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Acidente aéreo na Serra da Aratanha completa 34 anos

O acidente com o voo 168 da Vasp foi a terceira maior tragédia aérea do Brasil. O choque do boeing contra a Serra da Aratanha deixou 137 mortos. A data é lembrada por familiares com orações e homenagens

O dia de 8 de junho é sagrado para a aposentada Lúcia Helena de Menezes Souza Almeida, 71 anos. Há 34 anos, ela acordava de madrugada com um mau pressentimento e aguardava a chegada do marido Luiz Luciano Acioly Souza, uma das 137 vítimas do acidente aéreo com o boeing 727-200 da Vasp. A tragédia na Serra da Aratanha, em Pacatuba, parou a capital cearense e o restante do Brasil. 

"O dia começou com aquele tumulto, aquele silêncio profundo em Fortaleza. A cidade toda ficou de luto, você não via nenhum momento de alegria, até o céu ficou nublado. Não tinha movimento de carro, não tinha nada, lembro como se fosse hoje", conta Lúcia Helena. Na época, o filho mais novo tinha nove anos e o mais velho ia completar 18 anos. 

Viúva aos 37 anos e com seis filhos, Lúcia Helena foi a responsável por contratar advogados e criar uma associação para os familiares das vítimas do voo 168 da Vasp. "O Brasil nunca tinha pago indenização por acidente aéreo. Eu não quis que isso ficasse impune e, quatro anos depois, conseguimos ganhar a ação. Ainda formei mais dois grupos de familiares, mas alguns também entraram na Justiça individualmente". 

No grupo, Lúcia Helena conheceu o atual marido, Francisco Arildo Santos Almeida, que perdeu a esposa Alda Maria Barbosa no mesmo acidente. Também fez amigos para a vida toda, com quem se reúne para fazer orações. Uma delas é a aposentada Lydia Maria Lacerda Dantas, 60 anos, que também lembra ter acordado no horário do acidente. "Acordei na hora, sentei na cama e fiquei com a impressão que tivesse alguém entrando na porta. Adormeci de novo, liguei para o aeroporto e disseram que o avião tinha desaparecido. A gente pensa que acontece as coisas com todo mundo, menos com a gente", lamenta. 

O marido de Lydia, Francisco Wagner Alves Dantas, na época com 34 anos, havia pedido para a mulher não buscá-lo no aeroporto. Temia que algo acontecesse com ela saindo de carro durante a madrugada, ainda mais para um local distante da casa da família na Maraponga. "Passei anos sem conseguir viajar de avião, agora já viajo sem medo porque penso que acontece quando tem que acontecer. Passaram muitos anos, mas a gente não esquece uma tragédia assim. Não tinha uma casa que alguém não tivesse um parente, todo mundo tinha um conhecido que morreu no acidente", relembra.

O boeing da Vasp aproximava-se de Fortaleza para fazer seu pouso, às 2h45min, quando bateu contra a Serra da Aratanha, na Região Metropolitana. Todos os ocupantes, nove tripulantes e 128 passageiros, morreram naquele 8 de junho de 1982. A investigação da Aeronáutica apontou falha humana como a causa da tragédia. 

O repórter do jornal O POVO, Landry Pedrosa, foi o primeiro a chegar ao local do acidente para a cobertura. Saía de casa às 6h30min para deixar esposa e filhos quando uma vizinha contou ter ouvido na rádio que um avião havia caído. "Deixei a família, peguei o fotógrafo Luizinho (Luiz Pereira) para ir ao jornal e, imediatemente, fomos ao local do acidente", relata. 

Um aparato da Base Aérea fazia a segurança na área e curiosos estavam aglomerados, mas não havia notícia sobre a quantidade de mortos. "Andei uns 100 metros e encontrei logo uma turbina, aquele cheiro de gás. Quando já estava a uns 200 metros, o quadro era desolador. A mata coberta de roupas, pedaços de paletó. Quando olho pro chão, fragmentos de carne, nenhum cadáver intacto. Depois, tomamos conhecimento de que o Edson Queiroz estava no avião", narra. 

A reportagem sobre o acidente aéreo, conforme Landry, foi uma das mais delicadas e emocionantes da sua carreira. "Quando cheguei ao IML disseram: 'aqui não vai ser ninguém identificado'. Na missa, ouvi uma frase do Dom Aluísio que nunca esqueci: 'não chorem pelos seus mortos porque eles viraram santos".

Lembranças

Luiz Alexandre de Menezes de Sousa, 44 anos, é responsável pela decoração do túmulo do pai em todas as datas importantes, explica a mãe, Lúcia Helena. Nesta quarta-feira, 8, um toldo foi armado para que os familiares das vítimas possam prestar homenagens, no cemitério Parque da Paz. "Hoje, desde a hora do acidente estou acordada fazendo orações. Sempre fico com os meus filhos e meu marido. É uma coisa que passa o tempo e ninguém esquece”, comenta.

Segundo Lúcia Helena, alguns familiares das vítimas já morreram e outros se mudaram de Fortaleza. "O grupo de parentes nunca foi extinto, mas a vida depois de tantos anos pode tomar outro rumo. Mas, tem um que grupinho que aqui e acolá ainda se encontra", completa.

Acidente aéreos

O acidente aéreo na Serra da Aratanha é o terceiro maior da aviação brasileira. Depois dele, vem a tragédia do voo Gol 1907, quando o boeing 737 foi atingido pelo jato Legacy N600XL, em Peixoto de Azevedo (MT), deixando 154 mortos. 

A maior trágédia aérea ocorrida no Brasil foi a do voo Tam 3054, com um Airbus que ultrapassou o fim da pista de Congonhas durante o pouso e colidiu com um terminal de cargas, em São Paulo (SP). No acidente, em 17 de junho de 2007, morreram 187 ocupantes do avião e 12 outras pessoas que estavam em solo.

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