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domingo, 9 de julho de 2017

Rádio quase perdeu equipamento durante episódio de violência em São Januário

Funcionários da rádio online "Frequência Máxima" viveram momentos de pânico no último sábado, em São Januário, quando a torcida do Vasco iniciou uma cena de guerra durante a derrota para o Flamengo por 1 a 0.

Confesso que ainda estou perplexo com tudo que aconteceu, ontem, em São Januário. Uma mistura de ódio e gratidão. Poderia ter acontecido uma tragédia maior conosco.Por alguns instantes, tive a sensação de que não sairia vivo daquela cabine. 
A minha indagação é: o que a Imprensa tem haver com isso? Somos culpados de que? 
Fomos ameaçados... Agredidos. Jogaram cerveja, mijo, copos em nós.
Arremessaram uma lata na minha testa, foi quando eu cai no chão, e acabei machucando o dedo. Ali mesmo eu fiquei, procurando uma proteção. Totalmente coagido. Tentaram puxar nossos equipamentos (mesa de áudio e Notebook), mas conseguimos recuperar. Ainda continuei no ar, fazendo a transmissão deitado no chão, porém, tivemos que abandonar. 
Logo após, surgiram várias mãos na janela da cabine. Pensei: Ferrou... Vamos morrer! Mas não era isso. Eram torcedores implorando por ajuda! Chorando, em estado de choque. Crianças, mulheres, homens solicitando socorro. Imediatamente, Marcio Vila Nova e eu começamos a puxá-los para o interior da cabine. Pessoas desmaiando, sem ar e visão por conta do gás, com braços e joelhos machucados, ensaguentados. Demos água e tentamos acalmar. Uma cena de guerra! Era briga, confusão, bombas para todos os lados; dentro e fora do estádio. Por um momento, ouvimos tiros disparados no lado de fora. 
O tempo foi passando e, por conseguinte as coisas foram melhorando. 
Enfim, lamentável tudo Isso! Não estou e nem quero acusar a torcida do Vasco. Ao contrário, os verdadeiros torcedores apoiaram até o final do jogo. Demonstraram indignação com tudo que aconteceu. Eu vi torcedores gritando: “ devolvam o nosso Vasco”. O clube é Gigante. Essa imensa torcida não merece isso. 
Agora, fica a minha indignação com essa minoria que fez esse ato covarde, essa Sacanagem com nossa equipe e com outros profissionais. Alguém preso? Lógico, que não.
Sinceramente, eu não tenho nenhuma perspectiva de melhora. Tenho uma visão pessimista. 
Aproveito, para agradecer muito a Deus, pelo livramento que nos deu. Ele nos poupou. 
Agradeço a TODOS que mandaram mensagens de apoio, solidariedade, preocupação com nossa equipe. Uma enxurrada de mensagens. 
Deixo minha solidariedade com outros colegas de profissão que sofreram agressões também. 
Continuaremos a fazer as transmissãoes in loco. Não vamos abandonar nossos sonhos. Futebol é uma magia. 
Obrigado pelo carinho de todos vocês. 
Encerro dizendo: o mal NUNCA vence o bem! 
Mais tarde Narro Santos x São Paulo, as 19:00. Até lá. 🙌
By: Emanuel Santana, narrador da Frequência Máxima.

Um vídeo postado nas redes sociais do canal mostra os jornalistas trabalhando na transmissão sendo hostilizados, com objetos sendo atirados neles. No fim do vídeo, o equipamento da rádio - mesa de áudio e computador - parece ser arrancado. Na postagem, entretanto, eles afirmaram que conseguiram recuperar o material.

"Arremessaram uma lata na minha testa, foi quando eu cai no chão, e acabei machucando o dedo. Ali mesmo eu fiquei, procurando uma proteção. Totalmente coagido. Tentaram puxar nossos equipamentos (mesa de áudio e Notebook), mas conseguimos recuperar. Ainda continuei no ar, fazendo a transmissão deitado no chão, porém, tivemos que abandonar", dizia o depoimento da página.

- Consegui puxar pelo microfone - disse o narrador, Emanuel Santana.


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