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quarta-feira, 19 de julho de 2017

Menos de 3% dos jogadores de futebol recebem acima de três salários mínimos

No Dia Nacional do Futebol, sindicato paranaense chama a atenção para ameaças aos direitos previstos na CLT

Por Daniel Giovanaz

Nesta quarta-feira (19), comemora-se o Dia Nacional do Futebol. No senso comum, a profissão é sinônimo de fama, sucesso e dinheiro fácil. Porém, segundo dados divulgados pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF) em 2016, 82% dos jogadores ganham menos de R$ 1 mil por mês.

O Brasil tem 28 mil atletas profissionais, que disputam vaga em 680 clubes. Como cada time tem em média 30 jogadores no elenco, não há lugar para todos: um cálculo simples demonstra que a cada quatro atletas, um está sem clube.

A situação se agrava nas equipes menores, que não têm torneios para disputar no segundo semestre. “Além dos baixos salários, a gente precisa considerar que uma parcela significativa dos jogadores trabalha só quatro meses por ano”, acrescenta o vice-presidente do Sindicato dos Atletas Profissionais do Paraná, Marcos Aurélio dos Santos, conhecido como Dida. “E essa situação não é só no Paraná. É no Brasil todo”.

Além da falta de um calendário de jogos para o ano todo, as principais reclamações dos atletas estão relacionadas ao não cumprimento dos contratos. “Os clubes se precipitam em fazer contratos longos, sem saber se o jogador vai dar certo ou não, e dispensam sem pagar os salários”, afirma Dida. “Quase 90% dos atletas acaba ganhando a ação na Justiça, mas é uma negociação um pouco demorada, e geralmente o salário vem parcelado”.

Quanto menor o time, há menos garantias. “Nos clubes do interior, o maior problema são os contratos informais, sem carteira de trabalho. Como o campeonato é muito curto, os clubes acabam pegando o documento dos atletas, mas nem chegam a assinar carteira. E o jogador só vai saber disso quando o contrato termina”, conta o sindicalista.

Em um contexto de cortes de direitos, Dida chama a atenção para as ameaças da reforma trabalhista: “Estamos preocupados, principalmente com relação ao risco de perder os direitos previstos na CLT. Os jogadores não podem perder aquilo que foi conquistado com tanto esforço”, completa. “Em relação ao fim da obrigatoriedade da contribuição sindical, não fará muita diferença, porque os clubes já não mantinham essa contribuição em dia antes”.

Segundo o vice-presidente do sindicato, o Paraná tem em média sete times profissionais que não disputam partidas no segundo semestre do ano: “Se você multiplicar 30 jogadores, essa é a média de desempregados”. Ou seja, nos meses de maio e junho, cerca de 200 atletas são demitidos no estado. Se algum deles conseguem se transferir para clubes de estado, geralmente um colega de trabalho precisou ser mandado embora – com ou sem as garantias do contrato.

Para ajudar a manter a forma física dos jogadores que estão sem clube, o sindicato possui um time de desempregados. São 25 profissionais que treinam todos os dias, sem remuneração, na expectativa de chamar a atenção de olheiros dos maiores clubes do estado.

“Nós marcamos amistosos contra o time sub-20 do Atlético Paranaense, do Coritiba, e a prioridade é que eles não percam ritmo de jogo e estejam bem para quando surgir uma oportunidade. Mas é duro”, admite o vice-presidente do sindicato. A carreira costuma atrair jovens com menor grau de escolaridade, e muitos abandonam os estudos no ensino fundamental para se dedicar ao trabalho. “O futebol é um sonho para muitos meninos. Eles acham que todo jogador de futebol pode ser o Neymar. Mas os dados que nós temos, sobre a situação no Brasil, indicam que menos de 3% dos profissionais de futebol ganham acima de três salários mínimos”, completa.

A remuneração mensal de Neymar, atacante do Barcelona e da Seleção Brasileira, é equivalente a 300 mil euros por semana, ou R$ 5,2 milhões por mês. De acordo com os dados disponibilizados pela CBF, o salário dele é cinco mil vezes maior que o da maioria dos jogadores em atividade no Brasil.

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