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Tragédia Anunciada – A educação de Pacatuba é reprovada no SPAECE

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Tragédia Anunciada – A educação de Pacatuba é reprovada no SPAECE


Os últimos dados concernentes ao SPAECE 2017 é mais um capítulo do Filme Triste pelo qual passa a nossa antes bela Pacatuba.

À propósito, tais números coadunam com a forma nada edificante como se vem tratando a educação em nosso município, uma autêntica “ DESEDUCAÇÃO” ( permitam-me o neologismo). 

Confira os números


PROFESSOR E VEREADOR ÊNIO MEDEIROS TEM ATUAÇÃO DESTACADA


E neste mar de lama no qual está submersa a nossa educação, temos que enaltecer  a participação exitosa das Escolas Raimunda da Cruz e Major Assis.


E, em especial, citar o nome do Professor e Vereador Ênio Medeiros que, de forma atuante e destacada, similar à sua atuação no Parlamento Municipal, quando à frente das turmas dos nonos anos da Escola Major de Assis, da localidade de Monguba, fez com que aquela escola galgasse a marca de 13,10 acima do resultado do ano anterior. Com isso, cabe enaltecer a sua destacada atuação juntamente com os demais componentes do corpo docente daquela instituição de ensino local.

Conforme matérias já veiculadas aqui na Melhor Calçada Virtual, não nos causa perplexidade a tão pífia participação de nosso município no Sistema Permanente de Avaliação da Educação Básica do Ceará

 A Folha Corrida é extensa ... O martírio é constante ...

Na contramão da Educação, Pacatuba suspende (extingue ?) o sistema de Escolas de Tempo Integral

http://www.pacatubaemfoco.com.br/2017/02/na-contramao-da-educacao-pacatuba.html

Em manifestação pacífica, Professores de Pacatuba são agredidos à porta da Câmara de Vereadores

http://www.pacatubaemfoco.com.br/2017/05/em-manifestacao-pacifica-professores-de.html

Pacatuba: Professores aprovam Greve por tempo indeterminado

http://www.pacatubaemfoco.com.br/2017/05/pacatuba-professores-aprovam-greve-por.html

Mais um flagrante de descaso do Poder Público de Pacatuba - Ônibus Escolar Superlotado

http://www.pacatubaemfoco.com.br/2018/02/mais-um-flagrante-de-descaso-do-poder.html

Pacatuba - Mais um capítulo do embate: Prefeitura x Funcionários. Vitória dos Funcionários

http://www.pacatubaemfoco.com.br/2018/03/mais-um-capitulo-do-embate-prefeitura-x.html

Pacatuba: Sindicato APEOC apoia ato de professores

http://www.pacatubaemfoco.com.br/2017/04/pacatuba-sindicato-apeoc-apoia-ato-de.html

Pacatuba: Sindicato pressiona e conquista reajuste de 6,81%

http://www.pacatubaemfoco.com.br/2018/02/pacatuba-sindicato-pressiona-e.html

Pacatuba: Professores cobram reajuste salarial e outras pautas

http://www.pacatubaemfoco.com.br/2017/03/pacatuba-professores-cobram-reajuste.html

Alunos protestam por transporte escolar em Pacatuba

http://www.pacatubaemfoco.com.br/2017/03/alunos-protestam-por-transporte-escolar.html

Professores de Pacatuba ameaçam greve geral

http://www.pacatubaemfoco.com.br/2017/04/professores-de-pacatuba-ameacam-greve.html

REIVINDICAÇÃO DOS ESTUDANTES NA CÂMARA MUNICIPAL DE PACATUBA

http://www.pacatubaemfoco.com.br/2017/02/reivindicacao-dos-estudantes-na-camara.html

Mãe de estudante denuncia o descaso com a educação pública de Pacatuba

http://www.pacatubaemfoco.com.br/2017/03/mae-de-estudante-denuncia-o-descaso-com.html

Pacatuba - Vereador Ênio Medeiros faz uma série de denúncias sobre a gestão municipal ...

http://www.pacatubaemfoco.com.br/2018/05/pacatuba-vereador-enio-medeiros-faz-uma.html

Pacatuba: Sem resposta da Prefeitura, professores aprovam Indicativo de Greve

http://www.pacatubaemfoco.com.br/2017/05/pacatuba-sem-resposta-da-prefeitura.html

UFA ! UFA ! UFA !

Como falei antes: A Folha Corrida é extensa ... O martírio é constante ... 



Pacatuba Em Foco

“AZEREDO COLOCA O PSDB NO CENTRO DA CRISE”

O professor Vitor Marchetti, da Universidade Federal do ABC, avalia que, “antes da prisão de Azeredo o PSDB já tinha problemas o suficiente para se colocar como um partido de renovação ética, para tentar se afastar das investigações e se proteger como um partido que está blindado a esses casos”.

“Essa decisão contra o Azeredo definitivamente coloca o PSDB no centro da crise político-partidária. Claro que o nível de impacto no PT é gigante por conta do tamanho das lideranças envolvidas. Mas eu diria que não é tão menor no PSDB, considerando alguns impactos, como o que ocorreu com o Aécio na delação da JBS; as diferentes citações de políticos tucanos em planilhas com informações de pagamentos de propinas por empresas; o próprio Alckmin, apresentado como 'Santo' em planilhas da Odebrecht; e os escândalos do metrô em São Paulo”, diz o estudioso a Lilian Venturini, no site Nexo.

Questionado sobre como os adversários do PSDB devem tratar a prisão de Azeredo, o professor afirma que "o PT, fundamentalmente, deve lançar luz para aquela ideia central com a qual o partido já trabalha que é a seletividade da Justiça. O Azeredo é o primeiro ator que tinge o PSDB dentro da lógica do mensalão, que já faz alguns anos que aconteceu".

"Mais do que explorar que o PSDB tem escândalos de corrupção, a estratégia será mostrar o quanto há lentidão, o quanto há seletividade da Justiça a depender da filiação partidária do investigado. Inclusive outros envolvidos no mensalão tucano não foram punidos porque houve prescrição [caso das ações contra o ex-vice-governador Walfrido dos Mares Guia, contra o ex-diretor Lauro Wilson e Cláudio Mouro, coordenador da campanha de Azeredo em 1998]".

Morre o jornalista Alberto Dines, aos 86 anos

Faleceu nesta terça-feira (22) Alberto Dines, jornalista, professor universitário, biógrafo e escritor. A informação foi publicada pela página do Repórter Brasil, telejornal da TV Brasil, em rede social. Dines ingressou em 1962 no JORNAL DO BRASIL, onde foi responsável por uma profunda reformulação que levou o jornal a se consolidar na vanguarda da imprensa nacional.

O jornalista, diretor do programa Observatório da Imprensa da TV Brasil, faleceu às 6h no Hospital Albert Einstein, em São Paulo, onde estava internado devido a uma pneumonia. A causa da morte do ex- editor do JORNAL DO BRASIL foi insuficiência respiratória. A viúva, jornalista Norma Couri, ainda resolve se o enterro será na capital paulista ou no Rio de Janeiro.

"É com profunda tristeza que a equipe do Observatório da Imprensa comunica o falecimento de seu fundador, Alberto Dines (1932-2018), na manhã de hoje no hospital Albert Einstein, em São Paulo. Estamos preparando uma edição especial sobre o legado do Mestre Dines a ser publicada em breve", diz nota do instituto.Jornalista, professor, biógrafo e escritor ingressou em janeiro de 1962 no JORNAL DO BRASIL

Alberto Dines nasceu no Rio de Janeiro, então Distrito Federal, em 19 de fevereiro de 1932, filho de Israel Dines e de Raquel Di­nes, ambos de origem judaica. Fez os cursos primário e ginasial em colé­gios israelitas do Rio. 

Em 1943 teve sua primeira experiência jornalística como um dos organizadores do boletim estudantil Horta da Vitória, do Ginásio Hebreu Brasileiro. Cursou o científico no Colégio Andrews.

Iniciou sua carreira em 1952 como crítico de cinema da revista A Cena Muda. No ano seguinte foi convidado por Nahum Sirotsky para trabalhar como repórter na recém-fundada revista Visão, cobrindo assuntos ligados à vida artística, ao teatro e ao cinema. Passou a fazer reportagens políticas, cobrindo as campanhas de Jânio Quadros para a prefeitura de São Paulo em 1953 e, um ano mais tarde, para o governo do Estado. 

Permaneceu na Visão até 1957, quando foi levado por Nahum Sirotsky para a revista Manchete. Tornou-se assistente de direção e secretário de redação. Após desentendimentos com Adolpho Bloch, demitiu-se da empresa e tentou criar, com recursos próprios, uma revista que não chegou a ser editada.

Em 1959 assumiu a direção do segundo caderno do jornal Última Hora, depois foi diretor da edição matutina e, mais tarde, das duas edições diárias (matutina e vespertina).

No ano seguinte foi nomeado editor-chefe da recém-criada revista Fa­tos e Fotos, tendo colaborado, nessa ocasião, no jornal Tribuna da Imprensa, então pertencente ao Jornal do Brasil. Em 1960, convidado por João Calmon, dirigiu o Diário da Noite, dos Diários Associados de Assis Chateaubriand, convertendo-o em tabloide vespertino. Deixou o jornal, demitido por Chateaubriand, por não obedecer a ordem de ignorar o sequestro do navio Santa Maria, em Recife, feito em protesto contra a ditadura de Antônio Salazar em Portugal.

JORNAL DO BRASIL

Ingressou em janeiro de 1962 no JORNAL DO BRASIL como edi­tor-chefe, aos 30 anos e dez de profissão. Segundo o diretor Manual Francisco do Nascimento Brito, com a entrada de Dines, a reformulação do jornal foi afinal consolidada, pois ele sistematizou as modificações que levaram o JB a ocupar outra posição na imprensa brasileira.

Em 1963 Dines criou e ocupou a cadeira de jornalismo com­parado na Faculdade de Jornalismo da PUC. No período fundou, dirigiu e colaborou regularmente com os Cadernos de Jornalismo e Comunicação do JORNAL DO BRASIL. Em 1965, instituiu a cadeira de Teoria da Imprensa na PUC, onde lecionou até 1966.

“Tempo negro. Temperatura sufocante" e a capa de Allende


Histórica capa do JB, quando o governo baixou o AI5

Quando da promulgação do Ato Institucional Nº 5 (AI-5), em 13 de dezembro de 1968, coordenou a edição da célebre primeira página que se valeu de recursos como a previsão do tempo – “Tempo negro. Temperatura sufocante. O ar está irrespirável. O país está sendo varrido por fortes ventos...” – e de um anúncio no alto da página: “Ontem foi o dia dos cegos”, como parte de uma estratégia para denunciar a censura imposta à redação a partir de então, em consequência da nova ordem política autoritária instalada.


A 'previsão do tempo'

Convidado para ser paraninfo de uma turma da PUC logo após a edi­ção do AI-5, fez um discurso criti­cando a censura e, em conse­quência, foi preso em dezembro de 1968 e em janeiro de 1969 e submetido a inquérito. Em 1971, recebeu o prêmio Maria Moors Cabot da Universidade de Columbia, nos Es­tados Unidos.

Foi demitido em 1973 do JB, depois de 12 anos como editor. No JB, criou o Departamento de Pesquisa, a Editoria de Fotografia, a Agência JB e os Cadernos de Jornalismo. Um dos episódios que marcaram sua passagem pelo jornal foi a cobertura da deposição por golpe militar do presidente chileno Salvador Allende, em 11 de setembro de 1973. Como a censura havia proibido a publicação de qualquer manchete sobre o assunto, Dines coordenou com o diagramador Ezio Esperanza a edição de uma primeira página sem manchete.


Capa do 'JB' sem manchete, na morte de Salvador Allende

Jornalista, professor, biógrafo e crítico

Em 1974 deixou, depois de 12 anos, a Fatos e Fotos, viajando para os Estados Unidos, onde foi professor visitante, durante um ano, na Universidade de Columbia. Retor­nou em julho de 1975 e assumiu a chefia da sucursal carioca da Folha de São Paulo, convidado por Cláudio Abramo, diretor de redação. Em 1980, Dines deixou a Folha de São Paulo, demitido por Boris Casoy, após escrever um artigo denunciando a repressão do governador Paulo Maluf à greve do ABC. Colaborou, durante todo esse ano, no semanário O Pasquim, onde reeditou a coluna Jornal dos jornais. Nesse período, escreveu a biografia do escritor Stefan Zweig. 

Em seguida assumiu o cargo de secretário editorial da editora Abril, em São Paulo. Como diretor-editorial-adjunto, participou da criação de revistas com a Exame de Portugal e instituiu os cursos de extensão e aperfeiçoamento.

Em Lisboa, entre 1988 e 1995, como diretor do grupo Abril em Portugal e consultor editorial da Sojornal ¾ que edita o maior semanário português, o Expresso, e o único vespertino do país, A Capital. Foi também diretor da empresa Jornalistas Associados, que prestava serviços de consultoria no Brasil e em Portugal. Em 1994 criou em Portugal o Observatório da Imprensa. Concluiu e editou a biografia de Antônio José da Silva, o Judeu, e o primeiro volume do livro Vínculos de Fogo.

Veja o vídeo produzido pelo Observatório da Imprensa em 2012, em homenagem aos 80 anos de Alberto Dines


De volta ao Brasil, em 1994 foi o responsável pela criação do Laboratório de Estudos Avançados em Jornalismo da Unicamp. Passou também a escrever, entre agosto de 1994 e setembro de 1995, uma coluna de crítica ao jornalismo na revista Imprensa.

Em abril de 1996, lançou a versão eletrônica do Observatório da Imprensa, jornal de crítica e debate sobre o jornalismo contemporâneo, que passou a ter uma edição na TV Educativa do Rio de Janeiro em maio de 1998, e meses depois passou também a integrar ao vivo a programação da Rádio e Televisão Cultura de São Paulo.

Voltou ao JORNAL DO BRASIL em outubro de 1998, onde passou a manter coluna semanal de crítica jornalística. Foi ainda consultor da Grande Enciclopédia Larousse e colaborador de O Estado de São Paulo e do Observador Econômico, de São Paulo. Fez estágios em jornais estrangeiros, como o Daily News e o New York Times, em Nova Iorque; o Daily Mirror, em Londres; o Paris Match e o Paris Jour, na França. Recebeu o título de notório saber em História e Jornalismo da Universidade de São Paulo (USP).

Casou-se pela primeira vez com Ester Rosali Dines, sobrinha de Adolfo Bloch, com quem teve quatro filhos. E, pela segunda, com a jornalista Norma Couri.

Publicou Vinte histórias curtas (contos, em co-autoria, 1960), Os idos de março e a queda de abril (co-autoria e organização, 1964), O mundo depois de Kennedy (1965), Jornalismo sensacionalista (em co-autoria, 1969), Comunicação e jornalismo (1972),Posso? (contos, 1972), O papel do jornal (1974), E por que não eu? (sátira política, 1979), A imprensa em debate (em co-autoria, 1981), Morte no paraíso - A tragédia de Stefan Zweig (bio­grafia, 1981), O baú de Abravanel: uma crônica de sete séculos até Silvio Santos (biografia, 1990), Vínculos de fogo: Antônio José da Silva, o Judeu, e outras histórias da Inquisição em Portugal e no Brasil(biografia, 1992, volume 1), 20 textos que fizeram história (1992), As transformações da revolução global e o Brasil (1995), Diários completos do capitão Dreyfuss (organizador, 1995).

O golpe calça chuteiras e escala Tite para seguir na batalha

Por Wilson Roberto Vieira Ferreira

Para quem ainda duvida e acha que guerra híbrida e bombas semióticas não passam de “teoria da conspiração”, uma simples comparação entre as peças publicitárias que promoviam a Copa de 2014 e a desse ano, na Rússia, põe fim a qualquer dúvida: enquanto a Copa no Brasil foi dominada por criações publicitárias para lá de polissêmicas (ambiguidade entre festa e agressividade, alegria e raiva, em consonância com a pesada atmosfera das manifestações do “Não Vai Ter Copa!” + Lava Jato), nesse ano a publicidade é bem diferente: uníssona e assertiva – a Nação deve ficar unida, esquecer as diferenças e torcer pela Seleção. Em 2018 a Guerra Semiótica veste as chuteiras cumprindo duas funções: a primeira política, pacificar as ruas com a ideia de união e nação; e no campo ideológico, enfiar goela abaixo da choldra as preleções de Tite, misto de “coaching” e pastor motivacional. Para nos fazer acreditar que desemprego não é crise. É oportunidade para virarmos todos empreendedores. Mas, e se algo sair fora do script? Então teremos um “Plano B” cujos balões de ensaio já estão sendo lançados.

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Visto em perspectiva, a intervenção norte-americana no Brasil por meio da estratégia de guerra híbrida (guerra semiótica implementada pelo complexo jurídico-policial-midiático com apoio logístico e de inteligência dos EUA) teve dois propósitos bem definidos: primeiro, o golpe político – o impeachment, nova modalidade de golpe sem mais traumáticas imagens de tanques de guerra cercando o Congresso ou um presidente com quepe estrelado discursando para a TV, e a inviabilização de um candidato de esquerda por meio da pesada artilharia do chamado “lawfare”.

E segundo, a conquista dos corações e mentes: fazer a choldra, que olha para tudo até agora bestializada, acreditar na ideologia do mérito-empreendedorismo da nova ordem neoliberal imposta ao País – diante da perda das garantias trabalhistas e sociais e por meio de pitacos ideológico-motivacionais, incutir nas massas a fé de que, daqui em diante, é cada um por si pelo próprio mérito e esforço empreendedor. E o salto de fé de que, um dia, a força de trabalho magicamente se converterá em capital.

Da mesma forma como na Copa do Mundo de futebol de 1970 (em pleno início do golpe militar e dos anos de chumbo de perseguições e tortura), na qual a ordem militar calçou as chuteiras dos “90 milhões em ação, prá frente Brasil!”, também o atual golpe político que promove a guerra semiótica também calça suas chuteiras.

Neste momento, a palavra de ordem é mostrar uma nação unida, brasileiros “com muito orgulho e com muito amor”, entusiasmo, felicidade e inspiração. E muitos pitacos motivacionais do técnico Tite em vídeos publicitários do banco Itaú.

Para aqueles que ainda duvidam sobre estarmos em plena guerra semiótica ou de que o País continua alvo de uma guerra híbrida cuja logística poderá colocar em xeque as eleições desse ano (se as coisas nãos seguirem o script previsto pela banca), uma prova é fazer um comparativo das campanhas publicitárias de duas copas do mundo de futebol: a de 2014 e a desse ano.

Lá em 2014 vivíamos o auge de uma pesada guerra semiótica que pretendia desestabilizar o governo Dilma Rousseff (o clima do “não vai ter Copa” + Lava Jato).

E agora em 2018, a luta midiática pela estabilização da Nova Ordem – Lula preso, a inviabilização de um candidato de esquerda (só esperam a definição do candidato para a artilharia lawfare ser acionada) e a catequização diária dos valores do mérito-empreendedorismo para a massa de desempregados e aqueles inseguros com o emprego que ainda possuem.

Em 2014, as campanhas publicitárias eram polissêmicas, ambíguas, explorando um duplo sentido: entre o tradicional ufanismo da pátria de chuteiras e a incitação das mobilizações de rua do “Não Vai Ter Copa!” e contra o governo federal.

Bem diferente, hoje vemos um clima publicitário semioticamente unívoco, assertivo, com um único sentido: a necessidade da Nação ficar unida, esquecer as diferenças e torcer pela Seleção. Um incômodo déjà vu que lembra as amargas atmosferas do anos de chumbo das copas de 1970, 1974 e 1978 – cuja Seleção chegou até a contar como um técnico militar, Cláudio Coutinho, capitão que se graduou na Escola de Educação Física do Exército.

Não foi por acaso que, assim como o juiz Sérgio Moro (arma do lawfare da atual guerra híbrida), Coutinho fez cursos nos EUA. A diferença é que foi na área de preparação física com Kenneth Cooper (idealizador do famoso método de avaliação física), chegando a frequentar o Laboratório de Estresse Humano da NASA – afinal, o futebol fez parte do aparato ideológico dos governos militares.
A campanha polissêmica da Copa de 2014

Olhando em conjunto anúncios e vídeos publicitários é nítida a intenção polissêmica das criações que antecederam a Copa do Mundo no Brasil: um misto de festa e agressividade, alegria e raiva. E torcidas que ora parecem as tradicionais torcidas organizadas de futebol, ora manifestantes que saem às ruas para protestar.

E tudo é reforçado com alusões aos icônicos “cara pintadas” das manifestações (cores verde e amarelo pintadas no rosto) pelo impeachment de Collor em 1992.

Punhos fechados, gritos com dentes acirrados, gente gritando com fisionomias ambíguas entre alegria e raiva e massas de torcedores que ocupam ruas com mais punhos fechados, gritos e bandeiras. Praticamente, as peças publicitárias eram extensões das imagens dos telejornais de manifestantes nas ruas gritando “não vai ter Copa” e exigindo “padrão Fifa” para educação e saúde.

Em outras palavras: vendo em perspectiva a semiótica publicitária daquele momento, tudo parecia a prévia dos ícones que iriam tomar conta da midiosfera dos anos subsequentes: batedores de panela com camisetas da CBF, esgarçando os dentes e fechando os punhos.
Itaú e Boticário vão à luta

Duas campanhas foram emblemáticas: a do Itaú e do Boticário. A do representante da banca financeira (interessada em criar a cortina de fumaça do discurso anticorrupção para esconder o fator dos juros altos na atual crise) criou o “Hino da Copa do Mundo” composto e dirigido por Jair Oliveira e Simoninha e cantado por Paulo Miklos e Fernanda Takai. Um vídeo-clip que agora se repete em 2018, porém com outra edição bem sintomática.

Lá na versão de 2014, o foco são torcedores saindo de casa e tomando as ruas. Muitos jovens correndo pelas ruas num conjunto de cenas com claras alusões às imagens dos protestos que tomavam conta dos telejornais naquele momento. Com direito a um skatista com gestalt de black bloc. Mais punhos fechados e gritos. Há uma ambiguidade clara entre festa e torcida se contrapondo à tensão e protesto reforçado pelos signos dos gritos, rostos franzidos e punhos fechados para o alto.

Na atual versão do vídeo-clip Itaú do “Hino da Copa do Mundo” tudo mudou: vemos os músicos no estúdio numa metalinguagem da gravação da música. A atmosfera é de calma, leveza, concentração e união dos músicos. Com letterings se sobrepondo as imagens nos quais se ressalta a “união”, “coração”, “todos juntos”, “alma verde-amarela” etc.

Veja os dois vídeos abaixo e compare:



Quando as imagens dos torcedores aparecem não há mais ruas tomadas pelas massas. Na verdade, elas estão agora ocupando campos, áreas arborizadas, montanhas, rios e natureza. Os closes são agora em bandeiras. Não há mais os planos abertos do alto mostrando massas humanas de torcedores/manifestantes ocupando as ruas.

Em 2014, o Boticário também foi à luta com a “Coleção Torcida Linda”. Mais gente nas ruas, dessa vez mulheres lindas e perfumadas. Tendo ao fundo mais torcedores/manifestantes com punhos fechados e erguidos no ar. O ar é de leveza, mas a modelo leva as mãos em concha para a boca, como se preparasse para gritar/manifestar.
A preleção de Tite para os desempregados

No ano de 2014 víamos nas peças publicitárias torcedores ocupando muito mais as ruas do que estádios. Agora em 2018 temos o inverso: torcida no estádio e muitos closes em bandeiras e rostos não mais tensos e com dentes acirrados. Agora todos com olhos bem abertos e sorrisos.

No vídeo do Itaú, agora as ruas estão vazias. A torcida foi para o estádio. Os rostos agora estão limpos. Sem mais a maquiagem dos cara pintadas que dominava as campanhas de 2014.

Mas se as ruas foram pacificadas, agora precisa-se conquistar os corações e mentes com o ideário mérito-empreendedor. Nada melhor do que um misto de personal coaching e pastor motivacional: o técnico da seleção Tite.


Ele fala de “resgate de valores” com “determinação e trabalho duro”. Depois que os corruptos foram presos (aqueles que querem ganhar dinheiro no mole, sem mérito, trabalho e determinação), instaurou-se a Nova Ordem: a da Meritocracia, com uma preleção de Tite para todos os brasileiros. Ele fala que “tudo que é passado é História”, superar o medo, termos coragem para “lutar, retomar e recuperar”… mesmos com os juros escorchantes da banca representada pelo Itaú.

Portanto, a guerra semiótica calçou a chuteira nessa Copa ao assumir uma dupla função: no campo político, pacificar as ruas com a ideia de união e nação; e no campo ideológico, enfiar à fórceps em corações e mentes a preleção de Tite. Para nos fazer acreditar que desemprego não é crise. É oportunidade para virarmos todos empreendedores.

Mas, e se o script sair do controle? E se as ruas, agora vazias, forem ocupadas novamente e a “grande esperança branca” não for um candidato forte que potencialmente vença um candidato à esquerda?

Bom, então teremos o Plano B, o grande álibi para um golpe dentro do próprio golpe: um Estado de exceção para combater o suposto novo inimigo interno pós-prisão de Lula – o crime organizado, aquela “facção criminosa” que a grande mídia não ousa dizer o nome: o PCC.

Sinais ou “balões de ensaio” já começam a despontar: a estranha enquete do tucano telejornal “Jornal da Cultura”, prontamente apagado do Tweter após reações negativas contra o post:


E a escalada de notícias nos telejornais sobre execuções de policiais por criminosos tanto no Rio quanto em São Paulo.

Um golpe tão milimetricamente planejado que, até aqui, não sofreu nenhum tipo de revés. Sabe que diante das ruas vazias e do auxílio luxuoso da grande mídia há uma grande margem de manobra para a criação de álibis, pretextos e crises que justifiquem uma nova virada de mesa.

A esquerda precisa urgentemente de um Goebbels!

Alunos fazem rifa para ajudar professor que está há dois meses sem receber

Professor não recebia salário há dois meses e meio.


O professor de artes Bruno Rafael Paiva foi surpreendido pelos alunos da escola em que dá aula na cidade de Brejo Santo, no Ceará, com um gesto que ele vai levar para a vida toda. 

Vai fazer dois meses e meio que Bruno, que é formado em música, não recebia o primeiro salário na Escola Estadual de Educação Profissional Balbina Viana Arrais.

Ser professor, ao contrário do que muita gente pensa, não é uma vocação, mas uma profissão como todas as outras. Nem por isso os professores são remunerados adequadamente e, quando são, recebem o contracheque com meses de atraso, enquanto as contas não param de chegar.

“Esse mês quando vi que não ia receber depois de um mês e meio de trabalho, vi tudo ficar preto, afundei na depressão preocupado e perdido sem saber como ia pagar as contas e ajudar minha família que está de mudança e com muitas barreiras da vida”, escreveu Bruno no Facebook.

Sabendo da situação financeira do professor e da dificuldade para continuar na escola, uma turma de alunos resolveu ajudá-lo – afinal, quando o Estado é ausente, os professores e alunos tem apenas uns aos outros.

Bruno não é de Brejo Santo, estava dormindo em um local emprestado. Sem contar nada, os estudantes compraram uma cesta de chocolate e fizeram uma rifa. Os estudantes correram que “nem doidos pra poder vender todas na escola e arrecadar 400 reais para me ajudar”.

No dia da surpresa, os alunos fizeram uma espécie de gincana com o professor. Em duplas, eles escreverem numa folha de caderno pedidos de desculpas para Bruno, por serem bagunceiros, muitas vezes, e coisas assim. Bruno andou a sala toda para ler os pedidos e em voz alta. 

Até que ele leu um bilhete que estava dentro de uma caixinha sobre a sua mesa. Desta vez, não se tratava de um pedido de desculpas, mas da surpresa que os estudantes tinham planejado: os 400 reais arrecadados com a venda das rifas estavam lá. A emoção tomou conta de Bruno, que agradeceu e depois foi abraçado pela turma.

“Eu fiquei paralisado quando abri a caixa. Eu nunca me senti daquele jeito na minha vida, algo por mim. Foi muito lindo!”, disse Bruno ao Razões para Acreditar. O professor disse ainda que vai receber um dos salários atrasados no próximo mês.

O vídeo já tem mais de 330 mil visualizações, 10 mil curtidas e 11 mil compartilhamentos. 

Confira:


Leia o post na íntegra:

“Não sou de postar emoções pessoais. Mas essa foi muito forte e decidi dividir com amigos.
Hoje quando entrei na sala do 1° #Edificações, a sala que mais dou aula e a mais danada kkkk, tive uma surpresa que realmente não estava preparado.
Vai fazer dois meses e meio que dou aula e ainda não recebi nem mesmo o primeiro salário. Vida de professor não é fácil. O estado faz você trabalhar muito pra receber tudo de uma vez e você precisa segurar as pontas sozinho. Esse mês quando vi que não ia receber depois de um mês e meio de trabalho, vi tudo ficar preto, afundei na depressão preocupado e perdido sem saber como ia pagar as contas e ajudar minha família que está de mudança e com muitas das barreiras da vida. Esses alunos ficaram sabendo da minha situação financeira, minha dificuldade pra continuar na escola e por estar até dormindo em local emprestado já que não sou da cidade de Brejo santo, e sem me contar nada, correram atrás de comprar uma cesta da cacau show, fazer uma Rifa, correr que nem doidos pra poder vender todas na escola e arrecadar 400 reais para me ajudar.
Tenho muitas salas que amei de coração ser professor, mas nunca nenhuma sala demonstrou tamanho amor, ajuda e carinho por meu trabalho de professor como o 1° #Edificações fez hoje. São alunos como eles, que me fazem ainda acreditar na Educação do país, acreditar no amor ao próximo, na compaixão de se colocar no lugar do próximo, e acreditar principalmente, no respeito e amor do aluno para com o #Professor de sua escola.
MUITO OBRIGADO 1° EDIFICAÇÕES!!!
VOCÊS SÃO O FUTURO QUE EU QUERO SEMPRE ACREDITAR

PS: Se pudesse compartilhava esse vídeo pra todo Brasil ver que existem sim muitos alunos que respeitam, amam e são gratos ao professor que tem na sua escola. Quem quiser pode compartilhar ^ ^

PS 2: Desculpem a cara de chorão parecendo uma criança de 8 anos. kkkkkkkkk”

Crédito de imagens: Reprodução Autorizada – Facebook Bruno Rafael Paiva

Festival das Culturas da Unilab chega à terceira edição com o tema "Arte, Cultura Popular e Resistência"

"Arte, Cultura Popular e Resistência" dão o mote do III Festival das Culturas da Unilab, que ocorre de 23 a 25 de maio, em Redenção/CE e em São Francisco do Conde/BA. 

Atrações artísticas em várias linguagens (teatro, música, dança e performances), exposições, feiras, mesas-redondas e outras atividades compõem o III Festival das Culturas da Unilab. A programação segue o formato das anteriores, com a participação de grupos contemplados no Edital de Bolsas de Extensão da Pró-Reitoria de Extensão, Arte e Cultura (Proex) e o convite a atrações artísticas do Maciço do Baturité e das instituições de ensino superior do Ceará. 

A abertura do evento ocorre com fala da Reitoria, Proex e um representante discente, no Campus da Liberdade, em Redenção/CE. Em seguida, haverá vernissage das exposições "Feminino em Cor", "Orixás e Resistência", "Pibid e docência: percursos iniciais, experiências perenes", que estarão em mostra até o final do festival. Pela tarde, ocorrem atividades diversas e oficinas de audiovisual, artes visuais, literatura, música, dança e moda. 

Os fins de tarde e as noites do festival no Ceará têm muita arte, com performances, peça teatral, apresentações musicais e de dança de artistas de Fortaleza e da Região do Maciço de Baturité. 

A manhã do dia 24 será marcada pelo Fórum de Extensão, Arte e Cultura, em que participam a Proex, o Grupo de Trabalho de Extensão e o Grupo de Trabalho de Arte e Cultura, iniciativas que agregam universidade e comunidade. O fórum é o momento que em que pessoas da comunidade unilabiana e do Maciço do Baturité e Recôncavo Baiano, interessadas no planejamento das ações de extensão, arte e cultura, possam participar e ajudar a construir um programa de ação plurianual para a universidade. 

O último dia de festival terá, além das oficinas e apresentações artísticas, a mesa "Dança, arte e resistência no Ceará", com participação de representantes do Vila das Artes e curso de Sociologia da Unilab. 

A programação em São Francisco do Conde/BA conta com oficinas diversas e mesas-redondas, como "Gestão local: desafios para o fortalecimento da cultura popular" e "Arte e cultura da resistência", ambas na quarta-feira (23), no auditório, pela manhã e tarde, respectivamente. 

Nos dias seguintes, a programação segue com oficinas e terá, entre outras atrações, as mesas-redondas "Cultura Popular e Educação" e "Apresentação da mostra itinerante For Rainbow e debate sobre dissidência sexual". 

Confira a programação completa no Ceará e Bahia.

Evento consolidado

Ainda mais fortalecido nesta edição, o III Festival das Culturas da Unilab mostra que arte e cultura não são aspectos acessórios na sociedade. “A cultura é tudo o que somos. Na Unilab, existem diferentes substratos culturais em convivência, cuja a expressão artística é uma das formas de expressão dessas culturas. O festival permite que cada membro da nossa comunidade acadêmica e as comunidades externas possam aprender a se relacionar com o diferente, entendendo que somos iguais em aspirações, deveres e direitos. Isso para todos/as nós é fundamental, mas para nossos/as discentes é o diferencial”, destacou o coordenador de Arte e Cultura da Proex, Marcos Coelho.

Contatos:

Robério Nery, coordenador de Comunicação - (85) 3332.1330 / 9.8892.5881
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