Haiti perde 900 vidas. A vida negra não merece comoção internacional? ~ Pacatuba Em Foco
Tecnologia do Blogger.

APEOC

Postagens Populares

Sample Text

Lorem ipsum dolor sit amet, consectetur adipisicing elit, sed do eiusmod tempor incididunt ut labore et dolore magna aliqua. Ut enim ad minim veniam, quis nostrud exercitation test link ullamco laboris nisi ut aliquip ex ea commodo consequat.

Duis aute irure dolor in reprehenderit in voluptate another link velit esse cillum dolore eu fugiat nulla pariatur.

Arquivo do blog

Categories

Definition List

Definition list
Consectetur adipisicing elit, sed do eiusmod tempor incididunt ut labore et dolore magna aliqua.
Lorem ipsum dolor sit amet
Consectetur adipisicing elit, sed do eiusmod tempor incididunt ut labore et dolore magna aliqua.

Pages

Support

Need our help to upload or customize this blogger template? Contact me with details about the theme customization you need.

Ordered List

  1. Lorem ipsum dolor sit amet, consectetuer adipiscing elit.
  2. Aliquam tincidunt mauris eu risus.
  3. Vestibulum auctor dapibus neque.

Unordered List

  • Lorem ipsum dolor sit amet, consectetuer adipiscing elit.
  • Aliquam tincidunt mauris eu risus.
  • Vestibulum auctor dapibus neque.

Futebol Ao Vivo

Futebol Ao Vivo

Participe pelo Whatsapp 85 988 621 206

Haiti perde 900 vidas. A vida negra não merece comoção internacional?



*Lourival Aguiar Mahin – Esquerda Diário

Precisamos falar sobre o furacão que devastou o Haiti semana passada. A tragédia causada pelo furacão entrelaça pelo menos duas questões envolvendo aquele pais. Em primeiro lugar, as centenas de mortes não podem ser simplesmente explicadas pela fragilidade e pobreza do Haiti, que é considerado o mais pobre país das Américas.

Não podemos apagar a história de lutas e vitórias do povo Haitiano, primeiro país negro a se declarar independente e abolir a escravidão negra. Porém, a ousadia revolucionária que demonstraram cobraram um alto preço: eles serviram de exemplo contra todos os outros que pudessem seguir seus passos. Muito antes de terremotos e furacões, o Haiti foi devastado pela ganância e vingança da França, sua antiga colonizadora que cobrou milhões de Francos para poder aceitar a independência haitiana e dos EUA, que invadiu e ocupou militarmente a ilha em três ocasiões depois da sua libertação. O Haiti é um país sistematicamente oprimido porque sua história é um legado para os oprimidos de hoje, o que se relaciona com a segunda questão que Matthew trouxe novamente à tona.

O furacão atingiu o Haiti na última terça-feira (4), com ventos fortes, com velocidades que chegaram a 230 km/h, e atravessou a península sudoeste da ilha, deixando em seu caminho milhares de casas destruídas, cidades inundadas e um saldo de quase 900 mortos, segundo a agência Reuters, que cita fontes das autoridades locais, o equivalente a metade total de mortos pelo Furacão Katrina em 2005 e quase 10 vezes mais que a tempestade Sandy em 2012, ambos nos Estados Unidos.

Apesar disso, a mídia internacional está mais preocupada em fornecer informações sobre a possível chegada do furacão à Flórida do que em falar sobre os quase 900 mortos no Haiti. Este luto seletivo, que ergueu milhares de bandeiras no mundo na campanha “Je Suis Charlie Hebdo” por conta dos assassinatos dos jornalistas do Charlie Hebdo, que deixou 12 mortos e 11 feridos, e não comentou sobre o massacre na Nigéria, que deixou no mínimo 150 mortos (mas fontes da Anistia Internacional dizem que o número salta para quase 2000 mortos) e ocorreu alguns dias antes não é algo que podemos ignorar. As vidas negras importam em qualquer lugar do mundo e devem valer tanto quanto, mas infelizmente a dor e a solidariedade ao luto na sociedade capitalista também tem cor. E ela não é negra.

As organizações de Direitos Humanos, os partidos políticos de esquerda, sindicatos e centrais sindicais , organizações de esquerda, centros acadêmicos devem organizar uma campanha de solidariedade ativa às vítimas do furacão Matthew e de denúncia da opressão imperialista sofrida por aquele país. Nós, no Brasil, temos que utilizar esta campanha para dizer em alto e bom som: Fora as tropas do Haiti! A luta dos nossos irmãos haitianos é nossa também!

←  Anterior Proxima  → Inicio

FanPage do Pacatuba Em Foco

Mais Acessadas

APEOC

SERIPAN

RADIOSNET