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O Seminarista Pacatubano Emanuel Elisclibe : “O raro prazer de escrever cartas”

Com as inovações tecnológicas, hábito de se comunicar por carta se tornou raro, mas há quem ainda preserve a tradição

Em plena era digital, onde as pessoas não conseguem ficar por um instante desconectado, existem ainda pessoas que cultivam o hábito de escrever cartas. Reservam sempre um pouco do seu precioso tempo para colocar no papel sentimentos, emoções entre outros. Achar alguém que ainda mantêm esta prática não foi uma tarefa fácil, entretanto a reportagem encontrou o seminarista religioso missionário do Sagrado Coração, Emanuel Elisclibe, 23 anos, que envia e recebe cartas todos os meses, de familiares e amigos mais íntimos.

Todas as cartas e envelopes o acompanham, quando ele tem que se mudar , pois são valorosas significativas. Ele falou com bastante entusiasmo e emoção da paixão que tem por redigir, colocar no envelope e ir até ao correio enviar as correspondências ao seu devido destino.

Emanuel relatou que desde a infância sempre gostou muito de escrever. Porém o amor pela troca de informações começou fazer parte da sua vida, a partir de 2010. Ocasião em que um primo bem próximo, foi morar em São Paulo. “Esta foi à forma que nós resolvemos manter o contato. Com isso percebi que era uma sensação mágica e resolvi mantê-la. Tem meses que recebo cartas todas as semanas”, disse.

As cartas são portadoras das mais diversas notícias, muitas vezes boas outras nem tanto, entretanto é sempre bom enviar ou receber uma carta, escrita à mão. Segundo ele se corresponde com uma média de 40 pessoas, entre familiares e amigos, nos mais diversos estados do país, tais como São Paulo, Rio de Janeiro, Vitória, Curitiba, Ceará, Alagoas e etc. Inclusive se corresponde com pessoas da Espanha e Alemanha.

Planejar durante a correria do dia a dia um tempo, para sentar e externar em um papel emoções, ou mesmo relatar sobre a vida tem sido cada vez mais difícil de acontecer, para isso, tem que haver uma grande motivação. O seminarista explicou que os sentimentos como: carinho, ternura e amizade que tem por cada pessoa, é que motiva e o leva a alimentar esta prática. E ao receber também tem sentimentos bons, muita emoção ao receber, saber que alguém parou em meio à pressa do cotidiano. Para demonstrar ser uma pessoa atenciosa e que se preocupa com o outro. Ao enviar e receber o sentimento predominante é o amor que através da fraternidade estar presente mesmo na distância.

“Através destas cartas acontecem partilhas de vida, que são ricas e carregadas de humanidade, cada um conta o que vive, passa e sente. Sempre me emociono com cada uma delas”, falou.

Segundo Emanuel, as inovações tecnológicas são positivas e ao mesmo tempo quanto negativas, pois meios de comunicação aproximam, contudo jamais transformará as pessoas em irmãos. Ele acredita ainda, que o melhor contato é o pessoal e nada se compara a convivência em uma boa roda de conversa. Apesar de ser um usuário da tecnologia, segundo ele por uma questão prática e de adaptação. Confessa que jamais irá substituir a emoção de receber uma carta, pois quando ler é como se ouvisse a voz da pessoa que escreveu.

“É um hábito que não podemos perder, temos inúmeros exemplos de cartas que se tornaram diários. Quantos livros foram escritos através de cartas, não podemos esquecer a história, e ao escrever uma carta estamos registrando e construindo a história”, finalizou.

Mensageiro

No ritual de enviar e receber as cartas há no meio deste processo uma peça fundamental o carteiro. Aquele que é o portador da notícia, e que a cada dia vem deixando de exercer esse papel. Afinal as correspondências que chegam às residências ultimamente são faturas, cobranças, contas de telefones, enfim as cartas atualmente são raras.

O carteiro, Marcelino Barros, 66 anos, carteiro há mais de 30 anos, lembra com nostalgia do ano de 1987, quando ele entregava apenas cartas, consegue lembrar a emoção das pessoas que muitas vezes o esperava na porta, ansiosas pela notícia do parente ou do amigo.

Ele explicou que nos últimos 10 anos, as pessoas deixaram de se comunicar através das cartas, com a aquisição do telefone na maioria das casas, a prática foi ficando esquecida.

Durante 37 anos de profissão lembra-se de uma senhora chamada Lilian que morava no Anjo da Guarda, que recebia cartas toda semana e muitas. “Uma vez chegou um envelope sem o endereço do destinatário, apenas “Dona Lilian do Anjo da Guarda” então entreguei, pois já sabia quem era”, contou sorrindo.

Por fim seu Marcelino afirma que atualmente, a diferença é imensa, pois ao entregar estas cartas havia também sentimento das pessoas com o carteiro, eles criavam laços afetivos, pois sabiam que na hora que o carteiro chegava, iriam ter notícia do ente querido, do amigo. Mesmo que a notícia não fosse boa, eles se alegravam com a vinda do carteiro.

Saiba Mais

De acordo com informações da assessoria dos Correios não possuem um dado específico sobre as cartas manuscritas trocadas entre pessoas físicas. Os dados disponíveis são do segmento “carta” como um todo, o que abrange as cartas comerciais enviadas de ou para pessoas jurídicas.

Contudo, é inegável que desde o início das mensagens eletrônicas (e-mail e mensagens de texto) há uma tendência de redução das postagens de cartas entre pessoas físicas. Mesmo assim, as cartas comerciais ainda são um grande negócio para os Correios, de 2013 para 2014 houve um aumento de mais de 1 bilhão de cartas recebidas em todo o Brasil. No Maranhão esse número ficou estável na faixa de aproximadamente 71 milhões no mesmo período.

Embora não haja dados oficiais, observou-se a partir do início dos anos 2000, as cartas manuscritas enviadas de pessoas físicas começaram a diminuir no fluxo postal.

De acordo com os Correios, o perfil do cliente dos é caracterizado pela preferência de recebimento de documentos na forma física, tais como: faturas, extratos bancários. Além disso, os órgãos de governo também enviam notificações, multas, cobranças pelos Correios.

Por meio dos serviços de Banco Postal, os Correios têm contribuído para a inclusão bancária de milhares de pessoas nos municípios mais longínquos, aumentando assim, a necessidade de comunicação entre o banco e os novos clientes.

De 2012 até os dias atuais, foram mais de 210.000 contas abertas no estado.

Porém, sabemos que com o tempo e a facilidade de acesso à tecnologia, haverá uma redução natural da postagem de objetos classificados como carta. Por isso, os Correios estão se reinventando e oferecendo novos negócios, tais como logística integrada (ENEM, ELEIÇÕES, FNDE), ampliação dos serviços de Banco Postal (consórcios, empréstimos, parcelamento de contas)

Os Correios estão atentos para as mudanças e estão investindo em novos negócios para continuar sendo líder no mercado de encomendas e atuar em outros setores, sempre com o propósito de levar a seus clientes o direito de cidadania postal e bancária.

Fonte:http://www.oimparcial.com.br/_conteudo/2015/05/ultimas_noticias/urbano/1368-o-raro-prazer-de-escrever-cartas.html

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