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Morre o cantor e compositor Belchior aos 70 anos


O cantor e compositor Belchior morreu, neste sábado, em Santa Cruz do Rio Grande do Sul, aos 70 anos. A causa da morte ainda é desconhecida. O corpo deve ser trazido para a cidade de Sobral, no Ceará, ainda neste domingo, onde deve acontecer o sepultamento.
Antônio Carlos Gomes Belchior Fontenelle Fernandes adotou o nome artístico de Belchior. Ele ficou famosos em meados da década de 1970, quando se firmou como um dos primeiros cantores nordestinos de MPB. Ele nasceu em Sobral (CE) no dia 26 de outubro de 1946.
Com uma carreira longa, ele lançou mais de 20 discos. Entre suas músicas de sucesso estão: "Apenas um rapaz latino americano", "Como nossos pais", que ficou famosa na voz de Elis Regina, e "Divina comédia humana".

O governador do Ceará Camilo Santana decretou luto de três dias pela morte do cantor.

"Recebi com profundo pesar a notícia da morte do cantor e compositor cearense Belchior. Nascido em Sobral, foi um ícone da Música Popular Brasileira e um dos primeiros cantores nordestinos de MPB a se destacar no país, com mais de 20 discos gravados. O povo cearense enaltece sua história, agradece imensamente por tudo que fez e pelo legado que deixa para a arte do nosso Ceará e do Brasil. Que Deus conforte a família, amigos e fãs de Belchior. O Governo do Estado decretou luto oficial de três dias", lamentou.

Atacante cai desacordado e Federação adia o clássico amazonense

Assim que o atacante do Fast caiu no meio campo, os jogadores do rival Nacional já notaram a gravidade do lance

O futebol viveu um momento desesperador na tarde deste sábado, na 11ª rodada da primeira fase do Campeonato Amazonense. No primeiro minuto do clássico entre Fast Clube e Nacional, o atacante Charles Chenko dividiu uma bola pelo alto, bateu a cabeça com Victor e ficou desacordado no gramado da Arena Amazônia. Após trinta minutos aguardando, o árbitro Odson Santos suspendeu a partida em Manaus, que será reagendada.

Assim que o atacante do Fast caiu no meio campo, os jogadores do rival Nacional já notaram a gravidade do lance: ele estava convulsionando. Em pouco tempo a ambulância já foi chamada. Charler Chenko precisou ser reanimado em campo e os paramédicos fizeram uma massagem cardíaca no jogador. Quando retomou a consciência foi posto na maca e levado para o Hospital do Alvorada.

Seguindo o regulamento, o árbitro não pôde dar continuidade na partida sem ambulância. E nem deveria. Os 21 jogadores se reuniram no circulo central, esqueceram a rivalidade, como deve ser, deram as mãos e fizeram uma oração para Charles Chenko. O clima era de preocupação com o atacante, mas aos poucos as informações foram chegando e elas eram tranquilizantes.

Moacyr, médico do Fast, revelou que o atacante já estava entubado e aguardando a transferência para o Pronto-Socorro João Lúcio. Em uma rápida reunião entre treinadores e o delegado da partida, Lazaro D’Angelo, ficou definido que o jogo será remarcado para este domingo, às 16 horas, novamente na Arena Amazônia.

https://www.futebolinterior.com.br/futebol/Amazonense/Unica/2017/noticias/2017-04/Charles-Chenko-cai-desacordado-e-Federacao-adia-o-classico-amazonense

Em Pacatuba, Professores fizeram protesto na Praça Central da Cidade


Reivindicando o repasse do Piso Salarial, os Professores da Rede Municipal de Pacatuba protestaram na Praça Central da cidade. 

Sob o coro: Professor na rua, prefeito a culpa é sua !

E ao final: " Fora, Temer !

“Sobre os vagabundos grevistas” — o texto que viralizou nas redes sociais


O texto-símbolo da greve geral desta sexta-feira, 28 de abril de 2017

SOBRE OS VAGABUNDOS

Amanhã, dia 28 de abril, vagabundos de todo o Brasil participarão da greve geral em protesto contra as reformas trabalhista e previdenciária.

Ainda bem que existem vagabundos para defender os seus direitos. E, claro, os meus também. Afinal, os vagabundos tiveram papel importante na construção dos direitos em todo o mundo.

Foram vagabundos que, com as greves do início dos anos 80, forçaram os grandes empresários a apoiar a luta pela volta da democracia, pondo fim a uma ditadura de 20 anos.

Eram também vagabundos aqueles hippies que iniciaram uma revolução cultural nos anos 60 e culminaram na emancipação feminina e no respeito ao direito das minorias.

Naquela época, lá nos Estados Unidos, um pastor vagabundo liderou milhares de outros vagabundos pelo reconhecimento dos direitos dos negros e pelo fim do apartheid naquele país.

Por falar em apartheid, quem não se lembra do vagabundo que ficou preso na África do Sul por quase toda sua vida e que acabou derrubando um regime racista com suas greves e boicotes a produtos produzidos pelos brancos?

Foram também vagabundos que, no início do século XX, iniciaram uma onda de manifestações na Europa e na América pelo reconhecimento dos direitos trabalhistas e pela redução da jornada de trabalho.

Assim como as vagabundas que foram queimadas em uma fábrica norte-americana chamaram a atenção do mundo para a equiparação dos direitos femininos àqueles dos homens. Foi em um 8 de março, mais tarde reconhecido como dia internacional da mulher.

Se eu fosse lembrar de todos os vagabundos que lutaram e perderam a vida para que eu e você tivéssemos uma vida melhor, não bastaria um textão na internet. Eu precisaria escrever uma enciclopédia.

Portanto, termino com uma pequena frase: Ainda bem que existem os vagabundos!

(autor desconhecido)

Deputado defende Temer e diz que greve geral é “ilegítima e absurda”

Deputados cearenses do PMDB e DEM saíram nesta quarta-feira, 26, em críticas contra greve geral marcada para esta sexta-feira, 28, em todo o País. Líder do PMDB na Assembleia, Leonardo Araújo classificou o movimento como “uma enganação e absurdo”, e contestou legitimidade das paralisações previstas.

“Essa greve é uma enganação, é um absurdo, e não é legítima”, diz. Fala do deputado ocorreu após deputados do PT convocarem população para manifestações da sexta e criticarem reformas previstas pelo governo atualmente no Congresso. Diversos petistas, entre eles Rachel Marques e Dr. Santana, questionaram legitimidade e popularidade de Michel Temer (PMDB).

“É um governo legítimo. O presidente Temer é impopular porque teve coragem de fazer o que o presidente de vossa excelência não teve. Botou para votar pautas impopulares, mas que são o que é melhor para o Brasil. Essas reformas são pauta desde FHC, Lula e Dilma, e nenhum teve coragem de fazer porque só queria pautas eleitorais (…) essa greve que é ilegítima”, diz.

“Massacre de direitos”

Dr Santana contestou fala de críticos das manifestações, destacando que greve “não é de partido nem das centrais sindicais”, mas sim “de todos os trabalhadores que estão tendo seus direitos tomados”. Ele destaca ações como a aprovação da lei das terceirizações, mudanças previstas na previdência e congelamento de gastos em saúde e educação.

João Jaime (DEM) também questionou protestos, defendendo que reformas trabalhista e da previdência são essenciais para garantir desenvolvimento do País. O deputado ainda atacou sindicatos, acusando “todos os dirigentes” de grupos do tipo de receberem sem trabalhar. “Essa greve não é para defender direito do trabalhador, é em benefício próprio”, disse.

“Temos que repudiar esse movimento conclamado por sindicatos politizados (…) as reformas que estão aí são para modernizar o nosso País, gerar mais emprego e uma nação mais justa. Elas não mexem com quem ganha até dois salários mínimos, que são até 80% dos trabalhadores, elas mexem com quem têm privilégio, malandros”, disse.

http://blog.opovo.com.br/politica/deputado-cearense-defende-temer-e-diz-que-greve-geral-e-ilegitima/

Morre aos 79 anos o jornalista, professor e advogado Carlos Chagas

Ele é pai da ex-ministra-chefe da Secretaria de Comunicação Helena Chagas. Ao G1, filha disse que ele sofreu um aneurisma do coração e descreveu o pai como 'maravilhoso e protetor'.

Morreu nesta quarta-feira (26) o jornalista, professor e advogado Carlos Chagas, pai da ex-ministra-chefe da Secretaria de Comunicação Helena Chagas. Nascido em Três Pontas, em Minas Gerais, e morador de Brasília, ele iria completar 80 anos no próximo dia 20 de maio.

O velório do jornalista está previsto para as 10h desta quinta (27), na capela 7 do cemitério Campo da Esperança da Asa Sul. O corpo deve ser sepultado às 16h, no mesmo local.

Em uma rede social, a ex-ministra na gestão da ex-presidente Dilma Rousseff informou a morte do pai. "Amigos, meu pai, jornalista Carlos Chagas, acaba de falecer. Era a melhor pessoa que conheci nesse mundo."

Ao G1, Helena Chagas disse que o pai sofreu um mal súbito por volta das 6h desta quarta. "Ele já andava tendo de um ano para cá alguns problemas circulatórios, teve esquemia sem sequelas. Hoje foi um mal súbito. Entrou na UTI e estourou um aneurisma de aorta. Com isso, sei que ele não sofreu."

Segundo ela, sem saber, o pai "convocou" a família para uma última reunião ainda no hospital.

"Ele deu instruções: 'Tem que pagar meu imposto de renda. O cheque está lá em cima da mesa'. São coisas que uma pessoa diz naturalmente", descreveu Helena Chagas.

Ao descrever o pai como "muito lúcido e muito ativo", Helena diz que a vida dele foi "muito bonita".

"Ele foi um grande jornalista. Um exemplo de seriedade, de amor à notícia, de honestidade. Não só para mim, mas para muitos outros alunos dele da Universidade de Brasília. Sempre com amor à notícia, amor à verdade."

"Agora, falando como filha, posso dizer que meu coração está despedaçado. Ele foi um grande pai, um pai maravilhoso e protetor. Falando como filha, não tenho mais palavras."

Pesar

Chagas era professor emérito do curso de comunicação da UnB, onde lecionou por 25 anos. Em nota, a direção da Faculdade de Comunicação lamentou a morte.

"Seu trabalho em sala de aula [foi] reconhecido por gerações de estudantes que o elegeram paraninfo e patrono de sucessivas turmas de formandos, e sua atuação profissional [foi] considerada um exemplo de dedicação e de promoção da ética e da liberdade de expressão", diz.

O governador Rodrigo Rollemberg também lamentou a morte e prestou condolências aos familiares. Segundo ele, Carlos Chagas "deixará um vazio difícil de ser preenchido na mídia brasileira".

O presidente Michel Temer emitiu nota em que classifica Chagas como "uma das maiores referências" do jornalismo brasileiro. Segundo o texto, ele "foi intransigente defensor da ética, em sua mais profunda definição" e deixa como legado "o compromisso com a verdade e a sua responsabilidade no trato da notícia".

"Que a sua nobre lembrança conforte seus familiares e nos inspire na reconstrução de um Brasil grande e justo, como o idealizado e defendido por Carlos Chagas", diz Temer na nota de pesar.



Trajetória


Chagas começou a carreira de jornalista no final do anos 1950, quando ainda cursava direito na Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC). A primeira contratação foi no jornal O Globo, em 1959.

Na década de 1960 trabalhou no palácio Guanabara, no Rio de Janeiro, como secretário de imprensa do então governador Negrão de Lima, quem conheceu durante coberturas jornalísticas do Partido Social Democrático (PSD).

Chagas também trabalhou no jornal " O Estado de S. Paulo" entre 1972 e 1988, sempre ligado a assuntos políticos. Na televisão, o jornalista foi chefe da "TV Manchete" em Brasília e passou por outros três canais. A última participação como comentarista político foi em dezembro do ano passado.

Durante a ditadura, em 1969, foi nomeado secretário de imprensa de Costa e Silva e escreveu 20 reportagens sobre os acontecimentos políticos da época, todas publicadas no Globo e em "O Estado de S.Paulo".

A série ganhou um Prêmio Esso de Jornalismo e deu origem ao livro “113 dias de angústia” – ambos foram censuradas pelo regime militar. Em 1995, foi eleito para a Academia Brasileira de Letras.

Chagas também publicou “Resistir é preciso”, uma coletânea de artigos escritos entre 1972 e 1974; “A guerra das estrelas”, de 1985, que aborda as sucessões presidenciais militares; e “Revolução no Planalto”, de 1988, sobre a redemocratização.

Na carreira acadêmica, Chagas foi professor do Departamento de Comunicação da Universidade de Brasília (UnB) durante 25 anos. Ele ingressou em 1978 e foi titular das disciplinas “Ética e legislação nos meios de comunicação” e “Problemas sociais e econômicos contemporâneos” na graduação e de “Tópicos especiais” na pós-graduação.

Chagas casou-se com Enila Leite de Freire Chagas, com quem teve duas filhas.

Senado aprova projeto de abuso de autoridade; texto segue para a Câmara


O plenário do Senado aprovou nesta quarta-feira (26) o projeto que modifica a lei dos crimes de abuso de autoridade, após o relator Roberto Requião (PMDB-PR) recuar e retirar do texto pontos que poderiam intimidar juízes e investigadores, segundo críticas de setores do Judiciário.

O projeto prevê punições a todos os agentes públicos, o que inclui desde servidores de prefeituras, concursados ou terceirizados a integrantes do Ministério Público, juízes, deputados e senadores. Entre os 74 senadores que estavam no plenário, 54 votaram pela aprovação do texto, e 19 contra. O projeto agora segue para tramitação na Câmara dos Deputados.

No início da ordem do dia do plenário do Senado, o presidente da Casa, Eunício Oliveira (PMDB-CE), colocou na pauta o requerimento para regime de urgência para a votação do projeto, que foi aprovado sem manifestação contrária.


Nas palavras do presidente do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE), o projeto aprovado na CCJ foi fruto de um grande acordo entre diferentes matizes da casa. "Estou com os olhos vermelhos até agora por ter ficado acordado até as 3h da manhã falando com várias lideranças", declarou o senador.

Durante as discussões no plenário, o senador Cristovam Buarque (PPS-DF) se manifestou "enfaticamente contrariamente" ao projeto. "É um equívoco aprovarmos esse projeto nesse momento. Ele contém falhas e está cheio de subjetividades. Um dos artigos fala em 'prazo razoável'. O que é razoável? É duas horas, dois dias, dois anos?", questionou.

Segundo Buarque, as mudanças adotadas por Requião apenas "despioraram" o projeto. "Nós vamos inviabilizar o trabalho contra a corrupção [...] Está claro que isso tem a ver com a [operação] Lava Jato", disse. O senador pediu ainda que os colegas não cometessem "o abuso de autoridade" de votar a favor do PLS 85/2017, de autoria do senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP).

Depois de lembrar que já havia se manifestado anteriormente que não votaria a favor do projeto "da forma como estava", o senador Cidinho Santos (PR-MT) afirmou que, "após o acordo efetuado", com certeza daria o seu apoio.

"Porque nós estamos, ao mesmo tempo em que acabamos com o fim do foro privilegiado para todos os brasileiros, ficam todos iguais perante a lei, mas também acabamos com o abuso de autoridade para penalizar aquelas pessoas que usarem do seu cargo, seja de vereador, prefeito, governador, presidente da República, de policial, de juiz, de promotor, de delegado ou de ministro do STF", declarou.

O senador Jorge Viana (PT-AC), por sua vez, citou uma série em exibição na TV Globo para argumentar que a legislação vigente sobre o abuso de autoridade é da época da ditadura. "Os tempos eram assim, mas com a aprovação dessa lei, não serão mais assim", disse o petista.

Ele ainda elogiou a "ação suprapartidária" que levou ao texto aprovado na CCJ nesta terça. "Não temos uma ótima de abuso de autoridade, mas temos uma boa lei, que vai evitar abusos", acrescentou.

Para Requião, o projeto representa um dos maiores avanços na legislação brasileira nas últimas décadas e uma vitória do "garantismo". "Hoje eu sinto no plenário um clima de Revolução Francesa: igualdade, liberdade e fraternidade", declarou o senador, que recomentou a rejeição de todas as emendas apresentadas no plenário e pediu aos colegas a aprovação do projeto tal como aprovado na CCJ.
Mudanças no texto do relator

Requião acatou uma das principais críticas feitas pelo meio jurídico, e por senadores, ao projeto e retirou o termo "razoável" no artigo que trata da definição do abuso de autoridade.

A preocupação da PGR (Procuradoria-Geral da República), e de entidades de classe de juízes, era de que autoridades, como promotores e magistrados, pudessem ser punidos por causa de sua atuação em processos, a partir de queixas apresentadas com base na sua interpretação da lei.

O texto de Requião previa que "a divergência na interpretação de lei ou na avaliação de fatos e provas, necessariamente razoável e fundamentada, não configura, por si só, abuso de autoridade".

O termo "razoável" foi considerado vago pela PGR, que apresentou um anteprojeto ao Senado sem o uso do termo nesse ponto do projeto. A preocupação era a de que, a partir do texto original de Requião, um juiz de primeira instância pudesse ser punido por uma ordem de prisão posteriormente revogada por um tribunal.

Requião decidiu acatar a sugestão, apresentada por emenda do senador Antonio Anastasia (PSDB-MG), e esse trecho passou a ter a seguinte redação: "A divergência na interpretação de lei ou na avaliação de fatos e provas não configura, por si só, abuso de autoridade".

Requião ainda inseriu no texto outro dispositivo que também dificulta a punição pela interpretação da lei.

O projeto traz a exigência de que fique comprovada a intenção da autoridade de "prejudicar outrem, beneficiar a si próprio ou a terceiro ou ainda por mero capricho ou satisfação pessoal" para que fique caracterizado o crime de abuso.

Para a PGR, a exigência de que fique comprovado que houve a intenção da autoridade de praticar o ato com alguma forma de abuso de suas funções é uma garantia que torna mais difícil a punição apenas com base em divergências na interpretação da lei.

Requião acatou as críticas da PGR para retirar do texto a possibilidade de que as vítimas movessem ações privadas na Justiça contra as autoridades que supostamente teriam cometido o abuso.

A avaliação da PGR, com a qual Requião disse concordar, é de que essa permissão abriria uma brecha para a multiplicação de ações contra membros do poder público, tanto no Judiciário quanto no Executivo, o que, na prática, poderia prejudicar o funcionamento da Justiça devido ao excesso de processos.
"Poderia acarretar a propositura de demandas infundadas", disse Requião, que afirmou ter conversado sobre a alteração desse ponto com o procurador-geral da República, Rodrigo Janot.


No novo texto, a ação privada é permitida, mas segue as regras atuais do Código de Processo Penal, ou seja, só é possível à vítima processar a autoridade por abuso de forma autônoma, caso o Ministério Público demore a se manifestar no caso.

Além da PGR, várias celebridades, como o ator Thiago Lacerda, publicaram vídeos nas redes sociais contra o projeto.

Anizio Melo – Presidente do Sindicato APEOC - “Tudo está ameaçado. Ou é greve ou é a morte de nossos direitos!”

Nossa categoria tem que responder à altura os ataques famigerados do Governo Temer. Este governo ilegítimo quer desestruturar toda a legislação trabalhista, acabar com nossas aposentadorias, acabar com o sistema de seguridade social, entregar nossas riquezas, e, principalmente, privatizar a escola pública e precarizar as relações de trabalho. 

Tudo está ameaçado: Piso, Carreira, Fundeb; nossos direitos historicamente conquistados. Por isso que, nesse momento, a mobilização tem de ser geral: Paralisar todas as escolas estaduais e municipais do Ceará. Não vamos aceitar nenhum tipo de criminalização ou de assédio contra a organização dos trabalhadores, seja das Credes, seja de gestores de escolas, temos que estar todos juntos. Por isso que nossa orientação é: referenciar nossa luta, paralisar todas as escolas, fazer um cordão de unidade com todas as categorias do país, do estado; ir para as redes sociais bombardear os deputados federais para que eles não votem essas reformas malditas. 

O Sindicato APEOC vai exercer o direito constitucional de greve. Já comunicou a Secretaria de Educação do Estado da nossa greve do dia 28/04/2017 (sexta-feira), interior e capital, nas Credes, nas escolas, todos os profissionais da educação paralisados, e irmanados na luta pelo país, e pela escola pública. Vamos à luta, camaradas!

Anizio Melo – Presidente do Sindicato APEOC

Gilmar Mendes suspende depoimento de Aécio Neves à PF

Ministro do Supremo Tribunal Federal atendeu pedido do senador tucano


O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), suspendeu um depoimento que seria prestado pelo senador e presidente do PSDB, Aécio Neves, para a Polícia Federal. A decisão do ministro foi assinada nesta terça-feira (25), atendendo a um pedido do próprio tucano, que só quer falar após ter acesso a depoimentos de outras testemunhas já ouvidas no caso.

Relator do inquérito no STF, Gilmar Mendes também aceitou o pedido de acesso do senador aos depoimentos. Ele refutou argumento da PF de que o depoimento de Aécio Neves faria parte de uma única diligência policial ainda não concluída.

Aécio é investigado por um suposto esquema de corrupção em Furnas. O doleiro Alberto Yousseff afirmou em delação premiada ter ouvido falar que o tucano recebia valores mensais, por meio da irmã, de uma das empresas contratadas por Furnas. O ex-senador Delcídio do Amaral também afirmou em delação que Aécio recebeu propina em Furnas. o senador nega as acusações.

Desde a abertura do inquérito, em maio de 2016, a Procuradoria Geral da República (PGR), que conduz as investigações, pede o depoimento de Aécio, que nunca ocorreu. No mês passado, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, reiterou o pedido.

Na época da abertura do inquérito, em maio de 2016, o relator, Gilmar Mendes, chegou a suspender a coleta de provas no caso, pedindo mais justificativas da PGR para sua continuidade. Depois, a pedido de Janot, o ministro autorizou o prosseguimento da investigação.

STF libera cobrança de mensalidade para cursos de especialização em universidades públicas

Decisão, aprovada por nove dos dez ministros presentes à sessão, autoriza cobrança em cursos de pós-graduação lato sensu, mas não alcança os cursos de graduação e de stricto sensu, como mestrado e doutorado, que continuarão gratuitos

Por nove votos a um, o Supremo Tribunal Federal (STF) reconheceu, nesta quarta-feira (26), o direito de universidades públicas cobrarem mensalidades em cursos de especialização, os chamados cursos de pós-graduação lato sensu. A decisão não alcança os cursos de graduação e de stricto sensu, como mestrado e doutorado, que continuarão gratuitos.

Os ministros aceitaram recurso da Universidade Federal de Goiás (UFG) contra decisão do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1), que havia proibido a instituição de cobrar pela frequência em um curso de especialização em direito constitucional. A decisão tem repercussão geral, ou seja, será estendida para casos semelhantes.

O ministro Marco Aurélio Mello foi o único a votar contra o recurso. O decano Celso de Mello não participou da votação. Todos os demais seguiram o voto do relator, Edson Fachin.

Para o relator, as especializações não se encaixam como atividades exclusivamente de ensino e, por essa razão, não estão sujeitas às mesmas regras de gratuidade dos cursos de graduação, mestrado e doutorado.

“A função desempenhada pelas universidades é muito mais ampla do que as formas pelas quais elas obtêm financiamento. Assim, o princípio da gratuidade não as obriga a perceber exclusivamente recursos públicos para atender sua missão institucional. Ele exige, porém, que, para todas as tarefas necessárias à plena inclusão social, missão do direito à educação, haja recursos públicos disponíveis para os estabelecimentos oficiais”, destacou o relator em seu voto.

O ministro Gilmar Mendes quis ampliar as possibilidades de cobrança de mensalidade nas instituições públicas. Ele defendeu que estudantes do mestrado e do doutorado também pagassem por seus cursos. Segundo Gilmar, a maioria daqueles que fazem cursos de pós-graduação stricto sensu é de classe média e alta. O argumento, no entanto, foi rechaçado pelos demais ministros.

Marco Aurélio criticou a decisão dos colegas de liberar a cobrança de mensalidades de cursos de especialização. “Pouco importa que se trate de ensino básico ou fundamental ou de superior, pouco importa que se trate de curso de graduação, extensão ou pós-graduação. A gratuidade é o toque de caixa que estabelece o acesso alargado, não beneficiando apenas aos mais afortunados dos cidadãos em geral”, disse.

A gratuidade era defendida pelo Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes) e pela Federação de Sindicatos de Trabalhadores das Universidades Brasileiras (Fasubra).

Mudança rejeitada

No final de março, a Câmara rejeitou a proposta de emenda à Constituição que previa a cobrança de mensalidade em cursos de especialização. Faltaram apenas quatro votos para a aprovação da PEC em segundo turno – eram necessários 308 votos (304 deputados apoiaram a mudança). Outros 139 votaram contra.

Apesar das críticas, o autor da matéria, deputado Alex Canziani (PTB-PR), afirmou que o dinheiro arrecadado com os cursos seria investido nas instituições. “As universidades públicas, ao longo de todos esses anos, têm se utilizado desses recursos para melhorar a graduação. Esses recursos significam melhores laboratórios, ar-condicionado na sala de aula, melhores estruturas para as universidades”, declarou.

Índios protestam no Congresso Nacional, e polícia reage com gás lacrimogêneo


Por Paulo Victor Chagas

Indígenas que estão acampados na Esplanada dos Ministérios protestaram hoje (25) em frente ao Congresso Nacional e, ao tentar entrar no prédio, foram impedidos pela Polícia Militar, que atirou bombas de gás lacrimogêneo para dispersar o grupo.

Após a confusão na entrada da Chapelaria, um dos acessos ao Congresso Nacional, os índios voltaram a ocupar o gramado em frente ao prédio e fecharam as pistas dos dois sentidos da Esplanada dos Ministérios.

O grupo deixou cerca de 200 caixões pretos no local para simbolizar o “genocídio dos povos indígenas”, em uma crítica à bancada ruralista no Congresso.

Os indígenas participam do Acampamento Terra Livre 2017, mobilização nacional para cobrar direitos e políticas públicas para os povos tradicionais.

O protesto de hoje começou em frente ao Teatro Nacional, de onde os indígenas saíram em marcha em direção ao Congresso usando roupas típicas, levando objetos tradicionais de suas tribos e faixas como dizeres como “Não ao retrocesso dos direitos indígenas” e “Retire os madeireiros das terras indígenas”.

As principais reivindicações da mobilização este ano são a retomada das demarcações de terras indígenas, o fortalecimento de órgãos de política indigenista como a Fundação Nacional do Índio (Funai) e a Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai), do Ministério da Saúde; e o combate ao avanço da mineração em áreas indígenas, principalmente na Região Norte.

De acordo com a Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib), 4 mil pessoas participaram da marcha. De acordo com a Polícia Militar, eram 2 mil no início do protesto.

http://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2017-04/indios-protestam-no-congresso-nacional-e-policia-reage-com-gas-lacrimogeneo



Discordar da Reforma da Previdência não te faz “petista” ou “mortadela”

Por Leonardo Sakamoto

O resultado da greve geral, prevista para a sexta (28), contra as Reformas da Previdência e Trabalhista, interessa a quem se diz de esquerda, de centro e de direita. A mortadelas e coxinhas. Ao pessoal que gosta de rock ou que curte sertanejo universitário, à turma do violãozinho da MPB ou do gospel tradicional. Palmeirenses, flamenguistas, colorados, rubro-negros baianos e até a turma que torce para o Íbis. Porque, independentemente a qual grupo pertença, muita gente está preocupada com o futuro de suas aposentadorias e com a piora na qualidade do emprego no Brasil.

Pesquisa Vox Populi aponta que 93% rejeita o aumento da idade de aposentadoria para 65 anos e do tempo mínimo de contribuição para 25 anos. Enquanto pesquisa do DataPoder360 mostra que 66% da população é contra a proposta de Reforma da Previdência e 73% é contra a imposição da idade mínima de 65 anos.

São números muito grandes para serem apenas de ''mortadelas'', como alguns se referem aos que se colocam ideologicamente à esquerda. Isso também inclui os ''coxinhas'', como alguns se referem aos que se colocam ideologicamente à direita.

Parte da classe média e dos mais pobres perceberam que a fatura da crise vai cair, prioritariamente, em seu colo. E nada dos mais ricos pagarem mais imposto de renda ou ver taxados os dividendos de suas empresas.

As pessoas não são irresponsáveis. Sabem que reformas precisam ser feitas, mas discordam da forma como as propostas estão sendo discutidas, ou do prazo de transição de modelo, ou da intensidade da mudança, ou das categorias privilegiadas e imunes, ou da diferença do sacrifício de pobres e ricos para manter o sistema funcionando.

Em suma, discordar da Reforma da Previdência não te faz ''petista'' ou de ''esquerda''. Da mesma forma que nem todos que se colocaram contra Dilma e o PT defendem Aécio e o PSDB. Criticar as reformas mostra apenas que você se preocupa com seu futuro e quer um governo que trabalhe também para o povo e não apenas para a elite.

De acordo com levantamento coordenado pelos professores Pablo Ortellado e Marcio Moretto (USP) e Esther Solano (Unifesp), 74,8% dos manifestantes que foram à avenida Paulista chamados pelos movimentos pró-impeachment para apoiar o ato de combate à corrupção do último dia 26 de março se declarou contra a proposta de Temer para a Previdência.

Na tentativa de desanimar quem vai à rua nesta sexta para criticar e debater a Reforma da Previdência, estão circulando na internet memes dizendo que quem for protestar apoia Lula, a CUT ou o PT. O que é um absurdo completo. É a famosa falácia do argumentum ad hominem, expressão latina que significa “argumento contra a pessoa”. É usada por quem acha que, para desmontar um discurso, deve-se atacar o argumentador. Quando, na verdade, um diálogo saudável se constrói com a crítica ao argumento.

Já no protesto contra as reformas, no dia 15 de março, havia desde pessoas que apoiavam o ex-presidente Lula e eram de centrais sindicais próximas ao PT, passando por centrais que não reconhecem Lula como sua liderança e coletivos independentes que são críticos a partidos e sindicatos, até profissionais liberais e grupos sociais que estiveram nos protestos pela queda de Dilma e são abertamente antipetistas.

Pois a discussão das propostas polêmicas da Reforma da Previdência interessa a todos. Como a obrigação de 25 anos ininterruptos de contribuição para trabalhadores assalariados do campo e da cidade poderem se aposentar. E os 15 anos ininterruptos, no mínimo, para trabalhadores da agricultura familiar requererem as pensões. Se isso passar, há quem, simplesmente, vá contribuir e não conseguir se aposentar, tendo que esperar mais alguns anos pelo benefício de assistência social a pessoas idosas pobres.

Se o ressentimento latente e o ódio cultivado em ambos os lados da polarização ideológica não dificultasse o estabelecimento de pontes de diálogo, a Reforma da Previdência, do jeito em que está posta pelo governo federal, uniria ''mortadelas'' e ''coxinhas'', talvez até nos mesmos protestos. Porque eles já estão unidos nas pesquisas de opinião. Afinal, todos conseguem perceber quando um governo do PMDB, do PT, do PSDB, de quem quer que seja, está querendo passar a perna na gente.

Como já disse aqui, a sorte do governo Temer é que há pessoas que serão afetadas pela mudança que não conseguem enxergar seres humanos iguais em direitos no outro campo ideológico. Pelo menos, por enquanto.

STF revoga pedido de liberdade e manda goleiro Bruno de volta para a prisão

Jogador do Boa Esporte, condenado pelo assassinato de Eliza Samudio, terá de retornar à cadeia enquanto aguarda julgamento em segunda instância

Durou menos de um mês a nova aventura futebolística do goleiro Bruno Fernandes de Souza. Após o goleiro conseguir um habeas corpus e fazer sua reestreia nos gramados pelo Boa Esporte, no início de abril, o Supremo Tribunal Federal (STF) revogou nesta terça-feira a liminar concedida pelo ministro Marco Aurélio Mello e, por 3 votos a 1, determinou o retorno à prisão do atleta, condenado a 22 anos e 3 meses como mandante do assassinato da modelo Eliza Samudio. A decisão foi tomada depois de um pedido o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, que avaliou em um parecer enviado ao Supremo que Bruno deve ser mantido na cadeia enquanto o Tribunal de Justiça de Minas Gerais não julgar seu recurso, que tramita há quatro anos.

Segundo Janot, a demora para o julgamento em definitivo da sentença do goleiro está relacionada a uma estratégia adotada por sua defesa ao arrastar o processo com a interposição de diversos recursos. Lúcio Adolfo, advogado de Bruno, alega que cumpriu os prazos processuais, atribuindo o atraso ao Ministério Público e à complexidade do caso, que envolve outros seis réus. Com a revogação do habeas corpus pelo STF, um novo mandado de prisão contra Bruno deve ser expedido nos próximos dias. Adolfo diz que o goleiro irá se apresentar à Justiça, embora discorde da decisão do Supremo. “Não há motivos para prender o Bruno novamente. Ele está trabalhando de forma honesta, jogando sem problemas e não faz mal a ninguém. Quando ele estava preso, levaram quatro anos sem analisar o recurso, mas, depois que foi solto, resolveram acelerar as coisas”, afirma o advogado.

O julgamento do habeas corpus foi conduzido pela Primeira Turma do STF, composta pelo novo relator do caso, Alexandre de Moraes, e os ministros Luís Roberto Barroso, Luiz Fux, Marco Aurélio Mello e Rosa Weber. Moraes, Weber e Fux votaram pela derrubada da liminar, enquanto Mello defendeu sua decisão. Bruno deixou a Associação de Proteção e Assistência ao Condenado (Apac), onde cumpria prisão preventiva, em 24 de fevereiro. Duas semanas depois, ele fechou contrato com o Boa Esporte, de Varginha. Estreou pelo clube no dia 8 de abril, quando cometeu um pênalti no empate em 1 x 1 contra o Uberaba. Desde então, o goleiro disputou mais quatro partidas e acumulou quatro gols sofridos na segunda divisão do Campeonato Mineiro. Antes da soltura, ele havia cumprido apenas seis anos e sete meses de sua pena.

Confira a entrevista do Ex-Prefeito de Pacatuba, Alexandre Medeiros de Alencar

No noite de ontem, 24, o Ex-Prefeito de Pacatuba, Alexandre Medeiros Alencar, concedeu entrevista à Rádio Líder de Fortaleza, 92.1.

Na ocasião, falou sobre a sua administração e, também, sobre o seu futuro político.

Confira:



Pacatuba Em Foco






Caso Rafael Braga : O ícone de uma Justiça injusta e racista


Por Jean Wyllys

Caros leitores e seguidores de nosso novo espaço de interlocução, a história que tenho para lhes contar sintetiza muito bem como o sistema penal do nosso país e, ao fim e ao cabo, também de todos os países latino-americanos e mesmo dos EUA são visceralmente seletivo, racista e classista. Entender o “caso Rafael Braga” — que é a história à qual me refiro — é fundamental para que compreendamos como funciona o sistema penal quando o “réu” é pobre e, principalmente, quando pobre e negro. 

1º CASO: PORTE DE EXPLOSIVOS

Jovem, negro, pobre, catador de latinhas e morador da Vila Cruzeiro, uma favela do Rio de Janeiro, Rafael Braga foi o único condenado no contexto das manifestações de 2013 — mesmo sem ter participado delas — por portar duas garrafas plásticas de produtos de limpeza.

Isso mesmo: uma pessoa foi jogada numa jaula insalubre por porte de material de limpeza sob argumento de que, na verdade, se tratavam de material explosivo. Feita a perícia nas garrafas apreendidas, constatou-se que não se tratava de material com potencial explosivo. Ou seja, o motivo pelo qual Rafael foi preso simplesmente não existia. 


Contra todas as provas e todas as evidências e até mesmo contra toda dedução lógica, Rafael foi condenado por porte de materiais de limpeza.

Enquanto cumpria pena, Rafael acabou regredindo de regime para o semi-aberto (durante o dia, saía da prisão para trabalhar). Voltando para prisão depois de ter passado todo o dia trabalhando, Rafael deixou-se fotografar ao lado de uma pichação que dizia: “Você só olha da esquerda p/ direita, o Estado te esmaga de cima p/ baixo!!!”. Mesmo sem ter sido o autor da fotografia, mesmo sem ter divulgado a foto em nenhum espaço, mesmo sem ter compartilhado a foto, Rafael foi punido com torturantes 10 dias na cela solitária, que todos sabemos como é. 10 dias na solitária, entre os quais o dia da consciência negra. Não há coincidência nisso. Esse episódio acaba com qualquer dúvida, se é que restava alguma, do caráter de perseguição da prisão de Rafael. A foto que levou à aplicação do castigo (podemos, sem medo de errar, chamar de tortura) foi a seguinte:

2º CASO: TRÁFICO DE DROGAS

Em janeiro deste ano, já cumprindo pena em regime domiciliar (sendo monitorado por tornozeleira eletrônica), Rafael estava a caminho da padaria na favela onde morava, quando foi novamente preso a partir de um flagrante forjado, de acordo com testemunhas, e acusado de associação e tráfico de drogas, mesmo estando sob vigilância constante. A quantidade de drogas (“plantadas” no Rafael, segundo testemunhas) era ínfima: 0,6 grama de maconha (suficiente pra fazer metade de um cigarro) e 9,3g de cocaína. 


Na calada da noite, às vésperas do feriado de 21 de abril, 
Rafael foi condenado a 11 anos de prisão.

A série de absurdos do caso de Rafael não param por aí: o juiz que o condenou levou em consideração apenas os depoimentos contraditórios dos policiais que o prenderam. Além disso, foi negado a ele o direito à ampla defesa: o juiz negou o pedido de acesso à câmera da viatura policial que o levou à delegacia e ao GPS da tornozeleira, além de ter ignorado o depoimento de uma testemunha que presenciou o momento da prisão e declarou que Rafael fora agredido pelos policiais e levado para um lugar longe da visão de todos — essas provas poderiam ter mudado o rumo do julgamento e comprovado sua inocência.

Sublinho um ponto assustador de cada fase dessa história: Rafael não teve direito de defesa em nenhum momento. As provas apresentadas foram (estão sendo) solenemente ignoradas ou tiveram sua produção negada pelo Judiciário.


Para que fique claro: no Brasil há um encarceramento em massa de jovens negros e pobres, numa gestão da pobreza através do sistema penal.

Ser negro e pobre transformou Rafael e transforma tantos outros jovens em “público-alvo preferencial” do sistema penal. É o que mostram os dados. Mais de 60% dos presos no Brasil são negros ou pardos e por volta da metade tem menos de 30 anos. Mais de 40% são presos sem condenação, provisórios, e pelo menos 1 de cada 4 está na cadeia por infração à lei de drogas, principal método de controle social da pobreza através do sistema penal.

Com mais de 620 mil presos, o país tem a quarta maior população carcerária do mundo, superada apenas por EUA, Rússia e China, mas nossas prisões têm capacidade para apenas 370 mil presos. O sistema está colapsado e a população carcerária aumentou 450% nos últimos 20 anos.

Contra estes fatos e dados não há “argumentos” de racistas e punitivistas que sobrevivam!

http://midianinja.org/jeanwyllys/o-icone-de-uma-justica-injusta-e-racista/

Cantor Jerry Adriani morre aos 70 anos de câncer

O cantor Jerry Adriani, de 70 anos, morreu neste domingo (23), no Hospital Vitória, na Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio, onde estava internado desde o fim de março. O cantor enfrentava um tratamento contra o câncer.

Jerry Adriani deu entrada na unidade para com um quadro de trombose profunda, antes de ser diagnosticado com câncer, patologia divulgada pela família.

Quando esteve internado, o cantor se preocupou em tranquilizar seus fãs, postando um vídeo onde contava o que estava acontecendo: "Eu estou bem e gravo este vídeo para que não se criem falsas verdades. Logo, logo estarei fora daqui pra cantar de novo pra vocês".

Um dos ícones da Jovem Guarda nos anos 60, Jair Alves de Souza nasceu em 29 de janeiro de 1947, na cidade de São Paulo. Seu primeiro disco, Italianíssimo, em que ele interpretava canções italianas, foi lançado em 1964. Seu segundo disco, Um Grande Amor, fez grande sucesso e ele passou a apresentar o programa Excelsior a Go Go, na TV Excelsior.

Depois o cantor apresentou ainda o programa A Grande Parada, da TV Tupi, e atuou em filmes, como Essa Gatinha É Minha, ao lado de Peri Ribeiro e Anik Malvil e com direção de Jece Valadão. Atuou ainda nos filme Jerry, a Grande Parada e Jerry em Busca do Tesouro.

Um de seus últimos trabalhos foi a gravação do CD e DVD Acústico ao Vivo, em 2008. Entre seus grandes sucessos estão as músicas Doce, Doce Amor, Querida, Tudo que É Bom Dura Pouco e Amor Querido.

http://www.jb.com.br/cultura/noticias/2017/04/23/cantor-jerry-adriani-morre-aos-70-anos-de-cancer/

Amigos do Jereissati 3, Grupo de Moradores do Jereissati em Pacatuba, fazem um mutirão e mudam a realidade do seu bairro


Por Giovanildo Teixeira, mentor do grupo "Amigos do Jereissati 3".

A ideia do amigos do Jereissati 3 nasceu da necessidade de um canal de comunicação no bairro.

Lembro que o Seu Pedro da Associação tinha uma radiadora. Naquela época ouvíamos músicas e éramos informados sobre diversas coisas do bairro.

Há cerca de cinco anos comecei uma ideia de um grupo de classificados do Jereissati 3, como não obtive sucesso mudei o nome do grupo para Amigos do Jereissati 3 e comecei a postar coisas sobre o bairro, como fotos de lugares que acho bonito, vídeos de problemas e belezas daqui, compartilhamento de notícias que afetavam o bairro, etc.

Inicialmente tínhamos pouca interação 1 curtida era uma grande conquista. A cerca de 1 ano e meio atrás o grupo passou a ser mais ativo, a ser alimentado não só por uma pessoa, vários moradores aderiram a ideia e passaram a discutir várias questões do bairro.

Há cerca de 2 meses as interações se intensificaram e do grupo do facebook inicial foi criado o grupo do whatsapp do Jereissati 3. 

Hoje, a ideia ficou mais forte com o uso mais massivo do Youtube, Instagram, Página no facebook, e grupos menores para projetos específicos como foi o mutirão para revitalização do espaço que antes era lixão entre a rua 27 e rua 4.

Esperamos que cresça cada vez mais e seja sempre um espaço do bairro para o bairro, de moradores para moradores.

Nosso grupo é apartidário, não temos nenhuma verba política e a única pessoa pública que participa está como morador e não como político, não temos nenhum vínculo religioso, nenhum apoiador ou "padrinho", não temos uma sede, nosso primeiro encontro que culminou na primeira ação (essa da rua 04 no Jereissati 3), aconteceu em um dos quiosques da praça, sentamos, conversamos e fomos ao nosso ponto. 

Fizemos fotos, vídeos​ ao vivo no Facebook, as pessoas não nos deram atenção, na semana seguinte, os meninos limparam os matos e as meninas plantaram rápido algumas mudas para impedir que as pessoas colocassem lixo, no decorrer das outra semana, nos articulamos, conseguimos materiais para construção da calçada, tintas para pintura do muro, paletes, pneus para proteger as mudas e fazermos bancos para a nossa calçada, um artista urbano o Marquinhos Abu, ex-morador do bairro foi convidado a fazer a arte do muro, topou na mesma hora, aproveitou e nos deu uns toques de como fazer os bancos e usar os paletes, sem esquecer de mencionar o pedreiro, grande Sr Batista, (meu vizinho) que abriu mão do seu dia de descanso para nos doar sua mão de obra, seu trabalho. 

Boa parte do material usado foram de doações, a outra parte os membros do grupo compraram. Todo mundo fez algo, uns limparam o mato, outros planaram a areia para construção da calçada, outros plantaram as mudas, pintaram o muro e os pneus, outros fizeram a massa para construção da calçada, coisa linda de se ver a comunidade trabalhando junta em prol das comunidade. Nosso trabalho ficou lindo, agora, nossa calçada virou ponto de encontro, local para fotos, inspiração para outros bairros, fomos essa semana agraciados com fotos de uma ação feita na Messejana, ação essa inspirada em nós.


Nossa calçada tem um nome carinhoso (não oficial) colocado por alguns moradores, é a "Calçada dos desocupados", sim, para alguns, só pessoas desocupadas tem tempo de se preocupar com algo que é para o bem de todos.

Reitero o convite, juntem-se a nós, adotem o seu bairro, adotem o Jereissati 3, juntos conseguimos realizar coisas inimagináveis, belas, gratificantes. Detalhe, mostramos que para fazer algo bem feito, nem precisa de superfaturamento, basta força de vontade.

SEM CONDIÇÕES FINANCEIRAS, MENINO DESENHA CAMISA DO CRUZEIRO À MÃO

Nos últimos dias, uma foto de um menininho com uma camisa do Cruzeiro desenhada de canetinha comoveu a internet e ensinou os verdadeiros valores do futebol. Morador da modesta Pitangui-MG, o jovem Denner Jonatan, de 12 anos, não possui condições financeiras de ter uma peça oficial do clube.


Fazendo uma rápida pesquisa na loja da Raposa, uma camisa custa R$ 150, e seus pais não teriam como bancar a compra. O jeito foi improvisar. Nem mesmo a dificuldade financeira foi barreira para Jonatan, que usou a criatividade e fez seu próprio uniforme cruzeirense.

E o garoto não fez feio. Com uma camisa branca e canetinhas, transformou o tecido “limpo” em um manto cruzeirense. O que chama a atenção são os detalhes, como os patrocinadores do Cruzeiro, que também foram desenhados cuidadosamente pelo menino.

A notícia boa de tudo isso: o clube viu a repercussão gigantesca que a foto tomou na internet e prometeu dar uma camisa oficial a Jonatan. Há até a possibilidade de, inclusive, a Raposa levar ele a um jogo do time no Mineirão. Não é só futebol.

78% querem cassação de Temer e 90% defendem diretas

Novo recorte da pesquisa Vox Populi encomendada pela CUT, divulgada neste fim de semana pela revista CartaCapital, revela que 78% dos brasileiros defendem que o Tribunal Superior Eleitoral casse o mandato de Michel Temer; depois de uma eventual cassação do presidente, a Cosntituição prevê que seu substituto seja escolhido por eleições indiretas, ou seja, pelo Congresso, mas a pesquisa também aponta que 90% dos entrevistados preferem escolher, via eleições diretas, o próximo presidente; as propostas de Temer para a reforma da Previdências e a Lei da Terceirização, que foi aprovada pelo Congresso, também são reprovadas quase que por unanimidade, com índices entre 80% e 93%



 
Um novo recorte da pesquisa Vox Populi, divulgado pela Carta Capital neste fim de semana, revela que nada menos do que 78% dos brasileiros defendem que o Tribunal Superior Eleitoral casse o mandato de Michel Temer.

Além disso, nove em cada dez brasileiros preferem escolher, via eleições diretas, o próximo presidente da República, caso Temer deixe o poder. Hoje, de acordo com a Constituição, o Congresso é que deveria eleger o substituto do peemedebista caso ele seja cassado.

A pesquisa, que foi encomendada pela CUT (Central Única dos Trabalhadores), demonstra ainda uma rejeição altíssima da população sobre propostas do governo que retiram direitos dos trabalhadores, como a reforma da Previdência e a Lei da Terceirização, que já foi aprovada pelo Congresso e amplia a possibilidade de terceirização para qualquer atividade dentro de uma empresa, pública ou privada.

"O aumento da idade da aposentadoria para 65 anos e do tempo de contribuição (mínimo de 25 anos), base da reforma da Previdência, é rejeitado por 93%, revela a pesquisa CUT/Vox Populi. E e 80% reprova a Lei de Terceirização", informa a Carta Capital.

"A crise política só começará a ser debelada com novas eleições, e somente uma intensa mobilização popular, com os movimentos sociais e a população nas ruas, será capaz de antecipá-las", diz Vagner Freitas, presidente da CUT. "Boa parte dos deputados e senadores que estão aí sabe que não será capaz de se reeleger em 2018, até pelos impactos da Lava Jato. Parecem negociar o fim de suas carreiras políticas", acrescenta.

http://www.brasil247.com/pt/247/poder/291541/Vox-Populi-78-querem-cassa%C3%A7%C3%A3o-de-Temer-e-90-defendem-diretas-j%C3%A1.htm


Os Tiradentes que jogaram competições nacionais



 
O dia 21 de abril no Brasil é feriado, pois marca a data do enforcamento (em 1792), pela coroa portuguesa, de Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes, líder do primeiro levante brasileiro pela independência do país junto à Portugal, movimento que foi conhecido como Inconfidência Mineira, por ter sido realizado em Minas Gerais.

Tiradentes tinha esse apelido pois uma de suas profissões era a de dentistas. Além disso, ele fez atividades como tropeiro, minerador, comerciante e militar. E é nesta última profissão que este texto vai se apegar. Joaquim José da Siva Xavier foi alferes de milícia e comandante do destacamento de Dragões que patrulhava as rotas dos minérios de Minas Gerais para o Rio de Janeiro.

Devido às atividades militares e considerado um herói nacional, por ter sido um dos primeiros a defender a independência, Tiradentes é o patrono das policias militares dos estados brasileiros. Por isso, muitos clubes ligados à corporação têm o nome do mártir e alguns deles entraram no futebol profissional, inclusive ganhando títulos e disputando campeonatos nacionais. 

Então, vamos à eles:

Associação Esportiva TIRADENTES-Fortaleza (CE)


Provavelmente o Tiradentes em atividade que esteja em melhor desempenho no futebol brasileiro atual, o Tigre da PM foi fundado em 1961 e, atualmente, é um dos times mais tradicionais do Ceará. Campeão estadual em 1992, título dividido com Ceará, Fortaleza e o antigo Icasa, a equipe já conquistou a segundona cearense em 1968 e 2015, além de ter disputado o Brasileirão da Série B, em 1982, e Série D, em 2013, quando chegou próximo do acesso.


Associação Atlética TIRADENTES - Belém (PA)

O Clube da Polícia Militar do Pará, conhecido também como Cerpinha, o Tiradentes é, atualmente, um clube que está disputando constantemente a Série A2 do estado, competição na qual foi campeão em 2006. A equipe já chegou a jogar a Série C do Campeonato Brasileiro, na década passada, e seu mascote também é o Tigre. 



Sociedade Esportiva TIRADENTES - Teresina (PI)
O Amarelão da PM, apesar de se encontrar atualmente com seu departamento de futebol profissional masculino sem atividades, é o Tiradentes com mais títulos no Brasil. Campeão Piauiense em 1972, 1974, 1975, 1982 e 1990, participou do Brasileirão principal em cinco oportunidades: 1973, 1974, 1975, 1979 e 1983, sendo que nesta última levou a maior goleada da historia da competição, um 10 a 1 contra o Corinthians, no Canindé. Atualmente, conta com um dos times de futebol feminino mais fortes do Nordeste e foi semifinalista do Brasileirão da categoria em 2015 e neste ano disputará a Série A-2 do certame. 



Grêmio Esportivo TIRADENTES - Ceilândia (DF) Fundado em 3 de fevereiro de 1967, foi um dos times mais fortes do futebol candango na década de 80. Campeão do Distrito Federal em 1988, tendo o veterano Beto Fuscão como destaque, o clube disputou a primeira Copa do Brasil, em 1989, onde foi eliminado pelo Corinthians e a equipe era treinada por Dadá Maravilha. Entre 1995 e 1996, foi renomeada como Flamengo Tiradentes, tentando atrair a grande torcida rubro negra de Brasília. A mudança, porém, não deu certo e depois disso o time entrou no ostracismo, até para com as atividades no futebol profissional. A equipe chegou a disputar, também, duas séries B e três C.
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Agenda de Jogos da Semana

Quarta-Feira, 22, às 15h00
Ceará x Portuguesa - PV

Quinta-Feira, 23, às 21h30
Fortaleza x Botafogo-PB - Castelão

Sábado, 25, às 16h00
Fortaleza x Vasco da Gama - Castelão

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