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EDUCAÇÃO - Índia inaugura primeira escola para pessoas trans terminarem seus estudos


Por Nadine Nascimento

A Escola Internacional de Sahaj, localizada na cidade de Kochi, vai receber 10 alunos, entre 25 e 50 anos


Na Índia, cerca de metade da população trans não consegue terminar a educação formal por conta do preconceito e da violência. São numerosos os relatos de agressões cometidas por professores e colegas, além de dificuldades com nome social e uso do banheiro, por exemplo. Por isso, ativistas inauguraram, na última semana, a Escola Internacional de Sahaj, o primeiro colégio interno para transexuais do país. O objetivo é ajudar adultos que desistiram da escola antes de terminar o ciclo educacional.

A escola fica na cidade de Kochi, no estado de Kerala, o primeiro na Índia a adotar uma política contra a discriminação de transexuais ao promover educação inclusiva e oferecer a cirurgia de mudança de sexos em hospitais públicos.

A instituição vai receber dez alunos entre 25 e 50 anos, com o objetivo de prepará-los para as provas de conclusão de curso que normalmente são feitas por alunos da rede pública e privada quando eles têm entre 15 e 18 anos.

A dirigente da Sahaj e ativista trans, Vijayraja Mallika, afirma que a escola pretende ajudar transexuais a terem currículo e habilidades para conquistar boas vagas de emprego e viverem dignamente. Segundo ela, das 25 mil pessoas trans de Kerala, 57% foram forçados a abandonar as escolas por causa do estigma.

No Brasil

A realidade da população trans brasileira se assemelha à indiana. A elevada evasão escolar de travestis, mulheres transexuais e homens trans causada pela intolerância e pelo preconceito, acaba excluindo, por consequência, essas pessoas do convívio social e do mercado de trabalho. No Brasil, cerca de 90% dessa população têm a prostituição como meio de vida. 

Para mudar essa realidade, uma iniciativa parecida com a Sahaj, o "Prepara Nem", oferece um curso preparatório para vestibulares destinado a travestis e transexuais no Rio de Janeiro (RJ). A idealizadora do projeto, Indianara Siqueira, aponta que essas iniciativas são necessárias para que a comunidade trans tenha acesso à educação de forma segura.

"Infelizmente, temos que criar guetos para proteger e empoderar pessoas. Precisamos aprender em um ambiente seguro, sem nenhuma opressão por identidade de gênero ou orientação sexual. O ideal seria que as travestis e transsexuais pudessem ir às escolas comuns e serem respeitadas, como todo o resto da sociedade, mas hoje isso ainda não é possível", diz.

Um estudo da Secretaria de Educação da Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT), publicado em agosto de 2016, aponta que 73% de estudantes LGBTs já sofreram agressões verbais em escolas brasileiras, enquanto 36% afirmaram ter sofrido agressões físicas. Outros 60% se sentiam inseguros na escola por se definirem como LGBT.

"A sociedade não debate questões de identidade de gênero e orientação sexual e, assim, as pessoas que pertencem ao grupo LGBT permanecem excluídas. Isso faz com que lugares de importante socialização, como escolas e universidades, se tornem ambientes opressores", afirma Siqueira.

Empoderamento

Luiza Ferreira foi aluna do "Prepara Nem", e hoje é uma das duas estudantes trans do curso de medicina da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Atualmente, como professora de química do curso preparatório, ela reconhece sua importância para o fortalecimento do combate à discriminação. "É muito bom estar ali passando o conhecimento e aprendendo com elas também. Vamos nos empoderando e mostrando que podemos, sim, ocupar todos os espaços. Não sei como seria aqui na UFRJ se não fosse o 'Prepara Nem' e todo o apoio que tive lá", pondera.

Ferreira lembra que, antes de entrar no curso pré-vestibular, cursava farmácia em uma universidade privada onde sofria preconceito. "Na época, eu nem tinha conhecimento do direito de usar o nome social. Eu chegava nos professores e falava da minha situação e pedia para ser chamada de Luiza. Alguns me respeitavam e outros me chamavam pelo nome masculino por pirraça. Se eu já tivesse o conhecimento sobre esse direito, eu poderia argumentar e cobrar isso deles", diz a estudante.

Nesse sentido, Siqueira diz que o sucesso do projeto não está somente na possibilidade de transexuais e travestis voltarem a estudar, mas por terem também um espaço de convivência acolhedor. "Não focamos só no ensino. Nos preocupamos com o bem-estar dessas pessoas, se elas têm onde dormir, se têm moradia, alimentação, roupas… O 'Prepara Nem vai além das salas de aula'; se tornou uma rede de ajuda", diz a idealizadora.

"No curso, a gente aprende que, por mais difícil que nossa vida seja, e mesmo que a gente seja marginalizada por essa sociedade machista, temos direitos, como o direito à educação e o direito à vida", completa Ferreira.

Gênero e sexualidade nas escolas

Em 2014, o Plano Nacional de Educação (PNE), sancionado pela ex-presidenta Dilma Rousseff, previa a discussão de identidade de gênero e sexualidade nas escolas. Quando analisado pelo Congresso Nacional, entretanto, os temas foram vetados das diretrizes curriculares por serem considerados inadequados ao ambiente escolar.

"Há um preconceito estrutural em nossa sociedade que não permite as discussões de gênero e de sexualidade dentro da escola. Vivemos em um país laico, em que a educação é um direito de todos, mas que tem interferência religiosa na educação e nas leis", afirma Luiza Coppieters, professora de filosofia e militante da causa LGBT.

Coppieters foi professora de um colégio particular em São Paulo (SP) até falar abertamente sobre sua transexualidade com os alunos e ser demitida. Para ela, é dever do Estado tratar de questões de gênero e sexualidade com a sociedade para coibir discriminações.

"Quando a gente vê um sujeito assassinando 12 pessoas, nove delas mulheres, chamando elas de vadias; ou sujeitos matando um homem que defendeu uma travesti; ou uma professora sendo demitida por ser transexual; é dever do país instituir um tipo de ensino que debata questões de gênero, e não é só para combater o preconceito, mas para combater a violência que é estrutural e que mata a cada segundo", diz a professora.

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