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Secult promoveu nesta segunda, 31/10, lançamento da XII Bienal Internacional do Livro do Ceará, com o tema "Cada pessoa, um livro; o mundo, a biblioteca"

A Secretaria da Cultura do Estado do Ceará (Secult) promoveu na manhã desta segunda-feira, 31/10, no Teatro Carlos Câmara, no Centro de Fortaleza, o lançamento da XII Bienal Internacional do Livro do Ceará. Na ocasião, com a presença do secretário da Cultura do Estado do Ceará, Fabiano dos Santos Piúba, e da coordenadora de Políticas de Livro, Leitura, Literatura e Bibliotecas da Secult, Mileide Flores (também coordenadora geral da Bienal), foram apresentados o tema ("Cada pessoa, um livro; o mundo, a biblioteca") e os curadores do evento: Lira Neto, Cleudene Aragão e Kelsen Bravos.

Também foi apresentada a lista de 52 escritores já confirmados para a Bienal, que acontecerá de 14 a 23 de abril de 2017, no Centro de Eventos do Ceará e em múltiplos espaços de Fortaleza (confira a lista abaixo), assim como escritores e outros convidados já confirmados para participação no evento com palestras, debates, shows e outras atividades. Iniciativa do Governo do Estado do Ceará, por meio da Secult, em parceria com o Instituto Dragão do Mar e com o apoio do Ministério da Cultura, entre vários outros parceiros e apoiadores, a Bienal teve seu lançamento realizado quase seis meses antes do evento, já com a apresentação do conceito, do tema, do corpo curatorial, dos coordenadores de espaços e de um conjunto de autores convidados, além de uma proposta de ações prévias e articuladas, principalmente com escolas e universidades cearenses.

"Nós trabalhamos algumas dimensões para este Bienal do Livro. Ela incorpora as dimensões de cultura, educação, social e econômica. É um evento de cunho cultural que democratiza o acesso ao livro. De cunho educacional, que forma leitores, que cria ambientes favoráveis para a formação de leitores", destacou o secretário da Cultura do Estado do Ceará, Fabiano dos Santos Piúba.

"É também uma Bienal que não é paga, tendo seu caráter de inclusão social, de cidadania cultural importante. E é uma Bienal de caráter econômico, no sentido de fomentar a cadeia produtiva do livro, tanto a nível nacional quanto a nível local", complementa. "Nossa Bienal tem uma cara de 'cearensidade'. Na sua programação, nas suas manifestações, o Ceará está sempre presente".

Um dos mais renomados escritores brasileiros da atualidade, com biografias premiadas, Lira Neto, coordenador da Curadoria, apresentou ao público os 52 autores já confirmados para a Bienal, destacando o porquê da escolha e algumas características de cada um.

"Todos eles mostraram muito entusiasmo com o tema e de imediato aceitaram participar. Tenho certeza que essa vai ser uma das melhores bienais de todos os tempos no Brasil", afirmou Lira Neto ao público que compareceu em bom número ao Teatro Carlos Câmara, com destaque para escritores, livreiros, representantes da cadeia do livro, artistas de diversas linguagens, professores, estudantes e demais interessados em conferir em primeira mão as novidades da Bienal. Entre eles, a secretária executiva da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Educação Superior do Ceará, Nagyla Drummond, e o superintendente do Sebrae Ceará, Joaquim Cartaxo.

O tema da Bienal

Mileide Flores, coordenadora geral da Bienal, destacou que o evento tradicionalmente orienta sua programação a partir de um tema geral, que também materializa a arquitetura e a atmosfera do evento. "As editoras organizam parte de seu catálogo com base na proposta do tema. A decoração das praças da feira de livros e de todos os espaços reflete a temática e abraça o público, autores e demais convidados. Há, enfim, coesão na forma e no conteúdo da Bienal", ressaltou.

Para a nova edição, a Secult harmoniza Cultura, Educação, Conhecimento, Economia e Cidadania no tema “Cada pessoa, um livro; o mundo, a biblioteca”, cujo conceito expressa a noção de acervo, seja ele individual ou coletivo, sincrônico ou diacrônico, material ou imaterial, oral ou escrito, xilografado, impresso ou digital.

O tema homenageia o acervo literário universal, a cultura e a identidade brasileira como patrimônio da humanidade e pauta toda a estrutura e funcionamento da Bienal, aguça o interesse pela pesquisa e leitura sobre o contexto nele inscrito e proporciona profunda discussão dos mais variados assuntos, buscando contemplar os interesses de um público diversificado.

A temática traz em si infinitas possibilidades: a diversidade de expressões, a multiplicidade de vozes; incontáveis itinerários narrativos a proporcionar conexões transculturais, encontros de mundos, diálogos no espaço presencial e no da blogosfera.

Conceito e eixos

O conceito da Bienal tem por núcleo a ideia de Acervos Vivos, que será desenvolvido a partir de quatro eixos, relacionados ao tema central:

Pessoas - Este eixo delineia os acervos pessoais a partir da diversidade étnica, da miscigenação, da múltipla expressão da mestiçagem, dos idioletos, dos valores, das idades, das gerações, das nações, das tribos, das bandeiras, dos sonhos..., enfim, a ideia de acervos pessoais como metáfora que encapsula tempo, espaço, duração, ideologia, afetos, a múltipla metáfora da identidade. No âmbito deste eixo, será feito também o registro vivo, durante o evento, de diversos espaços, diversas etnias, diversas idades, diversas tribos presentes na Bienal – cuja expressão ampliará, ao longo dos 10 dias, o conteúdo da sala “Museu das Pessoas”.

Livros - Este eixo refere-se à evolução dos registros, das inscrições rupestres ao mais avançado acervo digital; o livro, suas formas e contextos: artesanais, digitais, incunábulos, impressos, restritos, best-sellers, clássicos, marginais... O objetivo visa proporcionar argumentos para a constatação dos objetos livros como patrimônio simbólico da humanidade, como sedução para os leitores e como detentores de uma faixa de tempo, guardiões da memória, senhores da História – Sala

Mundos - Este eixo expressa a relação entre ficção e realidade, entre história individual e coletiva, o encontro dos acervos individuais através da experiência de leitura de mundo constituindo o conjunto das pluralidades expressivas: reais, imaginárias, presentes, passadas, futuras, (re)criadas, (in)continentes, políticas... resgate de práticas leitoras, festas literárias, cidades do livro, livros emblemáticos e escritores do mundo inteiro e de mundos imaginados – Sala “Museu dos Mundos Inventados”.

Bibliotecas - Este eixo propõe a metáfora da permanência, inscrita no conceito Biblioteca como lugar de promoção da leitura e espaço de convivência literária. Fortalece a proposta de política pública para constituição e fomento de bibliotecas comunitárias, escolares, vivas, ancestrais, públicas, particulares, populares, ambulantes... Será criado no local do evento um espaço que favoreça o despertar da noção de que cada pessoa seja entendida como uma biblioteca de saberes e que o mundo é o coletivo de bibliotecas, e que cada biblioteca é um lugar para dinamização de acervos do mundo, a metáfora da metamorfose ambulante, da constante permanência e transformação, representadas pela sala “Museu das Bibliotecas do Mundo”.

Coordenação geral

Maria do Socorro Sampaio Flores (Mileide Flores) - Coordenadora de Políticas do Livro e Leitura da Secretaria da Cultura do Estado do Ceará (Secult), desde março de 2015. Militante da Política do Livro, Leitura, Literatura e Bibliotecas, líder sindical, conselheira representante da Literatura no Conselho Nacional de Política Cultural no período de 2012 a 2014. Participa da organização da Bienal

Internacional do Livro do Ceará desde sua origem e foi curadora das edições de 2012 e 2014. Formada em Geologia e livreira por herança de uma livraria com 60 anos.

Os curadores: Lira Neto, Cleudene Aragão e Kelsen Bravos

Lira Neto (Coordenador da Curadoria) - Jornalista, escritor e biógrafo. Quatro vezes Prêmio Jabuti de Literatura, foi também agraciado com o prêmio da Associação Paulista dos Críticos de Arte (APCA), sempre na categoria Biografia. Em 2015 e 2016, como writer-in-residence, ministrou aulas e proferiu palestras no Middlebury College, em Vermont, EUA. Tem onze livros publicados entre os quais a trilogia sobre a vida de Getúlio (Companhia das Letras); Padre Cícero: poder, fé e guerra no sertão. (Companhia das Letras, 2009); Maysa; só numa multidão de amores (Globo, 2007); O inimigo do rei: uma biografia de José de Alencar (Globo, 2006).

Cleudene Aragão - Escritora, professora e pesquisadora. Doutora em Filologia Hispánica, pela Universitat de Barcelona, Professora de Literatura Espanhola, Pesquisadora em Letramento Literário e Ensino de Línguas, Presidente da Câmara de Arte e Cultura da Uece – ARTECULT, Coordenadora da Política do Livro e Acervo da Secult de 2003 a 2005 e curadora e coordenadora das VI e VII Bienais Internacionais do Livro do Ceará (2004 e 2006).

Kelsen Bravos - Escritor, professor, editor, consultor na área do Livro, Leitura, Literatura e Cultura Digital. Da Bienal Internacional do Livro do Ceará, foi coordenador do Espaço Infantil em 2006 e Curador das edições de 2012 e 2014, quando coordenou também o Espaço Infantil. Vice-presidente da Câmara Cearense do Livro de 2010 a 2012. Conselheiro no Conselho Municipal de Política Cultural-Literatura (2010-2012) e do Colegiado Setorial de Livro, Leitura e Literatura do Conselho Nacional de Política Cultural - CNPC/MinC (2010-2012 e 2013-2014). Tem publicados onze livros, todos direcionados à infância.

Coordenadores de espaços temáticos

Alan Mendonça - Café Literário
Alênio Noronha Alencar, Carolina Ruoso, Carla Vieira - Memória Patrimônio e Museus
Klévisson Viana - Espaço Cordel
Régis Freitas - Espaço Juventude
Teddy Williams - Espaço Infantil

Coordenadores de Encontros

Aparecida Lavor - Sistema Estadual de Bibliotecas Públicas Municipais e Bibliotecas Comunitárias
Carlos Emílio Correa Lima - Encontro de Revistas e Blogs Literários
Norma Santana e Maura Isidoro - VIII Encontro dos Agentes de Leitura do Ceará
Nixon Araújo - Encontro da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa: Leituras Descoloniais
Sarah Diva - III Salão do Professor
Tino Freitas - Encontro de Mediação de Leituras: Da oralidade ao livro na mão
Vânia Vasconcelos - Encontro Literatura e Gênero

Bienal 2017: convidados já confirmados

Entre os autores já confirmados para a Bienal Internacional do Livro do Ceará 2017 estão:

• Adelaide Gonçalves - Pesquisa e ensaio
• Ademir Assunção - Literatura - poesia e letra de canção / Jornalista
• Affonso Romano de Sant’Anna - Literatura - ficção
• Almir Mota - Literatura infantil
• Ana Miranda - Literatura - ficção
• André Neves - Literatura infantil - autor e ilustrados
• Angela Escudeiro - Literatura infantil, contos / Bonequeira
• Angela Gutierrez - Literatura - romance
• Antônio Prata - Literatura - ficção
• Benita Prieto - Literatura infantil - autora e contadora de histórias
• Bule Bule - Literatura - cordel, repente, letra de canção
• Cristovão Tezza - Literatura - ficção
• Daniel Galera - Literatura - ficção
• Daniel Munduruku - Literatura - ficção
• Dimas Macedo - Literatura - poesia, ensaio, crítica literária
• Eliane Brum - Literatura - jornalismo
• Eugênio Leandro - Literatura - romance, conto, letra de canção
• Fernanda Meireles - Literatura - conto, fanzine, novos meios
• Flavio Paiva - Literatura - poesia, conto, letra de canção, literatura infantil
• Frei Betto - Literatura - ensaio
• Gilmar Chaves - Literatura - poesia e romance
• Gilmar de Carvalho - Literatura - ficção / Pesquisa - ensaio
• Horácio Dídimo - Literatura - poesia e ficção / ensaio
• Ignácio de Loyola Brandão - Literatura - ficção
• Isabel Lustosa - Literatura - ficção e não ficção
• Jefferson Assunção - Literatura - ensaio
• Jorge Pieiro - Literatura - conto, crônica, ensaio
• José Augusto Bezerra - Bibliófilo, presidente da Academia Cearense de Letras. / Literatura - ensaio
• José Castilho Marques Neto - Filosofia - ensaio
• Leonardo Sakamoto - Jornalismo / Literatura - contos
• Luiz Antonio Simas - Pesquisa - biografia e ensaio
• Luiz Ruffato - Literatura - ficção
• Marcelino Freire - Literatura - poesia
• Márcia Tiburi - Literatura e filosofia - ficção
• Marina Colasanti - Literatura - ficção
• Mary Del Priore - Literatura - historiografia - gênero
• Natercia Pontes - Literatura - contos
• Natercia Rocha - Literatura - contos e poesia
• Nei Lopes - Literatura - contos e letra de canção / Pesquisa - ensaio
• Oswald Barroso - Literatura - ficção, poesia, letra de canção / Pesquisa - ensaio
• Paulo Lins - Literatura - romance
• Pedro Salgueiro - Literatura - conto
• Raymundo Netto - Literatura - conto, crônica, romance
• Renato Janine Ribeiro - Literatura - filosofia e educação
• Ricardo Aleixo - Literatura - poesia, letra de canção e dramaturgia
• Ricardo Guilherme - Literatura - ficção/dramaturgia
• Ricardo Kelmer - Literatura - conto, poesia, roteiro, letra de canção
• Rosemberg Cariry - Literatura - poesia, ficção, dramaturgia, ensaio
• Sérgio Rodrigues - Literatura - ficção
• Socorro Acioli - Literatura - ficção
• Tércia Montenegro - Literatura - ficção
• Valter Hugo Mãe - Literatura - ficção

Mais sobre a Bienal

Referência no calendário do setor editorial nacional, a XII Bienal Internacional do Livro do Ceará é um daqueles encontros de pessoas que constroem no cotidiano um mundo melhor, reinventando a vida por meio da arte, do conhecimento, da palavra. É também um momento de culminância da política estadual de livro, leitura, literatura e bibliotecas, de acordo com as diretrizes de democratização do acesso à cultura e à arte, valorização da produção cearense e diálogo com o Brasil e o mundo. Sempre com grande participação popular.

Um dos diferenciais da XII Bienal Internacional do Livro do Ceará é ter sua programação marcada por um tema transversal e instigante, além de contar com foco no desenvolvimento da economia criativa do livro, na promoção da leitura, na formação de leitores e na amplitude e alcance de suas ações por meio da Bienal fora da Bienal.

Destaca-se também pelo registro e pela formação de acervo digital, pela conectividade em tempo real com ênfase nas redes sociais em que cada visitante, como âncora de sua própria transmissão, poderá fazer publicações pessoais ao vivo sobre o evento.

Uma das principais Bienais do Brasil

A Bienal Internacional do Livro do Ceará mobiliza a atenção do mercado editorial de todo o País, que investe na exposição de seus principais lançamentos e facilita a presença de celebridades literárias de renome nacional e internacional. Em cada edição, a Bienal oferta ao público atrações de natureza artística e literária, englobando palestras, mesas redondas, conferências, oficinas, contações de histórias, lançamentos de livros e outros eventos literários, além de apresentações com artistas de reconhecimento local, nacional e internacional, combinando uma programação democrática e de acesso gratuito, que atenda a um público plural - infantil, juvenil e adulto.

O conjunto desses fatores coloca a Bienal Internacional do Livro do Ceará no calendário cultural entre as melhores e mais importantes feiras de livro no Brasil. Um sucesso consolidado ao longo de mais de duas décadas.

A Bienal e a política cultural

A Bienal Internacional do Livro do Ceará, uma das ferramentas da política pública de fomento à leitura e à produção literária, visa ao intercâmbio entre leitores e autores, à democratização do acesso ao livro, à formação de leitores e ao desenvolvimento das cadeias: criativa, produtiva e mediadora do livro e da leitura, conforme as diretrizes Cultura, Educação, Conhecimento, Economia, Inclusão e Cidadania. Sempre refletindo a política cultural do Estado, o programa de governo "Os 7 Cearás", da gestão do governador Camilo Santana, e o Plano Estadual de Cultura (PEC).

A Secretaria da Cultura do Estado do Ceará (Secult) promoveu na manhã desta segunda-feira, 31/10, no Teatro Carlos Câmara, no Centro de Fortaleza, o lançamento da XII Bienal Internacional do Livro do Ceará. Na ocasião, com a presença do secretário da Cultura do Estado do Ceará, Fabiano dos Santos Piúba, e da coordenadora de Políticas de Livro, Leitura, Literatura e Bibliotecas da Secult, Mileide Flores (também coordenadora geral da Bienal), foram apresentados o tema ("Cada pessoa, um livro; o mundo, a biblioteca") e os curadores do evento: Lira Neto, Cleudene Aragão e Kelsen Bravos. Também foi apresentada a lista de 52 escritores já confirmados para a Bienal, que acontecerá de 14 a 23 de abril de 2017, no Centro de Eventos do Ceará e em múltiplos espaços de Fortaleza (confira a lista abaixo), assim como escritores e outros convidados já confirmados para participação no evento com palestras, debates, shows e outras atividades. Iniciativa do Governo do Estado do Ceará, por meio da Secult, em parceria com o Instituto Dragão do Mar e com o apoio do Ministério da Cultura, entre vários outros parceiros e apoiadores, a Bienal teve seu lançamento realizado quase seis meses antes do evento, já com a apresentação do conceito, do tema, do corpo curatorial, dos coordenadores de espaços e de um conjunto de autores convidados, além de uma proposta de ações prévias e articuladas, principalmente com escolas e universidades cearenses. "Nós trabalhamos algumas dimensões para este Bienal do Livro. Ela incorpora as dimensões de cultura, educação, social e econômica. É um evento de cunho cultural que democratiza o acesso ao livro. De cunho educacional, que forma leitores, que cria ambientes favoráveis para a formação de leitores", destacou o secretário da Cultura do Estado do Ceará, Fabiano dos Santos Piúba. "É também uma Bienal que não é paga, tendo seu caráter de inclusão social, de cidadania cultural importante. E é uma Bienal de caráter econômico, no sentido de fomentar a cadeia produtiva do livro, tanto a nível nacional quanto a nível local", complementa. "Nossa Bienal tem uma cara de 'cearensidade'. Na sua programação, nas suas manifestações, o Ceará está sempre presente". Um dos mais renomados escritores brasileiros da atualidade, com biografias premiadas, Lira Neto, coordenador da Curadoria, apresentou ao público os 52 autores já confirmados para a Bienal, destacando o porquê da escolha e algumas características de cada um. "Todos eles mostraram muito entusiasmo com o tema e de imediato aceitaram participar. Tenho certeza que essa vai ser uma das melhores bienais de todos os tempos no Brasil", afirmou Lira Neto ao público que compareceu em bom número ao Teatro Carlos Câmara, com destaque para escritores, livreiros, representantes da cadeia do livro, artistas de diversas linguagens, professores, estudantes e demais interessados em conferir em primeira mão as novidades da Bienal. Entre eles, a secretária executiva da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Educação Superior do Ceará, Nagyla Drummond, e o superintendente do Sebrae Ceará, Joaquim Cartaxo. O tema da Bienal Mileide Flores, coordenadora geral da Bienal, destacou que o evento tradicionalmente orienta sua programação a partir de um tema geral, que também materializa a arquitetura e a atmosfera do evento. "As editoras organizam parte de seu catálogo com base na proposta do tema. A decoração das praças da feira de livros e de todos os espaços reflete a temática e abraça o público, autores e demais convidados. Há, enfim, coesão na forma e no conteúdo da Bienal", ressaltou. Para a nova edição, a Secult harmoniza Cultura, Educação, Conhecimento, Economia e Cidadania no tema “Cada pessoa, um livro; o mundo, a biblioteca”, cujo conceito expressa a noção de acervo, seja ele individual ou coletivo, sincrônico ou diacrônico, material ou imaterial, oral ou escrito, xilografado, impresso ou digital. O tema homenageia o acervo literário universal, a cultura e a identidade brasileira como patrimônio da humanidade e pauta toda a estrutura e funcionamento da Bienal, aguça o interesse pela pesquisa e leitura sobre o contexto nele inscrito e proporciona profunda discussão dos mais variados assuntos, buscando contemplar os interesses de um público diversificado. A temática traz em si infinitas possibilidades: a diversidade de expressões, a multiplicidade de vozes; incontáveis itinerários narrativos a proporcionar conexões transculturais, encontros de mundos, diálogos no espaço presencial e no da blogosfera. Conceito e eixos O conceito da Bienal tem por núcleo a ideia de Acervos Vivos, que será desenvolvido a partir de quatro eixos, relacionados ao tema central: Pessoas - Este eixo delineia os acervos pessoais a partir da diversidade étnica, da miscigenação, da múltipla expressão da mestiçagem, dos idioletos, dos valores, das idades, das gerações, das nações, das tribos, das bandeiras, dos sonhos..., enfim, a ideia de acervos pessoais como metáfora que encapsula tempo, espaço, duração, ideologia, afetos, a múltipla metáfora da identidade. No âmbito deste eixo, será feito também o registro vivo, durante o evento, de diversos espaços, diversas etnias, diversas idades, diversas tribos presentes na Bienal – cuja expressão ampliará, ao longo dos 10 dias, o conteúdo da sala “Museu das Pessoas”. Livros - Este eixo refere-se à evolução dos registros, das inscrições rupestres ao mais avançado acervo digital; o livro, suas formas e contextos: artesanais, digitais, incunábulos, impressos, restritos, best-sellers, clássicos, marginais... O objetivo visa proporcionar argumentos para a constatação dos objetos livros como patrimônio simbólico da humanidade, como sedução para os leitores e como detentores de uma faixa de tempo, guardiões da memória, senhores da História – Sala Mundos - Este eixo expressa a relação entre ficção e realidade, entre história individual e coletiva, o encontro dos acervos individuais através da experiência de leitura de mundo constituindo o conjunto das pluralidades expressivas: reais, imaginárias, presentes, passadas, futuras, (re)criadas, (in)continentes, políticas... resgate de práticas leitoras, festas literárias, cidades do livro, livros emblemáticos e escritores do mundo inteiro e de mundos imaginados – Sala “Museu dos Mundos Inventados”. Bibliotecas - Este eixo propõe a metáfora da permanência, inscrita no conceito Biblioteca como lugar de promoção da leitura e espaço de convivência literária. Fortalece a proposta de política pública para constituição e fomento de bibliotecas comunitárias, escolares, vivas, ancestrais, públicas, particulares, populares, ambulantes... Será criado no local do evento um espaço que favoreça o despertar da noção de que cada pessoa seja entendida como uma biblioteca de saberes e que o mundo é o coletivo de bibliotecas, e que cada biblioteca é um lugar para dinamização de acervos do mundo, a metáfora da metamorfose ambulante, da constante permanência e transformação, representadas pela sala “Museu das Bibliotecas do Mundo”. Coordenação geral Maria do Socorro Sampaio Flores (Mileide Flores) - Coordenadora de Políticas do Livro e Leitura da Secretaria da Cultura do Estado do Ceará (Secult), desde março de 2015. Militante da Política do Livro, Leitura, Literatura e Bibliotecas, líder sindical, conselheira representante da Literatura no Conselho Nacional de Política Cultural no período de 2012 a 2014. Participa da organização da Bienal Internacional do Livro do Ceará desde sua origem e foi curadora das edições de 2012 e 2014. Formada em Geologia e livreira por herança de uma livraria com 60 anos. Os curadores: Lira Neto, Cleudene Aragão e Kelsen Bravos Lira Neto (Coordenador da Curadoria) - Jornalista, escritor e biógrafo. Quatro vezes Prêmio Jabuti de Literatura, foi também agraciado com o prêmio da Associação Paulista dos Críticos de Arte (APCA), sempre na categoria Biografia. Em 2015 e 2016, como writer-in-residence, ministrou aulas e proferiu palestras no Middlebury College, em Vermont, EUA. Tem onze livros publicados entre os quais a trilogia sobre a vida de Getúlio (Companhia das Letras); Padre Cícero: poder, fé e guerra no sertão. (Companhia das Letras, 2009); Maysa; só numa multidão de amores (Globo, 2007); O inimigo do rei: uma biografia de José de Alencar (Globo, 2006). Cleudene Aragão - Escritora, professora e pesquisadora. Doutora em Filologia Hispánica, pela Universitat de Barcelona, Professora de Literatura Espanhola, Pesquisadora em Letramento Literário e Ensino de Línguas, Presidente da Câmara de Arte e Cultura da Uece – ARTECULT, Coordenadora da Política do Livro e Acervo da Secult de 2003 a 2005 e curadora e coordenadora das VI e VII Bienais Internacionais do Livro do Ceará (2004 e 2006). Kelsen Bravos - Escritor, professor, editor, consultor na área do Livro, Leitura, Literatura e Cultura Digital. Da Bienal Internacional do Livro do Ceará, foi coordenador do Espaço Infantil em 2006 e Curador das edições de 2012 e 2014, quando coordenou também o Espaço Infantil. Vice-presidente da Câmara Cearense do Livro de 2010 a 2012. Conselheiro no Conselho Municipal de Política Cultural-Literatura (2010-2012) e do Colegiado Setorial de Livro, Leitura e Literatura do Conselho Nacional de Política Cultural - CNPC/MinC (2010-2012 e 2013-2014). Tem publicados onze livros, todos direcionados à infância. Coordenadores de espaços temáticos Alan Mendonça - Café Literário Alênio Noronha Alencar, Carolina Ruoso, Carla Vieira - Memória Patrimônio e Museus Klévisson Viana - Espaço Cordel Régis Freitas - Espaço Juventude Teddy Williams - Espaço Infantil Coordenadores de Encontros Aparecida Lavor - Sistema Estadual de Bibliotecas Públicas Municipais e Bibliotecas Comunitárias Carlos Emílio Correa Lima - Encontro de Revistas e Blogs Literários Norma Santana e Maura Isidoro - VIII Encontro dos Agentes de Leitura do Ceará Nixon Araújo - Encontro da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa: Leituras Descoloniais Sarah Diva - III Salão do Professor Tino Freitas - Encontro de Mediação de Leituras: Da oralidade ao livro na mão Vânia Vasconcelos - Encontro Literatura e Gênero Bienal 2017: convidados já confirmados Entre os autores já confirmados para a Bienal Internacional do Livro do Ceará 2017 estão: • Adelaide Gonçalves - Pesquisa e ensaio • Ademir Assunção - Literatura - poesia e letra de canção / Jornalista • Affonso Romano de Sant’Anna - Literatura - ficção • Almir Mota - Literatura infantil • Ana Miranda - Literatura - ficção • André Neves - Literatura infantil - autor e ilustrados • Angela Escudeiro - Literatura infantil, contos / Bonequeira • Angela Gutierrez - Literatura - romance • Antônio Prata - Literatura - ficção • Benita Prieto - Literatura infantil - autora e contadora de histórias • Bule Bule - Literatura - cordel, repente, letra de canção • Cristovão Tezza - Literatura - ficção • Daniel Galera - Literatura - ficção • Daniel Munduruku - Literatura - ficção • Dimas Macedo - Literatura - poesia, ensaio, crítica literária • Eliane Brum - Literatura - jornalismo • Eugênio Leandro - Literatura - romance, conto, letra de canção • Fernanda Meireles - Literatura - conto, fanzine, novos meios • Flavio Paiva - Literatura - poesia, conto, letra de canção, literatura infantil • Frei Betto - Literatura - ensaio • Gilmar Chaves - Literatura - poesia e romance • Gilmar de Carvalho - Literatura - ficção / Pesquisa - ensaio • Horácio Dídimo - Literatura - poesia e ficção / ensaio • Ignácio de Loyola Brandão - Literatura - ficção • Isabel Lustosa - Literatura - ficção e não ficção • Jefferson Assunção - Literatura - ensaio • Jorge Pieiro - Literatura - conto, crônica, ensaio • José Augusto Bezerra - Bibliófilo, presidente da Academia Cearense de Letras. / Literatura - ensaio • José Castilho Marques Neto - Filosofia - ensaio • Leonardo Sakamoto - Jornalismo / Literatura - contos • Luiz Antonio Simas - Pesquisa - biografia e ensaio • Luiz Ruffato - Literatura - ficção • Marcelino Freire - Literatura - poesia • Márcia Tiburi - Literatura e filosofia - ficção • Marina Colasanti - Literatura - ficção • Mary Del Priore - Literatura - historiografia - gênero • Natercia Pontes - Literatura - contos • Natercia Rocha - Literatura - contos e poesia • Nei Lopes - Literatura - contos e letra de canção / Pesquisa - ensaio • Oswald Barroso - Literatura - ficção, poesia, letra de canção / Pesquisa - ensaio • Paulo Lins - Literatura - romance • Pedro Salgueiro - Literatura - conto • Raymundo Netto - Literatura - conto, crônica, romance • Renato Janine Ribeiro - Literatura - filosofia e educação • Ricardo Aleixo - Literatura - poesia, letra de canção e dramaturgia • Ricardo Guilherme - Literatura - ficção/dramaturgia • Ricardo Kelmer - Literatura - conto, poesia, roteiro, letra de canção • Rosemberg Cariry - Literatura - poesia, ficção, dramaturgia, ensaio • Sérgio Rodrigues - Literatura - ficção • Socorro Acioli - Literatura - ficção • Tércia Montenegro - Literatura - ficção • Valter Hugo Mãe - Literatura - ficção Mais sobre a Bienal Referência no calendário do setor editorial nacional, a XII Bienal Internacional do Livro do Ceará é um daqueles encontros de pessoas que constroem no cotidiano um mundo melhor, reinventando a vida por meio da arte, do conhecimento, da palavra. É também um momento de culminância da política estadual de livro, leitura, literatura e bibliotecas, de acordo com as diretrizes de democratização do acesso à cultura e à arte, valorização da produção cearense e diálogo com o Brasil e o mundo. Sempre com grande participação popular. Um dos diferenciais da XII Bienal Internacional do Livro do Ceará é ter sua programação marcada por um tema transversal e instigante, além de contar com foco no desenvolvimento da economia criativa do livro, na promoção da leitura, na formação de leitores e na amplitude e alcance de suas ações por meio da Bienal fora da Bienal. Destaca-se também pelo registro e pela formação de acervo digital, pela conectividade em tempo real com ênfase nas redes sociais em que cada visitante, como âncora de sua própria transmissão, poderá fazer publicações pessoais ao vivo sobre o evento. Uma das principais Bienais do Brasil A Bienal Internacional do Livro do Ceará mobiliza a atenção do mercado editorial de todo o País, que investe na exposição de seus principais lançamentos e facilita a presença de celebridades literárias de renome nacional e internacional. Em cada edição, a Bienal oferta ao público atrações de natureza artística e literária, englobando palestras, mesas redondas, conferências, oficinas, contações de histórias, lançamentos de livros e outros eventos literários, além de apresentações com artistas de reconhecimento local, nacional e internacional, combinando uma programação democrática e de acesso gratuito, que atenda a um público plural - infantil, juvenil e adulto. O conjunto desses fatores coloca a Bienal Internacional do Livro do Ceará no calendário cultural entre as melhores e mais importantes feiras de livro no Brasil. Um sucesso consolidado ao longo de mais de duas décadas. A Bienal e a política cultural A Bienal Internacional do Livro do Ceará, uma das ferramentas da política pública de fomento à leitura e à produção literária, visa ao intercâmbio entre leitores e autores, à democratização do acesso ao livro, à formação de leitores e ao desenvolvimento das cadeias: criativa, produtiva e mediadora do livro e da leitura, conforme as diretrizes Cultura, Educação, Conhecimento, Economia, Inclusão e Cidadania. Sempre refletindo a política cultural do Estado, o programa de governo "Os 7 Cearás", da gestão do governador Camilo Santana, e o Plano Estadual de Cultura (PEC).
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