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Intervenção federal no Rio: uma manobra (política) de profissionais


Por Ricardo Lengruber

O êxito, ainda que mínimo, de uma intervenção pode ser a abertura de caminhos para enfraquecimento das instituições da República

Não há dúvidas de que a situação da segurança pública no Brasil, no Rio em particular, é gravíssima. Apesar disso, dados do ISP revelam que, em números, os cenários de 2016 e de 2015 talvez tenham sido piores. A decisão pela intervenção federal no Rio não é técnica, tampouco jurídica. É política. Há interesses político-midiáticos muito profundos nesse movimento.

Políticos porque os setores governistas conservadores estão se vendo num cenário de ausência de opções eleitoralmente viáveis para 2018. Midiáticas porque há em curso no Rio uma batalha por espaços econômicos e de poder importantes entre Globo, principal grupo de comunicação do estado, e a Record, da igreja do bispo Marcelo Crivella, prefeito carioca.

Sobre a questão da comunicação, ainda ocorre mais: há em curso claramente um esforço de propaganda negativa sobre o Rio. Há interesses óbvios de se criar dificuldades para se vender soluções. A situação é temerária sim. Mas, há que se concordar: ela é há anos.

O que se tem agora de diferente é a radicalização da omissão do Estado e da propaganda negativa. Além disso, a crise financeira, promovida em parte pela redução dos royalties do petróleo, aliada aos escândalos de corrupção que levaram à prisão do ex-governador Sérgio Cabral, justificaram incialmente o pacote de austeridade ditado pelo governo federal e, agora, uma intervenção direta.

Em outras palavras: o MDB nacional está conseguindo minar o partido no estado sem sequer derrubar seu governador – pelo menos até a próxima eleição. Há que se pensar na dificuldade que o governo federal tem enfrentado de aprovar a reforma da Previdência. Os compromissos assumidos com o mercado financeiro estão sob risco.

Uma situação de intervenção, além de impedir a votação (e expurgar a eventual derrota do governo), ainda pode cativar esse mesmo mercado para um cenário de aparente ordem e redimir um governo falido. Pode, inclusive, dar fôlego ao governo de modo a aprovar a reforma nos próximos meses.

Há que se ponderar sobre a ausência de opções eleitorais do campo conservador. O atual governo se vê sem alternativas viáveis, permitindo o crescimento das intenções de voto da extrema direita, que acena para o fascismo. Uma pequena melhora na sensação de segurança no Rio pode criar uma nova área de agregação desse eleitorado.

Aliás, o fato de a oposição estar contra a intervenção pesará muito contra ela. Outro fator a ser compreendido é de que há em curso no País um esgarçamento da sensibilidade democrática. A frágil democracia que se construía nas últimas décadas tem sido apresentada como a responsável pela calamidade que se alardeia na mídia.

O êxito, ainda que mínimo, de uma intervenção pode ser a abertura de caminhos para enfraquecimento das instituições da República. Talvez seja o primeiro passo de umaponte para o passado. Além de tudo isso, do ponto de vista prático, é necessário lembrar que as forças armadas tem formação, na melhor das hipóteses, para a salvaguarda da soberania nacional, por melhor que seja a formação técnica de seus oficiais.

Função diferente daquelas que são as das polícias militar e civil. Alinhar as incumbências das Forças Armadas e das polícias é enfraquecer ambas ainda mais e inviabilizar, a longo prazo, as soluções estruturantes que o quadro de segurança pública exige.

A intervenção pode, na verdade, a longo prazo, piorar o quadro da segurança. As comunidades mais pobres, que já sofrem tanto com a guerra às drogas, sofrerão ainda mais, com maior arbitrariedade. E as questões de base, do crime organizado, por exemplo, sequer devem ser tocadas. Mas parece que pode redimir um governo que estava caducando. E talvez ressuscite na opinião pública (com a narrativa elogiosa que já está nos telejornais) a velha política, que ainda ocupa os palácios.

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