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Futebol brasileiro deve uma homenagem a Francisco Carregal

É novembro, Mês da Consciência Negra, e não vi nem uma escassa linha sobre Francisco Carregal. Atenção, marqueteiros: ainda é tempo de meter o nome dele nas costas de seus atletas, fazer um time de Carregais, e passar por bem informado.

Francisco Carregal era um tecelão da Fábrica de Tecidos Bangu, inaugurada em 1889, com o nome de Companhia Progresso Industrial do Brasil. Com 1.200 teares, 1.900 cavalos vapor de força e 1.600 operários, foi a maior e mais moderna fábrica do Rio de Janeiro, então o maior centro produtivo do país. Projetada por engenheiro inglês, teve todo o maquinário importado. Junto com as peças, vieram operadores britânicos, que passaram a morar em uma vila construída no mesmo bairro, que ficava a cerca de 30 quilômetros do centro da cidade.
Entre os funcionários, veio um escocês, Thomas Donohoe, em 1893. Além da habilidade de manusear os teares, trouxe uma bola, chuteiras e até bomba para encher as ditas. Adorava o tal de football, novidade surgida anos antes, nas universidades britânicas. Não só ele: vários de seus colegas de fábrica já batiam a sua bolinha. Em 1894 teriam, inclusive, protagonizado o primeiro jogo de esporte do país, ainda sem uniformes, com times reduzidos e sem gramado com medidas padronizadas. A falta desses detalhes é que faz de Charles Muller e seus amigos paulistas os oficiais introdutores do futebol no Brasil.
Em 1904, o time – que jogava dentro da Fábrica – ganhou uma sede e um nome oficial: Bangu Atlhetic Club. Passou, inclusive, a contar com jogadores das outras empresas da região. A princípio, só ingleses. Mas, já no ano seguinte, abriu espaço para três italianos, dois portugueses e um brasileiro: Francisco Carregal, o primeiro negro a jogar futebol no país.
Carregal estreou, por acaso, um dia depois do aniversário de 17 anos da Lei Áurea, em 14 de maio de 1905, contra o Fluminense, vitória por 5 a 3. Segundo o jornalista Mário Filho, no livro “O Negro no Futebol Brasileiro”, Carregal comprou roupa nova para o dia, para “parecer o menos negro possível”.
O meio-campista abriu as portas para outros brasileiros, operários e negros: o Bangu foi campeão carioca da segunda divisão em 1911 com quatro negros e seis operários no elenco – e nas arquibancadas, reservadas para a elite na ampla maioria dos clubes da época. Em 1923, o Vasco da Gama quebrou outra barreira, ao ser o primeiro campeão da primeira divisão com um time em sua maioria formado por negros, grande parte vinda justamente do Bangu.
Entre a estréia de Carregal e o título do Vasco, em 1907, a Liga Metropolitana de Futebol determinou que o Bangu não registrasse “pessoas de cor” como atletas. O clube optou por se afastar da entidade e manter seus jogadores. Logo depois do título do Vasco, Flamengo, Botafogo e Fluminense e outros times abandonaram a Liga e fundaram a Associação Metropolitana de Esportes Atléticos (AMEA), sem o Vasco.
Só que o “problema” parecia insolúvel, pois, além de vários, os negros jogavam bem. Para ganhar era preciso tê-los. No Fluminense, o mulato Carlos Alberto usava pó de arroz no rosto para jogar (motivo do apelido do clube). Artur Friendenreich, primeiro ídolo do futebol nacional, filho de pai alemão e mãe brasileira negra, alisava seus cabelos antes de entrar em campo.
O jeito de incorporá-los – mas sem abrir mão do racismo e da hipocrisia – foi adotar o profissionalismo. Assim, os negros passaram a entrar em campo legalmente, só que pela porta de serviço. Eram pagos pelos brancos para jogar futebol, mas não se misturavam com os sócios dos clubes.
Impuseram-se pela categoria, pela força, pela qualidade. Acho que não precisa nem detalhar.
Não se sabe quantas partidas Francisco Carregal fez pelo Bangu, quantos gols ele marcou ou quantas assistências deu. Nem importa. A existência dele é suficiente para justificar todas as homenagens. Aqui tem uma. E o país? E os clubes? E a CBF? E o futebol? Quando farão?
Novembro está só começando. Ainda dá tempo.
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