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Crise política resulta em racha do PSTU

Por Altamiro Borges

Não está nada fácil decifrar o complexo e dinâmico quadro político brasileiro. Até organizações mais dogmáticas, que se colocam como donas da verdade e acima do bem e do mal, estão penando. Nesta quarta-feira (6), um expressivo grupo de dirigentes e militantes do PSTU anunciou seu desligamento do partido de orientação trotskista. Entre os signatários do manifesto de rompimento, o respeitado intelectual Valério Arcary e a vereadora potiguar Amanda Gurgel – a sigla elegeu dois parlamentares nas eleições municipais de 2012. No texto, bastante civilizado, ficam explícitas as críticas à postura sectária do PSTU, que apoiou o impeachment de Dilma e defende a bandeira do “fora todos”.

Segundo o documento, que reproduzo ao final, o embate de ideias no interior do partido, que integra a Liga Internacional dos Trabalhadores (LIT), cresceu nos últimos oito meses. Ele decorre, afirma, do cenário mundial de “dificuldades enfrentadas pelos revolucionários neste início de século 21” e dos novos desafios para as forças socialistas. Neste quadro, o texto de ruptura argumenta que “a postura dos revolucionários diante da reorganização da esquerda deve ser firme, porém, paciente. Porque o caminho da autoproclamação nos condenaria à marginalidade. Porque sabemos que o isolamento, a condição de minoria e a luta contra vento e maré durante tantas décadas deixaram em todos nós cicatrizes, reflexos sectários que devemos ter a coragem de superar”.

“Marginalidade com um programa ultraesquerdista”

“Pensamos que a simples apresentação de um programa revolucionário não é o bastante para construir uma organização marxista. O decisivo é que esse programa seja ouvido, que lutemos por ele em cada espaço, que ele seja compreendido e aceito pelas massas e sua vanguarda. Não superaremos a marginalidade com um programa ultraesquerdista, que os trabalhadores não estão dispostos a abraçar, ou que, às vezes, nem sequer compreendem”. Essa visão reforçou as divergências sobre a conjuntura nacional. “Há mais de um ano vínhamos afirmando que era preciso enfrentar, com centralidade, a política de ajuste fiscal do governo Dilma, mas combater também a oposição burguesa que queria derrubá-la apoiando-se em mobilizações reacionárias. Para esta luta, acreditávamos que era necessário construir a mais ampla unidade de ação com todos os setores que estivessem na oposição de esquerda ao governo”.

“Depois que a maioria da burguesia se unificou em torno à proposta de impeachment, a partir de fevereiro de 2016, defendemos internamente que era vital lutar contra esta manobra parlamentar, sem que isso significasse, evidentemente, prestar qualquer apoio político a Dilma. Porque avaliávamos que a derrubada do governo do PT só teria um sentido progressivo se realizada pelas mãos da própria classe trabalhadora, por meio de suas próprias organizações. Ao contrário, se liderada pela oposição de direita, a derrubada de Dilma seria uma saída reacionária para a crise política; deseducaria os trabalhadores em sua tarefa de autoemancipação. A segunda hipótese foi exatamente a que ocorreu”. Estas e outras divergências levaram ao rompimento agora anunciado.

A “declaração da direção nacional”

De imediato, a direção nacional do PSTU divulgou uma “declaração” contrapondo-se ao manifesto dos que se desligaram do partido. Em vários pontos, ela confirma as críticas sobre sectarismo da sigla. Segundo a resposta oficial, “o setor que agora rompe com o PSTU se colocou contra a política do partido que se expressou na palavra de ordem de ‘Fora Dilma, Aécio, Temer, Cunha, fora todos eles!’. Na opinião dos companheiros, o PSTU deveria adotar como palavra de ordem principal ‘Não ao impeachment’ e, nesse contexto, afirmar nossa oposição a Dilma e Temer. Defendiam que nosso partido participasse de atos da Frente Povo Sem Medo para chamá-los à formação de um terceiro campo que tivesse como eixo o ‘Não ao impeachment’”.

“A maioria do partido rechaçou esta posição por considerar que o ‘Não ao impeachment’ e a participação em atos da Frente Povo Sem Medo significava, na prática, a mesma postura política da campanha contra o suposto golpe, deflagrada pelo PT para tentar manter Dilma no governo. A Frente Povo Sem Medo, encabeçada pelo MTST e o PSOL, foi simplesmente a ala esquerda da campanha pelo ‘Fica Dilma’... O governo Dilma não era ‘progressivo’ frente a uma alternativa burguesa qualquer, como Temer, por exemplo. Para os trabalhadores eram iguais. Portanto, não há que se defender um contra o outro e sim lutar contra os dois. Fora Dilma, Temer Cunha e Aécio! Fora todos eles!”.

Na “declaração” da direção do PSTU abundam as críticas ao “reformismo” do PT, PSOL, MTST e de outras organizações políticas e sociais que se uniram na luta contra o golpe travestido de impeachment. “Não há como apresentar e construir no movimento uma alternativa revolucionária junto com uma reformista”, decreta de forma peremptória. O texto lamenta a saída dos dissidentes, mas garante: “A luta da classe operária por sua libertação está repleta de obstáculos e revezes. É neles que se forja nossa firme determinação de construir o partido revolucionário”. E o PSTU segue, impávido, para a “marginalidade com um programa ultraesquerdista”. Reproduzo abaixo o manifesto de rompimento e os seus signatários:

*****

O presente manifesto é assinado por algumas centenas de companheiras e companheiros que no passado fizeram uma aposta militante no PSTU. Temos orgulho de ter dedicado o melhor de nossas forças para essa organização, mas hoje vimos a público comunicar que esta experiência chegou ao fim e que decidimos trilhar um novo caminho. Pertencemos a diferentes gerações, somos veteranos e jovens, mulheres e negros, LGBT's, professores e indígenas, operários industriais e da construção civil, petroleiros e estudantes, ativistas e dirigentes sindicais que constroem a CSP-Conlutas, trabalhadores da saúde e do transporte, desempregados e intelectuais, funcionários públicos e terceirizados.

Há cerca de oito meses, começamos uma batalha por nossas ideias dentro da LIT (Liga Internacional dos Trabalhadores) e sua seção brasileira, o PSTU. Por meio deste manifesto, queremos expressar nossas posições e as conclusões a que chegamos ao longo desse debate.

O que pensamos?

Acreditamos que as dificuldades enfrentadas pelos revolucionários neste início de século 21 encontram sua explicação mais profunda no impacto reacionário da restauração capitalista na URSS, leste europeu, sudeste asiático e Cuba. A ofensiva política, econômica, social, militar e ideológica do imperialismo, os discursos sobre “o fim da história” e a adaptação da esquerda reformista à ordem burguesa não passaram sem consequências. O movimento de massas retrocedeu em sua consciência e organização. E os revolucionários sofreram os efeitos desses anos de confusão e crise.

Mas a história não acabou. A crise econômica mundial de 2007-2008 abriu uma nova situação internacional marcada pela instabilidade e pela polarização política, social e militar. Nesse marco, surgiram fenômenos altamente contraditórios, como a Primavera Árabe, a crise econômica europeia, o conflito militar na Ucrânia, os indignados da Espanha, a ascensão de partidos neo-reformistas como Syriza e Podemos, a crise dos refugiados na Europa, o fortalecimento da direita em várias partes do mundo, as manifestações na Grécia, as lutas antiproibicionistas e pelo direito à cidade encabeçadas pela juventude, o declínio dos governos de colaboração de classes na América Latina, o avanço do fundamentalismo islâmico e cristão, o ascenso da luta antirracista, feminista e antilgbtfóbica no mundo inteiro, as jornadas de Junho de 2013 no Brasil, a guerra civil na Síria, a crise do euro e da União Europeia, o atual ascenso francês e tantos outros.

Assim, a nova situação mundial abre importantes perspectivas aos socialistas. Mas é preciso saber atuar. Acreditamos que a postura dos revolucionários diante da reorganização da esquerda deve ser firme, porém, paciente. Porque o caminho da autoproclamação nos condenaria à marginalidade. Porque sabemos que o isolamento, a condição de minoria e a luta contra vento e maré durante tantas décadas deixaram em todos nós cicatrizes, reflexos sectários que devemos ter a coragem de superar.

Pensamos que a simples apresentação de um programa revolucionário não é o bastante para construir uma organização marxista. O decisivo é que esse programa seja ouvido, que lutemos por ele em cada espaço, que ele seja compreendido e aceito pelas massas e sua vanguarda. Não superaremos a marginalidade com um programa ultraesquerdista, que os trabalhadores não estão dispostos a abraçar, ou que, às vezes, nem sequer compreendem.

No terreno da política nacional, por sua vez, as diferenças não foram menores. Há mais de um ano vínhamos afirmando que era preciso enfrentar, com centralidade, a política de ajuste fiscal do governo Dilma, mas combater também a oposição burguesa que queria derrubá-la apoiando-se em mobilizações reacionárias. Para esta luta, acreditávamos que era necessário construir a mais ampla unidade de ação com todos os setores que estivessem na oposição de esquerda ao governo e, se possível, dar a esta unidade uma forma organizativa: uma frente de luta ou terceiro campo alternativo ao governo e à oposição de direita.

Depois que a maioria da burguesia se unificou em torno à proposta de impeachment, a partir de fevereiro de 2016, defendemos internamente que era vital lutar contra esta manobra parlamentar, sem que isso significasse, evidentemente, prestar qualquer apoio político a Dilma. Porque avaliávamos que a derrubada do governo do PT só teria um sentido progressivo se realizada pelas mãos da própria classe trabalhadora, por meio de suas próprias organizações. Ao contrário, se liderada pela oposição de direita, a derrubada de Dilma seria uma saída reacionária para a crise política; deseducaria os trabalhadores em sua tarefa de autoemancipação. A segunda hipótese foi exatamente a que ocorreu.

Debatemos estas e outras diferenças lealmente durante quase um ano. Não obstante, foi atingido um ponto de saturação. Quando as diferenças se fazem insolúveis, quando a possibilidade de síntese se esgota, quando as discussões se tornam intermináveis e as polêmicas improdutivas, o perigo da desagregação passa a ser maior que tudo. Chegamos à conclusão que o prosseguimento do combate ameaçava com uma ruptura abrupta e desorganizada. Para preservar o maior patrimônio de qualquer organização, seus militantes, optamos por encerrar a luta e oferecer uma saída organizada para a crise. Deixamos o PSTU.

Reconhecemos o PSTU como uma organização revolucionária. Não pensamos que é menos revolucionário agora do que antes. Mas às vezes é impossível aos revolucionários pertencer a uma mesma organização. Apostamos na possibilidade de uma separação amigável, e portanto exemplar, muito diferente das rupturas explosivas e destrutivas que o passado tanto viu. Mantemo-nos, por isso, nos marcos da Liga Internacional dos Trabalhadores, na qualidade de seção simpatizante.

O que queremos?

Ao mesmo tempo em que nos desligamos do PSTU, reafirmamos nossa disposição em continuar a luta pela revolução socialista em uma nova organização nacional. Reconhecemos a ação consciente e organizada como a mais eficaz. Sobre a base do marxismo, da teoria leninista de organização e de toda a experiência histórica do movimento operário e socialista mundial, queremos construir algo novo. Admitimos sem soberba, com sincera humildade e respeito, que não somos os únicos revolucionários no Brasil ou no mundo.

Somos um pequeno ramo da grande árvore do marxismo revolucionário mundial. Reivindicamos as resoluções dos quatro primeiros congressos da III Internacional; defendemos a teoria da revolução permanente e o Programa de Transição de Leon Trotski; nos colocamos a serviço da reconstrução da IV Internacional; abraçamos a herança do trotskismo latino-americano que teve em Nahuel Moreno seu principal dirigente e organizador; defendemos um marxismo ao mesmo tempo rigoroso na utilização dos conceitos e aberto na interpretação dos novos fenômenos; acreditamos que os socialistas devem estar na primeira fileira do combate ao machismo, à lgbtfobia e ao racismo, principalmente num país que traz na sua história a triste marca de quatro séculos de escravidão e que é um dos que mais mata mulheres e LGBT's no mundo; vemos a revolução socialista, em primeiro lugar, como processo de autoemancipação dos trabalhadores, com a classe operária à sua frente; entendemos que o revolucionário é, em primeiro lugar, um rebelde, e por isso o regime interno de uma organização marxista deve se caracterizar tanto pela disciplina na ação, quanto pela ampla liberdade de discussão, e que esses dois aspectos não são contraditórios, mas sim complementares e inseparáveis.

Rejeitamos qualquer tentativa de reeditar, trinta anos depois, a experiência reformista do PT, como faz hoje a direção majoritária do PSOL. A redução da luta de classes à luta parlamentar, as alianças com os setores supostamente progressivos da burguesia nacional, a transformação dos deputados, senadores e prefeitos em figuras todo-poderosas, que só devem satisfações a si mesmos – tudo isso já foi feito. E fracassou. Não trilharemos este caminho.

Sabemos que a degeneração política do PT e a corrupção de seu aparelho alimentam uma saudável desconfiança entre os lutadores jovens que não querem ser manipulados como a vanguarda da geração anterior. Aos milhares, os ativistas se perguntam como controlar suas próprias organizações. E têm razão! Porque o tempo da ingenuidade e da credulidade nos líderes precisa ficar para trás. Queremos uma organização em que não haja lugar para os arrivistas, os oportunistas, para aqueles que querem obter vantagens e benefícios pessoais. Queremos entre nós os despojados de pretensão, os desapegados de ambição, os desprendidos de vaidade.

A luta é aqui e agora

O maior desafio de nossas vidas, o sentido de nossa militância, é a realização e o triunfo da revolução socialista brasileira. A classe trabalhadora e o povo oprimido devem se elevar à altura do combate que a história convoca. Treze anos de governos do PT demonstraram de forma irrefutável que a estratégia de regulação do capitalismo através de minúsculas reformas social-liberais conduziu o país a um verdadeiro desastre. A direção do PT é a primeira responsável pela tragédia que se abate hoje sobre a classe trabalhadora brasileira. Lula e Dilma traíram o sonho dos trabalhadores, enterraram-se a si próprios e abriram o caminho para Michel Temer e Henrique Meirelles. A verdadeira libertação dos explorados e oprimidos passa, portanto, pelo combate à conciliação de classes promovida pelo PT e pela retomada de uma estratégia de ruptura revolucionária da ordem.

A crise e posterior falência estratégica do PT, tão evidentemente demonstrada nas jornadas de Junho de 2013 e no episódio do impeachment, colocam para a esquerda marxista brasileira o dilema de sua própria crise, de sua própria marginalidade, de sua própria fragmentação. Os calendários eleitoral e sindical não comportam mais as lutas que vêm ocorrendo. É preciso uma saída estratégica. É nesse sentido que precisam trabalhar os marxistas revolucionários.

Mas as lutas dos explorados e oprimidos não podem esperar. Elas estão ocorrendo aqui e agora. Para que elas sejam vitoriosas, precisam ser cercadas da mais profunda solidariedade, em torno a elas deve ser construída a mais ampla unidade.

Essa unidade na ação prática, na luta comum, passa hoje, em nossa opinião, pela bandeira do Fora Temer, quer dizer, a luta contra o governo de plantão e suas medidas. Sem a unidade dos movimentos sociais combativos em torno a essa tarefa decisiva, corremos dois perigos. O primeiro é que o impulso de todos esses enfrentamentos parciais se disperse, pela ausência de uma estratégia geral comum. O segundo é que os combates específicos sejam apropriados pela direção do PT em seu projeto de voltar ao poder com uma nova candidatura Lula. Ou seja, a velha chantagem do mal menor. A maior tarefa da esquerda anticapitalista, portanto, é abrir o caminho para outra saída política. E ela pode ser construída desde já. Nenhum dos partidos e organizações da esquerda combativa pode hoje, por si só, oferecer esta saída.

Para ser efetiva, essa saída precisa ser construída de fato por todas as correntes e organizações combativas do movimento social, por todos que desejam sinceramente conformar esse terceiro campo alternativo da classe trabalhadora.

Defendemos a unidade deste terceiro campo também nas eleições municipais de 2016. Propomos ao PSTU, ao PSOL, ao PCB, às organizações políticas que não possuem legalidade e aos movimentos sociais a construção de uma Frente de Esquerda e Socialista, com um programa de ruptura com os planos de ajustes que são aplicados por todos os governos e prefeituras. Nos colocamos desde já a serviço dessas grandiosas tarefas.

Queremos, enfim, construir uma organização que resgate a grandeza e a integridade do projeto socialista; uma organização que seja digna da memória daqueles que vieram antes de nós e entregaram suas vidas na luta pela igualdade social; uma esquerda revolucionária não-dogmática, que não se acomode nas poltronas de couro dos gabinetes parlamentares, mas que combata também o corporativismo e o burocratismo dos sindicatos, que priorize a luta direta das massas, que dialogue com a ampla camada de ativistas surgida no último período, que seja capaz de influenciar verdadeiramente os rumos da luta de classes no país, de inspirar confiança e esperança novamente.

O desafio é gigantesco, mas temos confiança que podemos, como dizia o velho poeta Maiakovski, “arrancar alegria ao futuro”. É chegada a hora de ousar. Mais do que nunca, é preciso lutar, é possível vencer.

Os assinantes do presente manifesto convidam também a todas e todos para o ato nacional de lançamento da nova organização, que ocorrerá no dia 23 de julho, sábado, na cidade de São Paulo. Horário e local a confirmar.

Viva a luta dos explorados e oprimidos do mundo inteiro! Viva a revolução! Viva o socialismo!

Assinam:

São Paulo



Aldo Sauda Alessandra Fahl Cordeiro Alex Henrique Alex Raval Alexandre Fusco Aline Klein Amanda Menconi Amanda Souza Ana Carolina Morais Ana Clara Toni Ana Lara Pereira Ana Lucia Marchiori André Azem André Foca André Ramiro Andresa Santos Antonio Francisco Ferreira (Ferreirinha) Antonio Junior Antonio Pereira Arielli Tavares Arthur Valente Be Mosken Beatriz Benetti Beatriz Linzmayer Bento Damaceno Bernardo Boris Beth Lima Bruna Alem Santinho Bruna Quinsan Bruno Alves Bruno Siqueira Cadu Dall'agata Caetano Caio Dias Garrido Caio N. Abreu Camila Ferreira Camila Lisboa Carla Pradini Carlos Daniel “CD” Toni Carol Coltro Carolina Freitas Cathiene Domingos César Augusto Chantal Liegeois Cíntia Senhora Cláudia Souza Daiane de Fátima Curi Daniel Danilo Zanelato Dayana Teixeira Diego Vilanova Doni Silva Edgar Fogaça Edgar Passos Edson Silvério Eduardo Casteluci Eduardo Loeck Elber Almeida Eli Moraes Eliana Nunes Eliana Penha Elisângela Rodrigues Ernesto Roberto Korda Evelyn Everaldo Becker Everton Bertucchi Fabiana de Abreu Fabiana Salander Amaral Fábio Lopes Fabio Masselani Fabio Resende Fabio Torres Fabiola Calefi Fátima Fernandes Fátima Guimarães Fausto Fernando Esteves Filipe Augusto Flávio Stonewall Francisco Noronha de Oliveira Fransergio Noronha Friza Gabriel Casoni Genilda Souza Genivânia Gilberto Souza Gisele Falcari Gisele Peres Gisele Rosa Giulia Castro Glauber Girotto Gláucia Ferreira Gleice Barros Guarulhos Guilherme Pupo Guirá Borba Gustavo Linzmayer Gustavo Viana Helena Duarte Marques Hélio Konishi Henrique Canary Henrique Iglecio Hosana Silva Iara Larissa de Deus Dantas Iracema Santos Isabel Fuchs Isolda James de Paula Janaína Oliveira Jaqueline Quadros Jean Dias Jefferson Dias Jéssica Augusti Jessica Marques Jéssica Milaré João Daniel João Gabriel Tury Joao Pedro Buzalski João Ricardo Machado João Zafalão Joel Paradella Jorgiana Lozano José Perestrelo Josué Ribeiro Lima Joyce Camila Joziel Santos Jucinaldo Azevedo Juliana Donato Karina Lourenço Larissa Vasques Leandro Olímpio Leonardo Knijnik Leonardo Knijnik Letícia Alcântara Letícia Pinho LG Porfírio Lheô Shiroma Lígia Carrasco Lígia Lopes Gomes Lincoln Schwingel Lisa Costa Lívia Puglia Lourdes Quadros Lucas Almeida Lucas Brito Lucas Milanez Luciana Nogueira Luísa Daher Luisa Davola Luiz Fernando Cassanho – Barba Luiz Tombini Luma Feboli Lurdinha Pavam Manuela Moraes Marcela Carbone Marcelo Calorio Marcio V Bottini Marco Aurélio Marco Lopes Marcos Vinícius Simões Mari Mendes Maria Alves Maria Aparecida Silva Maria Carolina Maria Lobato Maria Luiza Ferreira Maria Tereza Moro Mariana Caetano Mariana Medeiros Mariana Percia Mariana Soléo Marina Sassi Martha Piloto Mateus Fávero Matheus Maurício Félix Mauro da Silva Inácio Mauro Puerro Mayara Conti Michel Torres Miguel Minos Murilo Magalhães Natália Borges Natália Sierpinski Natalício Santos Nelson Novaes Noraldino de Castro Neto Ovídio B Vieira Ozzi - Stephano Azzi Pamela Cristina Patricia Aun Patricia Lima de Oliveria Paula Nunes Paula Pascarelli Paulo Aguena “ Catatao” Paulo Bosso Pedrão - Pedro Cursio Pedro Augusto Nascimento de Almeida Pedro de Azevedo Pierre Fernandez Rafael Bedóia Rafael Emídio Rafael Santos Raira Coppola Raiza Rocha Raphael Guedes Raquel Galino Raquel Reis Renan Renata Belzunces Renata Contesini Renatão - Renato Bento Luiz Renato Fernandes Renato Pavam Ribeiro de Azevedo Ricardo Ricardo Monteiro Richard Araújo Rita G Brarros Rodolfo Soares Moimaz Rodrigo Corrêa Rodrigo Maluf Rodrigo Ricúpero Roger Reis Ronaldo Mota Rosa Araujo Rosemar Silva Rubens Sandra Esteves Shuellen Peixoto Silvia Ferraro Sirlene Maciel Solange cruz Soraia Neves Stella Susana Antunes Tales Machado Tamires Chorban Tati Ribeiro Tatiana Queiroz Thaís Zappala Thaize Chagas Thales Migliari Thiago Alves Thiago Leal Thiago Mahrenholz Thomaz Campacci Valdemir Cerqueira Valério Arcary Vanessa Madeira Vanessa Monteiro Vânia Helena Venâncio Cesar Favero Verena Victor Akira Victor Bicalho Victoria Ferraro Lima Silva Vilson Antonio Fiorentin Vinícius de Matos Vinicius Pereira Vinícius Zaparoli Vivian Alves Waldo Mermelstein Xandy Araújo Yuri Lueska

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Rio Grande do Sul

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Pará

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Bahia

Abraão Penha Ana Luísa Martins Ana Paula Medeiros Anderson Carvalho Carlos Zacarias Caroline Sales Dalton Francisco Elson Sampaio Felix Gabriela Mota Gil Daltro Gleide Davis Gustavo Mascarenhas Marques Henrique Saldanha Jean Montezuma Jeciné Nascimento Joallan Rocha Josias Porto Lana Bleicher Maurício wiering Marcos Vinicius Ribeiro Monique Carneiro Priscila Costa Rafael Guimarães Renata Mallet Roseli Afonso Vladimir Arce Wellington Gardin Zózina Almeida André Freire Beatriz Fernandes Carlos Nascimento Elisa (Isa) Gonçalves Matheus Quadros Pedro Porfírio Cristina Santos Danilo Santana Davidson Luís Brito Karen Oliveira

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Pernambuco

Aldo Lima André Brenner André Oliveira Bruna Bezerra Diogo Xavier Everton Melo Ewerton Cunha Filipe Gondim Iris Rodrigues Ismael Feitosa José Cosme Kaline Rebeca de Lemos Malaquias Nise Santos Pedro Viegas Rafael Baltar Raissa Bezerra Rebeca Gondim Thiago Pereira Santos Victor Soares

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Brasília

Ademar Lourenço Ana Maria Libório Antonio de Castro (Toni) Clara Martins Clarissa Araújo Edson Alexandre Gabriel Otavio Jadson Lima José Gonçalves (Jacó) Karine Alfonseca Luana da Costa (Negra Lua) Magno Pereira Marylia Alves Mayara Castro Mychel Sousa

Maranhão

Ailton Penha (Magrão) Ana Paula Martins Ana Raíssa Rodrigues Bianca Diniz Cássia Millene Gilvan Azevedo Jheny Maia Luiz Chaves Noleto Maria Dolores Silva Maria Rosane Torres Micael Carvalho Regina Sheila Bordalo Rielda Alves Serginaldo Lima

Sergipe

Bergson Marinho Cilene Santana Danilo Campos Erílio Bispo Michelle Félix Raquel Sousa Toeta Valéria Lezziane Victor Hugo Costa Zeca Oliveira

Santa Catarina

Bruno Zabot Pacheco Luiz Felipe Zimmermann Matheus Silva Nicollas de Souza Silva Victor Wolfgang Kegel Amal “ Ambev” Vitor Rollin Prudêncio “ Xuxa” Vitor Santos

Amazonas

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Piauí

Gisvaldo Oliveira Ramses Pinheiro Renato Rodrigues

Goiás

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Amapá

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Paraíba

Janaína Bezerra Marcelino Rodrigues

Espírito Santo

Janaína Agra


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