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Vida e obra de Trotsky

Em 7 de novembro de 1879, nascia o intelectual e revolucionário bolchevique León Trotsky


Nascido em família de origem judaica, Lev Davidovich Bronstein, que mais tarde assumiria o nome de guerra de Leon Trotsky, foi um intelectual marxista e revolucionário bolchevique, organizador do Exército Vermelho e rival de Stalin na tomada do Partido Comunista da União Soviética (PCUS) à morte de Lenin.

No final de 1917, os bolcheviques, liderados por Lênin e Trotsky, deram um golpe de Estado e derrubaram o governo provisório, dando início ao que chamavam de “ditadura do proletariado” e criando uma República Soviética da Rússia.

Em 1923 aprofundou-se a cisão entre ele e seu companheiro de partido Stalin, provocada pela ascendência deste na crescente burocracia partidária e por divergências políticas relacionadas aos rumos da revolução. Trotsky propugnava a expansão da revolução por outros países, enquanto Stalin formulava a doutrina do socialismo em um país único. Com a morte de Lênin, em 21 de janeiro de 1924, começou a corrida pela sucessão. No Comitê Central do Partido Bolchevique, iniciou-se o processo de calúnia e difamação de Trotsky promovido por Stalin e seus principais aliados de ocasião. Em 1925 Trotsky foi proibido de falar em público e em 1929 foi banido da União Soviética.
Exílio, affair e morte

Ficou no exílio na Turquia até 1933, na França até 1935 e depois na Noruega até 1937. Finalmente, foi para o México com sua segunda esposa, Natalia Sedova, no dia 9 de janeiro de 1937, a convite do muralista Diego Rivera, marido de Frida Kahlo. No méxico, Trotsky teve um romance, nem tão secreto, com Frida Kahlo, que ainda se recuperava das muitas traições de Diego. Ele mandou cartas de amor para Frida dentro dos livros que a emprestou e deixou para trás o auto retrato que Frida dedicou à ele: “Between the Curtains”. Na pintura, Frida está segurando uma carta que diz, “Para Trotsky, com muito carinho, eu dedico está pintura. 7 de Novembro de 1937. Frida Kahlo, São Miguel, México.”. Sete de novembro é o dia de aniversário de Trotsky.

Ele nunca deixou de lado o ativismo político, em 1938, escreveu o panfleto “Programa de Transição”, que é o programa de fundação da 4a Internacional Comunista. Stalin, porém, considerava a militância de Trotsky uma ameaça real a sua hegemonia sob o movimento comunista internacional. Assim, infiltrou um agente na residência mexicana de Trotsky, Ramón Mercader, que o matou a golpes de picareta em 1940. Mercader jamais assumiu ter agido a mando de Stalin.

Leia a obra do autor e suas biografias disponíveis no acervo da Estante Virtual:


Entre os anos 1934 e 1935, quando a Segunda Guerra Mundial se iniciava, Trotsky escreveu seu Diário do Exílio em três cadernos escolares. Neste diário, Trotsky faz comentários clarividentes de acontecimentos futuros e fala também de sua situação pessoal.






Neste livro Trotsky retoma a luta contra a teoria de Stalin-Bukharin do “socialismo em um só país”, que visava transformar a III Internacional em uma agência de defesa da URSS. Ao mesmo tempo, sintetiza as batalhas travadas pela Oposição de Esquerda entre 1923 e 1928. Os textos de Trotsky compõe uma poderosa síntese dessa luta teórica, programática, política e metodológica.




Baseado em vasta pesquisa original e com impressionante força narrativa, Bertrand M. Patenaude apresenta a trágica e fascinante biografia de Leon Trótski, tendo como ponto de partida seu exílio no México, entre 1937 e 1940, quando é assassinado. O autor entrelaça a história dos últimos anos de vida de Trótski com flashbacks de episódios cruciais de sua carreira como jovem marxista, herói revolucionário, chefe do Exército Vermelho, líder bolchevique, proscrito da URSS de Stálin e finalmente herege do Kremlin, marcado para morrer pela polícia secreta do regime. Valendo-se da correspondência privada e dos diários de Trótski, bem como de testemunhos de seus guarda-costas e secretários e arquivos da KGB, Patenaude detalha as tumultuadas relações do líder revolucionário com o casal de pintores Diego Rivera e Frida Kahlo – que incluíram um caso amoroso com Frida – e sobre o tormento que viveu enquanto sua família e camaradas eram vítimas do Grande Terror promovido pelo stalinismo.


Nessa coletânea de textos, trotsky analisa a economia mundial sob dois aspectos fundamentais: sob o impacto da crise de 1929, e sob a reorganização política dos países imperialistas e das classes sociais nas décadas do entre-guerras. Retira dessas análises conclusões fundamentais para o método marxista aplicado à economia.





A obra retrata as fases da luta de seis anos da facção dirigente da URSS contra a Oposição de Esquerda e particularmente contra Trotsky. Grande parte do livro é consagrada à refutação das acusações contra o autor. A primeira parte apresenta uma carta de Trotsky ao Instituto Histórico do Partido e da Revolução de Outubro. A segunda parte compõem-se de quatro discursos pronunciados por Trotsky perante as mais altas instâncias do Partido, de junho a outubro de 1927, período da mais intensa luta ideológica entre a Oposição e a facção de Stalin. Por fim, um pequeno panfleto escrito no exílio em Alma-Ata, em 1928, em resposta a uma carta de admoestação de um adversário. Este documento dá ao livro a conclusão necessária, iniciando o leitor na apreciação do último estágio da luta que precedeu diretamente o banimento do autor.


Trotsky escreve sobre a revolução da sua vida unindo a serenidade do historiador que deve esclarecer o que aconteceu, com a lucidez do teórico que precisa explicar porque aconteceu, sem camuflar o compromisso do militante que esteve na primeira linha de acontecimentos que mudaram os destinos do século 20. Das linhas desta obra imperdível surge a conclusão que a revolução russa não foi prematura, mas atrasada. As sociedades não se transformam na medida em que a mudança é necessária. As mudanças em condições políticas reacionárias, como eram as da Rússia sob o Tsar depois da derrota da revolução de 1905, por mais necessárias que sejam, parecem por anos e anos como impossíveis. Surgem como extravagâncias de visionários. Toda ordem político-social se apoiou, portanto, no extremo conservadorismo das sociedades humanas. Os tempos da política estão sempre atrasados em relação aos tempos da história. Um atraso maior ou menor separa o momento em que o agravamento da crise histórica se manifesta, do momento em que as forças sociais em luta estão dispostas a medir forças, e chega a hora da revolução.

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