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Rádio realiza transmissão 100% feminina no Brasileirão

Por Rafael Alaby Martins Ferreira

A tarde do último domingo foi histórica para o jornalismo esportivo brasileiro e principalmente para as mulheres da categoria. Após cinco décadas, uma emissora de rádio voltou a fazer uma transmissão de futebol com equipe 100% feminina.

A Rádio Poliesportiva, emissora do segmento web, escalou pela primeira vez um trio feminino para transmitir as emoções de um jogo de futebol masculino. A narradora Elaine Trevisan, a repórter Natália Santana e a comentarista Juliane Santos estiveram no Morumbi acompanhando o empate entre São Paulo x Bahia, no encerramento do Brasileirão.

O último registro de uma equipe 100% feminina no futebol masculino havia sido no final de década de 60. Claudete Troiano narrou, e Jurema Yara e Leilah Silveira comentaram uma partida pela Rádio Mulher.

Em depoimento ao Torcedores.com, as “Superpoderosas”, carinhoso apelido dado às meninas, relataram a experiência vivida no Cícero de Pompeu de Toledo e entenderam o feito como um importante passo para derrubar o tabu do machismo na mídia esportiva.

“Foi uma sensação indescritível. Fiquei emocionada e muito realizada. Não só por marcar história e estar em um estádio tradicional como é o Cícero Pompeu de Toledo, mas pela representatividade que o que fizemos tem para nós, para as mulheres e para o jornalismo esportivo”, relatou Elaine Trevisan, que também é narradora da Rede Vida.

A repórter Natália Santana admitiu ter sentido o famoso friozinho na barriga ao sentar na cabine de rádio, mas ao poucos se tranquilizou e foi para a casa com a sensação de dever cumprido.

“Não tem como não dizer que a princípio a sensação foi de apreensão e ansiedade. A receptividade na chegada às cabines não foi das melhores, olhares suspeitos dos colegas da imprensa que ali já estavam. Aos poucos fomos relaxando e nos acomodando naquele espaço que também é nosso. Ao desligar o microfone no fim da transmissão, tive a sensação de dever cumprido. Podemos mostrar que somos capazes e que não podemos deixar nada nos limitar”, falou a jornalista, que também já foi colaboradora do Torcedores.com.

Ouça as narrações dos gols, comentários e reportagens do trio em São Paulo 1 x 1 Bahia:


“Todos nós podemos”

Juliane Santos, a caçula da equipe, ressaltou a responsabilidade de representar as mulheres num dia histórico para a categoria.

“Sensação de realização e também de muita responsabilidade porque estávamos representando muitas mulheres no meio do futebol. Estávamos sabendo da quebra do tabu contra muita coisa e até mesmo preconceito, mas foi um sinônimo de realização para mim. Que isso seja espelho para outras mulheres que até mesmo se sintam acanhadas e intimidadas. Todos nós podemos. Foi incrível estar ali no meio de tantos homens e fazer a transmissão 100% feminina”, vibrou.
Machismo ainda persiste


As jornalistas registraram à reportagem que foram alvo de olhares preconceituosos assim que chegaram ao setor do Morumbi, onde ficam localizadas as web rádios.

“Logo na entrada do Morumbi encontramos jornalistas no setor onde fica a zona mista e fomos muito bem tratadas. Com muita receptividade. Depois subimos para o setor das rádios e lá nos olharam com preconceito. O impacto que tive ao ver aqueles olhares duvidosos foi bem ruim. Ainda mais por saber que iríamos transmitir dali. Acredito que um ambiente mais receptivo traria mais segurança. Não posso dizer que esses olhares foram gerais. Afinal, sempre tem aqueles de bom senso e sem preconceitos, mas foi o da maioria que nos recebeu”, disse Trevisan.

Juliane lamentou os olhares suspeitos vindos de alguns homens, mas os viu como estímulo para as meninas irem cada vez mais aos estádios mostrarem o seu valor profissional.

“Infelizmente percebemos logo na chegada às cabines que nossos colegas jornalistas não gostaram muito da nossa presença. Realmente, muitos olharam tortos para nós, e em nenhum momento nos cumprimentaram. O único que nos cumprimentaram, no caso eu e a Elaine, porque a Natália estava na zona mista, foi o meu ex-chefe da Rádio Conexão, César Tavares e o Gabriel Max (operador da Rádio Poliesportiva) que nos apoiou do início ao fim.”

“Isso (comportamento dos homens) nos encorajou ainda mais estar presente nos estádios. Infelizmente sabemos que ainda tem machismo. Sentimos isso”, completou.
Portas abertas para mais mulheres

Elaine, Natália e Juliane esperam que a decisão da Rádio Poliesportiva a dar espaço às meninas na transmissão esportiva sirva como exemplo para outras emissoras.

“A mídia alternativa tem tido um papel importante para nós. Que outros veículos se inspirem para virar rotina a presença da mulher, não só como narradora, repórter ou comentarista, mas como chefe de redação ou cargos executivos, para que possamos ter voz ativa e nos sentir representadas de fato na mídia”, disse Natália.

“Foi dado um grande passo para a quebra de tabu (machismo no jornalismo esportivo). Acredito que possa crescer ainda mais a possibilidade de as mulheres se encaixarem no campo, na TV, no rádio.. Somos competentes. Não é só o rosto bonito. É o fato de gostar e saber o que está fazendo. Com humildade, podemos tudo”, falou Juliane.

“Acredito que a Poli foi pioneira, expôs uma realidade possível e destacou que o jornalismo esportivo tem profissionais qualificados para ocupar qualquer função, seja ela de narradora, comentarista e repórter. Com toda certeza foi mais um passo para conquista de espaço e respeito nas redações, onde o machismo ainda existe e a hostilidade se refugia em discursos hipócritas de que existe igualdade”, encerrou Trevisan.

http://torcedores.uol.com.br/noticias/2017/12/radio-transmissao-100-feminina?utm_source=Facebook&utm_medium=Fan+Page
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