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quarta-feira, 8 de março de 2017

A curiosa “propina” a Lula, anos depois e para ter “desvantagem”



Do noticiário dos jornais sobre a tentativa de Marcelo Odebrecht de envolver Lula pessoalmente na sua lista universal de “bondades” financeiras, duas coisas chamam a atenção, e as transcrevo:

O codinome “Amigo”, que consta na planilha da Odebrecht, é dono de um saldo de 23.000, que corresponderia a R$ 23 milhões na contabilidade paralela da empreiteira. Deste total, R$ 8 milhões teriam sido pagos entre novembro de 2012 e setembro de 2013, restando ainda na planilha R$ 15 milhões de saldo. (O Globo)

Esperem aí: Lula, aquele que parece no centro do powerpoint do Dr. Deltan Dallagnol no centro do “governo da propinocracia” foi receber algum só depois de deixar de ser o “chefão”? E dois anos depois? E R$ 8 milhões, menos do que Michel Temer, à época apenas um apagado vice-presidente, quando “mordeu” R$ 10 milhões, no ato, do mesmo Marcelo Odebrecht?

A conta, evidentemente, não fecha. Nem mesmo para justificar a tal reforma do sítio de Atibaia que, diz o mesmo o Globo, foi situada pela Polícia Federal “entre novembro de 2010 e setembro de 2011”

E mais: o dinheiro para Temer, sabe-se foi levado por Lúcio Funaro a José Yunes. O suposto pagamento a Lula, além da data “troncha” não tem como e a quem, questão obrigatória quando alguém diz ter dado algo a alguém.

O segundo ponto é ainda mais interessante. É que no Estadão, a colunista Vera Rosa afirma que:

Odebrecht descreve a amizade entre o pai, Emílio, e o ex-presidente como um estorvo. Se queixa de que o pai cedia demais aos pedidos de Lula, o que obrigava a empresa a fazer investimentos desvantajosos.

Então A Odebrecht “pagava” Lula para “fazer investimentos desvantajosos”, isto é, ter prejuízo?

Se os investimentos eram “desvantajosos” para a empresa, que tipo de vantagem por eles poderia alguém pedir?

Está evidente que há uma armação e um conflito (verdadeiro ou simulado) entre o que diz o pai – e dono – da Odebrecht (Emílio) e o herdeiro Marcelo.

É tudo tão fraco que, embora fosse, em tese, o “grande prêmio” do “pegamos o Lula”, tanto O Globo quanto o Estadão fizeram chamadas modestas nas primeiras páginas, como você vê acima.

Sabem que não têm nada, senão uma história do que pediram a delatores para delatar, embora não tenham como provar.

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