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Pesquisa mostra que 9% dos homens no Ceará não assume a paternidade

Em Fortaleza este percentual cai para 5%
Estudo realizado pelo portal Trocando Fraldas com 11.000 brasileiras de todo o Brasil, destaca que mais da metade das entrevistadas (56%) considera improvável o sucesso profissional de mulheres com filhos. Nas capitais do Sudeste, as mulheres se apresentaram mais pessimistas quanto ao sucesso profissional unido à maternidade (São Paulo 57,7%, Rio de Janeiro 58,2%, Belo Horizonte 60,4%, Vitória 66,7%). Na região Nordeste, destacam-se os estados Bahia e Pernambuco com menor índice de pessimismo (52%) em comparação aos demais estados: Paraíba 53%, Maranhão e Rio Grande do Norte ambos com 56%, Ceará 58% e Alagoas 59%. Em Sergipe, as mulheres se mostraram mais pessimistas com o índice de 60%.

As capitais Fortaleza, Rio de Janeiro, Florianópolis e Palmas são as únicas em que o medo de engravidar é menor do que no restante do estado.

Medo de perder o emprego por conta da gravidez
 
Faz parte dos Direitos Trabalhistas no Brasil, o direito à estabilidade, em que a partir da descoberta da gestação, a mulher não pode ser demitida, e essa estabilidade é garantida desde o início da gravidez até 120 dias após o nascimento da criança. Mas ainda assim no Brasil, muitas mulheres sentem-se ‘ameaçadas’ a serem demitidas logo após voltar da licença-maternidade.
 
A pesquisa conduzida pelo Trocando Fraldas também aponta que 3 em cada 7 brasileiras têm ou tiveram medo de perder o emprego devido à gravidez. O medo é maior entre as mulheres da região Centro-Oeste e Sudeste (43,8%), contra 38,3% da região Norte. As regiões Fortaleza, Rio de Janeiro, Florianópolis e Palmas são as únicas capitais em que o medo de engravidar é menor em comparação aos demais estados.
 
Após a chegada do bebê, o estudo mostra que o problema em comum entre as mulheres é conseguir uma vaga em creche. Em todas as regiões brasileiras, as mulheres relataram dificuldades para matricular seus filhos, sendo a região Centro-Oeste com maior dificuldade e a Nordeste, mais fácil de conseguir matrícula.
 
Ser mãe e ter uma carreira de sucesso
 
As esperanças e medos das mulheres quase na mesma proporção demonstram o quanto a conciliação de carreira e maternidade ainda gera complexidades no Brasil.
 
Em 2016, em pesquisa realizada pela Rede Mulher Empreendedora, patrocinada pelas empresas Avon, Facebook e Itaú com 1.300 mulheres de todo o Brasil, é destacado que 75% das mulheres decidiu empreender após a maternidade.
 
Esses dados de pesquisas recentes comprovam que a mulher brasileira tem desafiado o contexto e, decidido pelo desempenho dos papeis maternidade e profissional apesar de todas as dificuldades e preconceitos em uma sociedade predominantemente dominada pelo público masculino.

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