele poderá aguardar a tramitação de seus recursos em liberdade, e existe a expectativa de que os crimes atribuídos a ele tenham prescrito antes de acabarem os recursos. Neste caso, Azeredo não chegará a cumprir pena alguma.
À época da remessa dos autos do STF para a Justiça comum, o então presidente da Corte, Joaquim Barbosa, criticou a manobra do tucano: “O processo tramita aqui há nove anos […]. Só de abertura da ação penal vamos para mais de quatro anos. Não parece bom para o tribunal permitir essa valsa processual, esse vai e volta”. A demora da Justiça em condenar os responsáveis pelo mensalão tucanonão passou despercebida pela juíza. “Triste se pensar que, talvez toda essa situação, bem como todos os crimes de peculato, corrupção e lavagem de dinheiro, tanto do presente feito, quanto domensalão do PT, pudessem ter sido evitados se os fatos aqui tratados tivessem sido a fundo investigados quando da denúncia formalizada pela coligação adversária perante a Justiça Eleitoral“.

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