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sábado, 11 de março de 2017

Primeiro-ministro sueco desmente acusação contra Lula

O ex-presidente do Brasil Lula da Silva quer que o primeiro-ministro sueco Stefan Löfven (Social Democrata) seja chamado como testemunha no julgamento da Operação Zelotes sobre o assunto dos aviões caça Gripen NG, um negócio de 36 bilhões de dólares entre Brasil e Suécia; o primeiro-ministro concedeu entrevista a um jornal sueco e praticamente antecipou o que irá dizer à justiça brasileira; "É uma declaração falsa, afirma Stefan Löfven. Eu nunca estive reunido em um quarto de hotel com Lula e Dilma", afirmou
 


Os savonarolas tupiniquins terão um pouco de dificuldade para convencer estrangeiros a participar da suruba nacional, que inclui, evidentemente, brincar de caça a Lula.

Primeiro-ministro sueco desmente procurador da Zelotes
Por Wellington Calasans, Colunista do Cafezinho, na Suécia

O ex-presidente do Brasil Lula da Silva quer que o primeiro-ministro sueco Stefan Löfven (Social Democrata) seja chamado como testemunha no julgamento da Operação Zelotes sobre o assunto dos aviões caça Gripen NG, um negócio de 36 bilhões de dólares entre Brasil e Suécia.

O Primeiro-ministro concedeu entrevista a um jornal sueco. Afirmou que ainda não foi notificado oficialmente e praticamente antecipou o que irá dizer à justiça brasileira:

– Não tenho nada a ver com isso, diz ele.
– É uma declaração falsa, afirma Stefan Löfven.
– Eu nunca estive reunido em um quarto de hotel com Lula e Dilma, disse o Primeiro-ministro sueco.

A mesma publicação afirma que é exatamente isso que a defesa de Lula pretende ouvir de Löfven no processo.

– Queremos que o primeiro-ministro da Suécia deixe claro que Lula da Silva não fez nada de ilegal, diz o advogado de Lula, Cristiano Zanin ao jornal sueco.

Segundo o procurador da República Frederico Paiva, o caso dos caças suecos foi “tramado” em um quarto de hotel na África do Sul durante o funeral de Nelson Mandela em 2013. Lula da Silva, então, teria encontrado Stefan Löfven e a então presidenta Dilma Rousseff. Lula não era mais o presidente, mas segundo Frederico teria usado a influência política para consolidar o negócio.
 
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