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segunda-feira, 13 de março de 2017

A tarja do ridículo


Por Fernando Brito

Hoje, completam-se três anos que a Lava Jato instituiu o vazamento como regra no Judiciário brasileiro.

Talvez para comemorar, pelo ridículo, essa temporada de promiscuidade entre juízes, promotores e advogados com a imprensa, cujo símbolo máximo foi a capa criminosa da Veja na véspera da eleição, o ministro Herman Benjamin, do Tribunal Superior Eleitoral, mandou tarjar o nome do senador Aécio Neves nos depoimentos dos delatores da Odebrecht, conforma registra o Estadão:

Em despacho ao qual o Estado teve acesso, o ministro considerou “lamentável” o vazamento de depoimentos de delatores da Odebrecht no âmbito da ação que apura se a chapa Dilma-Temer cometeu abuso de poder político e econômico para se reeleger em 2014.

A decisão do ministro Herman Benjamin atende ao pedido feito pelo PSDB, que alega que as menções ao partido e à candidatura de Aécio no depoimento de Benedicto Barbosa da Silva Júnior somente se prestaram a “uma indevida exploração política patrocinada junto à imprensa, com a finalidade exclusiva de causar danos à imagem do PSDB, e ao seu presidente, Aécio Neves”.

O requerimento do PSDB pedia que também fossem eliminados os trechos do depoimento do ex-presidente da empreiteira Marcelo Odebrecht referentes a Aécio e ao partido, mas a decisão do ministro Herman Benjamin à qual a reportagem teve acesso diz respeito apenas ao teor da oitiva de Benedicto Júnior. 


A “oitiva” de Benedito Júnior é a que diz que Aécio pediu e recebeu, como caixa 2, através de um auxiliar.

A esta altura, o cuidado de Sua Excelência – que ninguém teve quando os alvos das delações eram outros – é inócuo.

O país está vendo o cuidado e o vagar que se tem quando não se trata de enxovalhar Lula com gravações sem nenhum conteúdo ilegal que são transformadas em “obstrução da Justiça” e, mesmo reconhecidas como ilegais, não geram nenhuma consequência para que as vaza criminosamente.

Não apenas é tarde para isso como, também, é mais uma prova de que, muito embora se possa ressalvar o comportamento deste ou daquele juiz, já todos sabem que a Justiça não é igual para todos.

A começar pelo escândalo de Gilmar Mendes, todo lambeiro, andar se reunindo seguidamente com Michel Temer, seu réu no TSE, para “discutir financiamento de campanha”, mas não aquele pelo qual ele responde.

E dizer que a maioria do TSE está preocupada com “a manutenção da estabilidade política do País”, entre eles os que permitiram que um criminoso como Eduardo Cunha gozasse de liberdade e poder enquanto era útil para derrubar um governo eleito.
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