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Bolsonaro recua e revoga decreto das armas

Rejeitado no Senado, projeto do governo tinha o mesmo destino traçado na Câmara dos Deputados

O presidente Jair Bolsonaro recuou e decidiu revogar o decreto que flexibilizava o porte de armas. A revogação foi publicada no Diário Oficial da união em edição extraordinária na tarde desta terça-feira 25.

A decisão contradiz declaração do porta-voz da Presidência, Otávio Rêgo Barros, desta manhã, de que o presidente Jair Bolsonaro não revogaria o decreto que muda regras para aquisição, cadastro, registro, posse, porte e comercialização de munições e armas de fogo no país.

“O governo não revogará, não colocará nenhum empecilho para que a votação ocorra no Congresso”, disse o porta-voz sobre a matéria em tramitação na Câmara.

Fragilizado após a derrota no Senado na terça-feira 18, quando o plenário aprovou a revogação do decreto presidencial, o governo estava em negociação com a Câmara dos Deputados para evitar mais um revés na principal aposta de campanha de Bolsonaro.

O projeto de decreto seria votado ainda esta semana pelos deputados. Segundo o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, os parlamentares seguiriam a decisão do Senado, rejeitando os decretos.

Por 47 votos a 28, os senadores aprovaram um Projeto de Decreto Legislativo, do senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) e de outros senadores, que susta os efeitos da flexibilização. A maioria dos senadores argumentou que a alteração das regras para o acesso às armas por meio de decreto era inconstitucional e deveria ser feita por projeto de lei.

A expectativa era de que o governo revogasse a medida anterior e editasse novo decreto para colecionadores e novo projeto de lei para as outras alterações.

NESTA DATA - Começou a Guerra da Coreia

Sem nenhum ganho militar, territorial ou político, quatro milhões de pessoas foram mortas

No dia 25 de junho de 1950 a Coreia do Norte, inspirada pela revolução vitoriosa liderada por Mao-Tsé Tung na China, invadiu a Coreia do Sul. Esse conflito foi motivado pela tentativa de reunificar o território, dividido pelos EUA e União Soviética, por meio do acordo Paralelo 38º, em República Democrática da Coreia do Norte e República da Coreia do Sul.

Com a retirada das tropas estrangeiras do território coreano, o Norte começou uma guerra ideológica com o Sul, acirrando as relações entre os dois novos países. O início do conflito foi longo. A ONU decidiu que a ação norte-coreana teria que ser reprimida com tropas internacionais, que atacaram rapidamente o território norte-coreano, em setembro de 1950. Todavia, o apoio chinês à Coréia do Norte mudou o panorama da guerra, pois obrigou que as tropas da ONU recuassem até o paralelo 38º.

Os Estados Unidos, por meio do general McArthur, insatisfeitos com tal recuo, exigiram a concessão de poderes para o uso de armas nucleares. Ao longo dos três anos de conflito, um intenso desgaste das tropas em ambos os lados. Por conta disso, em 1953, começaram diversas rodadas de negociação para pôr fim a guerra. Sem nenhum ganho militar, territorial ou político, quatro milhões de pessoas foram mortas.

Página Musical - Belchior cantando: Meu cordial brasileiro


Meu cordial brasileiro (um sujeito)
me conta o quanto é contente e quente
...Sorri de dente de fora, no leito,
sulamericanamente.
Senhor não me perdoa
eu não estar numa boa
perder sempre a esportiva,
frente a esta gente indecente,
que come, drome e consete;
que cala, logo está viva.
Também estou vivo, eu sei,
mas porque posso sangrar;...
e mesmo vendo que é escuro,
dizer que o sol vai brilhar
com/contra quem me dá duro,
com o dedo na cara,
me mandando calar.
Menina,
ainda tenho um cigarro, mas eu posso lhe dar.
Menina,
a grama está sempre verde, mas que quero pisar.
Menina,
a Estrela do Norte nem saiu do lugar.
Menina,
asa branca, assum preto, sertão não virou mar.
Menina,
o show já começou, é bom não se atrasar.
Menina,
é proibida a entrada, mas eu quero falar
com/contra quem me dá duro,
com o dedo na cara,
me mandando calar
Que o pecado nativo
é simplesmente estar vivo,
é querer respirar.


O homem branco naquela fotografia

Às vezes as fotografias enganam. Esta, por exemplo. Representa o gesto de rebeldia de John Carlos e de Tommie Smith no dia em que ganharam medalhas pelos 200 metros nos Jogos Olímpicos de Verão de 1968, na Cidade do México e é certo que me enganou a mim durante muito tempo. Artigo de Riccardo Gazzaniga.

Sempre vi a fotografia como uma imagem poderosa de dois negros descalços, com as cabeças curvadas, de punhos erguidos com luvas negras, enquanto tocava o hino nacional dos Estados Unidos. Era um forte gesto simbólico, tomando posição pelos direitos civis afro-americanos num ano de tragédias que incluíram as mortes de Martin Luther King e de Bobby Kennedy.

É uma foto histórica de dois homens de cor. Por este motivo, nunca prestei realmente atenção ao outro homem, branco como eu, imóvel, no segundo degrau do pódio de metal. Considerava-o como uma presença casual, um extra no momento de Carlos e de Smith, ou mesmo uma espécie de intruso. Com efeito, pensava mesmo que aquele sujeito – que parecia ser apenas um rival inglês – representava na sua gelada imobilidade a vontade de resistir à mudança que Smith e Carlos invocavam no seu protesto silencioso. Mas estava errado.

Graças a um velho artigo de Gianni Mura, hoje descobri a verdade: aquele branco na fotografia é, talvez, o terceiro herói daquela noite de 1968. Chamava-se Peter Norman, era um australiano que tinha chegado às finais dos 200 metros depois de ter corrido uns extraordinários 20.22 nas semi-finais. Só os dois americanos Tommie Smith“O Jacto” e John Carlos tinham feito melhor: 20.14 e 20.12, respectivamente.

Parecia como se a vitória tivesse de ser decidida entre os dois americanos. Norman era um velocista que parecia estar a ter uns bons momentos. John Carlos, anos mais tarde, disse que lhe perguntaram o que tinha acontecido àquele baixote branco de 5’6” de altura e que corria tão rápido quanto ele e Smith, ambos mais altos do que 6’2”.

Chega a hora das finais e o outsider Peter Norman faz a corrida de uma vida, de novo melhorando os seus tempos. Termina a corrida a 20.06, a sua melhor marca de sempre, um recorde australiano que ainda continua de pé, 47 anos depois.

Mas esse recorde não foi suficiente, porque Tommie Smith era verdadeiramente “O Jacto” e respondeu ao recorde australiano de Norman com um recorde mundial. Em suma, foi uma grande corrida.


Contudo, essa corrida nunca seria tão memorável como aquilo que se seguiu na cerimónia de entrega das medalhas.

Não demorou muito depois da corrida para se compreender que algo de grande, sem precedentes, estava prestes a acontecer no pódio de metal. Smith e Carlos decidiram que queriam mostrar a todo o mundo como era a sua luta pelos direitos humanos e a palavra espalhou-se entre os atletas.

Norman era um branco natural da Austrália, um país que tinha leis de apartheid rigorosas, quase tão rígidas como as da África do Sul. Havia tensão e protestos nas ruas da Austrália na sequência de pesadas restrições a imigração não-branca e a leis discriminatórias contra os aborígenes, algumas das quais consistiam em adopções forçadas de crianças nativas a famílias brancas.

Os dois americanos tinham perguntado a Norman se ele acreditava nos direitos humanos. Norman disse que sim. Perguntaram-lhe se acreditava em Deus e ele, que tinha estado no Exército da Salvação, disse que acreditava firmemente em Deus. “Sabíamos que aquilo que iamos fazer era de longe maior que qualquer feito atlético e ele disse: “Estou com vocês” recorda John Carlos, “Esperava ver receio nos olhos de Norman, mas em vez disso vimos amor.”

Smith e Carlos tinham decidido levantar-se no estádio usando o emblema do Projecto Olímpico para os Direitos Humanos, um movimento de atletas que apoiava a luta pela igualdade.

Iriam receber as suas medalhas, descalços, representando a pobreza vivida pelos negros. Iriam calçar as famosas luvas pretas, símbolo da causa dos Panteras Negras. Mas antes de subirem ao pódio perceberam que só tinham um par de luvas. “Calce cada um uma luva” sugeriu Norman. Smith e Carlos aceitaram o conselho.

Mas então, Norman fez ainda mais. “Acredito naquilo que vocês acreditam. Têm um desses para mim?” perguntou ele apontando para o emblema do Projecto Olímpico para os Direitos Humanos no peito dos outros. “Desse modo, posso mostrar o meu apoio à vossa causa.” Smith admitiu que ficou atónito e que pensou: “Quem é este fulano branco australiano? Ganhou uma medalha de prata, não lhe chega recebê-la e pronto?”

Smith respondeu que não, também porque não queria deixar de usá-lo. Aconteceu que com eles estava um remador americano branco, Paul Hoffman activista do Projecto Olímpico para os Direitos Humanos. Depois de ouvir tudo aquilo, pensou “se um branco australiano me viesse pedir um emblema do Projecto Olímpico para os Direitos Humanos, por Deus, claro que lho daria!” Hoffman não hesitou “Dei-lhe o único que tinha, o meu”.

Os três avançaram pelo campo e subiram ao pódio: o resto é história, preservada pelo poder da fotografia. “Eu não podia ver o que estava a acontecer,” conta Norman, “[mas] tinha sabido que eles tinham levado avante os seus planos quando uma voz na multidão cantou o hino americano, mas depois se calou. O estádio emudeceu”.


O chefe da delegação Americana jurou que estes atletas iriam pagar enquanto vivessem por esse gesto, um gesto que ele pensava não tinha nada a ver com o desporto. Smith e Carlos foram imediatamente suspensos da equipa olímpica americana e expulsos da aldeia olímpica, enquanto que o remador Hoffman foi acusado de conspiração.

Uma vez em casa, os dois homens mais rápidos do mundo enfrentaram pesadas consequências e ameaças de morte.

Mas, no fim, o tempo provou que eles tinham tido razão e tornaram-se campeões na luta pelos direitos humanos. Com a sua imagem restabelecida, colaboraram com a equipa americana de atletismo, tendo sido erigida uma estátua deles na San Jose State University. Peter Norman não está nesta estátua. A sua ausência do pódio parece o epitáfio de um herói em quem ninguém nunca reparou. Um atleta esquecido, apagado da história mesmo na Austrália, o seu país.

Quatro anos mais tarde, nas Olimpíadas de Verão de 1972, em Munique, na Alemanha, Norman não fez parte da equipa de velocistas australianos, apesar de se ter qualificado treze vezes para os 200 metros e cinco vezes para os 100 metros.

Norman deixou o atletismo de competição depois deste desapontamento, continuando a correr ao nível amador.

Na sua Austrália branqueada, resistindo à mudança, ele foi tratado como um estranho, a sua família foi proscrita e incapaz de arranjar trabalho. Trabalhou uns tempos como professor de ginástica, continuando a lutar contra as desigualdades como sindicalista e trabalhando ocasionalmente num talho. Devido a um ferimento, Norman contraiu gangrena que levou a problemas de depressão e alcoolismo.

Como John Carlos disse “Se nós fomos espancados, Peter enfrentou um país inteiro e sofreu sozinho.” Durante anos, Norman só teve uma oportunidade de se salvar: foi convidado a condenar o gesto dos seus colegas atletas John Carlos e Tommie Smith em troca de um perdão do sistema que o ostracizou.

Um perdão que lhe teria permitido arranjar um emprego estável no Comité Olímpico Australiano e fazer parte da organização dos Jogos Olímpicos de Sydney 2000. Norman nunca cedeu e nunca condenou a escolha dos dois americanos.

Ele foi o maior velocista australiano da história e o detentor do recorde dos 200 metros, contudo nem sequer foi convidado para as Olimpíadas de Sydney. Foi o Comité Olímpico americano, quando soube da notícia, que lhe pediu que se juntasse ao seu grupo e o convidou para a festa de aniversário do campeão olímpico Michael Johnson para quem, Peter Norman era um exemplo e um herói.

Norman morreu repentinamente de ataque cardíaco em 2006 sem que o seu país alguma vez lhe tivesse pedido desculpa pela maneira como o tratara. No seu funeral, Tommie Smith e John Carlos, amigos de Norman desde aquele momento em 1968, e que o tinham como herói carregaram o seu caixão.

“Peter foi um soldado solitário. Escolheu, conscientemente, ser um cordeiro do sacrifício em nome dos direitos humanos. Não há mais ninguém senão ele que a Austrália devia honrar, reconhecer e apreciar” disse John Carlos.

“Ele pagou o preço com a sua escolha,” explicou Tommie Smith. “ Não foi apenas um simples gesto para nos ajudar, foi a SUA luta. Foi um branco, um homem branco australiano entre dois homens de cor, levantando-se no momento da vitória, todos em nome da mesma coisa.”

Só em 2012 o Parlamento australiano aprovou uma moção pedindo formalmente desculpa a Peter Norman e dedicando-lhe um lugar na história com esta declaração:

Esta Câmara “reconhece os extraordinários êxitos atléticos do falecido Peter Norman que ganhou a medalha de prata na corrida de 200 metros nas Olimpíadas da Cidade do México de 1968 num tempo de 20.06 segundos, que ainda se mantém como recorde australiano.”

“Reconhece a coragem de Peter Norman, ao ostentar no pódio um emblema do Projecto Olímpico para os Direitos Humanos, em solidariedade com os atletas afro-americanos Tommie Smith e John Carlos, que fizeram a saudação do “poder negro”.”

“Pede desculpa a Peter Norman pelo mal feito pela Austrália em não o mandar às Olimpíadas de Munique de 1972, apesar de repetidamente se ter qualificado e tardiamente reconhece o poderoso papel desempenhado por Peter Norman na prossecução da igualdade racial.”

Contudo, as palavras que melhor nos lembram Peter Norman são simplesmente as suas próprias palavras ao descreverem os motivos do seu gesto, no documentário “Salute” escrito, dirigido e produzido pelo seu sobrinho Matt.

“Não podia ver por que razão um negro não podia beber a mesma água de uma fonte, apanhar o mesmo autocarro ou ir à mesma escola que um branco. Havia uma injustiça social contra a qual nada podia fazer a partir de onde estava, mas que detestava. Foi dito que ter partilhado a minha medalha de prata com aquele incidente no estrado da vitória diminuiu o meu desempenho. Pelo contrário. Tenho de confessar que fiquei muito orgulhoso por fazer parte dele.”


Quando mesmo hoje parece que a luta pelos direitos humanos e pela igualdade nunca acaba e que vidas inocentes são sacrificadas, temos de recordar as pessoas que fizeram sacrifícios como Peter Norman e tentar seguir o seu exemplo. A igualdade e a justiça não são lutas de uma única comunidade, mas de todos.

Assim, este Outubro quando estiver em San Jose, vou visitar a estátua do Poder Negro Olímpico no campus de San Jose State University e aquele degrau vazio no pódio recordar-me-á um herói esquecido, mas verdadeiramente corajoso, Peter Norman.

Tradução de Almerinda Bento para esquerda.net


Diário do Bolso: O pesadelo da conversa com Jesus

Jesus: estou chateado porque você fez arminha na Marcha

Por José Roberto Torero*

Diário, que pesadelo eu tive hoje! Deve ter sido um tipo de ressaca por causa da Marcha para Jesus. Foi assim:

Eu estava passeando num grande jardim, de bermuda e papete, quando vi um cara sentado no galho de uma goiabeira.

Como ele tinha cara de comunopetista, olhei pro outro lado e continuei andando. Mas ele assobiou e disse:
Ei, vai fingir que não me conhece?

Nunca te vi na vida, mas conheço um esquerdopata de longe. São todos peludos. As mulheres não raspam o sovaco e os homens são barbudos e têm cabelo comprido, que nem você.

Eu sou aquele que disse: “Bem-aventurados os misericordiosos, porque eles alcançarão a misericórdia.”

Nunca ouvi essa frase. Mas não concordo. Pra mim não tem essa de misericórdia. Bandido bom é bandido morto.

Tudo bem. Mas vai lembrar que eu disse: “Ame o teu próximo como a ti mesmo”.

Não é “Arme o teu próximo como a ti mesmo?”

Não. É “ame”. Como naquela minha outra frase: “Ame seus inimigos, abençoe quem te amaldiçoa e reze por aqueles que te maltratam.”

Mesmo se forem artistas e universitários?

Mesmo.

Nem morto.

E aquele meu versículo: “Venham a mim todos os que estão cansados e eu lhes darei descanso”?

Já sei: você é contra a reforma da Previdência.

Hum, deixa eu ver… De alguma frase minha você vai lembrar… Ah, já sei! Tem aquela: “Afastai-vos dos falsos profetas. Por seus frutos os conhecereis.”

Pô, não fala assim do Olavo. Ele tem uns seguidores muito bons. Tipo o Weintraub e o Ernesto.

E aquela: “Se alguém te bater na face direita, oferece-lhe também a esquerda”?

Se alguém me bater no rosto, mando bala.

Pelo menos vai lembrar que eu disse “Conheça a verdade e ela vos libertará”.

Ei! Esse é o meu slogan de campanha. Se você usar, eu te processo.

Poxa, eu sou Jesus.

Mentira! Jesus tem olho azul.

Olha, é o seguinte: vim aqui tirar satisfação por causa daquela marcha.

Você não gostou?

Se eu gostasse de marcha, tinha me alistado no exército romano. Estou chateado porque você fez arminha.

Arminha do bem, pô.

Aí ele balançou a cabeça, olhou para o céu e disse:
Pai, perdoai-o. Ele não sabe o que faz.

*José Roberto Torero é autor de livros, como “O Chalaça”, vencedor do Prêmio Jabuti de 1995. Além disso, escreveu roteiros para cinema e tevê, como em Retrato Falado para Rede Globo do Brasil. Também foi colunista de Esportes da Folha de S. Paulo entre 1998 e 2012.

Campeonato Brasileiro D - Atlético Cearense 2 x 1 Bragantino (PA). Confira os gols !



Campeonato Brasileiro Série D | 2ª Fase | 2ª Rodada | Futebol Clube Atlético Cearense 2 X 1 Bragantino Clube/PA | Estádio Presidente Vargas (PV) | Fortaleza/CE | Domingo | 16h | Gols | Daniel (31' 2T) e Rômulo (39' 2T) | Atlético Cearense | Mauro Praia (47' 2T) | Bragantino Clube/PA | Narração: Eudes Silva | Reportagens: Marcos Varela | Rádio Pacatuba em Foco | WEB | Pacatuba/Ceará


Crédito do vídeo: TV Artilheiro

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PF força conexão entre Vaza Jato e Operação Chabu em SC

Para estancar sangria de Sérgio Moro e criminalizar jornalistas, PF aposta em ligações toscas do Pavão Misterioso


O prefeito de Florianópolis, Gean Loureiro (ex-MDB), continua afastado do cargo desde a segunda-feira pela manhã (17/6), quando foi preso e teve seu celular e computadores apreendidos pela Operação Chabu, desencadeada pela Polícia Federal em Santa Catarina. Gean foi preso junto com mais sete agentes policiais, incluindo o delegado federal Fernando Caieron, dirigentes públicos e empresários da área de tecnologia acusados de compor uma rede criminosa de tráfico de informações sigilosas a políticos e empresários investigados por corrupção. Foi solto ao final do mesmo dia, mas o delegado continua preso, junto com mais cinco agentes. O caso ganhou ainda mais repercussão nesta semana, depois que a PF “plantou” em veículos de direita ligações improváveis entre a espionagem denunciada pela Operação Chabu e os vazamentos do Morogate.

Na quarta-feira (19/6), os advogados do prefeito tentaram suspender o seu afastamento no TRF4, mas não obtiveram êxito. Por enquanto, quem administra a capital é o vice-prefeito José Batista Nunes (PSDB). Em live veiculada nesta sexta-feira, 21, na página do Facebook de Boppré, na sexta-feira, 21, ele e o vereador Lino Peres afirmam que a oposição está muito apreensiva porque Gean Loureiro tem frequentado a Câmara de Vereadores e o seu gabinete, de onde entra e sai levando pastas e documentos. Querem saber, por exemplo, por que o prefeito, sendo apontado como o articulador da “Orcrim”, foi solto no mesmo dia da prisão e continua livre para passear no seu gabinete e recolher provas?

Os quatro vereadores da oposição, Afrânio Boppré (PSoL), Marquito (PSoL), Lino Peres (PT) e Vanderlei Farias, o Lela (PDT), já emitiram duas notas conjuntas reivindicando informações da Polícia Federal para se posicionarem com mais clareza sobre o ocorrido. “Decidimos evitar julgamentos ou absolvições enquanto não tivermos informações em profundidade”, explica Lino. Querem saber que informações há nos equipamentos e celulares apreendidos e o possível envolvimento de outros funcionários públicos municipais nessa rede de tráfico de informações. “Se Gean diz que é vítima de uma armação, queremos saber quem é esse agente oculto que tem tanto poder e influência na vida da cidade”, afirma Boppré.


PF APELA PARA O PAVÃO DE PERNA CURTA

Nesta quinta-feira, 20/6, a revista Isto É publicou reportagem de capa na edição do fim de semana, intitulada “Cerco aos hackers”
afirmando que a PF está investigando as “possíveis ligações” entre a Operação Chabu, a Vaza Jato e a atuação de agentes cibernéticos em Santa Catarina, no Brasil, Dubai e Emirados Árabes. Segundo “investigações preliminares”, a PF teria encontrado conexões entre o jornalista investigativo Glenn Greenwald, do The Intercept, Edward Snowden, refugiado na Rússia, com os irmãos bilionários Nikolai e Pavel Durov. Os Durov são proprietários do programa de conversação em chat, o Telegram, de onde vazaram os diálogos entre o ministro da Justiça Sérgio Moro e o procurador Deltan Dallagnol, revelados por Greenwald e sua equipe no escândalo conhecido também como Brasilgate. Finalmente, a PF teria encontrado ligações com Evgeniy Mikhailovich Bogachev, conhecido como Slavic, procurado pelo FBI sob a acusação de cometer crimes cibernéticos, que criou o vírus Cryptolocker e o código Zeus. 

Conforme o diretor-geral da PF, Maurício Valeixo, o órgão “acredita ter se aproximado dos hackers que invadiram a privacidade dos procuradores”. A relação conspiratória, clara tentativa de criminalizar os jornalistas do The Intercept e levar os denunciadores da tribuna para o banco dos réus, foi levianamente lançada em veículos brasileiros de direita desde o início da semana. Estão aí todas as tintas de mais uma farsa do ex-juiz que fraudou a justiça com seus processos persecutórios e seletivos, baseados numa relação de influência ilícita sobre os procuradores da Lava Jato e na manipulação dos autos de acusação para condenar em tempo record o ex-presidente Lula à prisão. Emparedado pelas revelações do site The Intercept, trazidas a conta-gotas, como uma morte lenta, Sérgio Moro precisa com urgência de qualquer subterfúgio pra sair da berlinda e partir para a ofensiva.

O único indício apontado pela revista de que a relação apontada por um perfil anônimo no twitter de forma grotesca pode merecer a credibilidade dos seus leitores é o fato de a PF dar importância a ela (SIC). “Embora parecesse inverossímil num primeiro momento, por conter erros de grafia e tradução, ISTOÉ confirmou que a PF segue sim o rastro da pista, considerada importante pelos agentes hoje à frente do caso.” Os métodos caluniosos e fantasiosos são os já conhecidos da sua lavra. Enquanto a PF sege as pistas do “Pavão Misterioso”, em Santa Catarina, ninguém entende os rastros da polícia, que parece encobrir na Operação Chabu a sua própria corrupção interna.

Reinaldo: combater corrupção não é tarefa para novos criminosos

O jornalista Reinaldo Azevedo avalia que, "sob o pretexto de combater a corrupção e as corporações, iniciativas como as operações Mãos Limpas e Lava Jato acabam criando o caldo de cultura para os candidatos a autocratas"; "Foi assim com Silvio Berlusconi e quase tudo o que veio depois na Itália; é assim com Bolsonaro no Brasil"; "Crimes cometidos por homens e entes do Estado serão sempre mais graves do que aqueles cometidos por indivíduos e empresas que compõem a sociedade. Combatamos a corrupção. Mas essa não é tarefa para criminosos"

O jornalista Reinaldo Azevedo avalia em seu blog no Uol que, "sob o pretexto de combater a corrupção e as corporações, iniciativas como as operações Mãos Limpas e Lava Jato acabam criando o caldo de cultura para os candidatos a autocratas". 

"Foi assim com Silvio Berlusconi e quase tudo o que veio depois na Itália; é assim com Bolsonaro no Brasil. Ou por outra: considera-se, então, que o governante que se ancora numa coalizão para governar estará necessariamente praticando corrupção, mas aquele que se apresenta para tomar decisões ao arrepio de qualquer tentativa de entendimento ou consenso estaria, então, agindo em nome dos interesses celestes", afirma. 

De acordo com o jornalista, "é claro que se trata, essencialmente, de uma agressão à democracia. E, por óbvio, quem está imbuído desse espírito missionário não dá bola para os limites legais, como a Lava Jato não deu". 

"Se o combate à corrupção justifica qualquer ação, passa a justificar também a agressão à ordem legal, que costuma ser chamada de crime. E já está mais do que claro que crimes foram cometidos no Brasil sob o pretexto de combater o crime. Ocorre que crimes cometidos por homens e entes do Estado serão sempre mais graves do que aqueles cometidos por indivíduos e empresas que compõem a sociedade. Combatamos a corrupção. Mas essa não é tarefa para criminosos", complementa.

Em STF “acovardado”, Cármen Lúcia age para adiar julgamento de Lula na terça-feira

A ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal, agora age para adiar o julgamento do habeas corpus do ex-presidente Lula previsto para acontecer na terça-feira, 25, na Segunda Turma da Corte.

A informação é do diário econômico conservador Valor Econômico, do Grupo Globo.

O pedido de HC, que estava sob vistas de Gilmar Mendes, foi liberado e colocado em pauta pelo ministro Ricardo Lewandowski, que dirigia a Turma.

Cármen, que agora assumiu a posição, passou o HC de Lula da terceira posição na fila para a décima segunda e última.

Com isso, é possível que não haja tempo para analisar o pedido na próxima sessão.

A expectativa é de que o pedido de Lula, cuja defesa alega parcialidade do então juiz federal Sérgio Moro no caso do tríplex do Guarujá, seja aprovado por 3 a 2 com os votos de Gilmar, Lewandowski e do decano do tribunal, Celso de Mello.

Porém, os militares não aceitam que Lula seja colocado em liberdade.

Em ocasião anterior, o general Villas Boas, ex-comandante do Exército, tuitou uma “advertência” ao STF na véspera do julgamento de HC que poderia beneficiar Lula.

O tuíte foi divulgado a tempo de ser reproduzido com destaque no Jornal Nacional.

Mais recentemente, o general Augusto Heleno teve um chilique diante do capitão Jair Bolsonaro, pedindo a prisão perpétua do ex-presidente Lula — provavelmente foi a forma que ele, general, encontrou de lamber as botas de um capitão e garantir o cargo.

Porém, não se pode desprezar o histórico de o STF se submeter aos militares — como aconteceu, por exemplo, depois do golpe de 1964.

Em geral, a inteligência das Forças Armadas dispõe de petardos para disparar contra os ministros, fazendo com que eles se acovardem.

É importante relembrar a própria advertência presciente do ex-presidente Lula à presidenta Dilma, feita em telefonema interceptado pela Lava Jato, antes do impeachment:

Nós temos uma Suprema Corte totalmente acovardada, nós temos uma Superior Tribunal de Justiça totalmente acovardado, um Parlamento totalmente acovardado, somente nos últimos tempos é que o PT e o PC do B é que acordaram e começaram a brigar. Nós temos um presidente da Câmara fodido, um presidente do Senado fodido, não sei quanto parlamentares ameaçados, e fica todo mundo no compasso de que vai acontecer um milagre e que vai todo mundo se salvar. Eu, sinceramente, tô assustado com a “República de Curitiba”. Porque a partir de um juiz de 1ª Instância, tudo pode acontecer nesse país.

Página Musical - Belchior cantando: Monólogo das Grandezas do Brasil


Belchior - Monólogo das Grandezas do Brasil

Todo mundo sabe/todo mundo vê
Que tenho sido amigo da ralé da minha rua
Que bebe pra esquecer que a gente
É fraca
É pobre
É víl
Que dorme sob as luzes da avenida
É humilhada e ofendida pelas grandezas do brasil
Que joga uma miséria na esportiva
Só pensando em voltar viva
Pro sertão de onde saiu
Todo mundo sabe
(principalmente o bom deus, que tudo vê)
Que os homens vão dizer que a vida é dura e incompleta
Pra quem não fez a guerra e não quer vestibular
Pra quem tem a carteira de terceira
Pra quem não fez o serviço militar
Pra quem amassa o pão da poesia
Na limpeza e na alegria
Contra o lixo nuclear.
Como uma metrópole,
O meu coração não pode parar
Mas também não pode sangra eternamente
Ta faltando emprego
Neste meu lugar
Eu não tenho sossego
Eu quero trabalhar
Já pensei até em passar a fronteira.
- eu vou pra são paulo e rio
(eldorados da além - mar)
A estrada é uma estrela pra quem vai andar.
Oh! não! oh! não!
Ai! ai! que bom que é
A lua branca, um cristão andando a pé!
Ai! ai! que bom, que bom se eu for
Pés no riacho, água fresca, nosso senhor!
Vou voltar pro norte/ semana que vem
Deus já me deu sorte/ mas tem um porem
Não me deu a grana/ pra eu pagar o trem.

Nova bomba da Vaza Jato revela que Moro mentiu e cometeu outro crime contra Lula

A parceria entre o The Intercept e o jornalista Reinaldo Azevedo trouxe mais uma bomba: a revelação de que o ex-juiz Sergio Moro, que atuou como chefe da acusação contra Lula, e não como magistrado imparcial, decidiu que procuradores deveriam interrogar o ex-presidente, em mais um crime que terá que levar à anulação do processo


A parceria entre o The Intercept e o jornalista Reinaldo Azevedo trouxe mais uma bomba: a revelação de que o ex-juiz Sergio Moro, que atuou como chefe da acusação contra Lula, e não como magistrado imparcial, decidiu que procuradores deveriam interrogar o ex-presidente, em mais um crime que terá que levar à anulação do processo.


Uma nova conversa entre membros da Lava Jato revela que a procuradora Laura Tessler, da força-tarefa, deixou de participar de audiências, incluindo uma com o ex-presidente Lula, após reclamação do então juiz Sérgio Moro.

As informações foram divulgadas com exclusividade e em primeira mão pelo âncora da BandNews FM Reinaldo Azevedo, em parceria com o site The Intercept Brasil.

Em 13 de março de 2017, Moro enviou uma mensagem para o procurador Deltan Dallagnol, onde fala sobre a integrante da Lava Jato: “É excelente mas para inquirição em audiência, ela não vai muito bem. Desculpe dizer isso, mas com discrição, tente dar uns conselhos a ela, para próprio bem dela. Um treinamento faria bem. Favor manter reservada essa mensagem”.

No mesmo dia, Deltan encaminha a mensagem para o também procurador Carlos Fernando dos Santos Lima, hoje aposentado. Após pedir para o coleter cuidado e apagar as informações depois da leitura, Deltan afirma: “Vamos ver como está a escala e talvez sugerir que vão 2, e fazer uma reunião sobre estratégia de inquirição, sem mencionar ela.”

Em resposta, Carlos Fernando concorda com o pedido: “Por isso tinha sugerido que Júlio ou Robinho fossem também. No do Lula não podemos deixa.

AGORA É LEI! APROVADA A INTEGRALIDADE DA REGÊNCIA DE CLASSE NA APOSENTADORIA



Nesta quarta-feira (19), o plenário da Assembleia Legislativa do Ceará aprovou a incorporação da Regência de Classe do Magistério.

O projeto de lei complementar 16/2019 assegura a incorporação, nos proventos de aposentadoria de professores do Grupo Ocupacional Magistério da Educação Básica da Secretaria de Educação do Estado do Ceará (MAG/SEDUC), da gratificação por efetiva regência de classe. Agora segue para sanção do governador.

O projeto do Executivo, que integra a política de valorização do magistério estadual, beneficiará cerca de 10 mil professores de forma imediata. A matéria faz parte da Pauta Estadual da Educação. Uma grande conquista da categoria.

“Uma grande vitória da nossa Campanha Salarial, que segue adiante, cobrando o reajuste, a homologação do Concurso, pagamento das promoções, ampliação e a revisão da tabela vencimental dos funcionários da Educação. Uma conquista de toda a categoria e continuaremos na luta”, afirmou Anizio Melo, presidente da APEOC e FETENE.


A trajetória de Chico Buarque Francisco Buarque de Hollanda, que nasceu em 19 de junho de 1944, é dramaturgo e escritor, mas dedica a maior parte da sua carreira à música

Francisco Buarque de Hollanda nasceu em 19 de junho de 1944. Seus trabalhos abrangem a música, a dramaturgia e a literatura. É filho do historiador Sérgio Buarque de Holanda e de Maria Amélia Cesário Alvim.

Chico é dramaturgo e escritor, mas dedica a maior parte da sua carreira à música. Ingressou na vida artística na década de 1960, destacando-se em1966, quando venceu o Festival de Música Popular Brasileira. Foi com a música A Banda que Chico cativou o público brasileiro. A convivência com intelectuais como Vinicius de Moraes e Paulo Vanzolini reforçou o gosto pela música. Em 1968, venceu outro Festival, o III Festival Internacional da Canção da TV Globo. Desta vez, a canção vencedora foi Sabiá, composição de Chico em parceria com Tom Jobim.

Ao longo da carreira, outras parcerias também foram importantes, como as formadas com Francis Hime e Edu Lobo.

O auto-exílio na Itália, em 1969, foi preponderante para o ativismo político e a luta pela democratização do Brasil. Foi um dos mais importantes artistas que lutou contra a censura na arte na época do Regime Militar. Como escritor, Chico também obteve grande sucesso, ganhando o Prêmio Jabuti com o livro Budapeste, lançado em 2004. Casou-se com a atriz Marieta Severo, com quem teve três filhas.

Antes da música

Chico Buarque chegou a ingressar no curso de Arquitetura da Universidade de São Paulo (FAU), em 1963, mas saiu dois anos depois. A partir daí, dedicou-se à carreira artística. Foi nessa época que lançou Sonho de Carnaval, inscrita no I Festival Nacional de Música Popular Brasileira, além de Pedro Pedreiro.

A face lírica do cantor começou a ser descoberta em 1966, com a composição de músicas como Ela e sua Janela. Ao longo da carreira, o samba e a MPB também seriam estilos amplamente explorados pelo artista.

Além de adaptar canções para peças infantis e filmes, Chico Buarque fez sucesso com várias canções-temas. Escreveu o livro Benjamim, que virou filme em 2003, e em 2009, o livro Budapeste, que também virou filme e contou com a participação do escritor.

No teatro, Chico se destacou na autoria de músicas para as peças Morte e vida Severina e Os Saltimbancos.Também se destacou como escritor das peças Calabar: o Elogio da Traição, Roda Viva, Ópera do Malandro e Gota D’água.


VAZA JATO - Em novo vazamento, Moro tenta evitar que Lava Jato investigue FHC

The Intercept publicou nova reportagem, revelando o esforço de Sérgio Moro para proteger o ex-presidente tucano

O site The Intercept Brasil tornou público, no início da noite desta terça-feira (18), um novo diálogo entre o procurador Deltan Dallagnol e o então juiz Sergio Moro. Desta vez, o tema da conversa foram investigações do Ministério Público Federal (MPF) sobre o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB). 

A conversa teria ocorrido pelo aplicativo Telegram, no dia 13 de abril de 2017. Moro questionou Dallagnol sobre a gravidade das suspeitas contra FHC, afirmando, em seguida, não querer "melindrar alguém cujo apoio é importante".

Confira a transcrição dos diálogos:

Moro – 09:07:39 – Tem alguma coisa mesmo seria do FHC? O que vi na TV pareceu muito fraco?

Moro – 09:08:18 – Caixa 2 de 96?

Dallagnol – 10:50:42 – Em pp [princípio] sim, o que tem é mto [muito] fraco

Moro – 11:35:19 – Não estaria mais do que prescrito?

Dallagnol – 13:26:42 – Foi enviado pra SP sem se analisar prescrição

Dallagnol – 13:27:27 – Suponho que de propósito. Talvez para passar recado de imparcialidade

Moro – 13:52:51 – Ah, não sei. Acho questionável pois melindra [melindrar] alguém cujo apoio é importante

De acordo com a reportagem do The Intercept, o diálogo teria ocorrido no dia seguinte à veiculação de uma reportagem no Jornal Nacional sobre suspeitas contra o ex-presidente. Na época, a Lava Jato vinha sofrendo questionamentos sobre um suposto direcionamento das denúncias da força-tarefa contra o Partido dos Trabalhadores (PT). Daí decorreria a preocupação de Dallagnol em "passar o recado de imparcialidade", tornando públicas investigações sobre a conduta de FHC. 

A força-tarefa da Lava Jato em São Paulo informou à reportagem que “não cuidou de caso relativo a Fernando Henrique Cardoso. Desdobramento oriundo da Operação Lava Jato, relativo ao ex-presidente, veio para São Paulo junto com outros casos da ‘lista do Facchin’ e foi distribuído para uma procuradora que não integra o grupo”. 

O The Intercept reafirmou que as reportagens da série são publicadas assim que produzidas, editadas e checadas dentro dos princípios da ética jornalística, e que o material é autêntico.

GLOBO DETONA MORO E DALLAGNOL NO ZORRA TOTAL

Criticada por blindar o ex-juiz Sergio Moro, a Globo demonstrou, neste sábado, que seu humor é mais sério do que seu departamento de jornalismo; num quadro do programa Zorra Total, Moro e Dallagnol foram parodiados pela fraude processual cometida contra o Lula, que prendeu o presidente mais popular da história do Brasil, fraudou o resultado das eleições presidenciais de 2018, arruinou a economia nacional e permitiu a acensão da extrema-direita ao poder no Brasil


Na Globo, o humor deve ser levado mais a sério do que o jornalismo. Isso foi demonstrado, na noite de ontem, no programa Zorra Total, em que o ex-juiz Sergio Moro e o procurador Deltan Dallagnol foram parodiados pela fraude processual cometida contra o Lula, que prendeu o presidente mais popular da história do Brasil, fraudou o resultado das eleições presidenciais de 2018, arruinou a economia nacional e permitiu a acensão da extrema-direita ao poder no Brasil. E tudo isso ao som de "Agora eu era herói", canção de Chico Buarque de Hollanda. Confira o vídeo:



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