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PF conclui que houve corrupção no caso sobre Temer e Loures; relatório preliminar foi entregue ao STF

A Polícia Federal entregou nesta segunda-feira (19) ao Supremo Tribunal Federal (STF) um relatório preliminar sobre o inquérito aberto contra o presidente Michel Temer e um de seus mais próximos aliados, 0 ex-deputado Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR), preso desde 3 de junho. Ambos são investigados por corrupção passiva, organização criminosa e obstrução de Justiça depois de flagrados em filmagens e gravações de áudio viabilizadas na delação premiada de executivos do Grupo JBS.


O material apresentado pela PF ainda não foi divulgado pelo STF, e aponta a ocorrência de corrupção passiva, pelo menos. Junto com a documentação do inquérito, os investigadores pediram ao ministro Edson Fachin, relator da Operação Lava Jato no Supremo, mais cinco dias para completar a apuração e verificar se outros crimes foram cometidos.

Nesse período, diz a PF, será concluída a perícia do diálogo que Joesley Batista, um dos donos da JBS, teve com Temer por volta das 23h de 7 de março no Palácio do Jaburu, sede da Vice-Presidência da República. Segundo o conteúdo da gravação, o encontro foi secreto, não constou da agenda oficial da Presidência da República e não serviu para tratar de qualquer assunto inerente ao exercício do mandato presidencial

Segundo o jornal Folha de S.Paulo, ainda não está claro o papel de Temer e Loures nos crimes apontados. Reportagem veiculado há pouco no site do jornal paulista informa que o documento da PF é “conclusivo” em relação ao cometimento do crime de corrupção passiva.

Em uma das imagens que marcam a investigação, Rocha Loures foi filmado correndo com uma mala de R$ 500 mil – segundo o Ministério Público Federal, responsável pela ação coordenada dos flagrantes, com base em relatos de Ricardo Saud, executivo da JBS, trata-se da primeira de uma série de parcelas que, pagas semanalmente por mais de 20 anos, constituiriam uma espécie de aposentadoria para Temer e Loures. O dinheiro foi devolvido pelo ex-deputado com R$ 35 mil a menos, valor posteriormente resposto pelo investigado.

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